A perda das Bolsas na crise: US$ 10 trilhões viraram pó

 [Embora esta artigo não entre na discussão sobre capital fictício, fornece informações relevantes para dimensionar o impacto da crise sobre a acumulação global de capital, J.C.]

Lucianne Carneiro, O Globo, 9 de setembro de 2012

Bolsas no mundo ainda estão bem abaixo de 2008. Crise será longa, dizem economistas

As bolsas de valores em todo o mundo ainda amargam uma perda de US$ 10,6 trilhões em relação a 2008, quando a crise global se agravou, culminando com a quebra do Lehman Brothers, que completa quatro anos no próximo dia 15 de setembro. Apesar do longo tempo passado desde o marco do início da turbulência financeira, o clima de incertezas permanece. Especialistas estimam que a crise continuará por alguns anos e, no melhor dos cenários, estamos fadados a um período prolongado de baixo crescimento. O desdobramento da crise da dívida na Europa e o abismo fiscal nos Estados Unidos são as principais preocupações de economistas para o cenário atual. Continue lendo

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El escándalo Barclays se extiende en la City

Martine Orange, Viento Sur / Mediapart, 6 de julio de 2012

Era una proposición que no se podía rechazar. Cuando las autoridades americanas y británicas, que investigaban sobre sospechas de manipulación en los mercados del tipo de interés interbancario (Libor y Euribor) desde hace más de un año, propusieron a Barclays transigir y pagar una multa a fin de parar las acciones judiciales que la amenazaban, la dirección del banco británico se apresuró a aceptar.

Desde hace veinte años, y aún más desde la crisis financiera, todos los grandes grupos han adoptado esta facilidad ofrecida por los poderes públicos que les permite enterrar prontamente, y en la más absoluta discreción, los expedientes molestos, mediando alguna indemnización financiera, bastante menos elevada a menudo de lo que podría ser el precio de una condena ante la justicia. También, cuando Barclays anunció, el 28 de junio, que aceptaba pagar una multa de 453 millones de dólares (361 millones de euros) a las autoridades de regulación, tenía el sentimiento de que estaba a punto de cerrar un asunto que le envenena desde hace tiempo. Continue lendo

Las diversas facetas de la crisis europea

Alberto Rabilotta, ALAI, 27 de abril de 2012

La primera ronda de la elección presidencial en Francia y la lucha política para la segunda ronda, el 6 de mayo, puso el dedo en la inflamada llaga de la crisis financiera, monetaria y económica que afecta a la Unión Europea (UE), y expuso la faceta faltante, la profunda crisis política que viene gestándose en el interior mismo del modelo neoliberal. Continue lendo

Os 99% que ocuparam Wall Street

Amy Goodman – Democracy Now

Duas mil pessoas ocuparam Wall Street no dia 17 de setembro. A sua mensagem era clara: “Somos os 99% da população que não toleram mais a ganância e a corrupção do 1% restante”. Se dois mil ativistas do movimento conservador Tea party se manifestassem em Wall Street, provavelmente haveria a mesma quantidade de jornalistas cobrindo o acontecimento. Mas o interesse da mídia em divulgar protestos contra Wall Street parece ser bem menor. O artigo é de Amy Goodman.

Se dois mil ativistas do movimento conservador Tea party se manifestassem em Wall Street, provavelmente haveria a mesma quantidade de jornalistas a cobrir o acontecimento. Duas mil pessoas ocuparam de fato Wall Street no dia 17 de setembro. Não levavam cartazes do Tea party, nem a bandeira de Gadsden com a serpente em espiral juntamente com a ameaça “Não te metas comigo”. Mas a sua mensagem era clara: “Somos os 99% da população que não toleram mais a ganância e a corrupção do 1% restante”, diziam. Ali estava uma maioria de jovens a protestar contra a especulação praticamente incontrolável de Wall Street, que provocou a crise financeira mundial. Continue lendo

Brics já têm bônus europeu

Reportagem de Assis Moreira e Claudia Safatle – publicada pelo jornal Valor, 19-09-2011.

Países do grupo dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já adquiriram títulos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), principal instrumento à disposição da zona do euro para socorrer os países da região. A informação foi revelada ao Valor pelo diretor financeiro do fundo, Christophe Frankel, que espera que os Brics comprem mais papéis para aumentar a capacidade de empréstimos do EFSF. O fundo tem feito teleconferências com os bancos centrais do grupo para divulgar o bônus, que tem o mais elevado rating possível, garantia dos 17 países da zona do euro e retorno acima do dos títulos do Tesouro americano.

O Brasil, aparentemente, se prontificou a participar de uma ação conjunta dos Brics, mas o governo sabe que essa não é uma decisão simples.

Fundo da UE já se aproxima de Brics

O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) tem realizado várias teleconferências com bancos centrais dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, para transmitir as informações mais recentes sobre suas emissões de títulos denominados em euro.

Foi o que revelou ao Valor o diretor financeiro do fundo, Christophe Frankel, entusiasmado com a possibilidade de os Brics investirem nesse que é o principal instrumento à disposição da zona do euro para socorrer os países abatidos pela crise da dívida soberana. Frankel indicou que países dos Brics já adquiriram títulos emitidos pelo fundo, evitou entrar detalhes, mas espera mais. “Estamos muito felizes de ver já alguns países do Brics investindo nos nossos títulos”, afirmou. “Isso representa uma diversificação muito interessante de nossa base de investidores”. Continue lendo

A crise do euro e a indigência de idéias

Carta Maior, 13 de setembro de 2011

Flávio Aguiar – Correspondente da Carta Maior em Berlim

Em toda a celeuma, que semanalmente provoca crises de adrenalina em escala mundial, ressalta-se a falta absoluta de alternativas de um lado ou do outro do Atlântico. Até o momento ideólogos de direita na mídia e nas universidades conseguiram criar um muro férreo em torno da idéia central de que a solução de tudo parte, como item número um da agenda única, da contenção de despesas públicas, da “independência” dos bancos centrais e da privatização de bens públicos. O artigo é de Flávio Aguiar.

Na que passou e neste começo de semana um pequeno terremoto agitou o governo alemão. As forças mais à direita, representadas pelo vice-chanceler Philipp Rösler, do FDP, e pelo primeiro ministro da Baviera (da União Social Cristã, CSU, co-irmã da União Democrata Cristã da chanceler Ângela Merkel), Horst Seehofer, começaram a falar abertamente de um endurecimento em relação à Grécia. O vice-chanceler aventou a possibilidade de uma moratória ou falência da Grécia em relação à sua dívida pública (movimento que agora atende pelo termo “default” ou “reestruturação”), enquanto Seehoffer aventou a simples possibilidade de expulsar aquele país da zona do euro. Continue lendo

As consequências para o mundo do declínio dos Estados Unidos

Immanuel Wallerstein – Esquerda.net

Há uma década, quando eu e alguns outros falamos do declínio dos EUA no sistema-mundo, recebemos, no melhor caso, sorrisos condescendentes pela nossa ingenuidade. Não eram os Estados Unidos a única superpotência, com envolvimento em cada canto remoto do planeta, e impondo as suas posições na maior parte das vezes? Esta visão era partilhada por todo o espectro político. O artigo é de Immanuel Wallerstein.

Hoje, a opinião de que os Estados Unidos estão em declínio, em sério declínio, é uma banalidade. Todos o dizem, excepto uns poucos políticos norte-americanos que temem ser recriminados pelas más notícias da decadência se forem discuti-la. O fato é que hoje quase todos acreditam na realidade do declínio.

Mas o que se discute muito menos é quais têm sido e serão as consequências mundiais deste declínio. Este tem, evidentemente, raízes econômicas. Mas a perda de um quase-monopólio do poder geopolítico, que os Estados Unidos já exerceram, tem as mais importantes consequências políticas em todo o lado.

Comecemos com uma pequena história contada na secção de negócios do The New York Times de 7 de agosto. Um gerente financeiro de Atlanta “carregou no botão pânico” devido a dois clientes que lhe ordenaram que vendesse todas as suas ações e investisse o dinheiro num isolado fundo mútuo. O gerente disse que, em 22 anos como agente de negócios, nunca tinha recebido uma ordem como esta. “Isto não tinha precedentes”. O jornal observou que a ordem era o equivalente à “opção nuclear”. Ia contra o santificado conselho tradicional de uma “abordagem ponderada” às reviravoltas do mercado. Continue lendo

A crise e a aposta de Ignacy Sachs para a Rio-2012

Entrevista com Ignacy Sachs

A urgência ambiental tem um encontro marcado no Brasil em 2012: o país sediará a Cúpula da Terra, o mais importante fórum da ONU sobre as agendas, compromissos e diretrizes em torno de um novo padrão de relação entre desenvolvimento e meio ambiente. O que a sustentabilidade do século XXI pode esperar de Estados inabilitados para sustentar a própria contabilidade? Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o economista e sociólogo Ignacy Sachs apresenta as linhas gerais de uma proposta que pode ser o elo entre forças e agendas ainda desencontradas, mas de cuja afinidade depende em grande parte o êxito ou o fracasso da intervenção brasileira na Rio-2012 e, por que não, da própria cúpula.

Há cinco anos, o mundo quase não encontra tempo para respirar. Manchetes em cascata regurgitam evidências de um magma em erupção. Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitam a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica . Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso. Uma crise se desdobra em outra. Iniciativas convencionais e cúpulas decisivas adquirem a validade de um pote de iogurte. Continue lendo

A nova guerra fria

Rodrigo Turrer com Luíza Karam
Revista Época

O conflito subterrâneo entre China e Estados Unidos pode definir o futuro não apenas da economia, mas de todos nós.

A história mostra que os Estados Unidos se valeram muitas vezes da sua condição de superpotência para ditar o comportamento de outros países. Desde a política de intervenção do Big Stick (O Grande Porrete) de Theodore Roosevelt, no começo do século XX, até a invasão do Iraque, 100 anos depois, os americanos eram os diretores da escola mundial, distribuindo tanto conselhos como advertências pela classe. Agora, um de seus melhores alunos já dá palpites na vida dos mestres. A China não se considera mais um mero receptor de discursos de Washington sobre economia – ou democracia. Logo após o rebaixamento da nota dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos pela Standard&Poor’s, no último dia 5, os chineses cobraram mudanças na conduta americana. “A China, o maior credor da única superpotência do mundo, tem todo o direito de exigir que os Estados Unidos resolvam seus problemas estruturais da dívida e garantam a segurança dos ativos chineses em dólares”, afirmou uma nota da agência oficial do país, Xinhua. Horas depois, a Casa Branca se manifestou. Sem mencionar os chineses, o porta-voz Jay Carney admitiu que os EUA “precisam melhorar” na tarefa de enfrentar os problemas de sua economia. Na Guerra Fria que se configura neste século XXI, a voz de Pequim está mais grossa do que nunca. Continue lendo

Pouca munição

Paulo Nogueira Batista Jr.
O Globo

Um dos fatores que agravam a turbulência financeira é a percepção generalizada de que os governos dos países desenvolvidos já gastaram boa parte da sua munição com a crise de 2008. Estados Unidos e Europa, que estavam — e continuam — no epicentro da crise, lançaram mão dos mais variados instrumentos: políticas fiscais anticíclicas, redução das taxas básicas de juro para quase zero, injeções maciças de liquidez pelos bancos centrais e operações custosas de socorro a instituições financeiras privadas.

A crise foi contida, mas nunca chegou a ser superada. As economias dos EUA, da Europa e do Japão crescem pouco ou nada; as taxas de desemprego e subemprego permanecem elevadas, especialmente entre os jovens; as finanças públicas estão fragilizadas; uma parte do sistema bancário continua vulnerável, particularmente na Europa. Continue lendo

A crise internacional do capitalismo e o Brasil

Brasil de Fato – edição 441 – agosto de 2011

AS INFORMAÇÕES que chegam todos os dias do hemisfério norte revelam que a crise do capitalismo que emergiu em 2008, não só não se debelou como continua se agravando cada vez mais. Ao contrário do que os jornalistas burgueses pregaram nos últimos dois anos, que o capital daria a volta por cima. Esses jornalistas são bem pagos para mentir e fazer análises sem nenhuma base com a realidade. Mas não têm o direito nem o mérito de fazer a economia de fato funcionar, mesmo como querem os capitalistas.

Os EUA enfrentam a pior crise desde 1930. Um déficit comercial de 500 bilhões de dólares por ano, um déficit de orçamento público federal de 700 bilhões de dólares. Todo esse buraco é bancado pela emissão de dólares, já que eles podem emitir a moeda como querem, sem nenhum controle internacional. Continue lendo

A crise ideológica do capitalismo

Nada foi absorvido da recente crise financeira que mostrou a necessidade de maior igualdade, regulamentação mais forte e melhor equilíbrio entre mercado e governo

Joseph Stiglitz, O Estado de S. Paulo, 9 de julho de 2011

Alguns anos atrás, uma ideologia poderosa – a crença em mercados livres e irrestritos – levou o mundo à beira da ruína. Mesmo em seu apogeu, do início dos anos 80 até 2007, o capitalismo desregulado ao estilo americano só trouxe um maior bem-estar material para os muito ricos dos países ricos do mundo. Aliás, no curso de sua ascendência ideológica de 30 anos, a maioria dos americanos sofreu um declínio ou estagnação da renda ano após ano. Continue lendo

Islândia-Irlanda, novamente

Foram publicados dois artigos no Irish Times comparando a Islândia com a Irlanda e concluindo que a Islândia não se saiu melhor. Eu daria quatro contra-argumentos.

Paul Krugman, Esquerda.net, 16 de abril de 2011

Por via do Irish Economy, vejo que foram publicados dois artigos no Irish Times comparando a Islândia com a Irlanda e concluindo que a Islândia não se saiu melhor. Os artigos não são maus – mas precisam ser lidos com atenção. Especificamente, eu daria quatro contra-argumentos: Continue lendo

As terras do gelo e da ira

Enquanto o FMI está a exigir que a Irlanda corte no salário mínimo e reduza os benefícios ao desemprego, a sua missão para a Islândia elogia o “enfoque em preservar o modelo de assistência social nórdico valorizado pela Islândia.”

Paul Krugman, Esquerda.net, 16 de abril de 2011

Em 2009 era suposto ser uma piada de humor negro: Qual a diferença entre a Islândia e a Irlanda? Resposta: duas letras e seis meses. Continue lendo

Islândia: população volta a dizer “não” ao pagamento da dívida com os bancos

s islandeses votaram, novamente, em referendo que o Estado não deve pagar a dívida de cerca de quatro mil milhões de euros à Holanda e ao Reino Unido. De acordo com os resultados já anunciados, o “não” ganhou com quase 60 por cento.

Esquerda.net, 10 abril de 2011

Na Islândia, a palavra de ordem “não pagamos a crise deles” é mesmo o mote que indica o caminho. Segundo os dados já disponibilizados pela televisão islandesa, 58 por cento dos eleitores votaram “não” e 42 por cento votaram “sim” ao pagamento de quase quatro mil milhões de euros a credores externos, nomeadamente à Inglaterra e à Holanda. Continue lendo

Jogando com o planeta: a lição do desastre no Japão

Especialistas nas indústrias nuclear e financeira nos garantiam que as novas tecnologias praticamente eliminaram os riscos de catástrofes. Eventos mostraram que isso não era verdade: não apenas os riscos existiam como suas consequências eram tão grandes que elas facilmente superaram os supostos benefícios dos sistemas que os líderes dessas indústrias promoviam. Para o planeta há mais um risco, que como os outros dois, é quase uma certeza: aquecimento global. Se houvessem outros planetas para os quais pudéssemos nos mudar, alguém poderia dizer que o risco vale a pena. Mas eles não existem.

Joseph Stiglitz, The Guardian / Carta Maior, 6 de abril de 2011

As consequências do terremoto japonês – especialmente a crise em andamento na usina nuclear de Fukushima – soam assustadoras para os observadores da crise financeira dos EUA que gerou a Grande Recessão. Ambos os eventos fornecem inescapáveis lições sobre riscos e sobre quão mal mercados e sociedade podem gerenciá-los. Continue lendo

Hacia un regulación caótica

La nueva fase de la crisis capitalista.

Michel Husson, Viento Sur, 26 de febrero de 2011. Traducción: Josu Egireun para VIENTO SUR

La nueva hoja de ruta de la crisis en Europa está bastante clara: se trata de hacer pagar la factura de la crisis a las y los asalariados. Con el objetivo de arrojar un poco de luz sobre la coyuntura actual, vamos a abordar, en primer lugar, la trayectoria de la crisis estos últimos años, para después caracterizar los dilemas planteados en la fase actual y, finalmente, plantear los retos estratégicos de este nuevo periodo. Continue lendo

El G20 en París: La crisis y los alimentos

Julio C. Gambina, Argenpress, 22 de febrero de 2011

Entre el 18 y 19 de febrero en París, bajo la presidencia francesa para el 2011, se realizó la reunión de ministros de Finanzas y titulares de los bancos centrales del G20, con eje en la reforma del sistema financiero internacional y la volatilidad de los precios internacionales de las comodities. (1) Allí discutieron los administradores gubernamentales del 85% de la riqueza mundial y el 66% de la población total.

El G20 discute la crisis de la economía mundial, que en la coyuntura se manifiesta con “la subida de los precios de las materias primas, el potencial sobrecalentamiento de las economías emergentes y los problemas de deuda soberana en los países avanzados” (2), para decirlo en el lenguaje del poder mundial. Continue lendo

David Harvey: “As crises distribuem a riqueza no sentido ascendente”

Autor de “Uma Breve História do Neoliberalismo”, David Harvey, classificou a bancarrota de Nova Yorque como o laboratório da revolução neoliberal de Reagan e Thatcher

La Vanguardia entrevista David Harvey, Esquerda.net, 18 de dezembro de 2010

Esta crise será semelhante?
As crises deslocam-se geograficamente, ou seja, o capital jamais resolve os seus problemas: apenas muda de lugar. Assim, creio que nesta crise estamos a viver o mesmo tipo de reestruturação em grande escala que se iniciou em Nova Iorque nos anos 70. Continue lendo

Fed Opens Books, Revealing European Megabanks Were Biggest Beneficiaries

Shahien Nasiripour, Huffington Post, December 1, 2010

NEW YORK — The Federal Reserve on Wednesday reluctantly opened the books on its monumental campaign to save the financial system in the midst of the recent crisis, revealing how it distributed some $3.3 trillion in relief.

Federal Reserve Chairman Ben Bernanke. The data revealed that the Fed’s aid was scattered much more widely than previously understood.The data revealed that the Fed’s aid was scattered much more widely than previously understood. Two European megabanks — Deutsche Bank and Credit Suisse — were the largest beneficiaries of the Fed’s purchase of mortgage-backed securities. The Fed’s dollars also flowed to major American companies that are not financial players, including McDonald’s and Harley-Davidson, through unsecured short-term loans. Continue lendo