Propriedad intelectual: con o sin patente, un asalto es un asalto

Raúl Zibechi, Seminario Brecha, 26 de febrero de 2013

Pocos temas son tan áridos y están rodeados de tantos intereses como el de la propiedad intelectual. A caballo del modelo neoliberal, Estados Unidos y la OMC han impuesto un conjunto de condiciones especialmente onerosas para pequeños países como Uruguay.
“El tema es muy complejo, hay muy pocos entendidos y abarca muchos subtemas, como patentes, licencias, derechos de autor, marcas. Hay una avanzada de las multinacionales del entretenimiento y de los gobiernos de los países centrales para asustar a los usuarios que ven como algo natural compartir conocimientos y cultura”, esgrime el informático Ismael Castagnet. Agrega que esa política “perjudica a la industria nacional, desde las pequeñas hasta las más grandes”. Continue lendo

ACTA viaja de derrota em derrota no Parlamento Europeu

Os autores, promotores e defensores do Acordo Comercial Anti-contrafação (ACTA) sofreram quinta-feira um rude golpe nas suas aspirações quando a adoção do tratado foi rejeitada por três comissões de especialidade do Parlamento Europeu.

Nelson Peralta, Esquerda.net, 31 de maio de 2012

Na Comissão de Indústria, Investigação e Energia (ITRE) o parecer aprovado contém vários artigos subscritos por Marisa Matias, em nome da Esquerda Unitária (GUE/NGL), que abrem a porta e justificam o caminho de rejeição do ACTA quando for colocado à consideração final do plenário. Além desta comissão também as de Assuntos Jurídicos (JURI) e a das Liberdades Cívicas (LIBE) se declararam contra o ACTA. Continue lendo

“Trade mark” (marca registrada): son posibles otras opciones

Marcelo Colussi, Rebelión, 7 de mayo de 2012

Un representante de alguna cultura no-occidental (mal llamado “primitivo” por nuestra cosmovisión eurocentrista) no podrá entender cómo es posible que la naturaleza, la tierra, el agua, tengan dueños. Pero menos aún podrá entender que esos recursos propiedad de todos tengan “marcas registradas”, trade marks. ¿Cómo es posible plantearse, desde su visión, que el petróleo se llame “Texaco”, o que el maíz se llame “Monsanto”? ¿Cómo poder entender, no siendo un representante de la cultura capitalista, que una flor esté patentada como “Johnson y Johnson” o que una mariposa sea “marca Bayer”? ¿Y que un clon humano sea “marca Mitsubishi”? Continue lendo

Ainda há tempo para barrar o ACTA

A deputada europeia Marisa Matias, explica como a mobilização internacional ainda pode travar a entrada em vigor na Europa do Acordo Comercial Anticontrafação, que ameaça a privacidade na internet.

Esquerda.net, 17 de fevereiro de 2012

A Apple “pensa diferente”?

Steve Jobs era inovador e tinha boas ideias, sempre e quando essas ideias fossem lucrativas. Mas quando se vê em posição dominante, a Apple persegue impiedosamente quem lhe faz concorrência, aplicando as piores práticas monopolistas.

Luis Leiria, Esquerda.net, 6 de novembro de 2011

“O homem que mudou as nossas vidas”. Foi este o lema mais usado pelos média mainstream para definir o co-fundador da Apple Computers, Steven Paul Jobs, quando este faleceu, de cancer, em 5 de Outubro de 2011. Para ilustrar esta afirmação, o que mais se citava eram as últimas criações da Apple – o tablet iPad, o telemóvel iPhone e o leitor de mp3 iPod, gadgets topo de gama que em geral só podem ser comprados por pessoas de alto poder aquisitivo. O exagero ficava, assim, patente. Se é duvidoso que o iPad tenha mudado a vida dos seus utilizadores – mas admissível, e não faltarão entusiastas a dizer que sim –, o tablet da Apple, que custa, na sua versão de 32 Gb com 3-G, 699 euros, dificilmente terá mudado a vida de toda a gente, sequer dos utilizadores de computadores pessoais ou da Internet. Continue lendo

E-PARASITE: pronto, muchos seremos parásitos

Rubén G. Herrera, Tercera Información, 27 de octobre de 2011

Estados Unidos prepara en este 2011 un proyecto de Ley sin precedentes en ningún otro país. Anteriormente llamado PROTECT IP, hoy ha cambiado el nombre a E-PARASITE Act (PDF adjunto).

Una regulación que podría elevar la censura a un nivel jamás visto, y promete convertirse en el “gran firewall” mundial en Internet. De aprobarse, la regulación tendría derecho a sitiar y tumbar cualquier web, sea norteamericana o extranjera, con la excusa del copywrith podría eliminar los sitios que crean infractores, y en cinco días estrangular cualquier apoyo económico de estas webs. También obligaría a los proveedores a actuar en ese plazo de cinco días si los titulares lo requieren bajo penas de desacato en el que caso de que se negaran.

La organización sin ánimo de lucro Fight For the Future es la principal informante de este proyecto. Continue lendo

ACTA: É o fim

Acordo contra pirataria pode levar a uma visão mais fechada da internet em todo o mundo

Rafael Cabral, Link, 3 de outubro de 2011

Depois de três anos de negociações, o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acta) foi assinado no sábado, 1, em Tóquio, prometendo endurecer radicalmente as regras antipirataria em todo o mundo. Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Marrocos, Cingapura, Austrália e Nova Zelândia são os primeiros signatários, mas outros países – como México, Suíça e membros da União Europeia – podem aderir até 1º de maio de 2013.

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Firma del ACTA: con ocho no basta

Detengamos el ACTA

David Ballota, Nación Red, 4 de octobre de 2011

Australia, Canadá, Japón, Corea del Sur, Singapur, Marruecos, Nueva Zelanda y Estados Unidos firmaron este sábado en Tokio el ACTA. No hay más, por ahora. La Unión Europea, México y Suiza tienen hasta el 1 de mayo de 2013 para firmarlo, aunque se les espera mucho antes en un despacho del Ministerio de Asuntos Exteriores de Japón, depositario del acuerdo (pdf).

Después de la firma de los rezagados, si llega, se sumarán muchos más países, según esperan los promotores del acuerdo. Aunque por ahora han sido más los que han rechazado la invitación para participar en las negociaciones (o las han abandonado) que los que finalmente han firmado en Japón. Continue lendo

Muito além da internet, mas com que conceitos?

Washington Novaes. Jornal O Estado de São Paulo

Publicado em: 08/07/2011

É muito difícil prever o rumo das novas circunstâncias que – para bem ou para mal – estão modelando um novo tempo, esboçadas por questões como a da influência da internet nas rebeliões políticas por que passam a África e o Oriente Médio; ou as invasões de “sites” como os da CIA, do FBI, do Google e do WikiLeaks, nos Estados Unidos; no Brasil, os da presidência da República e da própria presidente, ministérios, Receita Federal, Senado, Prefeitura de São Paulo ou Petrobrás (entre muitos outros). Mas se é difícil prever o novo rumo, tantas são as questões envolvidas, já não há dúvida de que ele está a caminho – a passos acelerados. E envolverá questões muito complexas, conceitos ainda não claros, legislações inéditas ou supressão de muitas hoje vigentes.

 
Pode ser tudo muito complicado, como as possíveis invasões de “sites” militares brasileiros (e suas relações com a produção de armas de guerra ou tecnologias nucleares, como observou o jornalista Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo, 26/6); ou a “sites” de instituições norte-americanas dedicadas a tecnologias de guerra, como lembrou o embaixador Rubens Barbosa (O Estado de S. Paulo, 23/6), assinalando que o governo norte-americano já os considera “atos de guerra, sujeitos a retaliações”. Continue lendo

“Las farmacéuticas bloquean las medicinas que curan, porque no son rentables, impidiendo su distribución”

La Vanguardia entrevista a Richard J. Roberts, 18 de junio de 2011

El ganador del Premio Nobel de Medicina Richard J. Roberts denuncia la forma en la que operan las grandes farmacéuticas dentro del sistema capitalista, anteponiendo los beneficios económicos a la salud y deteniendo el avance científico en la cura de enfermedades porque curar no es tan rentable como la cronicidad.

Hace unos días se publicó una nota sobre datos revelados que muestran que las grandes compañías farmacéuticas en Estados Unidos gastan cientos de millones de dólares al año pagando a doctores para que éstos promuevan sus medicamentos. Para complementar reproducimos esta entrevista con el Premio Nobel de Medicina Richard J. Roberts quien señala que los fármacos que curan no son rentables y por eso no son desarrollados por las farmacéuticas que en cambio sí desarrollan medicamentos cronificadores que sean consumidos de forma serializada. Esto, señala Roberts, también hace que algunos fármacos que podrían curar del todo una enfermedad no sean investigados. Y se pregunta hasta qué punto es válido y ético que la industria de la salud se rija por los mismos valores y principios que el mercado capitalista, los cuales llegan a parecerse mucho a los de la mafia. Continue lendo

Escolta policial protege ministra Ana de artistas

Episódio pode ser gota d’água para irmã de Chico Buarque deixar o governo; afinal, ministra que precisa de proteção diante de seu público tem representatividade?

247, 10 de maio de 2011

Quando uma ministra precisa sair escoltada por policiais para deixar um recinto no qual debateu com o público que tem interesse direto nos assuntos de sua pasta, isso é sinal de que, no mínimo, nem tudo vai bem. No caso da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que nesta terça-feira 10, pela manhã, viveu esta situação em São Paulo, a saída tumultuada de um encontro com artistas na Assembléia Legislativa foi apenas mais um momento de seu atual inferno astral. Feito para discutir as muitas questões de encaminhamento de verbas do Ministério da Cultura, o debate entre a ministra e os artistas foi marcado por um bate-boca com o diretor José Celso Martinez Corrêa, do teatro Oficina. “Nada nosso funciona”, disse ele, diretamente para a ministra, queixando-se que Ana perdeu verbas duramente conquistadas nas gestões anteriores, de Gilberto Gil e Juca Ferreira. Continue lendo

Uma ministra isolada e em busca de apoio na classe cultural

Ana de Hollanda iniciou uma operação ‘abafa’ para apagar incêndios no Ministério da Cultura e conter o clamor por sua substituição

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo, 7 de maio de 2011

A ministra Ana de Hollanda iniciou uma operação “abafa” para apagar incêndios no Ministério da Cultura e conter o clamor por sua substituição. Em dois dias, houve um pedido de abertura de CPI por conta das denúncias de irregularidades no Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), deputados petistas manifestaram desagrado com a condução da pasta e houve um aumento de quase mil assinaturas num manifesto contra a política cultural do governo. Continue lendo

Los verdaderos piratas son los que aprueban las leyes de propiedad intelectual

JP Barlow: ‘Los verdaderos piratas son los que aprueban las leyes de propiedad intelectual’

Daniel Moltó, elmundo.es, 1 de mayo de 2011 

John Perry Barlow viste rigurosamente de negro. Tiene cierto aire de ‘cowboy’ maduro, a pesar de que no dedicó mucho tiempo a trabajar en su rancho de Wyoming. Antes de eso fue letrista del grupo Grateful Dead y también es conocido por sus faceta poética y por ser uno de los pioneros de Internet y de la cibercultura. Continue lendo

A Lei de Direitos Autorais não pode ser um instrumento de restrição

IHU On-line entrevista Marcos Wachowicz, IHU On-line, 20 de abril de 2011

Pirataria é um termo questionável para o advogado Marcos Wachowicz. Segundo ele, “não se trata de dizer que a pirataria ganhou. Ao contrário, a pirataria é quando nós temos a venda de um produto, que é copiado, e seja vendido com caráter econômico. Um mero download na internet não tem finalidade econômica. Tem, isto sim, finalidade de busca de acesso e difusão do conhecimento e da cultura”. Na entrevista que concedeu à IHU On-Line, realizada por telefone, Wachowicz começa analisando a forma como a discussão sobre propriedade intelectual tem sido tratada dentro das universidades e reflete sobre a questão das fotocópias feitas nas instituições de ensino. “A forma pela qual o Xerox é utilizado nas universidades é realmente uma infração à Lei de Direitos Autorais, mas o uso da fotocópia ou da reprodução de uma parte de um livro, feita sem finalidade lucrativa pelo próprio aluno, não é uma contratação do direito de autor”, comenta. Continue lendo

‘A intelectualidade de massas é o futuro’

IHU On-line entrevista Ivana Bentes, IHU On-line, 12 de abril de 2011

Duas questões atuais e que se atravessam: o futuro do jornalismo e a questão dos direitos autorais no Brasil. Para a professora Ivana Bentes, que concedeu a entrevista a seguir pessoalmente e por telefone à IHU On-Line, esses dois pontos ainda precisam encontrar uma forma de se desvincular do corporativismo que, até então, os domina. No caso do jornalismo, ela diz que o futuro da profissão “tem que se construído a partir dessa atual mudança de mentalidade em relação às corporações e ao tipo de democracia que queremos. O futuro do jornalismo é uma construção coletiva”.

Ao falar sobre a questão dos direitos autorais, Ivana volta à polêmica em torno da retirada do selo da licença Creative Commons do sítio do Ministério da Cultura e explica que o que está em jogo com esse símbolo é uma disputa por modelos de cultura a serem adotados. “O que nós exigimos é que a ministra da cultura se posicione sobre qual modelo que o MinC vai adotar. Que economia criativa é essa? É a da rede horizontalizada da produção cultural ou é a da indústria cultural de poucos?”, criticou e questionou. Continue lendo

Ministério da Cultura começa seqüestrado pela indústria cultural do século passado

Gabriel Brito entrevista Pablo Ortellado, Correio da Cidadania, 22 de março de 2011

O Ministério da Cultura (MinC) iniciou sua nova gestão, encabeçada pela cantora e irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda, envolto em diversas polêmicas. As controvérsias antagonizam a atual orientação com a dos anos Lula, quando o ministério foi comandado por Gilberto Gil e Juca Ferreira. Para tratar deste e outros temas da pasta, o Correio da Cidadania entrevistou Pablo Ortellado, professor da ECA-USP. Continue lendo

Quem tem medo da mudança?

Tatiana de Mello Dias e Rafael Cabral, O Estado de S.Paulo, 20 de março de 2011

Entre discursos, reuniões bilaterais e possíveis acordos comerciais, um ponto da agenda da comitiva americana que acompanha Barack Obama em sua visita ao País chama atenção. O Secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, se reuniu na sexta-feira passada, 18, com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. O pedido, em forma de “visita de cortesia”, partiu do governo americano e tinha como pauta um tema quente para o Ministério no começo de 2011: propriedade intelectual. Continue lendo

Propriedade intelectual na internet: um direito incompreendido

IHU On-Line entrevista Angela Kretschmann, IHU On-line, 15 de março de 2011

A retirada do selo da licença Creative Commons (CC) de propriedade intelectual do sítio do Ministério da Cultura (MinC)Ana de Hollanda gerou uma grande polêmica em torno da presença de Ana de Hollanda no cargo de ministra desse setor. Em 60 dias, além do debate que o a retirada do CC gerou sobre o futuro das ações do Ministério da Cultura, Hollanda esteve envolvida em torno de mais duas polêmicas: a demissão do antigo diretor de Propriedade Intelectual, Marcos Souza e a não nomeação de Emir Sader, sociólogo e cientista político que participou da campanha presidencial e chamou a ministra de “meio autista”. Seria essa uma crise na Cultura do governo Dilma? Há poucos dias, a IHU On-Line tratou deste tema com o estrategista de redes sociais para a campanha de Dilma Rousseff à presidência, Marcelo Branco, e com o professor na Universidade Federal do ABC (UFABC), Sérgio Amadeu. Continue lendo

DVD custa mais que o triplo dos EUA

Pesquisa realizada por entidade americana indica que, para o brasileiro, o produto pirata custa o mesmo que o produto original nos EUA

Silvio Crespo, O Estado de S.Paulo, 7 de março de 2011

O DVD “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, que foi lançado nos Estados Unidos por US$ 24 (R$ 39,60) para o consumidor final, tem um peso no bolso do brasileiro equivalente a US$ 85,50 (R$ 141). Os dados são de um estudo coordenado pelo Social Science Research Council, uma entidade de pesquisas com base em Nova York, que será divulgado na próxima quarta-feira. Os números foram antecipados pelo portal Economia & Negócios, do “Estado”. Continue lendo

Gutenberg século XXI

A batalha em torno do Ministério da Cultura (MinC) ecoa a guerra que se desenrola ao redor do mundo sobre a propriedade intelectual. O clima tenso no ministério, que levou fontes ligadas ao MinC a falar ao Valor em “luta pela sobrevivência”, dá sequência a conflitos que surgiram em todos os países onde a legislação de direitos intelectuais foi posta em questão. Segundo Vítor Ortiz, secretário-executivo do Ministério da Cultura, a celeuma quanto à nova gestão do MinC sob a ministra Ana de Hollanda e, em particular, a reforma da lei de direitos autorais, foi insuflada por radicalismos no meio digital, Twitter em particular, e não corresponde à vontade da ministra de manter “uma posição mais magnânima e aberta ao debate”. Porém, o debate da propriedade intelectual não costuma ser magnânimo.

Diego Viana, Valor, 4 de março de 2011

Nos EUA, na Europa e em outros países, legisladores sofrem pressões restritivas e liberalizantes. De um lado, corporações da indústria cultural, como a MPAA (Associação Cinematográfica da América) nos EUA, e a Sacem (Sociedade dos Autores, Compositores e Editores de Música) na França, exigem o reforço das penalidades para quem contorna medidas de bloqueio à cópia eletrônica, como a DRM (Gestão Digital de Direitos). De outro, bibliotecas, artistas digitais e universidades pedem a legalização de práticas que, embora corriqueiras, não são contempladas pela lei. Continue lendo