Contaminação por plástico atinge 88% de 200 mil amostras de águas oceânicas

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 9 de julho de 2014

Um estudo publicado na última semana por cientistas espanhóis no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences afirma que os oceanos estão lentamente se tornando uma espécie de sopa cheia de partículas plásticas microscópicas, passando pelas cadeias alimentares de todo o mundo.

De acordo com a pesquisa, que avaliou 200 mil amostras de 313 pontos dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, o problema já atingiu uma escala global, e os principais resíduos encontrados no oceano são polietileno e polipropileno, polímeros usados na fabricação de produtos como sacolas plásticas, embalagens de alimentos e bebidas, utensílios de cozinha e brinquedos, entre outros. Continue lendo

Brasil passou de 46 para 65 bilionários em um ano

desigualdade-socialO número de bilionários brasileiros na lista da revista norte-americana Forbes passou de 46 em 2013 para 65 em 2014, um crescimento de 41% em um ano! Um feito até mesmo para um dos países com maior concentração de renda do mundo. Em 2013 a economia brasileira cresceu 2,3%; para qual alguns ganhem tanto, outros tem que perder muito – e esses outros podem ser muitos…

Abaixo a reportagem e a lista dos bilionários da revista Época Negócios de 3 de março de 2014

O número de bilionários brasileiros aumentou. No ano passado, o país tinha 46 representantes na tradicional lista da Forbes, publicação norte-americana que lista os mais ricos do mundo. Na edição de 2014, há 65 representantes nacionais.

Os primeiros lugares continuam ocupados pelos mesmos: Jorge Paulo Lemann segue liderando o ranking, com fortuna estimada em US$ 19,7 bilhões, e Joseph Safra vem logo atrás, com US$ 16 bilhões. Na classificação geral, Lemann aparece em 34º lugar e Safra em 55º. Em terceiro lugar, subindo algumas colocações em relação ao ano passado, está Marcel Telles, sócio de Lemann no fundo 3G Capital. Continue lendo

Mais da metade dos equipamentos eletrônicos é substituída devido à obsolescência programada

Pesquisa do Idec com a Market Analysis demonstra que 81% dos brasileiros troca de celular sem antes recorrer à assistência técnica e em menos de 3 anos de uso.

Portal EcoDebate, 13 de fevereiro de 2014

Pesquisa inédita do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e da Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos,: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares. Continue lendo

“Dios no murió. Se transformó en dinero”

agamben-c2a9-b-cannarss399263Peppe Savà entrevista a Giorgio Agamben, Ragusa News, 8 de febrero de 2014. Traducido para Rebelión por Susana Merino

Giorgio Agamben es uno de los más grandes filósofos vivos. Amigo de Pasolini y de Heidegger, es según el Times y Le Monde uno de los diez cerebros más importantes del mundo. Por segundo año consecutivo ha permanecido en Sicilia durante un largo período de vacaciones.

El gobierno de Monti invoca la crisis y el estado de necesidad y parece ser el único camino de salida tanto de la catástrofe financiera como de las indecentes formas que ha tomado el poder en Italia, ¿el enfoque de Monti sería la única salida o podría convertirse contrariamente en un pretexto para imponer serias limitaciones a las libertades democráticas?

“Crisis” y “economía” no se usan hoy en día como conceptos sino como palabras de orden que sirven para imponer y obligar a aceptar medidas y restricciones que la gente no tendría porqué aceptar. “Crisis” significa hoy ¡debes obedecer!” Creo que es muy evidente para todos que la llamada “crisis” viene durando decenios y no es otra cosa que la normalidad con que funciona el capitalismo de nuestro tiempo. Un funcionamiento que no tiene nada de racional. Continue lendo

Três anos de revoltas conectadas

mani junho BrExistem elementos comuns entre a explosão do movimento espanhol 15M e o nascimento #YoSoy123 no México? Pode-se traçar algum paralelo entre a defesa do Gezi Park, em Instambul, e as revoltas iniciadas pelo Passe Livre no Brasil? Há padrões compartilhados entre as revoltas que sacudiram o mundo desde a centelha da Primaveira Árabe?

Bernardo Gutierrez, Outras Palavras, 20 de janeiro de 2014. A tradução é de Cauê Ameni e Gabriela Leite.

Se levarmos em conta apenas pautas concretas, as revoltas poderiam parecer desconexas. O grito de “Não somos mercadorias nas mãos dos políticos e banqueiros”, do 15M, teria pouco a ver com o “Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar”, das revoltas no Brasil. Occupy Wall Street estaria longe do #YoSoy132 mexicano, que nasceu contra a criminalização de 131 estudantes da Universidade Iberoamericana. No entanto, o imaginário de todas as revoltas parece conectado por algo que escapa à lógica.

O “vamos fazer como em Tahrir” (praça no Cairo, Egito) era um eco dos “quarenta da [Porta do] Sol” que acamparam em Madri na noite do 15 de maio de 2011. “Acabou a mordomia, o Rio vai virar outra Turquia” ressoava nas manifestações iniciais do Rio de Janeiro. O hashtag #TomaLaCalle, que agitou os indignados espanhois, foi reutilizado e remesclado na mobilização peruana de julho do ano passado.

A Anonymous Rio hackeou a conta do Twitter da Rede Globo e colocou três palavras: Democracia real já. E o imaginário do Occupy está presente na maioria das revoltas dos últimos tempos. O que, como e por que flutua no ar uma conexão inexplicável, à primeira vista? Continue lendo

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Global-warming-PSA-timePainel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

Renate Krieger, Deutsche Welle, 30 de janeiro de 2014

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. Continue lendo

Os novos revolucionários: Cientistas do clima exigem mudança radical

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James Hansen preso em um protesto em frente à Casa Branca

Para evitar uma mudança climática catastrófica, os maiores especialistas da Grã-Bretanha pedem cortes de emissões que exigem ‘mudança revolucionária na hegemonia política e econômica’, escreve Renfrey Clarke.

Climate and Capitalism / EcoDebate, 29 de janeiro de 2014. A tradução é de Alexandre Costa.

“Hoje, após duas décadas de blefes e mentiras, o restante do balanço [de carbono] para 2°C restante exige mudança revolucionária na hegemonia política e econômica.” Isso foi publicado em uma postagem de blog no ano passado por Kevin Anderson, professor de Energia e Mudanças Climáticas da Universidade de Manchester. Um dos cientistas do clima mais eminentes da Grã-Bretanha, Anderson também é vice-diretor do Centro Tyndall para Pesquisas sobre Mudanças Climáticas. Ou, podemos passar esta mensagem direta, a partir de uma entrevista em novembro: “Precisamos de ação de baixo para cima e de cima para baixo. Precisamos de mudança em todos os níveis.” Proferiu essas palavras a pesquisadora sênior do Centro Tyndall e professora da Universidade de Manchester Alice Bows-Larkin. Anderson e Bows-Larkin são especialistas líderes mundiais sobre os desafios da mitigação das mudanças climáticas. Continue lendo

Rolezinho e roleta-russa

1490702_781379198556597_2129245307_oEugênio Bucci, O Estado de S.Paulo, 23 de janeiro de 2014

1. Trilhas sonoras defasadas. Uma canção ecoa na cabeça das autoridades do governo federal, numa trilha sonora trazida de memória: “Tudo era apenas uma brincadeira/ E foi crescendo, crescendo, me absorvendu-u-u…”.

A prática do rolezinho, que começou na planície periférica de modo quase inocente, como brincadeira juvenil, foi crescendo, crescendo, ganhou proporções de impasse político e de potencial perturbação da ordem pública e hoje atormenta os corredores planaltinos, absorvendo o tempo escasso do pessoal que bate ponto na Esplanada dos Ministérios. A esta altura, a composição de Peninha, provavelmente nos vibratos indefiníveis de Caetano Veloso, faz o fundo musical das piores paranoias das autoridades. Entre um respiro e outro, elas torcem para que outro verso da mesma letra seja igualmente verdadeiro: “Mas não tem revolta, não”. Continue lendo

O rolê da ralé

RolezinhoGrito dos quase incluídos? Flash mob da periferia? Repique das jornadas de junho? Marcha do desprezo pela cultura democrática? Ou apenas e tão somente “um rolê”? O País discute o que vai pela cabeça daqueles rapazes de bombeta e bermudas, que se endividam para comprar um tênis Mizuno, a congestionar os corredores dos shopping centers – estes também chamados aqui e ali de “templos do consumo”, “espaço privado aberto ao público” ou “única opção de lazer na quebrada”, de acordo com o gosto do freguês. Os rolezinhos entraram com tudo no vocabulário político nacional e andaram nas bocas do prefeito Fernando Haddad, do governador Geraldo Alckmin e até da presidente Dilma Rousseff.

Ivan Marsiglia entrevista Jessé Souza, O Estado de S. Paulo, 19 de janeiro de 2014

Para o sociólogo potiguar Jessé Souza, doutor pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, com todas as interpretações que se possam atribuir ao fenômeno (e, em especial, às reações da sociedade brasileira a ele), uma coisa é certa: estamos diante de “um reflexo do apartheid brasileiro que separa, como se fossem dois planetas distintos, os brasileiros ‘europeizados’, da classe média verdadeira, e os percebidos como ‘bárbaros’, das classes populares”. Continue lendo

O rolezinho e o risco de uma guerra “longa e dolorosa”

jovens-no-plaza-shopping-intitulado-de-rolezinho-em-niteroiAndré Singer, Viomundo, 18 de janeiro de 2014

O prefeito Fernando Haddad indicou o caminho certo. Diante do crescimento do conflito causado pelos “rolezinhos”, estimulou as partes a conversar. Como ficou claro em junho passado, atitudes extremadas só levarão ao desgaste da autoridade pública, com aumento da tensão social já visível nas grandes metrópoles.

O problema é que não há solução fácil no horizonte. Não basta disposição para o diálogo quando interesses materiais e simbólicos começam a se opor de maneira radical. Os jovens que estão deixando os centros de compra em pânico podem não saber, mas explicitam um confronto crescente entre ricos e pobres no Brasil. Continue lendo

Profanando os templos do consumo e da desigualdade

rolezinho 2Com seus rolezinhos, jovens da periferia de São Paulo profanam os shopping centers, os templos do consumo, desacralizando o que de mais valioso eles oferecem para as camadas conservadoras da sociedade, a sensação de segurança e a segregação das “classes perigosas”. Eles visibilizam a profunda desigualdade social e racial do Brasil e estão contribuindo para tematizar a privatização do espaço urbano.

José Correa, Outra política, 16 de janeiro de 2014

Valquiria Padilha, em seu estudo sobre os shopping centers no Brasil, chama-os de “templos da mercadoria”. E, de fato, sua proliferação pelo mundo acompanha a expansão da sociedade de consumo de massa e a difusão do american way of life, de sua religião, o culto ao mercado, e de seu ideal de felicidade, o consumo. Desde que o Shopping Center Iguatemi foi inaugurado em 1966 em São Paulo, o número de shoppings no Brasil atingiu 577 em 2004, passando para 766 em 2010 (sendo 153 no estado de São Paulo) e prevendo-se que eles cheguem a 985 em 2016.

Segurança e segregação em questão. Em uma das sociedades mais desiguais do mundo, que aboliu formalmente a escravidão há pouco mais de um século, os “templos do consumo” teriam que institucionalizar fortemente a segregação e preconceito. Os shoppings prometem aqui, aos seus freqüentadores, segurança e segregação social – dois “serviços” que, aos olhos da burguesia e das classes médias conservadoras, estão diretamente ligados. Eles se tornaram um componente central na segregação territorial e social das cidades brasileiras, recebendo todo tipo de isenção e apoio dos governos. Continue lendo

Os novos “vândalos” do Brasil

rolezinhoO rolezinho, a novidade deste Natal, mostra que, quando a juventude pobre e negra das periferias de São Paulo ocupa os shoppings anunciando que quer fazer parte da festa do consumo, a resposta é a de sempre: criminalização. Mas o que estes jovens estão, de fato, “roubando” da classe média brasileira?

Eliane Brum, El Pais, 23 de dezembro de 2013

O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram, não destruíram, não portavam drogas, mas, mesmo assim, 23 deles foram levados até a delegacia, sem que nada justificasse a detenção. Neste domingo, 22, no Shopping Interlagos, garotos foram revistados na chegada por um forte esquema policial: segundo a imprensa, uma base móvel e quatro camburões para a revista, outras quatro unidades da Polícia Militar, uma do GOE (Grupo de Operações Especiais) e cinco carros de segurança particular para montar guarda. Vários jovens foram “convidados” a se retirar do prédio, por exibirem uma aparência de funkeiros, como dois irmãos que empurravam o pai, amputado, numa cadeira de rodas. De novo, nenhum furto foi registrado. No sábado, 21, a polícia, chamada pela administração do Shopping Campo Limpo, não constatou nenhum “tumulto”, mas viaturas da Força Tática e motos da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) permaneceram no estacionamento para inibir o rolezinho e policiais entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás. Continue lendo

Rolezinhos: limpando o campo para pensar o papel de esquerda organizada

Edemilson Paraná, Imaginar para revolucionar, 15 de janeiro de 2014

Diagnóstico

Não, não são “protestos” por justiça-social (por mais que gostaríamos que fossem). São flashmobs, encontros de jovens onde a vida no Brasil, por várias razões, passou a dizer que jovens devem se encontrar: nos shoppings. É sobre curtir, azarar, cantar, viver (porque no capitalismo viver é, antes de tudo, consumir). O Funk Ostentação, trilha sonora dos eventos, não tem no seu conteúdo (ainda que ironicamente o tenha na sua forma, sobretudo por conta do “choque estético” que produz em certos setores) nada de flagrantemente contra-hegemônico do ponto de vista político – assim como hip-hop bling-bling nunca teve. Continue lendo

A ditadura do automóvel em São Paulo

12223923Folha de S.Paulo, 12 de dezembro de 2013

Civilização do automóvel dá sinais de esgotamento

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU, IHU On-line, 20 de setembro de 2013

Mobilidade colapsada 

Muito se falou e se comentou do caráter fragmentário e da ausência de bandeiras claras nas grandes manifestações de junho de 2013. Uma delas, entretanto, funcionou como um forte elemento agregador: a mobilidade urbana – ninguém aguenta mais a dificuldade de ir e vir nas grandes cidades, particularmente aqueles que dependem do transporte coletivo.

O estopim do vagalhão das manifestações que explodiram em todo país teve a sua origem na violenta repressão contra a manifestação convocada pelo Movimento do Passe Livre – MPL no dia 13 de junho em São Paulo. A manifestação do MPL tinha uma reivindicação clara, concreta e objetiva: revogar o aumento da tarifa do transporte coletivo na capital paulista.

A consigna do MPL “Por uma vida sem catracas” que anuncia a reivindicação da bandeira “Tarifa Zero” se transformou ao longo das manifestações na consigna “Muito mais do que 0,20 centavos” – da luta pelo transporte acessível a todas e todos e como um direito universal derivou para inúmeras outras bandeiras. Continue lendo

Homo homini deus: Por qué Rousseau y Marx tenían razón

Nicolás González Varela, Viento Sur, 31 de julio de 2013

“Todo acto de violencia es un acto político” (Friedrich Engels)

“Todos los conceptos materialistas contienen una acusación y un imperativo.” (Herbert Marcuse)

El gran Rousseau afirmaba que “el principio fundamental de la Moralidad, que he razonado en todos mis escritos y desarrollado tan claramente como pude, es que el Hombre es un ser naturalmente bueno, amante de la Justicia y el Orden, que no hay perversidad original en el corazón humano, y que los primeros movimientos de la Naturaleza siempre tienen la Razón.”/1 La raíz del hombre, decía un joven Marx, es el hombre; la misma alienación no depende ni de un Dios ni de la Naturaleza, sino sólo de la “relación” histórico-social del hombre con otro hombre. Para la naciente Antropología iluminista y sus herederos el Hombre era bueno por naturaleza, tanto para sí mismo como para los otros. Una idea-fuerza que hoy se nos presenta como inocente y acientífica. Uno de los más insidiosos pseudoargumentos de la Ideología burguesa moderna y posmoderna es que la guerra, la polemos, es innata a la Naturaleza humana, un dato objetivo e irreductible. Nada del mito del “buen salvaje”, nada del ridículo Homo Rousseau. Continue lendo

Jorge Riechmann: ¿Cómo pensar las transiciones poscapitalistas?

Yayo Herrero: Propuestas ecofeministas para transitar a un mundo justo y sustenible

Congreso fundacional de Syriza

Head of Greece's radical left SYRIZA party Tsipras waves to supporters in AthensAmelie Poinssot (Mediapart) y Stathis Kouvélakis (Contretemps), Viento Sur, 21 de julio de 2013

[Syriza acaba de celebrar su Congreso fundacional que marca un punto de inflexión en la evolución de esta, hasta a ahora, coalición electoral que acaba de constituirse como partido unificado en un contexto político, externo e interno, preñado de contradicciones. Los artículos de Amelie Poinssot (Mediapart) y Sthatis Kouvélakis (Plataforma de izquierdas” de Syriza) nos permiten acercarnos a lo que ha dado de sí este congreso]

Los múltiples desafíos de la nueva Syriza

Amelie Poinssot (Mediapart)

El 12 de junio de 2012, Syriza se hizo con la segunda plaza en las elecciones legislativas. El 27% de los votos y los 72 escaños obtenidos en la Asamblea General de Grecia, fueron toda una sorpresa en Europa. Con el paso del tiempo, la sorpresa creció más aun: según los institutos de sondeo, la izquierda radical oscila entre el 20 y el 28% de intención de voto, pisándole los talones a Nueva Democracia (partido en el poder). Estos resultados son tanto más sorprendentes en cuanto que, desde su creación en 2004, Syriza no había logrado pasar mas que del 4% al 5% en las elecciones. Si bien una parte de este éxito electoral puede ser interpretada como una forma de rechazo a las políticas de austeridad, lo cierto es que en sólo una década esta formación, a pesar de sus contradicciones internas ligadas a su constitución, ha destacado en el escenario político griego. Syriza está compuesta, originalmente, por una coalición de diversas formaciones de la izquierda y de la extrema izquierda, de ex-comunistas pro-europeos, maoístas, trotskistas y, también, por ecologistas radicales: una constelación que ha sido objeto de diversas críticas por parte de sus detractores. Continue lendo

Votação do Marco Civil da Internet fica para a segunda semana de agosto

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, 17 de Julho de 2013

Apesar da pressão do governo, a votação do Marco Civil da Internet ficou para a segunda semana de agosto. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (16), após reunião de líderes dos partidos, que definiu a pauta de votação de hoje e amanhã. Na quinta, começa o recesso parlamentar.

Até lá, durante o recesso, o texto passará por pequenos ajustes e pode incorporar a exigência de que grandes provedores guardem cópias dos dados de brasileiros no país, informa assessores do relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Não há previsão de alteração significativa no artigo que trata da neutralidade da rede, mas é possível que seja mudada uma palavra ou outra, admite o parlamentar. Continue lendo