World begins 2014 with unusual number of extreme weather events

seca-em-spUN’s World Meteorological Organisation says recent extremes of heat, cold and rain are almost certainly interlinked

John Vidal, theguardian.com, February 2014, 25

There have been heatwaves in Slovenia and Australia, snow in Vietnam and the return of the polar vortex to North America. Britain has had its wettest winter in 250 years but temperatures in parts of Russia and the Arctic have been 10C above normal. Meanwhile, the southern hemisphere has had the warmest start to a year ever recorded, with millions of people sweltering in Brazilian and southern African cities.

According to the UN’s World Meteorological Organisation (WMO), which monitors global weather, the first six weeks of 2014 have seen an unusual number of extremes of heat, cold and rain – not just in a few regions as might be expected in any winter, but right the way around the world at the same time, with costly disruptions to transport, power systems and food production. Continue lendo

Climate Change Deniers Have Grasped That Markets Can’t Fix the Climate

The refusal to accept global warming is driven by corporate interests and the fear of what it will cost to try to stop it.

Seumas Milne, The Guardian, February 20, 2014

Planet Earth in Outer Space‘In the words of Nicholas Stern’s 2006 report, climate change is “the greatest market failure the world has ever seen”.’ (Photograph: Corbis)

It’s an unmistakable taste of things to come. The floods that have deluged Britain may be small beer on a global scale. Compared with the cyclone that killed thousands in the Philippines last autumn, the deadly inundations in Brazil or the destruction of agricultural land and hunger in Africa, the south of England has got off lightly.

But the message has started to get through. This is exactly the kind of disaster predicted to become ever more frequent and extreme as greenhouse gas-driven climate change heats up the planet at a potentially catastrophic rate. And it’s exposed the David Cameron who wanted to “get rid of all the green crap” and who slashed flood defence spending by £100m a year as weak and reckless to his own supporters. Continue lendo

Desmatamento na Amazônia cresce 206% em janeiro, diz Imazon

AmazoniaO Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), da organização Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), sediada em Belém (PA), detectou que a Amazônia Legal perdeu perdeu 107 km² de floresta em janeiro de 2014, o que representa um aumento de 206% em relação a janeiro de 2013 quando o desmatamento somou 35 km².

Altino Machado, Blog da Amazônia, 14 de fevereiro de 2014

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, correspondendo aos seis primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 531 km². Foi detectada redução do desmatamento acumulado de 60% em relação ao período anterior (agosto de 2012 a janeiro de 2013) quando o desmatamento somou 1.326 km². Continue lendo

Lições de um verão escaldante

rio50graus_link620André Trigueiro, Mundo Sustentável / Envolverde, 10 de fevereiro de 2014

Este verão ainda nem acabou, mas já marcou seu lugar na História. Não apenas por ser dos mais quentes, mas por revelar o quanto ainda precisamos fazer para lidar melhor com os chamados “eventos extremos”. Vejamos algumas situações:

1) O verão mais quente dos últimos 71 anos no Brasil e as ondas de frio recorde no hemisfério norte podem ser fenômenos climáticos mais frequentes e intensos daqui para frente. É o que apontam os relatórios recentes do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU). Convém conhecer melhor esses estudos e incorporá-los ao planejamento estratégico dos países. Continue lendo

Mudanças climáticas: janeiro é marcado por extremos de calor no Brasil

rio-atibaia-esta-com-nivel-de-agua-reduzidoCapitais registraram novos recordes de temperaturas e sofreram também com a falta de água; preço da energia dispara por causa do acionamento de termoelétricas.

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 3 de janeiro de 2014

O janeiro de 2014 será lembrado por muitos brasileiros como um dos meses mais quentes de suas vidas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre estão entre as cidades que estabeleceram novos recordes para o calor.

A capital paulista apresentou no mês passado a média de 31,9°C, a mais alta desde que as medições começaram, em 1943. Já o Rio de Janeiro teve média de 36,2°C, a maior dos últimos 30 anos. Por sua vez, os porto-alegrenses tiveram que enfrentar a média de 33,1°C, a mais quente desde 1916. Continue lendo

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Global-warming-PSA-timePainel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

Renate Krieger, Deutsche Welle, 30 de janeiro de 2014

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. Continue lendo

Os novos revolucionários: Cientistas do clima exigem mudança radical

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James Hansen preso em um protesto em frente à Casa Branca

Para evitar uma mudança climática catastrófica, os maiores especialistas da Grã-Bretanha pedem cortes de emissões que exigem ‘mudança revolucionária na hegemonia política e econômica’, escreve Renfrey Clarke.

Climate and Capitalism / EcoDebate, 29 de janeiro de 2014. A tradução é de Alexandre Costa.

“Hoje, após duas décadas de blefes e mentiras, o restante do balanço [de carbono] para 2°C restante exige mudança revolucionária na hegemonia política e econômica.” Isso foi publicado em uma postagem de blog no ano passado por Kevin Anderson, professor de Energia e Mudanças Climáticas da Universidade de Manchester. Um dos cientistas do clima mais eminentes da Grã-Bretanha, Anderson também é vice-diretor do Centro Tyndall para Pesquisas sobre Mudanças Climáticas. Ou, podemos passar esta mensagem direta, a partir de uma entrevista em novembro: “Precisamos de ação de baixo para cima e de cima para baixo. Precisamos de mudança em todos os níveis.” Proferiu essas palavras a pesquisadora sênior do Centro Tyndall e professora da Universidade de Manchester Alice Bows-Larkin. Anderson e Bows-Larkin são especialistas líderes mundiais sobre os desafios da mitigação das mudanças climáticas. Continue lendo

The Climate Change Era Is Already Upon Us

image_largeWe’re beyond debating the existence of climate change. Impacts we’re seeing now should compel us to reduce emissions further and start planning in earnest. It’s time to quit dithering.

Jane Lubchenco and Thomas Lovejoy, The Daily Climate, October 28, 2013

We have been given a sobering glimpse into the speed of our changing climate and the vulnerabilities of our world. It turns out we must focus greater attention to the tropics, where so much of humanity and wildlife live, and to our oceans.

A sophisticated analysis, published in the premier scientific journal Nature by a team of young scientists at the University of Hawaii, Manoa, shows that impacts of climate change are already dramatic, with much more to come. While policymakers posture, dither and deny, the unraveling has already begun. Many changes will continue in the years ahead, but we can slow them and buffer some of their impacts – if we act. Continue lendo

Global Warming Is Very Real

Scientists are fighting deniers with irrefutable proof the planet is headed for catastrophe

Jeff Goodell, Rolling Stone, September 12, 2013

On September 27th, a group of international scientists associated with the Intergovernmental Panel on Climate Change will gather in an old brick brewery in Stockholm and proclaim with near certainty that human activity is altering the planet in profound ways. The IPCC’s Fifth Assessment Report offers slam-dunk evidence that burning fossil fuels is the cause of most of the temperature increases of recent decades, and warn that sea levels could rise by almost three feet by the end of the century if we don’t change our ways. The report will underscore that the basic facts about climate change are more established than ever, and that the consequences of escalating carbon pollution are likely to mean that, as The New York Times recently argued, “babies being born now could live to see the early stages of a global calamity.” Continue lendo

Dozens Die in North Asia Heat Wave as Power Supply Strained

Sungwoo Park & Chisaki Watanabe, Bloomberg, Aug 13, 2013

Record temperatures across North Asia have killed dozens and pushed electricity grids to near breaking point, forcing governments to introduce emergency measures as more of the same heat is forecast. Continue lendo

Muitos alarmas para o clima estão soando

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 9 de agosto de 2013

Mesmo que habituada a ler o noticiário da chamada área ambiental, qualquer pessoa sentirá certo desconforto ao tomar conhecimento do teor do último relatório da Agência Internacional de Energia, divulgado em junho, assim como do conteúdo da discussão a respeito no Camegie Endowment for International Peace, com a presença do economista-chefe da agência, Fatih Birol; do subsecretário de Energia no respectivo departamento norte-americano, Daniel Poleman; do presidente do World Resources Institute, Andrew Steer; e da subsecretária de Política no Departamento de Transporte, Polly Trottenberg.

“Se não acharmos solução para o problema das emissões no setor da energia”, disse Birol, “a batalha estará perdida”, já que elas respondem por dois terços do total. “Este é o tema da nossa geração”, segundo Poneman. “Mesmo que limitemos o aquecimento global a 2 graus Celsius, teremos de enfrentar nossa vulnerabilidade, diante dos impactos que já sofremos com os eventos extremos.” Continue lendo

Lógica financeira contra lógica da sobrevivência

Hurricane-Katrina-facts-Awful-conditionWashington Novaes, O Estado de S.Paulo, 5 de junho de 2013

Talvez não haja exemplo mais adequado da prevalência da lógica financeira no mundo do que o recente lançamento do plano do governo norte-americano para enfrentar mudanças climáticas (Estado, 26/6). Na ocasião, disse o presidente Barack Obama que se recusava a “condenar esta e as futuras gerações a um planeta que esteja fora de controle”. Por essa razão estabelecia como metas reduzir emissões de poluentes na produção de energia, adaptar cidades aos eventos climáticos extremos que já acontecem e colaborar para um acordo global a ser firmado em 2015 e que estabeleça metas obrigatórias de redução de emissões de todos os países a partir de 2020. Para isso propõe reduzir as emissões de usinas termoelétricas dos EUA, ampliar em 30% o orçamento para geração de energia limpa e até 2020 aumentar a produção desta em usinas eólicas e solares. Só que, ao mesmo tempo, concorda com a construção de um pipeline para levar mais petróleo do norte do Canadá até o Golfo do México, “se não agravar os problemas do clima” (COMO?). Mas já se sabe que, mesmo sem o pipeline, o petróleo – que aumentará as emissões no Canadá e nos EUA e complicará a situação no Ártico – será transportado por via férrea. Continue lendo

Humanity Imperiled. The Path to Disaster or Apocalypse on a String

nuclear bombNoam Chomsky, TomDispatch, June 3, 2013

What is the future likely to bring? A reasonable stance might be to try to look at the human species from the outside. So imagine that you’re an extraterrestrial observer who is trying to figure out what’s happening here or, for that matter, imagine you’re an historian 100 years from now — assuming there are any historians 100 years from now, which is not obvious — and you’re looking back at what’s happening today. You’d see something quite remarkable.

For the first time in the history of the human species, we have clearly developed the capacity to destroy ourselves. That’s been true since 1945. It’s now being finally recognized that there are more long-term processes like environmental destruction leading in the same direction, maybe not to total destruction, but at least to the destruction of the capacity for a decent existence. Continue lendo

Cientistas avaliam iniciativas globais para adaptação às mudanças climáticas

climatic changePela primeira vez, os 18 cientistas que integram o comitê do Programa Mundial de Pesquisa Climática, WCRP na sigla em inglês, estão reunidos no Brasil para avaliar as iniciativas globais para mitigação e adaptação às mudanças do clima. No encontro anual, os dirigentes da organização vão concluir, até a próxima sexta-feira (31), um balanço de desafios considerados prioritários, como melhorias nas observações do nível dos oceanos e medidas para avaliar e garantir a disponibilidade de água em algumas regiões.

Carolina Gonçalves, Agência Brasil – EBC, 28 de maio de 2013

“O Brasil está entre os líderes em várias iniciativas, como as voltadas para mitigação das alterações climáticas e, ao lado da França e dos Estados Unidos, do sistema de observação do nível do mar. Poucos se importam com o que está acontecendo com os oceanos no mundo, como no Brasil, que tem uma costa muito grande”, disse Antonio Busalacchi, que preside o grupo, explicando que a liderança brasileira nessas políticas motivou a escolha do país para sediar a 34ª reunião do grupo, que existe desde 1985. Continue lendo

It’s time to stop investing in the fossil fuel industry

Bill McKibbenIt makes no sense to pay for one’s pension by investing in companies that make sure we won’t have a planet to retire on

Bill McKibben, guardian.co.uk, May 30, 2013

Earlier this month, the trustees of the city graveyard in Santa Monica, California (final resting place of actor Glenn Ford and tennis star May Sutton) announced they were selling their million dollars worth of stock in fossil fuel companies. As far as I know they were the first cemetery board to do so, but they join a gathering wave of universities, churches and synagogues, city governments and pension funds. Continue lendo

Derretimento do Ártico, entre o desastre e o lucro

articoStephen Leahy, IPS/  Envolverde, 18 de maio de 2013

Uxbridge, Canadá, 17/5/2013 – Muitos olhos se voltam para o Ártico, alguns com horror diante da veloz redução de um componente crucial do sistema que apoia a vida, outros antecipando com ansiedade os recursos sem explorar que dormem sob a neve e o gelo que se derrete. “Trabalhei no norte durante 21 anos, e a escala e velocidade da mudança que acontece ali é assustadora”, afirmou à IPS Douglas Clark, da Universidade de Saskatchewan, no Canadá. “Estas mudanças, tomadas em sua totalidade e refletidas em nosso informe, me impedem de dormir à noite”, destacou. Continue lendo

97% global warming consensus meets resistance from scientific denialism

The robust climate consensus faces resistance from conspiracy theories, cherry picking, and misrepresentations

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Dana Nuccitelli, The Guardian, May 28, 2013

The Skeptical Science survey finding 97% expert consensus on human-caused global warming has drawn an incredible amount of media attention. Hundreds of media stories documented our survey and results. Lead author John Cook and I participated in a number of interviews to discuss the paper, including on Al Jazeera, CNN, and ABC. President Obama even Tweeted about our results to his 31 million followers.

The story has been so popular mainly because our results present a simple but critical message. There is a wide gap between the public awareness and the reality of the expert consensus on human-caused global warming. Continue lendo

Virada global em 2020?

José Eli da Veiga, Valor, 28 de maio de 2013

Quando haverá governança global que evite o pior na mudança climática, principal desafio socioambiental contemporâneo? Em apenas oito edições, o Valor publicou três emblemáticas manifestações de desesperança sobre essa possibilidade.

Na entrevista ao “The Wall Street Journal”, “O que tira o sono da diretora-gerente do FMI” (Valor, 24/5), Christine Lagarde diz que “Nossos filhos serão grelhados, fritos, assados e torrados”, ao responder a uma pergunta do jornalista David Wessel sobre os riscos de não enfrentamento das mudanças do clima. Não havia sido diferente a conclusão das duas últimas colunas semanais de Martin Wolf, editor e principal comentarista econômico do “Financial Times”, “O mundo e o risco de caos no clima” (Valor, 15/05) e “Vitória dos céticos da mudança climática”, Valor 22/05): “Apenas a ameaça de uma catástrofe mais iminente é passível de mudar esse quadro e, quando isso acontecer, poderá ser tarde demais. Esta é uma verdade deprimente”. Continue lendo

La empresa más criminal de la historia

Terracidio y terraristas: Destruyendo el planeta por beneficios de récord

Tom Engelhardt, TomDispatch / Rebelión, 27 de mayo de 2013. Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández

Contamos con una palabra para designar la matanza consciente de un grupo racial étnico: genocidio. Y otra para la destrucción consciente de determinados aspectos del medio ambiente: ecocidio. Pero no tenemos un término para designar el acto consciente de destruir el planeta que habitamos, el mundo que la humanidad ha conocido, hablando históricamente, hasta ayer por la noche. Una posibilidad podría ser “terracidio”, de la palabra latina terra, que designa el planeta tierra. Encaja bien, dada su similitud con el peligroso tópico de nuestra era: terrorista. Continue lendo

Climate disasters displace millions of people worldwide

guardian.co.uk, May 2013, 20

More than 32 million people fled their homes last year because of disasters such as floods, storms and earthquakes – 98% of displacement related to climate change. Asia and west and central Africa bore the brunt. Some 1.3 million people were displaced in rich countries, with the US particularly affected. Floods in India and Nigeria accounted for 41% of displacement, according to the International Displacement Monitoring Centre and Norwegian Refugee Council

MDG : Disaster-induced dispacement worldwide in 2012