Por uma nova política energética para o Brasil

eolicMensagem à sociedade do Seminário Por Uma Nova Politica Energética para o Brasil

A humanidade vive a segunda década do terceiro milênio sem fazer as mudanças na economia e na forma de vida exigidas pela crise em que se encontra o planeta Terra. Confirmando percepções dos povos indígenas, estudos científicos indicam claramente que a prática capitalista de produzir e consumir cada vez mais para concentrar lucros já retirou da Terra mais bens naturais do que ela é capaz de repor. E para produzir a energia necessária para o “progresso” capitalista, retirou do ventre da Terra e queimou, e continua queimando, quantidades imensas de petróleo, gás e carvão, jogando na atmosfera quantidades cada vez maiores de gases que provocam aquecimento e mudanças climáticas. O modelo atual de desenvolvimento capitalista é marcado pela concentração de renda e poder, pela exploração intensiva dos recursos naturais e do trabalho humano, e pela destruição dos ecossistemas. Continue lendo

Nuclear power is the Betamax of the energy world

We need to stop being distracted by this techology and focus on promoting and investing in renewables

Natalie Bennett, guardian.co.uk, September 28, 2012

In my first month as the new Green party leader, I’ve spent lots of time talking about pressing economic and social issues – the need for the minimum wage to be a living wage, how benefits should be available to all who need them, and how costly and destructive the privatisation of the NHS will be. Continue lendo

Nuclear em desuso

Heitor Scalambrini Costa, Correio da Cidadania, 21 de Setembro de 2012

Setembro de 2012 ficará marcado na história pelos anúncios feitos pelos governos japonês e francês, a respeito da decisão de se afastarem da energia nuclear, responsável pelos piores pesadelos da humanidade. Esta tomada de posição tem um significado especial, visto que estes países, até então defensores de tal fonte energética, têm em suas matrizes a maior participação mundial da nucleoeletricidade. Depois da histórica decisão do governo alemão em abandonar em definitivo a energia nuclear, agora são os governos do Japão e da França que vão rever os planos relativos ao uso do nuclear. Continue lendo

As más lembranças e as megaobras

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 17 de agosto de 2012

Há poucos dias, o 67.º aniversário da primeira bomba atômica, despejada sobre Hiroshima, provocou uma catadupa de artigos na comunicação mundial, já preocupada com as consequências que a guerra cibernética – aqui comentada na semana passada – possa a vir a ter nos destinos do planeta. Agora se começa a recordar que no final do mês será lembrado o 25.º aniversário do acidente com o césio 137 em Goiânia. Continue lendo

Over 100,000 Protest Nuclear Restart in Tokyo

On hottest day of the year, protesters call for Prime Minister Noda to quit

Common Dreams staff, July 16, 2012

Over 100,000 protesters took to the streets in central Tokyo on Monday to protest the country’s return to nuclear power. The demonstration was one of the largest of its kind since Prime Minister Yoshihiko Noda announced that the country would restart its nuclear reactors last month. Protest organizers estimated the crowd at 170,000 people. Demonstrators marched through the streets in Tokyo’s record setting heat chanting: “Don’t resume nuclear power operation. Prime Minister (Yoshihiko) Noda should quit.” Continue lendo

200,000 Protest in Japan Ahead of Nuclear Restart

Common Dreams staff, June 29, 2012

Hundreds of thousands of protesters showed up at the door of Japanese Prime Minister Yoshihiko Noda’s residence on Friday, lining the streets of central Tokyo to express outrage over the continued push for nuclear reactor restarts in the country. Shareholders of Japan’s electricity companies voted on Wednesday to reboot nuclear power throughout the nation, despite widespread public opposition. Continue lendo

A Crossroads for Japan: Revive Nuclear or Go Green?

In the wake of the Fukushima disaster, Japan has idled all 50 of its nuclear reactors. While the central government and business leaders are warning a prolonged shutdown could spell economic doom, many Japanese and local officials see the opportunity for a renewable energy revolution.

Andrew Dewit, Yale Environment 360, May 29, 2012

May 5 marked the shutdown of the last of Japan’s 50 viable nuclear reactors, with poor prospects for any restarts before the summer. The central government, the nuclear industry, most big business associations, and many international observers seem convinced that this will invite chaos through escalating fossil fuel costs and the risk of blackouts. Continue lendo

Por um Brasil livre de energia nuclear

O acidente nuclear de Fukushima reacendeu o debate da energia nuclear no Brasil. Enquanto o governo defende a conclusão de Angra III, integrantes da sociedade civil se organizam na tentativa de banir a energia nuclear do país. Hoje, a campanha “Por um Brasil livre de energia nuclear” é promovida por duas frentes de discussão: a Coalizão por um País Livre de Usinas Nucleares, e a Articulação Anti-Nuclear Brasileira, que divulgam informações sobre os riscos desse modelo energético e promovem ações para repensar a composição da matriz energética brasileira. O arquiteto e ativista brasileiro Francisco Whitaker participa da Coalizão e diz que as duas frentes atuam no sentido de convencer o governo federal a desistir da ampliação da energia nuclear no país.

IHU On-Line entrevista Francisco Whitaker, IHU On-line, 17 de maio de 2012

Francisco Whitaker foi presidente da Juventude Universitária Católica – JUC em 1953-1954, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB no 1° Plano Pastoral de Conjunto em 1965-1966, e assessor da Arquidiocese de São Paulo e da CNBB de 1982 a 1988. Foi vereador de São Paulo, SP. É sócio-fundador da Associação Transparência Brasil e foi professor no Instituto de Formação para o Desenvolvimento de Paris e no Instituto Latino-Americano de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ilpes/ONU). Continue lendo

Danger Zone: Ageing Nuclear Reactors

Following Japan’s nuclear disaster last year there are fears the US may be heading for a nuclear catastrophe of its own.

People & Power / Al Jazeera, February 23, 2012

In March 2012, a devastating earthquake and tsunami in Japan caused a meltdown at the Fukushima nuclear power plant.

As tens of thousands of people were evacuated from nearby towns and villages, the world waited anxiously to see whether the radioactive fallout would spread across the country, or even be carried overseas.

Unsurprisingly, in the wake of this incident, the nuclear operations of other countries have come under considerable scrutiny.

One such country is the US where more than 100 similar reactors – some of them in earthquake zones or close to major cities – are now reaching the end of their working lives.

Their owners want to keep them running, but others – from environmentalists to mainstream politicians – are deeply concerned.

In this investigation for People & Power, Joe Rubin and Serene Fang of the Center for Investigative Reporting examine whether important safety considerations are being taken into account as the US Nuclear Regulatory Commission (NRC) considers extending the licences of these plants.

The agency has recently come under fire for glossing over the potential dangers of ageing reactors, for becoming too cosy with the industry and for political infighting among the agency’s senior executives, which critics in the US Senate and elsewhere say seriously hampers its ability to ensure safety.

The investigation focuses on the Pacific Gas & Electric nuclear facility at Diablo Canyon and two others, which are at Indian Point in New York and Fort Calhoun in Nebraska.

These three sites represent the dangers posed to nuclear power plant safety by earthquakes, terrorism and flooding.

Rubin and Fang discover that the NRC’s oversight track record is far from perfect, and that unless urgent action is taken the US could be heading for a nuclear catastrophe of its own.

Energia nuclear: poco más del 11%

Salvador López Arnal, Rebelión, 29 de deciembre de 2011

Mientras aires huracanados, más atómicos si cabe que los anteriores, envuelven el primer gobierno Rajoy [1] y algunas notas de renacimiento nuclear suenan en el Imperio de la barbarie y el desprósito, los vientos del Este siguen tocando una partitura que vale la pena retener.

Yotaro Hatamura, profesor emérito de la Universidad de Tokio y uno de los expertos mundiales en la detección de errores industriales, no es un antinuclear documentado. En absoluto. Es hombre del establishment y preside una comisión sobre la hecatombe de Fukushima establecida el pasado mes de mayo de 2011 que aún no ha concluido su informe final. Se calcula que será para verano de 2012. El documento provisional, sin embargo, señala algunos puntos de interés [2]. Una breve selección: Continue lendo

Japan: Reeling from triple disasters

The earthquake, tsunami and nuclear meltdown killed around 20,000 people

D. Parvaz, Al-Jazeera, December 27, 2011

Trying to understand, show or measure what Japan has suffered this year in the wake of the March 11 earthquake and tsunami is difficult because the story is an ongoing one of compounding loss on multiple and enormous scales. Continue lendo

Daunting tasks await Japan after cold shutdown of Fukushima plant

Kyodo News, Mainichi Shimbun, December 17, 2011

TOKYO (Kyodo) — Japan on Friday finally declared a state of cold shutdown at the crisis-hit Fukushima Daiichi nuclear power plant, only to find itself facing a long and thorny road toward the goal of scrapping the stricken reactors and restoring shattered public confidence in the government’s nuclear policies.

The country plans to draw on the experience of the 1979 Three Mile Island accident in taking out the nuclear fuel from the plant’s Nos. 1 to 3 reactors, but the task will be more challenging than in the U.S. case because the fuel is believed to have melted through the base of the reactor pressure vessels. Continue lendo

A energia nuclear é mais cara que as energias renováveis

“A maioria das técnicas, em vista de seu desenvolvimento, vê o seu custo diminuir por efeito da aprendizagem, e é o caso das energias renováveis; mas, com a energia nuclear, dá-se o contrário: quanto mais se desenvolve, mais cara fica”. A afirmação é de um coletivo de ativistas franceses.

Le Monde, 8 de dezembro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

A afirmação é martelada a ponto de passar por uma evidência: a energia nuclear seria mais barata que as energias renováveis. “Corolário”: diminuir a parte da primeira para desenvolver as renováveis, como propõe, por exemplo, o acordo Europa Ecologia dos Verdes-PS, aumentaria o preço da eletricidade, empobreceria as famílias e levaria as fábricas a se mudarem. No entanto, esta afirmação já é falsa e sê-lo-á ainda mais no futuro. Continue lendo

Fukushima poderá tornar-se um cemitério nuclear

As autoridades japonesas lançaram a proposta para transformar Fukushima em cemitério de lixo radioactivo do programa nuclear nipónico. Esta decisão está a causar grande indignação entre os habitantes da região obrigados a evacuar os cerca de 50 mil lares à volta da central nuclear de Fukushima Daiichi.

Rui Curado Silva, Esquerda.net, 6 de novembro de 2011

Esta semana um painel de peritos da Comissão para a Energia Nuclear japonesa concluiu que vão ser necessárias várias décadas para limpar a região em quarentena em torno de Fukushima, ao contrário das expectativas mais optimistas que foram avançadas após o acidente. Em Portugal, Patrick Monteiro e Pedro Sampaio Nunes estiveram entre as vozes que mais minimizaram as consequências do acidente. Segundo o mesmo painel, só dentro de 10 anos será possível começar a remover as barras de combustível das unidades onde ocorreu a fusão dos reactores. Continue lendo

Puede ser parte de la solución la energía nuclear?

Los costes totales de producir energía nuclear deben ser reevaluados

Robert Constanza, Al-Jazeera, 4 de octobre de 2011. Traducido para Rebelión por Germán Leyens

Como ha mostrado el desarrollo del desastre nuclear en Japón, los costes de la limpieza después de una fusión nuclear accidental son pagados en gran parte por los gobiernos nacionales y los contribuyentes en lugar de la industria. El pago de la limpieza es solo uno de los numerosos costes ocultos de la energía nuclear que dificultan la tarea de juzgar su valor. Numerosos países, incluido EE.UU., se apresuran a construir una nueva generación de plantas de energía nuclear para reducir las emisiones de carbono. Continue lendo

Programa define mais 4 usinas nucleares

Valor Econômico – 21/09/2011

Mesmo depois dos acidentes em Fukushima, no Japão, o governo faz uma aposta na expansão do programa nuclear brasileiro, prevendo “projetar e viabilizar” quatro usinas para a geração de energia atômica até 2015, mas não menção, no plano plurianual, sobre a localização das usinas.

O documento fala ainda sobre uma reorganização institucional do setor, com a criação da Agência Reguladora Nuclear, além da formação de 164 profissionais voltados aos segmentos de pesquisa avançada, desenvolvimento tecnológico e indústria nuclear.

Governadores de pelo menos quatro Estados do Nordeste – Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe – vinham travando uma disputa de bastidores para receber duas das quatro usinas. As outras duas estavam previstas inicialmente para o Sudeste. Continue lendo

Japoneses querem fechamento das centrais nucleares

Não é um bom ano para a energia nuclear. A oposição se consolida no Japão, onde a imensa maioria da população está a favor da substituição da energia atômica por outras, limpas e renováveis. Segundo a última pesquisa do jornal Mainichi, 85% dos japoneses apóiam o fim do funcionamento dos 54 reatores existentes no país, embora apenas 11% queiram que o fechamento das plantas nucleares seja imediato.

Georgina Higueras, El País, 13 de setembro de 2011. A tradução é do Cepat.

O grave acidente da central de Fukushima em 11 de março passado, que deixou todo o mundo apreensivo, levou os japoneses a uma decidida oposição à energia atômica. Embora, como revela a pesquisa realizada em agosto passado, 74% deles defenda que a substituição seja por energias limpas e renováveis e se realize de forma “paulatina e progressiva” para não prejudicar ainda mais a já maltratada economia do país. Continue lendo

Japão: seis meses depois de Fukushima

A situação, longe de estar normalizada, ainda constitui uma séria ameaça não só aos japoneses, mas aos países vizinhos e à população mundial.

Tomi Mori, Esquerda.net, 6 de setembro de 2011

Quase seis meses depois do pacote de tragédias que assolou o Japão no dia 11 de Março, o que vemos é a ampliação dos problemas aflorados naquele dia. E a situação, longe de ter sido normalizada, ainda constitui uma séria ameaça não só aos japoneses, mas aos países vizinhos e também à população mundial. Exagero? A tragédia começou com um terramoto, seguido de tsunami, ampliado com a crise nuclear e o maior festival de mentiras da história recente. O que vimos e vemos é uma mistura de impotência, ignorância, multiplicada pela ganância capitalista, no que se transformou no mais profundo acidente desde a barbárie do pós-guerra. Tendo ocorrido num dos principais países imperialistas e numa das sociedades mais desenvolvidas do ponto de vista tecnológico, que lições podemos tirar desses acontecimentos? Continue lendo

Nada muda na área da energia atômica

Yukiya Amano, diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), não é conhecido pela fala enérgica. Portanto, foi uma surpresa quando, na abertura da Conferência Ministerial sobre Segurança Nuclear, na semana passada, em Viena, ele declarou que, mesmo depois do desastre da usina de Fukushima – após o terremoto seguido de tsunami em 11 de março no Japão -, nada corre menos risco do que o futuro da energia nuclear.

Cordula Meyer, Der Spiegel / O Estado de S.Paulo, 3 de julho de 2011

Amano disse que muitas coisas precisam ser melhoradas, para abranger agências reguladoras e uma política de informação e prevenção de desastres. Ele defendeu inspeções obrigatórias das usinas, que devem ser feitas pela agência, e propôs que, nos próximos três anos, um décimo dos 440 reatores em todo o mundo seja selecionado aleatoriamente para inspeção sem aviso. Além disso, segundo ele, as empresas que operam centrais nucleares deverão ser mais responsabilizadas no caso de acidentes futuros. “Deixar tudo como está não é uma opção”, disse Amano aos delegados presentes à conferência em Viena. Continue lendo

Are We on the Brink of Burying Nuke Power Forever?

Harvey Wasserman, CommonDreams.org, Juin 16, 2011

This may be the moment history has turned definitively against atomic energy. To be sure: we are still required to fight hard to bury reactor loan guarantees in the United States. There are parallel struggles in China, Indian, England, France and South Korea.

The great fear is that until every single reactor on this planet is shut, none of us is really safe from another radioactive horror show. Continue lendo