Nuclear em desuso

Heitor Scalambrini Costa, Correio da Cidadania, 21 de Setembro de 2012

Setembro de 2012 ficará marcado na história pelos anúncios feitos pelos governos japonês e francês, a respeito da decisão de se afastarem da energia nuclear, responsável pelos piores pesadelos da humanidade. Esta tomada de posição tem um significado especial, visto que estes países, até então defensores de tal fonte energética, têm em suas matrizes a maior participação mundial da nucleoeletricidade. Depois da histórica decisão do governo alemão em abandonar em definitivo a energia nuclear, agora são os governos do Japão e da França que vão rever os planos relativos ao uso do nuclear. Continue lendo

France Says No to Genetically Modified Crops, No to Fracking

Common Dreams staff, September 16, 2012

France will maintain its ban on genetically modified crops [GMOs] and will ban fracking, politicians announced during an environmental conference held in Paris Friday and Saturday.

“The government is keeping its moratorium on the cultivation of GMO seeds currently authorized in the European Union,” Prime Minister Jean-Marc Ayrault told the conference in Paris on Saturday.

Reuters reports that the ban specifically targets Monsanto’s MON810 maize, as it is the only GMO currently allowed in Europe. Continue lendo

La revuelta de las “banlieues” irrumpe a los 100 días de mandato de Hollande

Gara, 16 de agosto de 2012

Justo cuando François Hollande cumplía los cien días de gracia desde que asumiera la presidencia en El Elíseo, la zona norte de la ciudad de Amiens era escenario de unos enfrentamientos que remiten directamente a las ya cíclicas revueltas en las «banlieues» francesas. Continue lendo

El PCF pierde definitivamente su periferia roja

Jack Dion, Sin Permiso, 24 de junio de 2012

Al correr de las elecciones, la periferia roja ya se había ido volviendo particularmente rosa. El gran lavado se había acelerado en 2007. Esta vez, la época de los bastiones comunistas –aunque rebautizados con el nombre del Frente de Izquierda (FI) – ha acabado pero bien de veras, y no quedan más que algunas manchas bermellón más allá de las vías de circunvalación. De ocho diputados salientes, sólo tres han conservado su escaño: Jacqueline Fraysse en Hauts de Seine; Marie-George Buffet, y François Asensi en Seine-Saint-Denis. De estos tres, sólo Marie George Buffet se vindica de marca comunista. Ha sido derrotado Patrick Braouzec, que se mantenía en Saint-Denis contra el candidato del PS que ha quedado en cabeza. En la primera vuelta ya habían sido eliminados Jean-Pierre Brard en Seine-Saint-Denis; Roland Muzeaud y Marie Hélène Amiable en Hauts de Seine; Pierre Gosnat en Val-de-Marne, en Ivry-Vitry, símbolo histórico que ha basculado. Continue lendo

Francia. ¡Bravo Poutou! Amenaza Le Pen. Votar a Hollande. Atolladero Mélenchon. ¿Futuro libertario?

Philippe Corcuff, Viento Sur, 4 de mayo de 2012

Este largo título de estilo telegráfico, en el momento de la segunda vuelta de las elecciones presidenciales de 2012, requiere algunas explicaciones y notas complementarias.

¡Bravo Philippe!

Philippe Poutou, candidato del Nuevo Partido Anticapitalista, ha llevado a cabo una hermosa campaña, cuyas jubilosas herejías no han empezado a ser reconocidas hasta última hora, teniendo por tanto poco peso en el resultado final:

— desfetichización del carácter oligárquico de la función presidencial a base de manejar la ironía y la auto-ironía libertarias; desde este punto de vista, ha sido el único candidato realmente anti-sistema; Continue lendo

Las diversas facetas de la crisis europea

Alberto Rabilotta, ALAI, 27 de abril de 2012

La primera ronda de la elección presidencial en Francia y la lucha política para la segunda ronda, el 6 de mayo, puso el dedo en la inflamada llaga de la crisis financiera, monetaria y económica que afecta a la Unión Europea (UE), y expuso la faceta faltante, la profunda crisis política que viene gestándose en el interior mismo del modelo neoliberal. Continue lendo

As the dust settles, a cold new Europe with Germany in charge will emerge

After the EU summit, the prospect is of a joyless union of penalties, punishments, disciplines and seething resentments

Ian Traynor, guardian.co.uk,  December 9, 2011

As a clear damp dawn rose over Brussels on Friday morning, the tired and tetchy leaders of Europe emerged, bleary-eyed from nine hours of night-time sparring over how to rescue the single currency and indeed the entire European project.

Brave faces were put on, bluffs called, counter-bluffs revealed, vetoes wielded. Histrionics from France’s Nicolas Sarkozy, poker-faced calm from Germany’s Angela Merkel, David Cameron gambling the UK’s place in Europe by opting to battle for Britain rather than helping to save the euro. When the dust settles, Friday 9 December may be seen as a watershed, the beginning of the end for Britain in Europe. But more than that – the emergence for the first time of a cold new Europe in which Germany is the undisputed, pre-eminent power imposing a decade of austerity on the eurozone as the price for its propping up the currency. Continue lendo

A energia nuclear é mais cara que as energias renováveis

“A maioria das técnicas, em vista de seu desenvolvimento, vê o seu custo diminuir por efeito da aprendizagem, e é o caso das energias renováveis; mas, com a energia nuclear, dá-se o contrário: quanto mais se desenvolve, mais cara fica”. A afirmação é de um coletivo de ativistas franceses.

Le Monde, 8 de dezembro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

A afirmação é martelada a ponto de passar por uma evidência: a energia nuclear seria mais barata que as energias renováveis. “Corolário”: diminuir a parte da primeira para desenvolver as renováveis, como propõe, por exemplo, o acordo Europa Ecologia dos Verdes-PS, aumentaria o preço da eletricidade, empobreceria as famílias e levaria as fábricas a se mudarem. No entanto, esta afirmação já é falsa e sê-lo-á ainda mais no futuro. Continue lendo

Un bote a pedales en una tempestad

Michel Husson, Politis / Viento Sur, 24 de noviembre de 2011

La imagen de capitán de bote de pedales que se enfrenta a una tempestad que Jean Luc Melenchon [candidato del Frente de Izquierdas a las presidenciales] ha utilizado contra François Hollande [candidato del PS] no es, sin duda, políticamente correcta. Pero ilustra bien la situación actual: Europa (y Francia con ella) está hundiéndose en una crisis sin fin. Se entrega, atada de pies y manos, a las finanzas, incluso colocando a sus representantes a la cabeza de los estados. La soberanía popular es pisoteada, y los pueblos europeos parecen condenados a una espiral infernal de regresión social. Continue lendo

A crise na zona do euro

O continente está a destruir os fracos para proteger os fortes. Mas será suficiente?

James K. Galbraith, Esquerda.net, 17 de novembro de 2011

A crise na zona euro é uma crise bancária pretendendo ser uma série de crises de dívida nacional e complicada por ideias económicas reacionárias, uma arquitetura financeira defeituosa e um ambiente político tóxico, especialmente na Alemanha, na França, na Itália e na Grécia.

Tal como a nossa, a crise bancária europeia é o produto da excessiva concessão de empréstimos a tomadores fracos, incluindo o crédito para habitação na Espanha, o comercial imobiliário na Irlanda e o setor público (parcialmente para infraestrutura) na Grécia. Os bancos europeus alavancaram-se para comprar hipotecas tóxicas americanas e quando estas entraram em colapso eles começaram a despejar os seus fracos títulos soberanos para comprar outros fortes, conduzindo para cima os rendimentos e finalmente forçando toda a periferia europeia para dentro da crise. A Grécia foi simplesmente o primeiro dominó na linha. Continue lendo

França e Alemanha já falam em reduzir a zona euro

A agência Reuters revela que os dois países têm debatido nos últimos meses o cenário duma Europa a duas velocidades, com uma zona euro mais pequena que avance mais depressa na integração económica que os restantes países da UE. Durão Barroso diz que o preço dessa divisão também será pago pelos alemães.

Esquerda.net, 10 de novembro de 2011

Num discurso em Berlim, o presidente da Comissão Europeia avisou para os custos económicos de quaisquer cisões na zona euro, prevendo a contracção do PIB alemão e a perda de um milhão de postos de trabalho. “Não pode haver paz e prosperidade no Norte ou no Oeste da Europa se não houver paz e prosperidade no Sul ou no Leste”, disse Barroso, no dia em que os juros da dívida voltaram a disparar, aumentando também a preocupação quanto às consequências de um pedido de resgate financeiro do país. Continue lendo

França e Alemanha desafinam em véspera de cimeira

A situação do Euro e da Europa é precária mas, em véspera de uma cimeira da Zona Euro considerada essencial, Paris e Berlim não se entendem. Uma situação que a senhora Merkel resumiu numa frase diplomática antecipando a cimeira: “não haverá avanços espectaculares de repente”.

Esquerda.net, 21 de julho de 2011

O relatório anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ameaça não meter mais dinheiro na Europa se a questão da Grécia não progredir dentro do caminho do resgate, diz mais ou menos a mesma coisa que a chanceler alemã: “Existe um vasto acordo sobre o que corre mal, mas nenhum plano de acção coerente para o que se segue”. Continue lendo

Acampada de Paris junta centenas em apoio aos “indignados” espanhóis

Várias centenas de pessoas concentraram-se, este domingo, no centro de Paris para apoiar o movimento dos “indignados” espanhóis. As Assembleias Populares acontecem todos os dias, desde 20 de Maio.

Esquerda.net, 29 de maio de 2011

A concentração teve lugar na Praça da Bastilha e, ao início da tarde, os manifestantes chegaram mesmo a interromper a circulação dos carros.

Nos últimos dias tem havido concentrações em várias cidades francesas para apoiar o movimento “Democracia Real Já” em Espanha, mas também para reivindicar o direito ao trabalho e protestar contra a política da crise. Continue lendo

Reflexões sobre o crescimento da Frente Nacional em França

Com Marine Le Pen, a Frente Nacional mudou de programa económico.

Isaac Johsua, Esquerda.net, 16 de abril de 2011

As recentes eleições cantonais foram a ocasião de uma forte subida da Frente Nacional (FN). Voto de desespero, feito de rejeições, de desgostos, e que se explica antes de mais pelo terrível fechamento do horizonte político, onde talvez haja alternância, mas de forma nenhuma alternativa. No entanto, não se pode dar conta dos pontos marcados pela FN apenas por esta configuração, que valia antes das cantonais e valerá sem dúvida depois delas. Uma mudança política rápida e recente do posicionamento político desta formação contribuiu para este sucesso, uma evolução sem dúvida facilitada pelas mudanças na cabeça do partido, mas que não se reduzem a ela. Continue lendo

Com a questão nuclear os homens se tornaram deuses’

Oliver Nouaillas entrevista Jean-Marie Pelt, La Vie, 5 de abril de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Botânico, Jean-Marie Pelt, 77 anos, é o fundador do Instituto Europeu de Ecologia, com sede em Metz. Talentoso apresentador do programa “CO2 mon amour” na rádio France Inter e autor de vários livros ligados às plantas e à ecologia, Jean-Marie Pelt mora a 20 quilômetros da central nuclear de Cattenom em Lorraine. Nesta entrevista, ele se debruça sobre a visão prometeica que, segundo ele, a indústria nuclear encerra.

Jean-Marie Pelt é o autor do livro La Terre en Héritage (Fayard, 2000), no qual ele já se interrogava sobre a questão nuclear. Continue lendo

Bienvenidos al nuevo cenagal de la OTAN

Pepe Escobar, Asia Times Online, 26 de marzo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

El tema quedó resuelto en cuanto el ministro de exteriores de Turquía, Ahmet Davutoglu, dijo a la agencia de noticias Anatolia: “La coalición que fue formada después de la reunión de París abandonará la misión y la entregará enteramente a un solo sistema de comando bajo la OTAN”.

La Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) está a punto de entrar a la era del doble cenagal – como en Asia Central (Afganistán) y el Norte de África (Libia). Y hay quien pensaba que supuestamente la OTAN debía defender Europa contra los comunistas. Libia es ahora una víctima oficial del club de las guerras interminables. Continue lendo

Guerra en Libia: la furia francesa

Philippe Leymarie, Le Monde diplomatique, 25 de marzo de 2011. Traducido para Rebelión por Caty R.

Ataques selectivos, zona de exclusión aérea -y lo que haga falta- para cobrarse por fin la cabeza de Gadafi: los cazas Rafale efectuaron sus primeros vuelos por el cielo de Libia el sábado a primera hora de la tarde, inaugurando la campaña de bombardeos en la que participan también cazas británicos y barcos estadounidenses. Francia, de vuelta de los pequeños compromisos y las grandes cegueras de principios de año sobre el alcance del «despertar árabe», por fin tiene su «gran causa» de saneamiento público internacional, recupera sus cánticos sobre los derechos humanos y puede poner música a la injerencia al estilo de Kouchner. Y poco importa la letra de las resoluciones con tal de que sean embriagadoras… Continue lendo

Atrevámonos a decir que Sarkozy y sus políticas son incompatibles con la legitimidad republicana

Florence Gauthier · Annie Lacroix-Riz · John Groleau · Roger Silvain · et alteri

Sin Permiso, 24 de octobre de 2010

De manera cobarde, algunos responsables de la oposición “republicana” aconsejan al pueblo francés “esperar a 2012” para poner fin al actual régimen fascistizante; un régimen brutalmente oligárquico que salpica a Francia y a la República, que halaga y mima a los millonarios, mientras pisotea a las clases populares y a las capas medias [1], que se ceba en las conquistas de la Resistencia y la Liberación, que deforma cínicamente la Constitución [2], que ignora la separación laica entre el Estado y las iglesias [3], que atiza la xenofobia de Estado persiguiendo a los trabajadores extranjeros y estigmatizando a los franceses naturalizados, que arma un Estado policíaco capaz de realizar cerca de 900.000 grabaciones de vigilancia anuales, que desmonta la educación nacional, que reniega del principio mismo de la defensa nacional [4], que contribuye abiertamente a la norteamericanización galopante de nuestra lengua, de nuestra universidad y de nuestra cultura [5] y que viola el No popular a la Constitución europea fomentando la adopción parlamentaria del Tratado de Lisboa: tal es el significado antisocial, antinacional y fascistizante de una “ruptura”, cuya línea estratégica busca disolver a Francia en una “construcción europea” sometida de la A a la Z a una oligarquía capitalista monstruosamente egoísta. Continue lendo

La furia francesa en la jaula de la Unión Europea

Diana Johnstone, Sin Permiso, 24 de octobre de 2010

Ahí están de nuevo los franceses: de huelga, bloqueando el transporte, armando una buena por las calles, y todo simplemente porque el gobierno quiere elevar la edad de jubilación de los 60 años a los 62. Tienen que estar locos.
Supongo que esa es la forma en que se ve el actual movimiento de masas – o se muestra, por lo menos – en buena parte del mundo, y sobre todo en el mundo anglosajón. Continue lendo

Reforma passa na França

As intensas manifestações que há mais de um mês tomam conta da França diminuíram justamente em um dia crucial.

Lúcia Müzell, O Globo, 23 de outubro de 2010

Ontem, o texto do projeto de lei de reforma das aposentadorias foi enfim votado e aprovado no Senado francês, por 177 votos a favor e 153 contra. A maioria governista garantiu a aprovação do texto, enquanto a esquerda o recusou em peso. Nas ruas, porém, os manifestantes pareciam estar mais preocupados com o início do recesso escolar de duas semanas: não houve qualquer grande protesto. Continue lendo