Sete bancos intimados na investigação sobre manipulação da taxa Libor

O Deutsche Bank, o Royal Bank of Scotland, o HSBC, o Barclays, o JPMorgan, o Citigroup e o UBS foram intimados a prestar esclarecimentos no âmbito das investigações relacionadas com a alegada manipulação da taxa Libor, segundo noticia a Bloomberg.

Esquerda.net, 17 de agosto de 2012

O Citigroup e o UBS foram os primeiros a ser notificados no âmbito da investigação conduzida pelos procuradores de Nova Iorque e de Connecticut, Eric Schneiderman e George Jepsen, tendo os restantes cinco bancos sido intimados nas últimas semanas.

Ao seu dispor, Schneiderman tem aquele que é apontado pelo Financial Times (FT) como “um dos mais poderosos instrumentos processuais” do país. Uma lei de Nova York 1921 – a Lei Martin – permite a este procurador geral investigar qualquer entidade que faça negócios em Nova Iorque, tendo apenas que provar que foram cometidas “práticas fraudulenta contrárias às regras simples de honestidade comum”. Segundo o FT, o procurador de Nova York pode ainda “operar noutros Estados, agindo essencialmente em nome de investidores por todo os EUA, com poderes mais amplos para perseguir a fraude financeira do que aqueles que se encontram à disposição das autoridades federais”. Continue lendo

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Quem são as verdadeiras vítimas do escândalo Libor

Boa parte da cobertura mediática do escândalo Libor centrou-se nas formas como o Barclays tentou manipular a taxa para baixo durante a crise financeira, para fazer o banco parecer mais seguro. Isso levou alguns ouvintes a fazerem uma boa pergunta: se as taxas foram empurradas para baixo, isso não ajuda os consumidores?

Robert Smith, NPR / Esquerda.net, 28 de julho de 2012

Afinal de contas, a Libor é a referência que aparece nas taxas de juro variáveis das hipotecas e outros empréstimos. Em resposta à nossa reportagem, a ouvinte Cameron Napps escreveu: “Eles baixavam as taxas Libor e beneficiavam o ‘Zé Povinho’… Os únicos que se lixaram com o negócio foram os investidores institucionais… que estavam do lado oposto das operações fraudulentas”. Continue lendo

A luta entre tubarões

Manipulações sobre as taxas de juro? É um tema aborrecido, mas o escândalo que envolve o banco inglês Barclays pela manipulação de informação para fixar a taxa Libor afeta a vida quotidiana de milhões de pessoas em todo o mundo.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 28 de julho de 2012

O episódio revela uma vez mais que os agentes do mundo financeiro aviam-se com uma grande colherada. A investigação das agências reguladoras tenta tapar com um dedo o deslumbrante esplendor das mentiras e canalhices dos banqueiros. Continue lendo

A fraude financeira global e os seus guardiões

A tese mediática da “maçã podre” já não resulta. Estamos a assistir à corrupção sistémica da banca – e à conspiração sistémica.

Naomi Wolf, Esquerda.net, 28 de julho de 2012

No outono passado, argumentei que a reação violenta ao Occupy e a outros protestos em todo o mundo tinham a ver com o medo dos “1 por cento”  que as pessoas comuns expusessem a fraude massiva, caso conseguissem ter acesso aos  livros de contas. Nessa altura, não tinha provas desta motivação, para além do facto da reforma financeira e maior transparência estarem no topo da lista de reivindicações de quem protestava.

Mas esta semana trouxe um achado repugnante de novos dados que corroboram esta hipótese e confirmam o retrato feito. A noção de que o sistema financeiro global no seu todo está coberto de fraude sistémica – e que os atores principais no papel de guardiões, tanto na finança como no governo, incluindo as instâncias reguladoras, sabem disso e preferem manter silenciosamente essa realidade – é uma conclusão que até há pouco tempo seria vista como obra de frenéticos adeptos de teorias da conspiração, mas que as manchetes desta semana tornam tristemente inevitável.   Continue lendo

Como previnir uma recessão

Os riscos agora são de uma contração severa, que poderia se transformar em nova Grande Depressão

Nouriel Roubini, Folha de S.Paulo, 25 de setembro de 2011

Os mais recentes dados econômicos sugerem que a recessão está voltando nas economias mais avançadas, com os mercados financeiros atingindo agora níveis de desgaste semelhantes aos registrados quando do colapso de 2008. Os riscos de uma crise econômica e financeira ainda pior que a anterior -e agora envolvendo países insolventes- são significativos. Continue lendo

Os abutres que lucram com a crise

Talvez o melhor exemplo de quem lucra com a crise seja dado pelos “fundos abutre”. Estes fundos têm como finalidade comprar dívida de países em dificuldades financeiras a um preço tão baixo quanto possível.

Ricardo Coelho, esquerda.net, 21 de setembro de 2011

Quando vemos a actividade económica a entrar numa recessão prolongada como a que atravessamos, tendemos a pensar que este é o pior momento para investir. Mas há quem lucre no meio da crise e há mesmo quem lucre com a crise. Continue lendo

A sangria enfraquece o paciente

Felizmente, os médicos já não acreditam que sangrar os doentes vai torná-los saudáveis. Infelizmente, muitos dos que fazem a política económica ainda acreditam. E a sangria económica está a começar a minar as nossas perspectivas económicas de longo prazo.

Paul Krugman, Esquerda.net, 21 de setembro de 2011

Os médicos chegaram a acreditar que pela retirada do sangue dos pacientes poderiam purgar os “humores” diabólicos que, pensavam eles, eram causadores das doenças. Na realidade, é claro, tudo o que a sangria fazia era tornar o paciente mais fraco e com maior chance de sucumbir.

Felizmente, os médicos já não acreditam que sangrar os doentes vai torná-los saudáveis. Infelizmente, muitos dos que fazem a política económica ainda acreditam. E a sangria económica não está apenas a infligir vastas dores; está a começar a minar as nossas perspectivas económicas de longo prazo.

Algumas informações: no último ano e meio, o discurso político, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, tem sido dominado por pedidos de austeridade fiscal. Ao cortar os gastos e reduzir os défices, disseram-nos, as nações poderiam restaurar a confiança e promover o renascimento económico.

E a austeridade tem sido real. Na Europa, nações com problemas como a Grécia e a Irlanda, impuseram cortes selvagens, enquanto nações mais fortes impuseram programas mais suaves de austeridade. Nos Estados Unidos, o modesto estímulo federal de 2009 extinguiu-se, enquanto governos estaduais e locais cortaram os seus orçamentos, de forma que no conjunto tivemos de facto um movimento em direção à austeridade não muito diferente do da Europa. Continue lendo

O que são os mercados e a especulação financeira?

Os mercados financeiros estão em todos os lados, mas em geral ainda há um amplo desconhecimento acerca do que são realmente e de como funcionam. Breves notas que possam ajudar a resolver dúvidas.

Alberto Garzón Espinosa, Conselho Científico da ATTAC / Esquerda.net, 28 de agosto de 2011

Entre todos os conceitos que agora pululam em todos os debates políticos, que antes estavam praticamente reservados aos debates técnicos entre economistas, há um de especial interesse que convém ajudar a clarificar: o de mercados financeiros. Efectivamente, hoje os mercados financeiros estão em todos os lados (televisão, imprensa e inclusivamente nos bares), mas em geral ainda há um amplo desconhecimento acerca do que são realmente e de como funcionam. Por isso decidi fazer umas breves notas que possam ajudar a resolver algumas dúvidas importantes. Continue lendo

First Federal Reserve Audit Reveals Trillions in Secret Bailouts

Matthew Cardinale, IPS, August 28, 2011

The first-ever audit of the U.S. Federal Reserve has revealed 16 trillion dollars in secret bank bailouts and has raised more questions about the quasi-private agency’s opaque operations.

“This is a clear case of socialism for the rich and rugged, you’re-on-your-own individualism for everyone else,” U.S. Senator Bernie Sanders, an Independent from Vermont, said in a statement.

The majority of loans were issues by the Federal Reserve Bank of New York (FRBNY). Continue lendo

El pillaje de la libre circulación de capitales

Juan Luis Berterretche, Agenda Radical, 3 de mayo de 2011

Más del 95% de las transacciones financieras internacionales son estrictamente especulativas y con un plazo promedio de 48 hs. El monto de estas operaciones alcanza a 20 veces el PIB mundial. Su dimensión es de US$ 1.200 billones (millones de millones o trillones en inglés y portugués). Esta monumental burbuja de capital ficticio es la causante del colapso financiero iniciado en 2007-2008 que aún zarandea la economía mundial. Es una forma de pillaje de los países hegemónicos sobre la riqueza de los demás países del planeta. Continue lendo

Ocho propuestas urgentes para otra Europa

Eric Toussaint, Rebelión, 24 de abril de 2011

La crisis sacude a la Unión Europea hasta los cimientos. Para varios países la soga de la deuda pública se cierra sobre ellos y están asfixiados por los mercados financieros. Con la complicidad activa de los gobiernos, de la Comisión Europea, del Banco Central Europeo y del FMI, las instituciones financieras responsables de la crisis se enriquecen y especulan sobre las deudas de los Estados. La patronal aprovecha la situación para lanzar una ofensiva brutal contra una serie de derechos económicos y sociales de la mayoría de la población. Continue lendo

Islândia: população volta a dizer “não” ao pagamento da dívida com os bancos

s islandeses votaram, novamente, em referendo que o Estado não deve pagar a dívida de cerca de quatro mil milhões de euros à Holanda e ao Reino Unido. De acordo com os resultados já anunciados, o “não” ganhou com quase 60 por cento.

Esquerda.net, 10 abril de 2011

Na Islândia, a palavra de ordem “não pagamos a crise deles” é mesmo o mote que indica o caminho. Segundo os dados já disponibilizados pela televisão islandesa, 58 por cento dos eleitores votaram “não” e 42 por cento votaram “sim” ao pagamento de quase quatro mil milhões de euros a credores externos, nomeadamente à Inglaterra e à Holanda. Continue lendo

Os bancos das democracias ocidentais são cúmplices de um crime contra a humanidade

Os bilhões que são roubados a cada ano dos países mais pobres seguem sempre o mesmo caminho que os leva aos maiores bancos das democracias ocidentais. É um crime contra a humanidade.

Eduardo Febbro, Página/12, 27 de marzo de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Um crime contra a humanidade. Silencioso, sem violência aparente. Uma espantosa máquina de pilhagem dos povos levada a cabo com a cumplicidade do sistema bancário mundial. As fortunas dos ditadores estão dormindo nos bancos ocidentais enquanto dezenas de milhares de pessoas morrem de fome ou não têm condições de pagar o tratamento da Aids. Continue lendo

La crisis del capitalismo

Entrevista a Alex Callinicos

Socialist Worker / Rebelión, 30 de marzo de 2011

El Socialist Worker ha pedido a Alex Callinicos que nos explique la crisis del capitalismo global que aún continúa, y si cree que los gobiernos podrán hacer que la pague la clase trabajadora.

Parece que esta crisis no afloja. ¿Cómo nos hemos metido en este lío?

Algunos economistas e historiadores económicos describen esta crisis diciendo que es la primera Gran Depresión del siglo XXI, y la comparan con la Gran Depresión de finales del s. XIX y la de los años treinta. Me parece que tienen razón cuando afirman que ésta es una crisis muy profunda: no se trata de una alteración normal del «ciclo económico», sino de una crisis mucho más profunda y prolongada, y que hace mucho tiempo que se estaba preparando. Continue lendo

Especuladores da fome fazem preço dos alimentos aumentar

Os mesmos bancos, fundos de investimento de risco e investidores cuja especulação nos mercados financeiros globais causaram a crise das hipotecas sub-prime são responsáveis por causar a inflação no preço dos alimentos.

John Vidal, Esquerda.net, 6 de março de 2011

Há pouco menos de três anos, as pessoas da vila de Gumbi, no oeste de Malawi, passaram por uma fome inesperada. Não como a de europeus,que pulam uma ou duas refeições, mas aquela profunda e persistente fome que impede o sono e embaralha os sentidos e que acontece quando não se tem comida durante semanas. Estranhamente, não houve seca, a causa tradicional da mal nutrição e fome no sul da África, e havia bastante comida nos mercados. Por uma razão não óbvia o preço de alimentos básicos, como milho e arroz, havia quase dobrado em poucos meses. Não havia também evidências de que os donos de mercados estivessem a fazer estoque de comida. A mesma história repetiu-se em mais de 100 países em desenvolvimento. Continue lendo

Importando a confusão e somando com a nossa

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de fevereiro de 2011

Dificilmente em qualquer outra época se terão juntado tantos fatores externos e internos para dificultar o diagnóstico e a adoção de caminhos eficazes para resolver em âmbito global ou de cada país a grave crise econômico-financeira-produtiva-social-ambiental do mundo de hoje. A tal ponto que dificilmente a reunião de hoje e amanhã do G-20 chegará a consensos produtivos. Da mesma forma que, no nosso panorama interno, são enormes e evidentes as dificuldades para avançar nos ásperos caminhos da contenção da inflação sem perder o embalo do crescimento.

Não é novidade que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, insistirá em criar uma taxação internacional sobre operações financeiras, na esperança de deter a especulação, que gira mais de US$ 600 trilhões (Estado, 28/1), num mundo onde o produto bruto anual de todas as nações juntas anda pelos US$ 60 trilhões anuais. E como a crise financeira e a ameaça de “débâcles” vivem rondando todos os países, inclusive os industrializados, parte desse dinheiro especulativo invade cada vez mais o mundo real das commodities (agropecuárias, minerais), em busca de garantias reais – e é, na visão de Sarkozy, o principal fator da alta do preço dos alimentos no mundo (Estado, 30/1). Continue lendo

Quem especula contra o euro?

Quem se esconde por detrás dos chamados “mercados financeiros”? É interessante saber isso no momento em que eles exercem uma terrível pressão sobre os governos europeus através das condições de financiamento da dívida pública

Michel Husson, Esquerda.net, 7 de dezembro de 2010

Foi a esta questão que dois economistas da banca procuraram esclarecer a partir de um trabalho de sobreposição de fontes, que eles próprios qualificam de “desafiante”1. Este artigo utiliza os dados que provêm do Eurostat e do Joint External Debt Hub (JEDH) do Banco Mundial e que revelam uma grande opacidade e uma relativa ausência de coerência. Continue lendo

La crisis y el fin de Bretton Woods II

Alejandro Nadal, La Jornada, 13 de octobre de 2010

La asamblea anual del Fondo Monetario Internacional (FMI) concluyó con la persistencia de desacuerdos básicos, que son un mal presagio. Ninguna de las dificultades fundamentales de la economía mundial pudo resolverse en estos días. La guerra de las divisas está a la vuelta de la esquina y los peores días de la crisis podrían estar de regreso en unos meses. Hasta se dice que 2008 podría ser un día de campo, comparado con lo que viene en 2011. Continue lendo

La crisis actual

Louis Gill, A Babord! Revue sociale et politique / Rebelion, 4 de octobre de 2010

Sabemos que el origen de la crisis actual se está en el fracaso masivo de los préstamos hipotecarios de alto riesgo concedidos a gran escala en Estados Unidos a compradores no solventes. Pero hunde sus raíces más profundas en el superdesarrollo de un capital volátil, desligado de la inversión en la producción y con libertad para desplazarse en todo el espacio planetario en función únicamente de las necesidades de su valorización Continue lendo

Cinco bancos concentram 75% dos depósitos

Cerca de dois terços de todos os ativos e empréstimos são de responsabilidade, atualmente, de apenas cinco instituições no País: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal. Há dez anos, essas instituições tinham menos da metade do mercado.

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo, 27 de setembro de 2010

A concentração no sistema bancário brasileiro aumentou na saída da crise financeira, no ano passado, quando grandes bancos voltaram às compras e foram fechadas grandes fusões e aquisições. Continue lendo