A segurança das centrais nucleares europeias em xeque

A chamada “prova de resistência” realizada nas centrais nucleares da União Europeia confirmaram os piores temores de ambientalistas e opositores às centrais atómicas: que estas não cumprem os padrões mínimos de segurança.

Julio Godoy, IPS / Esquerda.net, 21 Outubro de 2012

Os testes realizados em 134 reatores nucleares em 14 países da UE obedeceram à preocupação da população diante da possibilidade de um desastre como o ocorrido na central japonesa de Fukushima Daiichi, em março de 2011. Continue lendo

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Que energia queremos nos próximos dez anos?

O Ministério de Minas e Energia colocou em audiência pública a versão preliminar do Plano de Expansão Decenal de Energia de 2021. O plano, que é atualizado anualmente e que prevê os rumos energéticos do Brasil para os próximos dez anos, apresenta avanços em relação às edições anteriores, mas mantém outros tantos retrocessos.

Marina Yamaoka, Greenpeace, 26 de setembro de 2012

Os já elevados investimentos previstos para petróleo e gás natural aumentaram e a previsão é de que totalizem R$749 bilhões nos próximos dez anos, sendo que eram de 686 bilhões no PDE anterior. Elevar os investimentos em combustíveis fósseis equivale a aumentar sua queima, uma das responsáveis pelas emissões de gases estufa que causam as mudanças climáticas. Pelo menos, os investimentos previstos para termelétricas fósseis e nucleares até 2021 foi reduzido de R$ 24,7 bilhões para R$22,9 bilhões também foi um anúncio positivo. Continue lendo

As más lembranças e as megaobras

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 17 de agosto de 2012

Há poucos dias, o 67.º aniversário da primeira bomba atômica, despejada sobre Hiroshima, provocou uma catadupa de artigos na comunicação mundial, já preocupada com as consequências que a guerra cibernética – aqui comentada na semana passada – possa a vir a ter nos destinos do planeta. Agora se começa a recordar que no final do mês será lembrado o 25.º aniversário do acidente com o césio 137 em Goiânia. Continue lendo

After 500 days, Fukushima No. 1 plant still not out of the woods

Takashi Sugimoto, The Asahi Shimbun, July 24, 2012

A little more than 500 days after the accident at the Fukushima No. 1 nuclear plant threatened to force the evacuation of the entire Tokyo metropolitan area, the situation is certainly much improved.

The levels of cesium being emitted from the damaged reactors have dropped substantially, core temperatures in the pressure vessels are being kept within targeted levels, and the plant operator has started removing unused nuclear fuel assemblies as an experiment. Continue lendo

A Crossroads for Japan: Revive Nuclear or Go Green?

In the wake of the Fukushima disaster, Japan has idled all 50 of its nuclear reactors. While the central government and business leaders are warning a prolonged shutdown could spell economic doom, many Japanese and local officials see the opportunity for a renewable energy revolution.

Andrew Dewit, Yale Environment 360, May 29, 2012

May 5 marked the shutdown of the last of Japan’s 50 viable nuclear reactors, with poor prospects for any restarts before the summer. The central government, the nuclear industry, most big business associations, and many international observers seem convinced that this will invite chaos through escalating fossil fuel costs and the risk of blackouts. Continue lendo

Por um Brasil livre de energia nuclear

O acidente nuclear de Fukushima reacendeu o debate da energia nuclear no Brasil. Enquanto o governo defende a conclusão de Angra III, integrantes da sociedade civil se organizam na tentativa de banir a energia nuclear do país. Hoje, a campanha “Por um Brasil livre de energia nuclear” é promovida por duas frentes de discussão: a Coalizão por um País Livre de Usinas Nucleares, e a Articulação Anti-Nuclear Brasileira, que divulgam informações sobre os riscos desse modelo energético e promovem ações para repensar a composição da matriz energética brasileira. O arquiteto e ativista brasileiro Francisco Whitaker participa da Coalizão e diz que as duas frentes atuam no sentido de convencer o governo federal a desistir da ampliação da energia nuclear no país.

IHU On-Line entrevista Francisco Whitaker, IHU On-line, 17 de maio de 2012

Francisco Whitaker foi presidente da Juventude Universitária Católica – JUC em 1953-1954, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB no 1° Plano Pastoral de Conjunto em 1965-1966, e assessor da Arquidiocese de São Paulo e da CNBB de 1982 a 1988. Foi vereador de São Paulo, SP. É sócio-fundador da Associação Transparência Brasil e foi professor no Instituto de Formação para o Desenvolvimento de Paris e no Instituto Latino-Americano de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ilpes/ONU). Continue lendo

Los peligros de la arrogancia tecnológica

los “titanics” nucleares

Karl Grossman, CounterPunch / Rebelión, 19 de abril de 2012.  Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.

En el centenario del hundimiento del Titanic, The Japan Times publicó ayer un editorial titulado “El Titanic y el fiasco nuclear” que dice: “La presentación de la tecnología como completamente segura, fiable y milagrosa podrá parecer cosa del pasado, pero los paralelos entre el Titanic y la industria de energía nuclear de Japón no podrían ser más evidentes”. Continue lendo

Danger Zone: Ageing Nuclear Reactors

Following Japan’s nuclear disaster last year there are fears the US may be heading for a nuclear catastrophe of its own.

People & Power / Al Jazeera, February 23, 2012

In March 2012, a devastating earthquake and tsunami in Japan caused a meltdown at the Fukushima nuclear power plant.

As tens of thousands of people were evacuated from nearby towns and villages, the world waited anxiously to see whether the radioactive fallout would spread across the country, or even be carried overseas.

Unsurprisingly, in the wake of this incident, the nuclear operations of other countries have come under considerable scrutiny.

One such country is the US where more than 100 similar reactors – some of them in earthquake zones or close to major cities – are now reaching the end of their working lives.

Their owners want to keep them running, but others – from environmentalists to mainstream politicians – are deeply concerned.

In this investigation for People & Power, Joe Rubin and Serene Fang of the Center for Investigative Reporting examine whether important safety considerations are being taken into account as the US Nuclear Regulatory Commission (NRC) considers extending the licences of these plants.

The agency has recently come under fire for glossing over the potential dangers of ageing reactors, for becoming too cosy with the industry and for political infighting among the agency’s senior executives, which critics in the US Senate and elsewhere say seriously hampers its ability to ensure safety.

The investigation focuses on the Pacific Gas & Electric nuclear facility at Diablo Canyon and two others, which are at Indian Point in New York and Fort Calhoun in Nebraska.

These three sites represent the dangers posed to nuclear power plant safety by earthquakes, terrorism and flooding.

Rubin and Fang discover that the NRC’s oversight track record is far from perfect, and that unless urgent action is taken the US could be heading for a nuclear catastrophe of its own.

Energia nuclear: poco más del 11%

Salvador López Arnal, Rebelión, 29 de deciembre de 2011

Mientras aires huracanados, más atómicos si cabe que los anteriores, envuelven el primer gobierno Rajoy [1] y algunas notas de renacimiento nuclear suenan en el Imperio de la barbarie y el desprósito, los vientos del Este siguen tocando una partitura que vale la pena retener.

Yotaro Hatamura, profesor emérito de la Universidad de Tokio y uno de los expertos mundiales en la detección de errores industriales, no es un antinuclear documentado. En absoluto. Es hombre del establishment y preside una comisión sobre la hecatombe de Fukushima establecida el pasado mes de mayo de 2011 que aún no ha concluido su informe final. Se calcula que será para verano de 2012. El documento provisional, sin embargo, señala algunos puntos de interés [2]. Una breve selección: Continue lendo

Japan: Reeling from triple disasters

The earthquake, tsunami and nuclear meltdown killed around 20,000 people

D. Parvaz, Al-Jazeera, December 27, 2011

Trying to understand, show or measure what Japan has suffered this year in the wake of the March 11 earthquake and tsunami is difficult because the story is an ongoing one of compounding loss on multiple and enormous scales. Continue lendo

A energia nuclear é mais cara que as energias renováveis

“A maioria das técnicas, em vista de seu desenvolvimento, vê o seu custo diminuir por efeito da aprendizagem, e é o caso das energias renováveis; mas, com a energia nuclear, dá-se o contrário: quanto mais se desenvolve, mais cara fica”. A afirmação é de um coletivo de ativistas franceses.

Le Monde, 8 de dezembro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

A afirmação é martelada a ponto de passar por uma evidência: a energia nuclear seria mais barata que as energias renováveis. “Corolário”: diminuir a parte da primeira para desenvolver as renováveis, como propõe, por exemplo, o acordo Europa Ecologia dos Verdes-PS, aumentaria o preço da eletricidade, empobreceria as famílias e levaria as fábricas a se mudarem. No entanto, esta afirmação já é falsa e sê-lo-á ainda mais no futuro. Continue lendo

Fukushima poderá tornar-se um cemitério nuclear

As autoridades japonesas lançaram a proposta para transformar Fukushima em cemitério de lixo radioactivo do programa nuclear nipónico. Esta decisão está a causar grande indignação entre os habitantes da região obrigados a evacuar os cerca de 50 mil lares à volta da central nuclear de Fukushima Daiichi.

Rui Curado Silva, Esquerda.net, 6 de novembro de 2011

Esta semana um painel de peritos da Comissão para a Energia Nuclear japonesa concluiu que vão ser necessárias várias décadas para limpar a região em quarentena em torno de Fukushima, ao contrário das expectativas mais optimistas que foram avançadas após o acidente. Em Portugal, Patrick Monteiro e Pedro Sampaio Nunes estiveram entre as vozes que mais minimizaram as consequências do acidente. Segundo o mesmo painel, só dentro de 10 anos será possível começar a remover as barras de combustível das unidades onde ocorreu a fusão dos reactores. Continue lendo

Japão: seis meses depois de Fukushima

A situação, longe de estar normalizada, ainda constitui uma séria ameaça não só aos japoneses, mas aos países vizinhos e à população mundial.

Tomi Mori, Esquerda.net, 6 de setembro de 2011

Quase seis meses depois do pacote de tragédias que assolou o Japão no dia 11 de Março, o que vemos é a ampliação dos problemas aflorados naquele dia. E a situação, longe de ter sido normalizada, ainda constitui uma séria ameaça não só aos japoneses, mas aos países vizinhos e também à população mundial. Exagero? A tragédia começou com um terramoto, seguido de tsunami, ampliado com a crise nuclear e o maior festival de mentiras da história recente. O que vimos e vemos é uma mistura de impotência, ignorância, multiplicada pela ganância capitalista, no que se transformou no mais profundo acidente desde a barbárie do pós-guerra. Tendo ocorrido num dos principais países imperialistas e numa das sociedades mais desenvolvidas do ponto de vista tecnológico, que lições podemos tirar desses acontecimentos? Continue lendo

Are We on the Brink of Burying Nuke Power Forever?

Harvey Wasserman, CommonDreams.org, Juin 16, 2011

This may be the moment history has turned definitively against atomic energy. To be sure: we are still required to fight hard to bury reactor loan guarantees in the United States. There are parallel struggles in China, Indian, England, France and South Korea.

The great fear is that until every single reactor on this planet is shut, none of us is really safe from another radioactive horror show. Continue lendo

Fukushima: It’s Much Worse Than You Think

Scientific experts believe Japan’s nuclear disaster to be far worse than governments are revealing to the public.

Dahr Jamail, Al-Jazeera-English, Juin 16, 2011

“Fukushima is the biggest industrial catastrophe in the history of mankind,” Arnold Gundersen, a former nuclear industry senior vice president, told Al Jazeera.

Japan’s 9.0 earthquake on March 11 caused a massive tsunami that crippled the cooling systems at the Tokyo Electric Power Company’s (TEPCO) nuclear plant in Fukushima, Japan. It also lead to hydrogen explosions and reactor meltdowns that forced evacuations of those living within a 20km radius of the plant.

Gundersen, a licensed reactor operator with 39 years of nuclear power engineering experience, managing and coordinating projects at 70 nuclear power plants around the US, says the Fukushima nuclear plant likely has more exposed reactor cores than commonly believed. Continue lendo

E a Alemanha desliga a energia nuclear

Foi aprovada a lei para fechar todas as centrais nucleares alemãs até 2022. Merkel acelera os tempos. Logo, cinco bilhões de euros serão investidos em fontes renováveis.

Andrea Tarquini, La Repubblica, 7 de junho de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

Hoje, elas ainda fornecem cerca de um quinto das necessidades de energia da primeira economia europeia. A partir de 2022, não serão nada mais do que destroços, como as antigas fábricas do século XIX, fechadas e em ruínas, ou parques de diversões, como já é o caso do ex-reator em Kalkar.

Nesta segunda-feira, a Alemanha de Angela Merkel definitivamente virou a página: com um sinal e um desafio exemplar para o mundo, a potência industrial número um, indiscutível no Velho Continente, e quarta em nível mundial, a pátria das melhores excelências tecnológicas europeias, aprovou em nível oficial o preanunciado adeus ao átomo civil. Continue lendo

Energia nuclear agita o panorama

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 3 de junho de 2011

Uma informação publicada por este jornal no dia 27 de abril, num levantamento sobre energia nuclear assinado por Karina Ninni, começa a provocar fortes reações e manifestações públicas em Goiás. Já constava do levantamento que a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) estuda a possibilidade de depositar em Abadia de Goiás, a 27 quilômetros de Goiânia e a 200 de Brasília, “rejeitos radiativos de baixa e média intensidade, subprodutos de atividade radiativa” das usinas nucleares de Angra I e II. E em Abadia de Goiás já está o depósito de mais de 6 mil toneladas de resíduos contaminados pelo acidente com o césio 137 em 1987, que matou quatro pessoas e contaminou mais de mil, incluídos policiais, bombeiros (que trabalharam na remoção) e funcionários da área de saúde (que lidaram com possíveis vítimas). Continue lendo

Nuclear power loses its appeal after Japan crisis

Switzerland latest country to shelve nuclear plant plans – but many states still lack an alternative low-carbon energy supply

Ian Sample, guardian.co.uk, May 29, 2011

Moves to cut carbon emissions in line with international targets have come under renewed strain since the nuclear crisis in Japan led some countries to shelve plans to use the technology.

Switzerland became the latest country to decide to phase out nuclear power last week, citing concerns over the accident at the Fukushima plant that was left stricken by a 9.0 magnitude earthquake and tsunami in March. Continue lendo

Manifestações em toda a Alemanha pelo fim do nuclear

Cerca de 160 mil pessoas protestam em 20 cidades. Relatório de Comissão de Ética propõe encerramento das 17 centrais nucleares até 2021.

Esquerda.net, 28 de maio de 2011

Cerca de 160 mil pessoas manifestaram-se em 20 cidades da Alemanha sob o lema “Schluss mit Atomkraft” (Fim à Energia Atómica), nas vésperas de o governo de Angela Merkel anunciar o novo calendário de encerramento gradual das 17 centrais atómicas do país . Continue lendo

Fukushima Shutdown for January

BBC, May 18, 2011

Japan still believes it can end its nuclear crisis within months, while accepting damage from March’s quake and tsunami was worse than first thought.

The government and the operator of the Fukushima Daiichi power plant recently revealed the No 1 reactor suffered a near complete meltdown within hours of the disaster. But they still believe a “cold shutdown” is possible by January.

The crisis forced 80,000 people who lived within 20km of the plant to flee. This week evacuations began from towns further away from the stricken plant in northern Japan, with the government saying a build-up of radiation could pose a danger to health, says the BBC’s Roland Buerk in Tokyo. Continue lendo