Jogando com o planeta: a lição do desastre no Japão

Especialistas nas indústrias nuclear e financeira nos garantiam que as novas tecnologias praticamente eliminaram os riscos de catástrofes. Eventos mostraram que isso não era verdade: não apenas os riscos existiam como suas consequências eram tão grandes que elas facilmente superaram os supostos benefícios dos sistemas que os líderes dessas indústrias promoviam. Para o planeta há mais um risco, que como os outros dois, é quase uma certeza: aquecimento global. Se houvessem outros planetas para os quais pudéssemos nos mudar, alguém poderia dizer que o risco vale a pena. Mas eles não existem.

Joseph Stiglitz, The Guardian / Carta Maior, 6 de abril de 2011

As consequências do terremoto japonês – especialmente a crise em andamento na usina nuclear de Fukushima – soam assustadoras para os observadores da crise financeira dos EUA que gerou a Grande Recessão. Ambos os eventos fornecem inescapáveis lições sobre riscos e sobre quão mal mercados e sociedade podem gerenciá-los. Continue lendo

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Fukushima: información radiactiva

Gorka Larrabeiti, Rebelión, 28 de marzo de 2011

Mientras el mundo se pelea por Libia, Fukushima sigue contaminando aire, mar y tierra. Yukiya Amano, director de la Agencia para la Seguridad Atómica japonesa, dijo que estaba lejos de ser resuelta. Ayer supimos que, cuando tres trabajadores pisaron agua en el sótano del reactor 3 de Fukushima, la Tokio Electric Power Company (TEPCO), ya sabía que había la radioactividad en ese lugar estaba fuera de control. Lo sabía pero no lo dijo. Continue lendo

Japão: rumo ao holocausto nuclear?

Há uma grande possibilidade de existir uma brecha no núcleo do reactor e por ela estar a escapar radioactividade. Uma fuga de grandes proporções pode afectar, em níveis diferenciados, milhões de pessoas.

Tomi Mori, Esquerda.net, 26 de março de 2011

Já se passaram mais de duas semanas desde que o terremoto seguido de tsunami provocou o maior acidente da história japonesa. Foram registadas mais de 10 mil mortes e 17 mil continuam desaparecidos. Esse número deve ser superior, pois há a possibilidade de que famílias inteiras tenham sido dragadas pela fúria do tsunami e jamais serão encontrados. Se nenhum familiar registar as mortes, essas vítimas ainda serão consideradas vivas por um período superior aos cem anos de idade, como ocorre, actualmente, nos arquivos japoneses. Continue lendo

Alemanha: ‘obra babilónica’ e nuclear no centro das eleições de Baden-Württemberg

Pode estar em causa uma mudança de poder, particularmente significativa porque a CDU, o partido de Angela Merkel, participa ininterruptamente no governo de Baden-Würtemberg há 57 anos

João Alexandrino Fernandes, Esquerda.net, 24 de março de 2011

Vão realizar-se no próximo domingo, dia 27, as eleições no estado de Baden-Württemberg, cuja capital é Estugarda. Estas eleições revestem-se de grande importância no actual quadro político alemão por duas razões: poderemos dizer que são importantes como um facto e como um precedente. Continue lendo

Incertidumbre informativa tras la crisis nuclear en Japón

Gregory Button, CounterPunch / Rebelión, 24 de marzo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández

“En un desastre de esta magnitud, es de la mayor importancia que la información sea precisa y se facilite con rapidez.” Jim Ricco (1)

En estos últimos días el gobierno japonés y la Tokyo Electric Power están recibiendo innumerables críticas por su forma de manejar la crisis de la planta nuclear de Fukushima Dalichi. Los responsables, por ambas partes, están bajo sospecha por retener o manipular información vital sobre la tragedia. Después de varios días de información incompleta e insatisfactoria, los expertos nucleares internacionales, la prensa internacional, incluso la prensa japonesa, junto con algunos funcionarios diplomáticos, han arremetido contra ambos por no proporcionar información suficiente (2). Continue lendo

O dilema nuclear japonês

O Japão é uma espécie de panela onde estão colocadas 55 pipocas nucleares e ninguém sabe quando alguma vai explodir.

Tomi Mori, Esquerda.net, 22 de março de 2011

Three Mile Island (1976), nos Estados Unidos; Chernobyl (1986), na Ucrânia; Fukushima (2011), Japão, são exemplos mais do que suficientes para provar que a energia nuclear está, ainda, muito longe de ser uma opção segura para suprir as necessidades humanas. Além desses, ocorreram vários acidentes de menor escala. A devastação que a energia nuclear pode causar na vida dos seres humanos foi demonstrada, de forma brutal, pelos americanos, que despejaram as bombas na população civil indefesa de Hiroxima e Nagasaki, durante a segunda guerra mundial. Continue lendo

Japan’s Nuke-Plant Battle May Take Weeks, US Says

Associated Press, March 17, 2011

YAMAGATA, Japan – Emergency workers seemed to try everything they could think of Thursday to douse one of Japan’s dangerously overheated nuclear reactors: helicopters, heavy-duty fire trucks, even water cannons normally used to quell rioters. But they couldn’t be sure any of it was easing the peril at the tsunami-ravaged facility. Continue lendo

Desastre nuclear Una advertencia al mundo

Amy Goodman, Democracy Now, 18 de marzo de 2011

Al describir la devastación en una ciudad de Japón, un periodista escribió: “Parece como si una aplanadora gigante hubiera pasado por encima y arrasado con todo lo que allí existía. Escribo estos hechos…como una advertencia al mundo”. El periodista era Wilfred Burchett, que escribía desde Hiroshima, Japón el 5 de septiembre de 1945. Burchett fue el primer periodista de Occidente en llegar a Hiroshima luego de que allí se lanzara la bomba atómica. Informó acerca de una extraña enfermedad que seguía matando a la gente, incluso un mes después de ese primer y letal uso de armas nucleares contra seres humanos. Sus palabras podrían perfectamente estar describiendo las escenas de aniquilación que acaban de tener lugar en el noreste de Japón. Debido al empeoramiento de la catástrofe en la central nuclear de Fukushima, su grave advertencia al mundo sigue estando hoy más que vigente. Continue lendo

O excesso de confiança no setor nuclear

Têm-se alimentado muitos fantasmas sobre as virtudes da organização da sociedade japonesa, mas a realidade é que o Japão apresenta um dos piores registos de acidentes graves na indústria nuclear.

Rui Curado Silva, Esquerda.net, 17 de março de 2011

O secretismo em torno dos programas nucleares soviético e americano e o clima de competição da Guerra Fria explicam a falta de transparência tanto dos EUA como da URSS sobre os problemas e os acidentes que iam ocorrendo nas centrais nucleares. Inclusivamente a nível interno pequenos incidentes eram prontamente abafados, sobretudo na URSS. Antes de Chernobyl, os engenheiros soviéticos tinham muito pouca informação sobre os acidentes ocorridos noutras centrais do país, logo na prática estavam convencidos que a probabilidade de ocorrência de acidentes era próxima de zero. Gerou-se assim um clima de excesso de confiança que foi uma das principais causas do acidente de Chernobyl, quer no desleixo na implementação o projecto durante a construção da central, como na negligência dos engenheiros durante o teste de segurança que ironicamente desencadeou o acidente. Continue lendo

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Marco Aurélio Weissheimer, Carta Maior / Envolverde, 15 de março de 2011

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. Continue lendo

Terceira explosão em usina aumenta alerta nuclear no Japão

Folha de S.Paulo, 14 de março de 2011

Uma terceira explosão em quatro dias foi registrada nesta terça-feira (noite de segunda no Brasil) no complexo nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto –seguido de tsunami– de magnitude 9,0 que atingiu na última sexta-feira a costa nordeste do Japão, aumentando o alerta sobre possível contaminação por radiação na área. Também nesta terça, a polícia afirmou que o número oficial de mortos no país chegou a 2.414. Continue lendo