Over half the world’s population could rely on food imports by 2050 – study

alimentar-ou-toxinfeccao-alimentar-1-335Potsdam Institute projection suggests population growth would increase imported food, even without climate change

Kate Ravilious, guardian.co.uk, Tuesday 7 May 2013

Tomatoes from Spain, olive oil from Italy, plums from Chile, salmon from Alaska and green beans from Kenya – how often might some of these ingredients end up in your basket? In the UK most people’s shopping trolleys contain a significant proportion of imported foods. But could these foods be grown and produced at home? Which countries are capable of food self-sufficiency? A new series of maps shows which countries could feed their entire population, and which countries are limited by lack of land or water. Continue lendo

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Alimentos para comer ou jogar fora?

desperdicio2Esther Vivas, Publico, 1 de janeiro de 2013

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz mais comida do que em nenhum outro período na história. A produção alimentar se multiplicou por três desde os anos 60, enquanto que a população mundial, desde então, somente se duplicou. Há alimento de sobra. Mas 870 milhões de pessoas no planeta, de acordo com indicações da FAO, passam fome e 1 milhão e 300 mil toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no mundo, um terço do que se produz. Alimentos para comer ou para jogar fora, esta é a questão.

No estado espanhol, de acordo com o Banco de Alimentos, são jogados fora, a cada ano, 9 milhões de toneladas de alimentos em boas condições. Na Europa este número aumenta para 89 milhões, de acordo com um estudo da Comissão Europeia: 179 quilos por habitante e por ano. Um número que, inclusive, seria muito superior se o referido relatório incluísse também os resíduos de alimentos de origem agrícola gerados no processo de produção, ou os descartes de pescados jogados ao mar. Realmente, calcula-se que na Europa, ao longo de toda a cadeia agroalimentar, do campo aos lares, até 50% dos alimentos saudáveis e comestíveis se perdem. Continue lendo

Crise Alimentar: Os Jogos da Fome

Esta terça-feira comemora-se o Dia Mundial da Alimentação, mas o planeta sofre uma crise alimentar com consequências sobre a nossa saúde a as nossas vidas.

Esther Vivas, Esquerda.net, 16 de outubro de 2012

A crise alimentar chicoteia o mundo. Trata-se de uma crise silenciosa, sem grandes títulos, que não interessa nem ao Banco Central Europeu, nem ao Fundo Monetário Internacional, nem à Comissão Europeia, mas afeta 870 milhões de pessoas, que passam fome, segundo indica o relatório ‘O estado da insegurança alimentar no mundo 2012’, apresentado esta semana [09/10] pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Continue lendo

The World is Closer to a Food Crisis Than Most People Realize

Unless we move quickly to adopt new population, energy, and water policies, the goal of eradicating hunger will remain just that

Lester Brown, The Guardian, July 26, 2012

In the early spring this year, US farmers were on their way to planting some 96m acres in corn, the most in 75 years. A warm early spring got the crop off to a great start. Analysts were predicting the largest corn harvest on record.

The United States is the leading producer and exporter of corn, the world’s feedgrain. At home, corn accounts for four-fifths of the US grain harvest. Internationally, the US corn crop exceeds China’s rice and wheat harvests combined. Among the big three grains – corn, wheat, and rice – corn is now the leader, with production well above that of wheat and nearly double that of rice. Continue lendo

Responsible Agricultural Investments: Rationalizing Land Grabbing

Focus on the Global South – Joseph Purugganan*

Since January 2010, global institutions like the World Bank, the Food and Agricultural Organization (FAO), the International Fund for Agricultural Development (IFAD), the United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD) have been pushing for Principles for Responsible Agricultural Investment that Respects Rights, Livelihoods and Resources or RAI as a means to address growing concerns over the possible negative impact of huge acquisitions of agricultural lands on people’s rights and livelihoods.

RAI is a set of seven principles that all stakeholders (governments, investors, communities) should adhere to for investments to do no harm, be sustainable, and contribute to development. (1)

These principles include:
1. respect for land and resource rights — which entails the recognition and demarcation of land rights, setting limits on expropriation, and clear and transparent mechanisms to transfer land rights;
2. ensuring food security — making sure that investments are consistent with national agriculture and food policies and that risk and mitigation measures are put in place;
3. ensuring transparency, good governance and a proper enabling environment — better access to information, clearer and more effective incentives for investors, and appropriate business, legal and regulatory environment at par with global standards;
4. consultation and participation — linking investments to local development plans, meaningful consultation and representation, and meaningful and enforceable agreements;
5. economic viability and responsible agro-enterprise investing — adherence to high standards of business practice and ethical behaviour by investors, cost-effective processes to assess viability and monitor implementation by governments;
6. social sustainability — providing for fair compensation for displaced communities, and benefit-sharing arrangements; and
7. environmental sustainability — quantifying and measuring environmental impacts, pushing for sustainable resource use, and minimizing and mitigating the risk and magnitude of negative impacts. Continue lendo

Seven Billion Souls and Counting: the Perils of an Overpopulated Planet

The dangers are many — from food shortages to climate change and fears of resulting social tensions and economic crises.

Neal Peirce, The Seattle Times, July 3, 2011

WASHINGTON — The population of Planet Earth is now projected to pass the 7 billion mark this October — up from just 2.5 billion in 1950. One study shows that if today’s explosive birthrates in developing nations continue, the African continent alone, by the end of this century, could have 15 billion people — more than twice the population of the world today.

This won’t happen. As populations age and urbanize, today’s fertility rates — in many poor nations an average of five, even six children for every woman — are bound to recede.

But the speed of the decline depends significantly on whether women have access to family planning and contraception services. Plus legalized abortion. Unwanted pregnancies and abortions are actually declining in countries that have made abortion legal, according to the Guttmacher Institute. Yet it notes that 70,000 women around the world die each year from illegal, often seriously botched abortions. Continue lendo

Food Safety for Whom? Corporate Wealth vs. People’s Health

GRAIN, May 15, 2011

The steady stream of scandals, outbreaks of disease and regulatory crack-downs that is part and parcel of the industrial food system has made food safety a major global issue. Our growing reliance on corporate food and farming concentrates and amplifies risk in new and unprecedented ways, at scales never seen before, making intervention more necessary than ever to ensure that food does not make people sick. But behind all of the talk and action lies another agenda. Continue lendo

Cómo creó Goldman Sachs la crisis alimentaria

Frederick Kaufman, Foreign Policy / Rebelión, 10 de mayo de 2011. Traducido para Rebelión por Jorge Aldao y revisado por Caty R.

No culpe del alza de los precios de los alimentos al apetito de los estadounidenses, a los crecientes precios del petróleo o a los cultivos modificados genéticamente. Wall Street tiene la culpa de los precios, que crecen en espiral, de los alimentos. Continue lendo

Ocho mitos sobre la crisis alimentaria actuali

Con el mercado hemos topado, amigo Sancho

Vicent Boix, Rebelión, 10 de mayo de 2011

Un accidente nuclear, unos bombardeos de la OTAN y un Bin Laden después, y sigue subiendo el número de hambrientos. De hecho, desde el verano pasado los precios de los alimentos no han dejado de crecer hasta alcanzar valores récord en 2011. El punto de ignición se originó con la disminución de las cosechas de cereales en algunos países exportadores, que se transformó en una reducción de la oferta que espoleó el incremento de los precios. Para garantizar su propio abastecimiento y poder defenderse del aumento, estas naciones limitaron sus exportaciones lo que constriñó más aún la oferta generando más tensión y alzas en el mercado, a la vez que el caos se iba expandiendo a otros alimentos. Continue lendo

Aumento do preço dos alimentos “é a maior ameaça aos pobres de todo o mundo“

A afirmação é de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. Este organismo aponta para uma subida em Março de 36% dos preços dos bens alimentares em relação a 2010. Subida do preço dos alimentos em mais 10% pode empurrar para a pobreza extrema mais 10 milhões de pessoas.

Esquerda.net, 15 de abril de 2011

Os mais recentes números do Índice dos Preços Alimentares do Banco Mundial (BM), divulgados na passada quinta-feira, apontam para uma subida de 36 por cento dos preços dos bens alimentares, próximo do máximo histórico registado pelo BM de 2008. Os dados evidenciam também a manutenção da volatilidade dos preços.

“É a maior ameaça aos pobres de todo o mundo: os elevados e voláteis preços alimentares”, alertou Robert Zoellick, presidente do BM, em conferência de imprensa.

Este responsável considera que os últimos números divulgados “contam uma história cruel e persistente, de uma pressão esmagadora sobre os pobres” e, apesar de não serem a causa directa dos protestos no Médio Oriente e norte de África, são um “factor agravante” destes.

Zoellick alertou também para o facto de uma subida do preço dos alimentos em mais 10 por cento poder empurrar para a pobreza extrema mais 10 milhões de pessoas, que passarão a dispor de menos de 1,25 dólares por dia. Uma subida de 30 por cento implicaria, por sua vez, mais 34 milhões de pessoas na pobreza.

Desde Junho do ano passado, a escalada do custo dos alimentos já empurrou 44 milhões de pessoas para a pobreza. Uma das propostas avançadas pelo Banco Mundial para contrariar esta realidade passa pela diversificação da produção para além dos biocombustíveis, de modo a prevenir que milhões de novas pessoas sejam empurradas para a situação de pobreza, devido ao aumento do preço dos alimentos.

La soberanía alimentaria como alternativa

Esther Vivas, 7 de abril de 2011

La globalización neoliberal, en su trayectoria por privatizar todos los ámbitos de la vida, ha hecho lo mismo con la agricultura y los bienes naturales, sometiendo al hambre y a la pobreza a una inmensa parte de la población mundial. Hoy se calcula que en el mundo hay 925 millones de personas hambrientas, según datos de la FAO, cuando, paradójicamente, se producen más alimentos que nunca en la historia. Continue lendo

Para impedir uma nova crise alimentar

Jim Harkness,  IATP / Carta Maior, 24 de março de 2011

Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita. Continue lendo

La crisis alimentaria golpea de nuevo

La especulación alimentaria y la ‘petrodependencia’ como detonantes

Esther Vivas, 24 de marzo de 2011

La amenaza de una nueva crisis alimentaria es ya una realidad. El precio de los alimentos ha vuelto a aumentar alcanzando cifras récord, en una escalada creciente y consecutiva de precios desde hace ocho meses, según informa el Índice de la FAO para los Precios de los Alimentos de febrero de 2011, que analiza mensualmente los precios a escala global de una cesta formada por cereales, oleaginosas, lácteos, carne y azúcar. El Índice apunta a un nuevo máximo histórico, el más elevado desde que la FAO empezó a estudiar los precios alimentarios en 1990. Continue lendo

Fome: Fazer a opção pelo pequeno é sonhar grande

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto, 14 de março de 2011

Jacques Diouf, presidente da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), alertou hoje para o risco de uma crise alimentar nos países em desenvolvimento semelhante à que ocorreu entre 2007 e 2008 devido ao aumento no preço da comida. Enumera entre motivos, o aumento no preço do petróleo, utilizado não apenas no transporte mas intensivamente na produção de fertilizantes. Continue lendo

Eco-agricultura pode duplicar a produção alimentar em 10 anos

Baseado numa extensa revisão da literatura científica recente, um estudo das Nações Unidas apela a uma viragem fundamental para a agroecologia como forma de expandir a produção alimentar e melhorar a situação dos mais pobres.

Esquerda.net, 13 de março de 2011

“Até este momento os projectos agroecológicos têm mostrado um aumento de 80% no rendimento médio das culturas em 57 países em desenvolvimento, com um aumento médio de 116% para todos os projectos Africanos”. Continue lendo

El hambre de ganancias infla el precio de la comida

Belén Carreño, Público, 8 de marzo de 2011

Fondos de alto riesgo acaparan toneladas de un producto para disparar su precio. Un tercio de los ingresos de Goldman Sachs procede de las materias primas.

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Especuladores da fome fazem preço dos alimentos aumentar

Os mesmos bancos, fundos de investimento de risco e investidores cuja especulação nos mercados financeiros globais causaram a crise das hipotecas sub-prime são responsáveis por causar a inflação no preço dos alimentos.

John Vidal, Esquerda.net, 6 de março de 2011

Há pouco menos de três anos, as pessoas da vila de Gumbi, no oeste de Malawi, passaram por uma fome inesperada. Não como a de europeus,que pulam uma ou duas refeições, mas aquela profunda e persistente fome que impede o sono e embaralha os sentidos e que acontece quando não se tem comida durante semanas. Estranhamente, não houve seca, a causa tradicional da mal nutrição e fome no sul da África, e havia bastante comida nos mercados. Por uma razão não óbvia o preço de alimentos básicos, como milho e arroz, havia quase dobrado em poucos meses. Não havia também evidências de que os donos de mercados estivessem a fazer estoque de comida. A mesma história repetiu-se em mais de 100 países em desenvolvimento. Continue lendo

Preços globais dos alimentos atingem novo recorde

No espaço de um ano, subiram 70%. Causas são a crescente procura e o declínio da produção mundial em 2010. Aumento inesperado dos preços do petróleo pode exacerbar a já precária situação dos mercados.

Esquerda.net, 3 de março de 2011

Os preços globais dos alimentos subiram pelo oitavo mês consecutivo em Fevereiro, atingindo um novo recorde quer em termos nominais quer em termos reais, de acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, que faz a monitorização destes valores desde 1990. A única excepção foi o açúcar.

“O aumento inesperado dos preços do petróleo pode exacerbar ainda mais a já precária situação dos mercados de alimentos”, alerta David Hallam, director da Divisão de Comércio e Mercado da FAO. Continue lendo

Vandana Shiva – The Impact of Globalization on Food and Water

Talk by Vandana Shiva author of “Water Wars: Privatization, Pollution, and Profit” speaking on “The Impact of Globalization on Food and Water” given July 28, 2002 at Kane Hall, University of Washington, Seattle, WA.

Contra la apropiación global de tierras

“No son las ONGs las que mueven a la gente, es la desesperación la que las moviliza”, afirmaba un activista por la tierra camboyano contando la experiencia de los aldeanos de Boeung Kak, [1] a quienes expulsó de sus tierras su propio gobierno para dejar paso al beneficio empresarial.

Gisele Henriques, The Guardian, 21 de febrero de 2011

Historias de este género se oían por doquier en el Foro Social Mundial celebrado la pasada semana en Dakar, Senegal. El foro, que celebraba su décimo aniversario este año, convocó a representantes de organizaciones de la sociedad civil, movimientos sociales y sindicatos de más de 123 países. Entre ellos se encontraban presentes activistas por los derechos de tierras y pequeños agricultores, reunidos para relatar y condenar la irrestricta apropiación de sus tierras.

La apropiación de tierras ha surgido como asunto candente en el foro de este año. El fenómeno se define como la posesión y/o control de un volumen de tierra para la producción comercial o agroindustrial, que resulta desproporcionada en tamaño en relación a la tenencia media de tierras de la región. Los casos que encontramos en Madagascar, República Democrática del Congo, Malí, India, Brasil y Mozambique ilustran que el fenómeno es generalizado y las consecuencias pueden ser funestas. La inversión en tierras procedente del exterior para garantizar el suministro de alimentos y biocombustibles, la especulación y extracción de recursos son los mayores impulsores de este fenómeno. Continue lendo