Energia solar chinesa sustentará a expansão global recorde em 2014

SCMP 30JAN13 CH SMOG12  masks.JPGDesenvolvedores solares ao redor do mundo instalarão uma capacidade recorde este ano na medida em que o próspero mercado chinês impulsiona o crescimento no setor, foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo grupo Bloomberg ao mesmo tempo em que a indústria de 102 bilhões de dólares volta a dar lucros.

Marc Roca, Bloomberg, 25 de fevereiro de 2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Cerca de 44,5 gigawatts serão acrescidos em todo o mundo, um aumento de 20,9% sobre as instalações feitas no ano passado, segundo a média estimada de nove analistas e agências de pesquisa. Este número é igual à retirada de 10 reatores atômicos. No ano passado a nova capacidade aumentou para 20,3%, após um ganho em 2012 de 4,4%. A China se tornou o maior mercado de energia solar em 2013, ajudando a pôr fim à redução que já durava dois anos para os fabricantes do setor. O apoio estatal para projetos fotovoltaicos no país asiático, que é o maior consumidor de energia do mundo, tem visto os custos de instalação caírem no momento em que acelera o desenvolvimento de energias renováveis para reduzir a poluição. Continue lendo

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Para evitar crise, Brasil precisa diversificar matriz energética

wind-energyPaís é hoje dependente de hidro e termoelétricas. Para especialistas, modelo é arriscado e caro. E saída passa por explorar fontes renováveis e potencial das regiões. Solução a curto prazo, porém, é vista com ceticismo.

Deutsche Welle, 5 de fevereiro de 2014

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o apagão de terça-feira (05/02), que atingiu partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, não foi causado, em princípio, por excesso de consumo. Mas de acordo com especialistas ouvidos pela DW, o Brasil precisa diversificar urgentemente sua matriz energética – hoje altamente dependente das hidroelétricas e, em casos de emergência, das termoelétricas.

As termoelétricas são acionadas sempre que o setor hidroelétrico – responsável por 63% da energia gerada no país – ameaça não dar conta da demanda de consumo. Segundo especialistas, a curto prazo, nenhuma outra fonte de energia renovável será capaz de suprir as atuais necessidades do sistema, mas, para os próximos anos, é preciso investir em alternativas.

“As energias renováveis não são oportunidades que possam ser implementadas a curto prazo, porque a lição não foi feita. O planejamento do Brasil é só aumentar a oferta de hidroelétricas. E o governo acaba não atentando para as alternativas”, avalia Artur de Souza Moret, professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “A tendência ‘monotecnológica’ do país é um entrave à eficiência do planejamento enérgico.” Continue lendo

Renováveis contra apagão

Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país.

Ricardo Baitelo, Greenpeace, 05-02-2014.

A falha que ocasionou a interrupção do fornecimento de energia em diferentes pontos do país, afetando mais de 1 milhão de pessoas, evidencia novamente as restrições de um modelo centralizado de suprimento de eletricidade.

O Sudeste depende de grandes linhas de transmissão para receber energia de Itaipu que viaja longas distâncias até atingir as casas e edifícios consumidores. E este processo deve continuar com as próximas usinas hidrelétricas na Amazônia, ainda mais distantes dos principais centros consumidores. Continue lendo

Por uma nova política energética para o Brasil

eolicMensagem à sociedade do Seminário Por Uma Nova Politica Energética para o Brasil

A humanidade vive a segunda década do terceiro milênio sem fazer as mudanças na economia e na forma de vida exigidas pela crise em que se encontra o planeta Terra. Confirmando percepções dos povos indígenas, estudos científicos indicam claramente que a prática capitalista de produzir e consumir cada vez mais para concentrar lucros já retirou da Terra mais bens naturais do que ela é capaz de repor. E para produzir a energia necessária para o “progresso” capitalista, retirou do ventre da Terra e queimou, e continua queimando, quantidades imensas de petróleo, gás e carvão, jogando na atmosfera quantidades cada vez maiores de gases que provocam aquecimento e mudanças climáticas. O modelo atual de desenvolvimento capitalista é marcado pela concentração de renda e poder, pela exploração intensiva dos recursos naturais e do trabalho humano, e pela destruição dos ecossistemas. Continue lendo

Que energia queremos nos próximos dez anos?

O Ministério de Minas e Energia colocou em audiência pública a versão preliminar do Plano de Expansão Decenal de Energia de 2021. O plano, que é atualizado anualmente e que prevê os rumos energéticos do Brasil para os próximos dez anos, apresenta avanços em relação às edições anteriores, mas mantém outros tantos retrocessos.

Marina Yamaoka, Greenpeace, 26 de setembro de 2012

Os já elevados investimentos previstos para petróleo e gás natural aumentaram e a previsão é de que totalizem R$749 bilhões nos próximos dez anos, sendo que eram de 686 bilhões no PDE anterior. Elevar os investimentos em combustíveis fósseis equivale a aumentar sua queima, uma das responsáveis pelas emissões de gases estufa que causam as mudanças climáticas. Pelo menos, os investimentos previstos para termelétricas fósseis e nucleares até 2021 foi reduzido de R$ 24,7 bilhões para R$22,9 bilhões também foi um anúncio positivo. Continue lendo

Vestas to cut 1,400 more jobs

Denmark’s struggling wind turbine maker also reduces sales forecast for 2012 with warning that 2013 will be worse still

Terry Macalister,guardian.co.uk, August 22, 2012

Vestas chief executive Ditlev Engel warned that 2013 was likely to be a grim year the wind power industry. Vestas is to shed another 1,400 jobs, bringing total redundancies for the year to more than 3,700, after the world’s biggest wind turbine maker slumped to a quarterly pre-tax loss. The Danish-based company, which recently ditched plans to build a plant in Kent, also reduced its forecast for current-year sales on Wednesday from seven gigawatts’ worth of turbines to 6.3. Next year is expected to be even worse at 5GW. Continue lendo

A eólica avança, mesmo sem estocar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 27 de abril de 2012

Talvez um assessor devesse levar à Presidência da República o relatório divulgado há poucos dias pelo Conselho Global de Energia Eólica sobre o ano de 2011 (http://www.gwec.net/index.php?id=190), que mostra um extraordinário crescimento do potencial instalado nessa modalidade de energia no ano passado: 40,5 mil MW. Só em 2011 essa oferta de energia cresceu 6% e, acumulada, 20%. Embora não esteja ainda entre os dez maiores geradores (China, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Índia são os primeiros), o Brasil começa a figurar com destaque no relatório e pode ter “um futuro brilhante” na área.

O comentário inicial é motivado pelas observações da presidente, que numa discussão sobre clima, ao ironizar críticas a hidrelétricas em construção ou planejadas para a Amazônia, disse que “não há espaço para fantasia (…). Eu não posso falar: olha, é possível só com energia eólica iluminar o planeta”. Também disse que “não é possível estocar vento” e enfatizou limitações à energia solar. O relatório pode servir ainda para o ministro de Minas e Energia, que considerou “demoníacas” restrições a mega-hidrelétricas amazônicas. Continue lendo

Durban’s Climate Debacle

Janet Redman, Foreing Policy in Focus, January 5, 2012

I arrived at the UN climate summit in Durban, South Africa with the news fresh in my mind that 2010 was a record year for global warming pollution—and that if we don’t start reducing global emissions by 2017, we’re cooked.

I left Durban with a profound disappointment in the world’s leaders, and the growing conviction that it will take people putting their bodies on the line to steer society away from suicidal climate change. Continue lendo

Balanço melancólico, que poderia ser outro

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 30 de dezembro de 2011

Chega-se ao fim do ano com uma sensação de desconforto, ansiedade, ante as incertezas do panorama econômico no plano mundial, que podem afetar as perspectivas de todos os países – inclusive do Brasil. Ao mesmo tempo, um olhar de relance sobre a evolução global nas duas últimas décadas leva a rever afirmação do mestre da economia polonesa Michal Kalecki, que seu discípulo, o professor Ignacy Sachs – a quem tanto deve o pensamento econômico/social/ambiental -, costuma citar: uma ideia nova leva o tempo de uma geração (20 anos) para chegar à prática. Porque a recapitulação das duas últimas décadas mostra um balanço melancólico. Continue lendo

The top ten trends for cleantech in 2011

Katie Fehrenbacher,  earth2tech, December 22, 2011

Yep, it’s that time of year where we look back at the trends of the year and then look forward to what we think the next year has in store. We know these lists have become a bit cliche by now, but they really do enable us to reflect on the big picture.

So, here we go. The top 10 trends in greentech in 2011:

1). Solar prices plummet: One of the most overwhelming market drivers of 2011 was the massive price drop of solar modules. Researchers have found that the price of solar dropped by 40 percent in 2011. Part of that had to do with Chinese solar manufacturers flooding the market with low cost solar, creating an oversupply and benefiting from low cost loans from the Chinese government. Continue lendo

”Para construir uma sociedade convivial, é preciso sair do consumo massivo de energia

Serge Latouche, IHU Online, 24 de novembro de 2011

“A energia é uma das causas da destruição da convivialidade na sociedade moderna. Para construir uma sociedade convivial, é preciso sair desse consumo massivo de energia”. Foi a partir dessa constatação que o economista e sociólogo francês Serge Latouche abordou, na noite desta quarta-feira, 23 de novembro, na Unisinos, a questão: Sociedade convivial e economia de baixo carbono: Uma relação convivial?, título da conferência que compõe o Ciclo de Palestras: Economia de Baixo Carbono. Limites e Possibilidades, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Para Latouche, a questão se resume nisto: o petróleo é fonte de monstruosidades e de guerra. E se a convivialidade é uma “forma de amizade”, a única saída possível, defendeu, é o “decrescimento convivial”. “A sociedade convivial diz respeito a uma sociedade de abundância frugal, de prosperidade sem crescimento (prosperity without growth)”, afirmou Latouche, citando Tim Jackson. Continue lendo

Here Comes the Sun

Paul Krugman, The New York Times, November 7, 2011

For decades the story of technology has been dominated, in the popular mind and to a large extent in reality, by computing and the things you can do with it. Moore’s Law — in which the price of computing power falls roughly 50 percent every 18 months — has powered an ever-expanding range of applications, from faxes to Facebook. Our mastery of the material world, on the other hand, has advanced much more slowly. The sources of energy, the way we move stuff around, are much the same as they were a generation ago. But that may be about to change. We are, or at least we should be, on the cusp of an energy transformation, driven by the rapidly falling cost of solar power. That’s right, solar power. Continue lendo

‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz professor da Unicamp

Luna D’Alama, G1, 13 de julho de 2011

O professor de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Arsênio Oswaldo Sevá Filho, especialista em energias e combustíveis, disse nesta quarta-feira (13), em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia, que não existe fonte de energia renovável.

“A ideia de que a hidroeletricidade se renova, sem dissipação ou desperdício, é uma aberração. Mesmo que uma forma se converta em outra, sempre há perda. Nenhum processo garante eficiência de 100%”, afirmou. Segundo o especialista, deveria haver um esforço geral da população para economizar energia, obras de menor porte e uma mistura maior de tecnologias. Continue lendo

Energia solar está perto de concorrer em preço nos EUA

A energia solar nos EUA concorrerá em preço com a geração convencional de eletricidade dentro de três anos, sem subsídios, graças ao declínio nos custos, segundo líderes do setor.

Ed Crooks, Financial Times / Valor, 9 de junho de 2011

O custo da energia solar na Califórnia está próximo do das usinas alimentadas a gás em horários de pico da demanda, o que será um grande avanço para a geração renovável e diminuirá a dependência em relação aos combustíveis fósseis.

O custo da energia solar caiu cerca de 60% nos últimos cinco anos, em função de avanços tecnológicos, maior eficiência na produção e a queda na margem de lucro decorrente do excesso de capacidade entre os fornecedores.

A tendência promete abrir um mercado mundial muito mais amplo, embora analistas alertem para o fato de que nem todas as empresas no setor, altamente fragmentado, serão bem-sucedidas. Continue lendo

Renewable Energy Can Power the World, Says Landmark IPCC Study

UN’s climate change science body says renewables supply, particularly solar power, can meet global demand

Fiona Harvey, The Guardian, May 9, 2011

Renewable energy could account for almost 80% of the world’s energy supply within four decades – but only if governments pursue the policies needed to promote green power, according to a landmark report published on Monday.

The Intergovernmental Panel on Climate Change, the body of the world’s leading climate scientists convened by the United Nations, said that if the full range of renewable technologies were deployed, the world could keep greenhouse gas concentrations to less than 450 parts per million, the level scientists have predicted will be the limit of safety beyond which climate change becomes catastrophic and irreversible. Continue lendo

Mais barata, energia ‘verde’ deve crescer, diz relatório do IPCC

Claudio Angelo, Folha de S.Paulo, 7 de maio de 2011

O mundo terá de triplicar a participação das energias renováveis na matriz até 2035 se quiser manter as concentrações de carbono na atmosfera em um nível seguro. Esta é a má notícia. A boa é que o potencial tecnicamente aproveitável desses tipos de energia é muito maior do que a demanda atual e as projetadas da humanidade. As conclusões são do IPCC, painel do clima da ONU, e serão publicadas na segunda, no Relatório Especial sobre Fontes de Energia Renovável. Continue lendo

Energia renovada para as energias renováveis

Será que Obama vai continuar com a ideia de repartir 80 bilhões de dólares em garantias de empréstimos para construir mais centrais nucleares nos Estados Unidos?

Amy Goodman, Esquerda.net, 28 de abril de 2011

Na segunda semana de abril, mais de 10 mil pessoas reuniram-se em Washington D.C. para discutir, organizar, mobilizar e protestar em torno da questão da mudança climática. Enquanto os veículos de comunicação destacavam algumas concentrações de centenas de pessoas em vários pontos do país, articuladas pelo movimento tea party em virtude do dia de declaração de impostos, o popular encontro Power Shift 2011 não foi coberto por nenhum média. Continue lendo

Política ambiental: a grande vítima do corte de orçamento de Obama

David Alandete, El País, 18 de abril de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Os cortes no orçamento que o presidente Barack Obama anunciou no dia 08 de abril para evitar a paralisia do governo federal americano têm uma vítima principal: a política ambiental. Durante os primeiros dois anos do seu mandato, o presidente deu recursos e competências para a Agência de Proteção Ambiental – EPA [sigla em Inglês], que neste ano, pela primeira vez na história, deverá regular as emissões de dióxido de carbono no setor produtivo. O novo orçamento acordado com os republicanos, no entanto, representa 16% de corte nos fundos da agência. A agência perdeu US $ 1,6 bilhões do seu orçamento anual ao longo de 2010, algo que dificultará a decisão de Obama de fiscalização das fábrica que emitem mais de 75.000 toneladas de dióxido de carbono/ano. Continue lendo

The US and the Green Battle

Riz Khan / Al Jazeera, April 12, 2011

Why is the campaign for green energy not gaining momentum in the US?

According to a report by Pew, a US non-profit organisation that provides analysis on public policies, global funding for alternative power grew by more than 30 per cent in the past three years, reaching a record $243bn in 2010. China leads the push for clean energy development, while the US – the world’s largest consumer of oil – has fallen to third place.

On Monday’s Riz Khan we ask: As crude prices soar to more than $120 dollars a barrel and demands to reduce carbon emissions increase, why isn’t the US investing more into renewable energy?

We speak with former Michigan governor, Jennifer Granholm, who now serves as senior adviser at Pew Charitable Trusts, where she promotes clean energy policies; and Robert Bryce, the author of Power Hungry: The Myths of Green Energy and the Real Fuels of the Future also joins the show.

Obama Doubles Down on Dirty Energy, Continues to Call Nukes ‘Clean,’ Ignores Clean Air Act

Friends of The Earth, March 30, 2011

WASHINGTON – In response to President Obama’s speech today on the subject of energy security, as well as supporting documentation released by the White House, Friends of the Earth Climate and Energy Director Damon Moglen had the following statement:

“This speech was more about polluting the future than winning it. President Obama today doubled down on his support for dirty energy sources including the nuclear, corn ethanol, oil, natural gas, and coal industries, while going AWOL on a crucial fight over the Clean Air Act. Continue lendo