Manifestações de 15 de Setembro

Catarina Martins: “Este é um momento único de indignação e de combate”

Marisa Matias de Bruxelas: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!

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14 novembro: A primeira greve internacional do século XXI

Se qualquer convocatória de greve geral merece uma atenção especial pela sua transcendência e impacto político, a que se realiza este dia 14 de Novembro, ainda mais: trata-se da primeira greve internacional do século XXI.

Nacho Álvarez, Público.es / Esquerda.net, 14 de novembro de 2012

A Europa vive nesta quarta-feira uma Jornada Europeia de Ação e Solidariedade pelo emprego e contra as medidas de austeridade, que inclui protestos e manifestações em vários países assim como uma convocatória de greve geral em Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Além disso, à convocatória uniram-se diversos coletivos e movimentos sociais, contribuindo com isso para que a greve transcenda o âmbito estritamente laboral. Continue lendo

The new European treaty – the fiscal pact – explained in a few minutes

AttacTVFrance, Octobre 26, 2012

The treaty is called TSCG (treaty on stability, coordination and governance) and not SGP (stability and growth pact) as said in the subtitles.

A short and educational video on the new European treaty, and its consequences. Austerity doesn’t work ! http://www.audit-citoyen.org/

Europa, Europa: El Viejo Continente despliega las alas

Raúl Zibechi, Alai, 28 de septiembre de 2012

Luego de casi tres años de desestabilizadora crisis económica, que puso a la Unión Europea contra las cuerdas, se empiezan a dar los primeros pasos para profundizar la unidad, crear mecanismos de gobernabilidad y se comienza a debatir la posibilidad de crear un ejército europeo. Hasta el momento todos ellos eran temas tabú. Continue lendo

Outono quente

Estamos a assistir à grande batalha do Mercado contra o Estado. Chegámos a um ponto em que o Mercado, na sua ambição totalitária, quer controlar tudo: a economia, a política, a cultura, a sociedade, os indivíduos…

Ignacio Ramonet, Esquerda.net, 15 de setembro de 2012

Como se as férias de verão fossem um manto de esquecimento que dissipasse a brutalidade da crise, os meios de comunicação tentaram distrair-nos com doses massivas de embrutecimento coletivo: Europeu de futebol, Jogos Olímpicos, aventuras estivais de ‘famosos’, etc. Tentaram fazer-nos esquecer que uma nova ronda de cortes se avizinha e que o segundo resgate de Espanha será socialmente mais lamentável… Mas não o conseguiram. Entre outras razões, porque as audazes ações de Juan Manuel Sánchez Gordillo e do Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) romperam o esquecimento e mantiveram o alerta social. O outono será quente. Continue lendo

Castells: como as elites estão rompendo o pacto social

Com argumentos inconsistentes e sem visão de futuro, o Ocidente constroi um Estado de Mal-estar. Para enfrentá-lo, novas alianças serão indispensáveis.

Manuel Castells, Outras Palavras, 4 de setembro de 2012

O que estamos a viver em todo o mundo, no contexto da crise financeira, é uma transição – do Estado de Bem-estar social para um Estado de Mal-estar. Na convenção do Partido Republicano, nos Estados Unidos, realizada em Tampa, na semana passada, aclamou-se um programa baseado na proposta de Orçamento apresentada por Paul Ryan, o líder mais carismático da direita. Implica cortar serviços públicos; reduzir maciçamente os impostos pagos pelos endinheirados e grandes empresas; manter os que são exigidos aos setores médios e baixos. Alega-se que, assim, será possível reduzir o défice orçamental (principalmente através dos cortes de despesas) e estimular o investimento (porque os ricos supostamente investiriam com o dinheiro disponível, o que contraria a evidência empírica dos últimos vinte anos…). Continue lendo

Fim do euro seria ‘parada cardíaca’ para a Europa

Fragmentação econômica da Europa interromperia, a curto prazo, os fluxos transacionais de bens, serviços e capitais, com risco de calotes múltiplos.

Nicolas Berggruen, Mohamed El-Erian e Nouriel Roubine, O Estado de S.Paulo, 22 de agosto de 2012

Vozes respeitáveis na opinião dominante estão concluindo que a zona do euro pode não ser mais sustentável. Nessa visão emergente, a Europa faria melhor dividindo-se agora do que mais tarde, quando os custos seriam muito maiores. Mas essa opinião vai longe demais. Ninguém deve duvidar: se a zona do euro se fragmentar totalmente, a Europa fracassará como mercado único e a União Europeia também poderá desmoronar.

No curto prazo, uma fragmentação seria o equivalente econômico e financeiro de uma parada cardíaca para a Europa. Os fluxos transnacionais de bens, serviços e capitais seriam interrompidos na medida em que preocupações com as denominações em moedas sobrepujariam o cálculo de valor normal. Os grandes descompassos entre moedas alimentariam uma tensão financeira corporativa, podendo até causar calotes múltiplos. O desemprego aumentaria. E a provisão de serviços financeiros básicos, dos bancários aos seguros, seriam reduzidos, com uma alta probabilidade de corridas aos bancos nos membros mais vulneráveis da zona do euro. Continue lendo

Europe: facing the “crisis of our time”

Henri Wilno, International Viewpoint, August 2012

During the 1930s, US president Herbert Hoover liked to say that recovery was “just around the corner”. During the current crisis and most especially in Europe it would be difficult to count the number of statements by leaders (Nicolas Sarkozy was a specialist at this) periodically announcing either the end of the crisis, or more prudently, for example after a European summit, that we are now on the right road.

The situation in June and July 2012 shows, if it were necessary, that nothing of the sort is true. After so many European summits presented as decisive, the Spanish bank crisis combined with the situation in Greece marks a new stage of the financial crisis in Europe. At almost any time, there could be an acceleration of events in the Euro zone leading to a serious undermining of the single currency and a banking crisis. In this context, it is especially interesting to consider the possible trajectories of European construction. Continue lendo

How the people pay for the crisis

Henri Wilno, International Viewpoint, August 2012

The economic crisis has lasted more than three years. During this time, the regulation of finance has barely advanced, while multiple measures affecting the living conditions of the masses have been taken.

The International Labour Organisation (ILO) published its “World of Work Report” in April 2012 [1]. This report depicts the multiple aspects of the impact of the crisis on wage earners and peoples. Continue lendo

Desinformação manipulada sobre o Banco Central Europeu

A informação que está a ser propagada sobre o Banco Central Europeu não corresponde à realidade. Leia estes seis esclarecimentos para compreender corretamente a natureza dessa instituição e os interesses que defende.

Vicenç Navarro, Esquerda.net, 16 de agosto de 2012

É importante corrigir a informação sobre o Banco Central Europeu que está a ser propagada nos círculos económicos e financeiros dominantes (tanto na União Europeia quanto na Espanha) e que não reflete corretamente a natureza dessa instituição. Comecemos pelo elevado prémio de risco espanhol, que é atribuído à especulação dos mercados financeiros contra a dívida pública do Estado espanhol, o que não é correto. Que os mercados financeiros especulem é intrínseco à forma como funcionam esses mercados. Mas, repito uma vez mais (ver os meus artigos sobre o tema no meu blog) que a instituição responsável e que determina os juros da dívida pública espanhola e dos países da zona euro é o Banco Central Europeu (BCE) que, durante mais de cinco meses, não comprou dívida pública. Esta é a razão de o prémio de risco espanhol estar pelas nuvens. Enquanto o BCE não comprar dívida pública espanhola, esta continuará vulnerável àquela especulação. A única instituição (repito, a única) que pode fazer descer o prémio de risco é o BCE. Tentar baixar o défice público, cortando e cortando, para “dar confiança aos mercados”, é ou uma frivolidade que reflete uma enorme ignorância de como funciona o sistema financeiro na zona euro, ou uma manipulação para fazer crer que os cortes são necessários para baixar os juros da dívida pública. Continue lendo

Alemanha também paga a fatura da sua gestão da crise

País não é uma ilha em auge económico rodeada pela miséria dos vizinhos. É o estado industrial do mundo mais dependente das suas exportações, e estas, desde o início do ano, estão em queda, não só nos mercados da UE, como no dos BRICs.

Michael R. Krätke, Esquerda.net, 6 de agosto de 2012

“Crise? Que crise?”, parece dizer Merkel. Mas a Alemanha também é atingida por ela. Dizer as coisas tal como são. Cair neste atrevimento provoca um ostracismo social na Alemanha, o país dos ilusionistas.1 “Crise? Que crise?”, perguntam os cidadãos da República Federal Alemã, enquanto apontam o dedo para o resto da Europa. A crise é coisa dos outros, não nossa. Tudo está maravilhosamente bem connosco. 2011 foi um ano recorde. Pela primeira vez o volume das exportações alemãs para todas as regiões do mundo ultrapassou todos os recordes e atingiu valores bilionários. A Alemanha é uma ilha em auge económico rodeada pela miséria dos países vizinhos, que caem um atrás do outro na crise. Continue lendo

Espanha: medidas visam salvar a banca alemã

O objetivo dos cortes orçamentais anunciados pelo governo Rajoy tem pouco a ver com recuperar a economia espanhola, mas sim com o pagamento da dívida, com altos juros, aos bancos europeus, incluindo aos alemães.

Vicenç Navarro, Esquerda.net, 12 de julho de 2012

Uma das teses promovidas com mais afinco nos círculos neoliberais do país é que a Espanha entrou e permanece em crise devido aos seus excessivos gastos públicos e à falta de disciplina fiscal. Desta tese conclui-se que é preciso reduzir os gastos públicos e recuperar a famosa disciplina fiscal, reduzindo o défice público para alcançar o nível exigido pelo Pacto de Estabilidade (3% do PIB). Continue lendo

E la nave Grécia va: carta fictícia a um colega italiano

Uma última imagem que permite descrever como se sente o meu povo, o povo da Grécia, neste momento. Lembras-te do filme brilhante de Fellini E la nave va? Lembras-te dos refugiados de guerra atirados para o convés e tratados como um incómodo pela tripulação? Pois bem: é assim que os gregos se sentem hoje, e com boas razões, dado que têm de sofrer o papel de bode expiatório.

Yanis Varoufakis, Esquerda.net, 8 de julho de 2012

Há algumas semanas, Andrea Adriatico, um diretor teatral dos Teatri Di Vita de Bolonha, fez-me uma proposta interessante: poderia escrever uma “carta” a um fictício professor italiano de economia descrevendo, de colega para colega, a “situação” grega, tal como a sente um professor grego de economia? Essa carta seria lida como parte de uma peça intitulada Cuore di…Grecia [Coração da…Grécia]. O assunto deixou-me curioso e disse-lhe que o faria. O que se segue é a “carta” que acabei por escrever. A primeira representação da obra está prevista para fim de julho. Continue lendo

Europa: federalismo em marcha forçada

Irá a dramatização financeira servir de pretexto para impor um salto federal em frente sem o submeter ao teste do sufrágio universal?

Serge Halimi, Le Monde Diplomatique / Esquerda.net, 9 de julho de 2012

As grandes catástrofes incitam os crentes mais fervorosos a aumentar de imediato a devoção. É o que acontece com os federalistas europeus; como se recusam a conceber a hipótese de um dia ser possível voltar costas às políticas de integração – monetária, orçamental, comercial – que agravaram a crise económica, desejam, pelo contrário, reforçar a autoridade de quem as pôs em prática. As cimeiras europeias, os pactos de estabilidade e os mecanismos disciplinadores não melhoraram nada? Foi por não terem ido suficientemente longe, respondem sempre os nossos devotos. A seu ver, todos os êxitos se explicam pela Europa, todos os malogros pela falta de Europa1. Esta fé absoluta e ingénua ajuda-os a dormir como uma pedra e a ter sonhos bonitos. Continue lendo

Syriza o el “milagro griego”

Stathis Kouvelakis, Viento Sur, 4 de julio de 2012

Antes que nada, hay que preguntarse si se ha producido ese milagro, porque Syriza (2,5 puntos por debajo de la Nueva Democracia) no logró ganar en las elecciones y alcanzar una mayoría relativa, lo que ha dado lugar a un gobierno pro-memorándum formado por la derecha, los restos del PASOK y la Izquierda Democrática -el ala derechista de Syriza que abandonó la coalición hace dos años- en el indispensable papel de flanco izquierdo. Continue lendo

Syriza es un movimiento emblemático para toda Europa

David Harvey, geógrafo y teórico social angloamericano, ha estado en Grecia a finales de junio con motivo de la semana que le han consagrado los departamentos de geografía y urbanismo de la Universidad Harokopeion, de Pireo. El diario griego de Syriza, Avghi, publicó la siguiente entrevista el 24 de junio de 2012.

David Harvey, Viento Sur, 1 de julio de 2012

En las elecciones del 17 de junio, Syriza ha sido el segundo partido más votado a escala nacional, pero el primero en el área metropolitana de Atenas, el principal centro urbano, donde vive un poco menos de la mitad de la población del país. ¿Cómo explica usted este resultado teniendo en cuenta que la derecha ha triunfado con diferencia en los barrios acomodados, mientras que los partidos centristas, al igual que las capas medias, se han hundido? ¿Hay que recurrir en mayor medida a la geografía marxista?

Sí, no cabe duda de que necesitamos más geografía marxista. No tengo una visión de conjunto de los datos demográficos, pero habida cuenta de la dinámica de la situación, lo más probable es que los centros urbanos se vean más afectados por la crisis que el medio rural, donde sin duda parece posible alguna forma de autosuficiencia alimentaria. Continue lendo

Europe: To Be or Not To Be

Empire, Al-Jazeera, June 14, 2012

As Europe’s crisis worsens without any solution in sight is a shift in political power a sign of hope on the horizon?

The financial crisis in Europe has been deepening by the day, yet European leaders cannot seem to agree on how to fix it. To date European leaders have convened 19 emergency summits to resolve the continent’s financial crisis. But none has worked out. Continue lendo

Europa en la senda de Weimar

Jakob Augstein, Sin Permiso, 24 de junio de 2012

Merkel y el diario Bild persuaden a los alemanes de que todo el mundo quiere su dinero. En primer lugar: se trata de una mentira. Y en segundo, hay mucho más en juego que el dinero. Si los alemanes le dan la espalda a Europa, la democracia estará en riesgo. Continue lendo

Grécia: o medo triunfa, mas a esperança continua

Josep María Antentas, International Viewpoint, 18 de junho de 2012. Tradução: Daniel Monteiro

A Troika suspira aliviada. Haverá um governo pró-Memorando novo na Grécia. O elo mais fraco da zona Euro não rompeu. A oligarquia financeira viveu alguns dias preocupantes, como se um fantasma voltasse para assombrá-la. Mas ontem ganhou algum tempo, dando uma base precária para uma armação em colapso. Mas o fantasma voltou para ficar. Continue lendo

Sectarismo contribui para a vitória da direita na Grécia

José Carlos Moutinho, Correio da Cidadania, 19 de Junho de 2012

Com os resultados das eleições na Grécia, os analistas das elites hegemônicas (no Brasil e no mundo) festejam a vitória (apertada) do partido de direita, o Nova Democracia (ND), com 29,5% dos votos. Das análises é possível extrair com facilidade que a vitória do ND foi mais favorável às medidas impostas pelo sistema financeiro internacional, os banqueiros e a zona do euro, em detrimento do povo grego. Continue lendo