Manifestações de 15 de Setembro

Catarina Martins: “Este é um momento único de indignação e de combate”

Marisa Matias de Bruxelas: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!

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14 novembro: A primeira greve internacional do século XXI

Se qualquer convocatória de greve geral merece uma atenção especial pela sua transcendência e impacto político, a que se realiza este dia 14 de Novembro, ainda mais: trata-se da primeira greve internacional do século XXI.

Nacho Álvarez, Público.es / Esquerda.net, 14 de novembro de 2012

A Europa vive nesta quarta-feira uma Jornada Europeia de Ação e Solidariedade pelo emprego e contra as medidas de austeridade, que inclui protestos e manifestações em vários países assim como uma convocatória de greve geral em Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Além disso, à convocatória uniram-se diversos coletivos e movimentos sociais, contribuindo com isso para que a greve transcenda o âmbito estritamente laboral. Continue lendo

Chinese protesters clash with police over power plant

Dozens injured and many detained as police fire teargas at Hainan residents in China’s latest environmental dispute

Associated Press, uardian.co.uk, October 22, 2012

People protesting against the building of a coal-fired power plant in a southern Chinese town threw bricks at police who fired volleys of teargas and detained dozens in the country’s latest environmental dispute, residents say. At least 1,000 people in Yinggehai, on China’s Hainan island, began several days of protests last week after construction resumed on the plant, which had been halted by earlier demonstrations. Continue lendo

A foto, o remix e a lógica do Facebook

A propósito dos protestos da Europa no Facebook

José Correa Leite, 1 de outubro de 2012

Uma foto emblemática das manifestações anti-austeridade de Madrid circula imediatamente pelo mundo todo. Um garçom de um restaurante aonde se refugiaram alguns manifestantes protege-os, junto com os fregueses de seu estabelecimento. Um garçom conservador, que vota no Partido Popular, mas que, como disse depois em uma entrevista, queria evitar uma tragédia, pois havia crianças e velhos comendo no restaurante. Eis uma destas muitas foto que circularam nas redes sociais:

Mas na sequencia também começa a circular um remix, bastante criativo e crítico:

Agora, o massacre da população espanhola pelas tropas francesas, retratado por Goya, é evocado. Talvez isso não faça muito sentido para os brasileiros, mas é uma imagem bastante conhecida pelos europeus cultos. A ironia do remix propicia um uso político nas redes sociais da imagem consagrada, acentuando a crítica dentro da lógica do espetáculo.

Mas essa ironia fina passa batida ou é banalizada na sequencia infinita de postes de festas, gatinhos, doces e clipes de músicas que vão se substituindo no Facebook, iluminando a efemeridade de tudo aquilo que se processa ai.

Também aqui um Benjamin contemporâneo lembraria que o anjo da história precisaria deter-se, mas é levado sempre adiante…

Mais marchas estudantis no Chile

Apesar da ação dos carabineiros, cerca de cinco mil estudantes mantiveram firmes os protestos contra o governo de Piñera.

Christian Palma, Página/12, 24 de agosto de 2012. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Por volta das 10 horas da manhã, vários grupos de estudantes secundaristas começaram a se reunir em 14 pontos de Santiago. A ideia era marchar por algumas ruas e manifestar-se nas fachadas das municipalidades locais para expressar a indignação dos “pinguins” em relação às políticas protagonizadas pelo governo e pela falta de diálogo entre a autoridade e os dirigentes. Além disso, reiterar o apelo para que a educação pública volte a ser responsabilidade do Estado e não das prefeituras locais. Continue lendo

Angela Davis y Amy Goodman: dos artículos sobre el movimiento OWS

El 99%, una comunidad de resistencia, Angela Davis, Sin Permiso, 24 de octobre de 2011. Traducción de Lucas Antón.

Cuando el 17 de septiembre irrumpió el movimiento “Ocupa… Wall Street”, sucede que estaba yo reflexionando sobre mis comentarios para el inminente Congreso de la Sociedad Internacional Herbert Marcuse. Para cuando se reunió el congreso, el 26 de octubre, en la Universidad de Pensilvania, el campamento del Parque Zuccotti ya se encontraba bien asentado y campamentos similares habían aparecido en centenares de comunidades de todo el país. El día de apertura del congreso sobre Marcuse había más de trescientas tiendas en la plaza del ayuntamiento de Filadelfia. Continue lendo

China: a revolução silenciosa

Tomi Mori, Esquerda.net, 24 de dezembro de 2011

Não é raro que acontecimentos importantes nas nossas vidas ocorram sob os nossos narizes e sejamos os últimos a percebê-los. Esse parece ser o caso da nova revolução chinesa. Uma revolução silenciosa, que está a ocorrer diante dos nossos olhos e ninguém parece se dar conta.

O ano de 2011 foi marcado por grandes lutas e, principalmente, revoluções. São tantas e em tantos locais que levantes fenomenais, como ocorreu recentemente em Wukan, na província de Guangdong, não mereceram sequer análise mais profunda. Neste ano que acaba, fazer levantes transformou-se numa atitude óbvia. Continue lendo

‘Occupy’ anti-capitalism protests spread around the world

Thousands march in Rome, Sydney and Madrid as Occupy Wall Street protests go global

Mark Townsend and Lisa O’Carroll, guardian.co.uk, October 15, 2011

Economic protests inspired by Spain‘s “Indignants” and the Occupy Wall Street movement in New York spread to cities around the world on Saturday. Tens of thousands went on the march in London, Frankfurt, Madrid, Rome, Sydney and Hong Kong as organisers aimed to “initiate global change” against capitalism and austerity measures. Rallies were expected in 82 countries. Continue lendo

Protestos contra mercado financeiro espalham-se pelo mundo

Em 78 países do mundo, entre eles a Alemanha, os cidadãos pretendem ir às ruas neste sábado protestar contra o mercado financeiro. As manifestações acontecem em quase mil cidades do mundo.

Deutsche Welle, 14 de outubro de 2011

Em todos os continentes, os manifestantes querem demonstrar a oposição ao “poder do dinheiro e à injustiça social”. Na Alemanha, organizações como Attac, Echte Demokratie Jetzt! (Democracia Real Agora!) e ramificações dos movimentos Occupy anunciam protestos pacíficos em mais de 50 cidades. A maior passeata acontece na metrópole financeira Frankfurt neste sábado (15/10). Continue lendo

Indignados. Encontro mundial e manifestações

O movimento que agrupa dirigentes sociais das principais capitais do mundo se encontra em Bruxelas para debater e elaborar propostas que combatam os problemas do planeta. Os une o cansaço com a política tradicional.

Eduardo Febbro, Página/12, 14 de outubro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

“O maior perigo que nos ameaça é a passividade”. Com essa convocatória na consciência, e em vários cartazes, os indignados europeus terminam nesse sábado em Bruxelas a semana de reflexão e debates com uma grande manifestação que pede mais democracia e direitos para os povos, precedida por uma marcha que se deu em vários lugares no Velho Continente. Continue lendo

Em meio a pessimismo, EUA são palco de novos protestos

Neste sábado, descontentamento dos americanos será visto nas ruas de Washington em pelo menos quatro protestos

BBC, O Estado de S.Paulo, 15 de outubro de 2011

Um mês depois do início do movimento batizado de “Ocupe Wall Street”, em Nova York, crescem nos Estados Unidos os protestos contra o alto índice de desemprego e o agravamento da situação econômica do país.

Neste sábado – um dia depois de a pesquisa mais recente sobre o índice de confiança do consumidor americano revelar uma queda a níveis comparáveis ao de períodos de recessão – o descontentamento dos americanos será visto nas ruas de Washington em pelo menos quatro protestos. Continue lendo

A esquerda latino-americana e a ‘primavera árabe’

“Sobre as insurreições nos países do Oriente Próximo, ficamos bastante surpresos ao ver nossos amigos latino-americanos defenderem posturas que estamos acostumados a ler dos aduladores das ditaduras no mundo árabe”.

 Sami Nair, El País, 13 de outubro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

A revolução democrática árabe não apenas surpreendeu o mundo, mas também transformou os paradigmas tradicionais da esquerda que, assim como a direita, não conseguiu pressenti-la. Na Europa, apesar de algumas vacilações, a esquerda radical ou social-liberal tem reagido em geral de maneira positiva, acolhendo essa irrupção das massas como um acontecimento de alcance histórico. Não é o caso, infelizmente, da grande maioria da esquerda radical latino-americana. Continue lendo

“Ágora de Bruxelas” debate “um mundo de vergonha”

A perseguição aos desempregados e a situação na Grécia foram os primeiros temas de debate promovidos no “Ágora Bruxelas”, espaço de “Indignados” de todo o mundo congregados esta semana na capital belga.

José Goulão, Esquerda.net, 11 de outubro de 2011

O choque com o aparelho repressivo bruxelense já lá vai, ficou arquivado nas peripécias do fim de semana e nas memórias dos que dele foram vítimas – os activistas decidiram passar por cima e dedicar-se ao essencial do que os trouxe a Bruxelas em vez de se tornarem vítimas de armadilhas já bem identificadas. Continue lendo

‘Occupy’ Protests Pick Up Steam, Spread to Hundreds of Cities

Joseph Neese. RNN News, October 6, 2011

As the Occupy Wall Street movement enters into its third week, it is arguably more powerful than ever before, as support groups spring up across the nation and in many international cities

“To me, it’s the collective frustration of a generation of people who have no future,” said David Stephenson, an organizer of Occupy Charleston, WV.

Since Wednesday, Stephenson said his local Occupy movement Facebook page has gained 100 followers. “At this point, we’re gaining just as many people today if not more,” he said.

Thanks in part to Occupy Together, a hub for the movements forming around the nation and in solidarity with Occupy Wall Street, it’s easy for citizens to find ways to join a movement that is sharply critical of corporate wealth, among other things, at a grassroots level. Continue lendo

O aumento dos motins: um fenômeno mundial

De Londres a Sidi Bouzid, na Tunísia, de Santiago do Chile a Villiers-le-Bel, os motins tornaram-se um fenómeno global. Em 2011, registaram-se mais de três por dia.

Ivan du Roy entrevista Alain Bertho, Esquerda.net, 5 de outubro de 2011

Alguns levam a reivindicações, até mesmo revoluções. A maior parte apaga-se tão depressa como se acendeu. Uma coisa é certa: de Londres a Sidi Bouzid, na Tunísia, de Santiago do Chile a Villiers-le-Bel, os motins tornaram-se um fenómeno global. Em 2011, registaram-se mais de três por dia. Descodificação de entrevista com Alain Bertho, professor de antropologia da Universidade de Paris 8. Continue lendo

Inglaterra: la privatización de la mente, la pobreza de la imaginación y los disturbios

Paul Gilroy, The Dream of Safety / Rebelión, 4 de septiembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

[Winston Silcott en su introducción, señaló que si Londres tuviera un Estado de bienestar como Suecia, tal vez los disturbios no habrían tenido lugar]

Gilroy: No quiero que nos pongamos demasiado románticos sobre Escandinavia… [Aplausos]. La última vez que estuve en Malmö había un francotirador con laser que disparaba a gente de color en las calles.

Quiero decir algunas cosas en solidaridad con la gente que ha sufrido, las familias, incluida la familia de Mark Duggan, que han perdido tanto. Esta mañana estaba sentado en el tribunal del magistrado en Highbury, viendo como el magistrado condenaba a meses y meses a personas que no tenían antecedentes criminales incluso antes de escucharlas. Y esos jóvenes, algunos no estaban con sus familias sino solos, no podrían haber sido defendidos con éxito ni siquiera por alguien como Michael Mansfield. Es una vergüenza lo que está pasando allí. Para gente que ha sido acusada de desorden violento, 2 de cada 3 han sido condenados a prisión preventiva, y eso es un escándalo, no justicia. Continue lendo

Israel: cerca de 400 mil manifestantes exigem “justiça social”

Tel Aviv e outras 15 cidades israelitas foram palco de novos protestos contra a”injustiça social”, o aumento do custo da habitação, da alimentação, da educação e da saúde no país. A dimensão dos protestos, que reuniram cerca de 400 mil pessoas, surpreendeu o governo.

Esquerda.net, 4 de setembro de 2011

A manifestação de sábado à noite superou, inclusive, a iniciativa de 6 de Agosto passado, sendo considerada a maior demonstração desde o início dos protestos, a 14 de Julho. O presidente do sindicato dos estudantes, Itzik Shmuli, falou à multidão.”Eles disseram-nos que o movimento estava a parar. Hoje estamos a mostrar que é o oposto. Nós somos os novos israelitas, determinados a continuar a luta por uma sociedade melhor e mais justa”, afirmou o dirigente sindical. Continue lendo

Foi um motim de consumidores excluídos

Foi um motim de consumidores excluídos’, diz sociólogo Zygmunt Bauman

LONDRES – Um dos mais influentes acadêmicos europeus, já descrito por alguns comentaristas mais entusiasmados como o mais importante sociólogo vivo da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna. Um assunto que o acadêmico, radicado em Londres desde 1968, quando deixou a Polônia após virar persona non grata para o regime comunista e por conta de uma onda de anti-semitismo no país, explorou bastante em conjunção com as discussões sobre desigualdade social e ansiedade de quem vive nas grandes cidades.

Aos 85 anos, autor de dezenas de livros, como “Amor líquido” e “O mal-estar da pós-modernidade”, Bauman não dá sinais de diminuir o ritmo. Há cinco anos, no lançamento de “Vida para Consumo”, uma de suas obras mais populares, fez uma turnê por vários países. Em entrevista ao GLOBO, por e-mail, ele afirma que as imagens de caos na capital britânica nada mais representaram que uma revolta motivada pelo desejo de consumir, não por qualquer preocupação maior com mudanças na ordem social. Continue lendo

Colapsos

Juan Gelman
Rebelión

“Irresponsabilidad. Egoísmo. Actuar como si los actos no tuvieran consecuencias. Hijos sin padres. Escuelas sin disciplina. Recompensas sin esfuerzo. Crimen sin castigo. Derechos sin responsabilidades. Comunidades fuera de control. Algunos de los peores aspectos de la naturaleza humana tolerados, consentidos –a veces hasta incentivados– por un Estado y sus organismos que en parte han perdido literalmente la moral.” El primer ministro británico David Cameron explicó así la violencia desatada en Tottenham, uno de los barrios más pobres de Londres, y en otras ciudades de Inglaterra (www.guardia.co.uk, 15/8/11). Calificó la situación de “colapso moral”.

Olvidó señalar que la desocupación entre los jóvenes londinenses asciende al 23 por ciento y es aún más alta en el interior del país. O que los costos de la educación universitaria la convierten en algo prohibido, salvo para los hijos de familias ricas: 15 mil dólares anuales. Olvidó sobre todo el costo de 30 años de thatcherismo para amplias capas de la sociedad británica, las comunidades devastadas por la desindustrialización cualquiera fuese el color de la autoridad, conservador o laborista. Continue lendo

O capitalismo bestial ataca nas ruas

por David Harvey
11 agosto de 2011.

“Adolescentes niilistas e bestiais”. Foi como o Daily Mail apresentou-os: os jovens enlouquecidos, vindos de todas as vias da vida, que correram pelas ruas sem pensar, desesperadamente atirando tijolos, pedras e garrafas contra os policiais, saqueando aqui, incendiando ali, levando as autoridades a uma também enlouquecida caçada de salve-se quem puder/agarre o que conseguir, enquanto os jovens iam alterando seus alvos estratégicos, saltando de um para outro.

A palavra “bestial” saltou-me à vista. Lembrou-me que os communards em Paris em 1871 foram mostrados como animais selvagens, como hienas, que mereciam ser (como foram, em vários casos) sumariamente executados, em nome da santidade da propriedade privada, da moralidade, da religião e da família. Mas em seguida a palavra trouxe-me outra associação: Tony Blair atacando a “mídia bestial”, depois de ter vivido por tanto tempo confortavelmente alojado no bolso esquerdo de Rupert Murdoch, até que Murdoch meteu a mão no bolso direito e de lá tirou David Cameron. Continue lendo