Agricultura y bosques bajo ataque en negociaciones climáticas

Silvia Ribeiro, La Jornada, 31 de deciembre de 2011

La conferencia sobre cambio climático realizada en Durban, Sudáfrica, en diciembre 2011, destaca por lo que no decidió: ni compromisos de reducción de gases de efecto invernadero, ni fondos para los países más afectados, ni respeto a las “responsabilidades comunes pero diferenciadas” entre países industrializados que provocaron el caos climático y los demás que lo sufrimos. Pero sí avanzaron decisiones en agricultura, bosques, tecnologías y ampliación de mercados de carbono, que conllevan impactos muy negativos sobre la mayoría. Continue lendo

A un año de Cancún y días de Durban: Más de 4º C:

Balance y perspectivas de las negociaciones de cambio climático

Pablo Solón, ALAI, 17/11 de noviembre de 2011

Ha pasado casi un año desde que los resultados de las negociaciones de cambio climático en Cancún se impusieran con la sola objeción de Bolivia. Ha llegado la hora de hacer un balance y ver donde estamos.

En Cancún los países desarrollados listaron sus promesas de reducción de emisiones de gases de efecto invernadero para el periodo 2012-2020.
Estados Unidos y Canadá dijeron que iban a reducir sus emisiones en un 3% tomando en cuenta los niveles de 1990. La Unión Europea entre un 20% y un 30%. Japón un 25%. Rusia entre un 15% y un 25%[1]. Sumando todas las promesas la reducción de los países desarrollados la reducción de emisiones hasta el 2020 sería de un 13% a un 17%[2] tomando como referencia sus emisiones de 1990. Continue lendo

Worst ever carbon emissions leave climate on the brink

Record rise, despite recession, means 2C target almost out of reach

Fiona Harvey, guardian.co.uk, May 29, 2011

Greenhouse gas emissions increased by a record amount last year, to the highest carbon output in history, putting hopes of holding global warming to safe levels all but out of reach, according to unpublished estimates from the International Energy Agency.

The shock rise means the goal of preventing a temperature rise of more than 2 degrees Celsius – which scientists say is the threshold for potentially “dangerous climate change” – is likely to be just “a nice Utopia”, according to Fatih Birol, chief economist of the IEA. It also shows the most serious global recession for 80 years has had only a minimal effect on emissions, contrary to some predictions. Continue lendo

Ailing UN climate talks jolted by record surge in greenhouse gases

Lord Stern talks of ‘wake-up call’ for governments meeting in Bonn next week with no sign of an agreement to succeed Kyoto

Fiona Harvey, guardian.uk.co, May 29, 2011

The record leap in global greenhouse gas emissions last year has thrown the spotlight on the world’s only concerted attempt to stem the tide of global warming – the United Nations climate negotiations.

Next week, governments will convene in Bonn, Germany, for the latest round of more than 20 years of tortuous talks, aimed at forging a binding international agreement on climate change which so far has eluded them.

Little is expected of the meeting, a staging post on the road to a bigger conference in Durban, South Africa, in December. But the data from the International Energy Agency (IEA) should shock even the most jaded of negotiators. Continue lendo

Climate change demands we re-engineer the world economy now

To break the link between growth and carbon emissions, we must adopt a top-down approach of binding climate goals

Damian Carrington, guardian.uk.co, May 29, 2011

As an alarm call, the surge in emissions revealed by the International Energy Association is deafening. After the banking crisis of 2008, the cooling of the global economy had appeared to have given our wheezing, warming world pause for breath.

As GDP went into reverse, so did energy use and the pumping of planet-heating gases into the atmosphere. Attempts to agree global action went into reverse at the same time, despite the 120 heads of state who burned the midnight oil in Copenhagen in 2009. Continue lendo

Carbon Cuts by Developed Countries Cancelled Out by Imported Goods

Kyoto protocol means carbon footprints are calculated for the countries producing goods, not those consuming them

Duncan Clark, The Guardian, April 25, 2011

Cuts in carbon emissions by developed countries since 1990 have been cancelled out three times over by increases in imported goods from developing countries such as China, according to the most comprehensive global figures ever compiled. Previous studies have shown the significance of “outsourced” emissions for specific countries, but the latest research, published on Monday, provides the first global view of how international trade altered national carbon footprints during the period of the Kyoto protocol. Continue lendo

Em lugar da pressa, cada um por si?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 22 de abril de 2011

É cansativo, recorrente, mas não há como não voltar ao tema das mudanças climáticas, tão angustiante parece ele depois de mais um ineficaz encontro preparatório, na Tailândia, para a próxima reunião da Convenção do Clima, programada para dezembro, na África do Sul. Em Bangcoc ficou patente a tendência de muitos países de descrer da possibilidade de acordo na convenção ou para prorrogação do Protocolo de Kyoto e entender que o caminho estará em legislações nacionais, não em transnacionais. Continue lendo

O futuro da Convenção do Clima

José Goldemberg, O Estado de S.Paulo, 18 de abril de 2011.

O grave acidente nuclear de Fukushima pôs em segundo plano as discussões sobre mudanças climáticas e as medidas que poderiam ser tomadas para evitá-las. Desastres nucleares como esse podem espalhar radioatividade sobre amplas áreas geográficas e produzir mortes ou doenças com sérias sequelas. Tais problemas precisam ser enfrentados de imediato, quer evacuando centenas de milhares de pessoas – como foi feito no Japão -, quer sepultando os reatores nucleares em sarcófagos de concreto, como se fez em Chernobyl para impedir que a radioatividade se espalhasse. Continue lendo

Negociadores do clima aprovam agenda para 2011

David Fogarty, Reuters / O Esado de S.Paulo, 13 de abril de 2011

Países ricos e em desenvolvimento superaram profundas divisões na sexta-feira para selar um acordo que delineia as negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2011, com base no acordo de dezembro passado no México e centrando o foco em questões mais difíceis.

O acordo de Bangcoc aconteceu após quase quatro dias de conversações. Alguns países em desenvolvimento afirmaram que elas foram necessárias para “recalibrar” as negociações climáticas da ONU, depois dos acordos de Cancún do ano passado. Continue lendo

Crise climática. A difícil busca de uma agenda de consenso

Ninguém duvida que seja realmente muito difícil fazer com que representantes de mais de 190 países, todos obrigados a defender os interesses de suas nações, cheguem a um consenso sobre qualquer assunto. Talvez isso justifique as comemorações ao final da reunião climática em Bangcoc, que terminou na última sexta-feira, por ter ao menos conseguido determinar o que será discutido na Alemanha em junho e na África do Sul em novembro.

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 11 de abril de 2011

Bangcoc começou com grandes expectativas, pois a Conferência do Clima de Cancún (COP 16) em dezembro do ano passado, que foi considerada um sucesso pela ONU, gerou um movimento na direção de compromissos concretos. Porém, mal começaram as negociações na Tailândia e a velha divergência entre países ricos e pobres voltou a aparecer. Continue lendo

Crise japonesa é nova ameaça à negociação de um acordo climático

Daniela Chiaretti, Valor,  1 de abril de 2011

A crise japonesa é a nova ameaça às negociações climáticas. Este domingo, em Bancoc, na Tailândia, começa nova rodada de discussões, a primeira depois da conferência de Cancún, em dezembro, com nova interrogação sobre o financiamento dos esforços para reduzir a emissão de gases-estufa e para a adaptação aos impactos da mudança do clima. O Japão é um dos protagonistas deste tópico, junto com a União Europeia, também às voltas com uma crise econômica. Continue lendo

Un verde muy sucio

Silvia Ribeiro, La Jornada, 12 de febrero de 2011

En varios foros internacionales de Naciones Unidas y otros avanza una nueva ola de discusión –o mejor dicho de cabildeo empresarial– para promover lo que llaman una nueva “economía verde”. En la reunión de enero 2011 del Foro Económico Mundial en Davos –que reúne anualmente a los intereses económicos más poderosos– el secretario general de Naciones Unidas, Ban Ki-moon, llamó a una “revolución de libre mercado para la sostenibilidad global”, destacando que esta “revolución” no amenaza sus intereses económicos. Al contrario, llamó a las grandes industrias a invertir en negocios “verdes” para salir de las crisis financieras y económicas, aprovechando oportunidades en “agua, energía y alimentación”, así como con el cambio climático. Yvo de Boer, ex secretario de la Convención de Cambio Climático, alabó la posición de Ban Ki-moon y refirió que justamente el principal éxito de las negociaciones climáticas en Cancún había sido “crear un mapa de ruta para abrir nuevos mecanismos de mercado” (The Guardian, 27/1/2011), insertando el tema del cambio climático en el de la economía verde global. Continue lendo

Organização Mundial de Comércio de Carbono

Cancún foi o palco de um custoso evento para beneficiar às transnacionais e aos governos mais contaminantes. A Cimeira de Nações Unidas sobre Mudança Climática, foi de fato convertida numa nova Organização Mundial de Comércio de Carbono

Silvia Ribeiro, Esquerda.net. 5  de janeiro de 2011

Em Dezembro, Cancún foi o palco de um custoso evento para beneficiar às transnacionais e aos governos mais contaminantes. Pelos resultados e a dinâmica antidemocrática, poderia-se pensar que foi uma reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC), como a de 2003, onde o camponês coreano Le Kyoung-Hae se imolou para mostrar a injustiça que significam estes tratados. Continue lendo

Mais déjà-vu ou novas estratégias?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 31 de dezembro de 2010

E se chega ao fim do ano com a incômoda sensação – relendo o que o autor destas linhas escreveu neste espaço no primeiro dia de 2010 – de que o tempo não passou ou não foi aproveitado para enfrentar as graves questões ali enumeradas. De novo, várias capitais e outras cidades às voltas com inundações, evidenciando seu despreparo para se adaptarem às mudanças climáticas com programas de readequação das áreas urbanas aos eventos extremos, cada vez mais frequentes. O último balanço do ano acusa 250 mil mortos no mundo em consequência de “desastres naturais” (incluindo enchentes, terremotos, etc.), mais que os 115 mil que perderam a vida em atos terroristas ao longo de 40 anos (The Washington Post, 20/12). E US$ 222 bilhões de prejuízo. Continue lendo

Evo, el ambientalista que nadie escucha

Lenin Cardozo, Alai, 22 de dezembro de 2010

Evo, ha significado mas allá, de ser la voz indígena en defensa de los derechos de madre Tierra (como el mismo lo ha definido), la personalidad política mas tenaz, en las ultimas cumbres sobre el Cambio Climático. Sus reflexiones han sido, bien explicitas, trasparentes y sin ningún interés visible de buscar protagonismo mediático. Ha sido un interlocutor preciso de la gran preocupación ambiental. Desplazando incluso, en sus discursos, su propia postura ideológica… “ya la etapa de la lucha de clases paso”… “el siglo XXI, será por la defensa de la naturaleza”. Continue lendo

Organización Mundial de Comercio de Carbono

Silvia Ribeiro, Alai, 19 de dezembro de 2010

Este diciembre, Cancún fue el escenario de un costoso evento para beneficiar a las trasnacionales y gobiernos más contaminantes. Por los resultados y la dinámica antidemocrática, se podría pensar que fue una reunión de la Organización Mundial de Comercio (OMC), como la de 2003, donde el campesino coreano Lee Kyoung-Hae se inmoló para mostrar la injusticia que significan estos tratados. Pero fue una reunión del Convenio de Naciones Unidas sobre Cambio Climático, de facto convertido en una nueva Organización Mundial de Comercio de Carbono. Los muertos los sigue poniendo el Sur global. Continue lendo

Controversias sobre la justicia climática

Joan Martínez Alier, La Jornada, 18 de dezembro de 2010

La energía no puede reciclarse y, por tanto, incluso una economía que no creciera y que use combustibles fósiles, necesitaría suministros frescos que vengan de las fronteras de la extracción. Lo mismo se aplica a los materiales que en la práctica se reciclan solamente en parte (como el cobre, el aluminio, el acero, el papel), no más de 40 o 60 por ciento. Si la economía crece, la búsqueda de fuentes de energía y materiales es aún mayor. Hay una acumulación de beneficios y de capital por la desposesión (como dijo David Harvey en 2003) o una raubwirtschaft (una expresión de geógrafos de hace 100 años) y hay también acumulación mediante la contaminación con lo que queremos decir que los beneficios capitalistas aumentan por la posibilidad de echar a la atmósfera, al agua o a los suelos, sin pagar nada o pagando poco, los residuos producidos. Que el precio de la contaminación sea bajo o nulo no indica un fallo del mercado sino un éxito (provisional) en transferir los costos sociales a la gente pobre y a las futuras generaciones. Eso es evidente en el caso de los gases con efecto invernadero. Por eso hay protestas bajo el nombre de justicia climática. Continue lendo

Em Cancún, entre sonho e realidade

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 17 de dezembro de 2010

Como já se previra em artigo neste espaço (3/12), foram bastante modestos os resultados da reunião da Convenção do Clima em Cancún, no México. Quase todas as discussões importantes foram prorrogadas para o ano que vem:

1) Saber se haverá ou não um novo Protocolo de Kyoto, que obrigue os países industrializados a reduzirem suas emissões de gases poluentes – o atual expira em 2012 e ainda não foi cumprido totalmente (e hoje os países industrializados, por ele abrangidos, emitem menos que os países em desenvolvimento – cerca de um terço do total, ante 85% em 1990); Continue lendo

Agora a bola está do nosso lado

A cimeira de Cancún surge como mais uma tentativa de reanimar um mercado especulativo que apresenta já sinais de fraqueza.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 15 de dezembro, 2010

A cimeira de Cancún surge como mais uma tentativa de reanimar um mercado especulativo que apresenta já sinais de fraqueza. Continue lendo

Everything Is Negotiable, Except with Nature

You Can’t Bargain About Global Warming with Chemistry and Physics

Bill McKibben, TomDispatch.com, December 16, 2010

The UN’s big climate conference ended Saturday in Cancún, with claims of modest victory. “The UN climate talks are off the life-support machine,” said Tim Gore of Oxfam. “Not as rancorous as last year’s train wreck in Copenhagen,” wrote the Guardian. Patricia Espinosa, the Mexican foreign minister who brokered the final compromise, described it as “the best we could achieve at this point in a long process.”

The conference did indeed make progress on a few important issues: the outlines of financial aid for developing countries to help them deal with climate change, and some ideas on how to monitor greenhouse gas emissions in China and India. But it basically ignored the two crucial questions: How much carbon will we cut, and how fast? Continue lendo