Espanha: medidas visam salvar a banca alemã

O objetivo dos cortes orçamentais anunciados pelo governo Rajoy tem pouco a ver com recuperar a economia espanhola, mas sim com o pagamento da dívida, com altos juros, aos bancos europeus, incluindo aos alemães.

Vicenç Navarro, Esquerda.net, 12 de julho de 2012

Uma das teses promovidas com mais afinco nos círculos neoliberais do país é que a Espanha entrou e permanece em crise devido aos seus excessivos gastos públicos e à falta de disciplina fiscal. Desta tese conclui-se que é preciso reduzir os gastos públicos e recuperar a famosa disciplina fiscal, reduzindo o défice público para alcançar o nível exigido pelo Pacto de Estabilidade (3% do PIB). Continue lendo

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A gestão do capitalismo no governo da srª Dilma

Estado máximo, só para os bancos

Maria Lucia Fattorelli, Auditoria Cidadã da Dívida

Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança… Continue lendo

Breaking Up the Banks – The Dallas Fed Weighs In

Wallace Turbeville, The Policy Shop / Demos Blog, March 23, 2012

The Federal Reserve Board of Dallas released a report from its chief researcher, Harvey Rosenblum, which has caused quite a stir. The report cites Fed statistics showing that the five largest US banks hold a remarkable 52% of all bank assets:

Fed statistics as of the end of 2011 identify the five as:

JP Morgan Chase – $2.3 trillion

Bank of America – $2.1 trillion

Citigroup – $1.9 trillion

Wells Fargo – $1.3 trillion

Goldman Sachs – $1.0 trillion

The most dramatic part of the report and the covering letter by Dallas Fed President Richard W. Fisher is that they call for a “downsizing” of these megabanks. Their primary argument is that financial institutions remain “too-big-to-fail,” risking another painful and damaging bailout if a large financial crisis is threatened. In their view, the continuing cloud of too-big-to-fail hanging over the economy is simply intolerable and costly. Continue lendo

A crise na zona do euro

O continente está a destruir os fracos para proteger os fortes. Mas será suficiente?

James K. Galbraith, Esquerda.net, 17 de novembro de 2011

A crise na zona euro é uma crise bancária pretendendo ser uma série de crises de dívida nacional e complicada por ideias económicas reacionárias, uma arquitetura financeira defeituosa e um ambiente político tóxico, especialmente na Alemanha, na França, na Itália e na Grécia.

Tal como a nossa, a crise bancária europeia é o produto da excessiva concessão de empréstimos a tomadores fracos, incluindo o crédito para habitação na Espanha, o comercial imobiliário na Irlanda e o setor público (parcialmente para infraestrutura) na Grécia. Os bancos europeus alavancaram-se para comprar hipotecas tóxicas americanas e quando estas entraram em colapso eles começaram a despejar os seus fracos títulos soberanos para comprar outros fortes, conduzindo para cima os rendimentos e finalmente forçando toda a periferia europeia para dentro da crise. A Grécia foi simplesmente o primeiro dominó na linha. Continue lendo

A democracia está desaparecendo na Europa

Na Grécia e na Itália, os líderes políticos foram substituídos por representantes dos bancos. A democracia europeia se converteu em uma democracia de banqueiros. O medo das urnas leva os “mercados” a colocar marionetes dos bancos à frente do Estado. Nunca como agora a ditadura dos mercados havia forçado o destino dos povos. Para o deputado e economista alemão Michael Schlecht, do partido Die Linke, a democracia está se evaporando no Velho Continente.

Eduardo Febbro entrevista Michael Schlecht, Página/12, 13 de novembro de 2011. Reproduzido de IHU On-line. 

Cai o primeiro ministro grego Yorgos Papandreu, substituído por um emissário do sistema bancário. Cai o presidente do Conselho Italiano, Silvio Berlusconi, substituído por outro tecnocrata interlocutor do sistema financeiro. A crise da dívida cobrou mais do que estas duas vítimas: na Espanha modificou a agenda eleitoral, em Portugal os partidos implementaram reformas ditadas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, na Irlanda o desastre conduziu ao mesmo beco sem saída.

A democracia europeia se converteu em uma democracia de banqueiros. A vontade das maiorias foi substituída por dirigentes saídos do coração dos bancos e que jamais se expuseram ao voto nem conquistaram nunca um mandato eletivo. O medo das urnas, ou seja, que o eleitorado rejeite os ajustes e a guilhotina social, conduz a colocar marionetes dos bancos à frente do Estado. Nunca como agora a ditadura dos mercados havia forçado o destino dos povos. As agências de qualificação desfazem as maiorias eleitas e as substituem por representantes da racionalidade financeira, as contas sem déficits e artesãos da decapitação social.

A democracia europeia afunda nos braços das finanças. O continente da liberdade se transformou em continente Wall Street. Gestores das finanças e dos bancos, sem a menor legitimidade democrática, chegam ao poder com o pôquer dos ajustes. O deputado e economista alemão Michael Schlecht, responsável pelo bloco parlamentar do partido Die Linke (A Esquerda) analisa nesta entrevista o transtorno das democracias europeias e denuncia o papel que desempenhou o capitalismo alemão nesta megacrise. Para Michael Schlecht, a democracia está se evaporando do Velho Continente. Continue lendo

Goldman Sachs: O traço comum de Mario Draghi, Mario Monti e Lucas Papademos

Draghi (atual presidente do BCE), Monti e Papademos (novos primeiros ministros da Itália e da Grécia) têm um traço comum que os liga: o banco Goldman Sachs. Mas existe outra ligação entre Monti e Papademos, são ambos da Comissão Trilateral.

Esquerda.net, 16 de novembro de 2011

Mário Draghi, novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti (novo primeiro-ministro de Itália) e Lucas Papademos (novo primeiro-ministro da Grécia), têm uma forte ligação comum: pertencem ao “governo Sachs” europeu, segundo refere o jornal francês “Le Monde”. O jornal salienta ainda que o banco norte-americano “teceu na Europa uma rede de influência única” com fortes ligações “tanto subterrâneas, como públicas”. Continue lendo

Quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência?

Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”.

Oscar Ugarteche e Leonel Carranco, Esquerda.net, 29 de setembro de 2011

A má situação do Bank of America

O Bank of America, – o banco mais importante dos Estados Unidos em activos e empréstimos – está a passar por graves problemas financeiros em tal grau que pode ser comprado pelo JP Morgan, assim anunciou a 23 de Agosto de 2011 o Wall Street Journal através do seu blogue 24/7 Wall St. 1 com base em rumores que estão a ganhar força dentro da praça financeira norte-americana. A transacção de compra seria feita com a ajuda do governo norte-americano o qual desembolsaria cerca de 100 mil milhões de dólares. Continue lendo

A sangria enfraquece o paciente

Felizmente, os médicos já não acreditam que sangrar os doentes vai torná-los saudáveis. Infelizmente, muitos dos que fazem a política económica ainda acreditam. E a sangria económica está a começar a minar as nossas perspectivas económicas de longo prazo.

Paul Krugman, Esquerda.net, 21 de setembro de 2011

Os médicos chegaram a acreditar que pela retirada do sangue dos pacientes poderiam purgar os “humores” diabólicos que, pensavam eles, eram causadores das doenças. Na realidade, é claro, tudo o que a sangria fazia era tornar o paciente mais fraco e com maior chance de sucumbir.

Felizmente, os médicos já não acreditam que sangrar os doentes vai torná-los saudáveis. Infelizmente, muitos dos que fazem a política económica ainda acreditam. E a sangria económica não está apenas a infligir vastas dores; está a começar a minar as nossas perspectivas económicas de longo prazo.

Algumas informações: no último ano e meio, o discurso político, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, tem sido dominado por pedidos de austeridade fiscal. Ao cortar os gastos e reduzir os défices, disseram-nos, as nações poderiam restaurar a confiança e promover o renascimento económico.

E a austeridade tem sido real. Na Europa, nações com problemas como a Grécia e a Irlanda, impuseram cortes selvagens, enquanto nações mais fortes impuseram programas mais suaves de austeridade. Nos Estados Unidos, o modesto estímulo federal de 2009 extinguiu-se, enquanto governos estaduais e locais cortaram os seus orçamentos, de forma que no conjunto tivemos de facto um movimento em direção à austeridade não muito diferente do da Europa. Continue lendo

First Federal Reserve Audit Reveals Trillions in Secret Bailouts

Matthew Cardinale, IPS, August 28, 2011

The first-ever audit of the U.S. Federal Reserve has revealed 16 trillion dollars in secret bank bailouts and has raised more questions about the quasi-private agency’s opaque operations.

“This is a clear case of socialism for the rich and rugged, you’re-on-your-own individualism for everyone else,” U.S. Senator Bernie Sanders, an Independent from Vermont, said in a statement.

The majority of loans were issues by the Federal Reserve Bank of New York (FRBNY). Continue lendo

Os bancos das democracias ocidentais são cúmplices de um crime contra a humanidade

Os bilhões que são roubados a cada ano dos países mais pobres seguem sempre o mesmo caminho que os leva aos maiores bancos das democracias ocidentais. É um crime contra a humanidade.

Eduardo Febbro, Página/12, 27 de marzo de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Um crime contra a humanidade. Silencioso, sem violência aparente. Uma espantosa máquina de pilhagem dos povos levada a cabo com a cumplicidade do sistema bancário mundial. As fortunas dos ditadores estão dormindo nos bancos ocidentais enquanto dezenas de milhares de pessoas morrem de fome ou não têm condições de pagar o tratamento da Aids. Continue lendo

Fed Opens Books, Revealing European Megabanks Were Biggest Beneficiaries

Shahien Nasiripour, Huffington Post, December 1, 2010

NEW YORK — The Federal Reserve on Wednesday reluctantly opened the books on its monumental campaign to save the financial system in the midst of the recent crisis, revealing how it distributed some $3.3 trillion in relief.

Federal Reserve Chairman Ben Bernanke. The data revealed that the Fed’s aid was scattered much more widely than previously understood.The data revealed that the Fed’s aid was scattered much more widely than previously understood. Two European megabanks — Deutsche Bank and Credit Suisse — were the largest beneficiaries of the Fed’s purchase of mortgage-backed securities. The Fed’s dollars also flowed to major American companies that are not financial players, including McDonald’s and Harley-Davidson, through unsecured short-term loans. Continue lendo

Cinco bancos concentram 75% dos depósitos

Cerca de dois terços de todos os ativos e empréstimos são de responsabilidade, atualmente, de apenas cinco instituições no País: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal. Há dez anos, essas instituições tinham menos da metade do mercado.

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo, 27 de setembro de 2010

A concentração no sistema bancário brasileiro aumentou na saída da crise financeira, no ano passado, quando grandes bancos voltaram às compras e foram fechadas grandes fusões e aquisições. Continue lendo

A exuberância do setor financeiro: bancos quintuplicam seus ganhos na era Lula

Patrícia Duarte e Regina Alvarez, O Globo, 22 de agosto de 2010

A exuberância do setor financeiro, evidenciada nos recentes balanços divulgados, ganha contornos mais visíveis quando analisado o desempenho das instituições nos últimos 15 anos. Dados da consultoria Economática, levantados a pedido do Globo, revelam que o lucro líquido dos três maiores grupos do país – Banco do Brasil (BB), Itaú Unibanco e Bradesco, que respondem hoje por quase 80% do mercado – saltou quase 420% entre os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e os sete anos e meio da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (2003-1 semestre de 2010). Os ganhos dessas instituições somaram R$ 167,471 bilhões desde 2003, contra R$ 32,262 bilhões no governo anterior. Os valores estão corrigidos pelo IPCA. Continue lendo

Goldman Sachs: el fin de la impunidad para el vampiro de los mil tentáculos

Randall Wray, New Economic Perspectives / Rebelión, 27 de abril de 2010

En un sorprendente giro de los acontecimientos, el regulador financiero estadounidense, la Securities and Exchange Commision (SEC), ha presentado una demanda civil contra Goldman Sachs. Utilizo la palabra sorprendente por dos razones: (a) durante los últimos años, la SEC no ha hecho prácticamente nada para hacer cumplir las reglas, salvo tener por norma mirar a otro lado en cuantas burbujas y quiebras se han producido, y (b) Goldman Sachs ha presumido de estar por encima de la ley desde que echó raíces en Washington durante los mandatos de Clinton. Por supuesto, no hay nada sorprendente en el comportamiento fraudulento de Goldman, puesto que éste es precisamente su modelo de negocio. Sobre este particular, lo único que diferencia a Goldman del resto de instituciones financieras de Wall Street es su audacia para sostener que tienen línea directa con Dios a la vez que aprieta las tuercas a sus clientes sin compasión. Pero cuando tienes a la administración pública a tu servicio, ¿qué debería refrenarte de ser audaz? Continue lendo

The Growing Movement for Publicly Owned Banks

We the people have given away our sovereign money-creating power to private, for-profit lending institutions, which have used it to siphon wealth from the productive economy. Some states are moving to take that power back.

Ellen Brown, Yes! Magazine, 18 de março de 2010

“Hundreds of job-creating projects are still on hold because Michigan businesses and entrepreneurs cannot get bank financing. We can break the credit crunch and beat Wall Street at their own game by keeping our money right here in Michigan and investing it to retool our economy and create jobs.”

–Lansing Mayor Virg Bernero in The Detroit News March 9, 2010 Continue lendo

Bancos recebem ajuda de US$ 4 trilhões. E o resto do planeta?

hhelp-oleg-dou1Estudo destaca que já foram empregados, para o auxílio às instituições financeiras, mais de quatro trilhões de dólares, um valor quarenta vezes superior ao que se investe para combater a pobreza e a mudança climática. Os US$ 152,5 bilhões investidos pelos EUA para o resgate de uma só empresa, a AIG, supera longe os 90,7 bilhões de dólares que esse país e os europeus destinaram à ajuda para o desenvolvimento em 2007. Continue lendo

Para ganhar com a crise

angelibancosLeo Lince, Fundação Lauro Campos, 7 de novembro de 2008

A notícia explodiu em manchetes nos jornais da semana. O maior banco do Brasil não é mais o Banco do Brasil. Além do maior banco público, que opera como se privado fosse, também foi ultrapassado o até então maior banco privado, o Bradesco. E tudo num passe de mágica. O conluio entre as famílias Setúbal e Moreira Salles foi uma espécie de espoleta sismográfica. Altera a relação de forças no setor bancário e, ao mesmo tempo, prenuncia a reação da casta financeira aos abalos da crise internacional.

Apresentado como fusão, o negócio ainda conserva feições incompreensíveis para o mortal comum. Nem compra foi, pois não rolou dinheiro vivo. O acerto se deu em torno da titularidade de papéis e o processo de negociação transcorreu, como é próprio dos banqueiros, encoberto sob o manto da mais completa opacidade. Tudo indica, embora não seja o que se noticia, que os boatos de quebradeira no sistema bancário faziam sentido e tinham pelo menos um endereço certo. Sendo assim, na lógica de entregar os anéis para salvar os dedos, o banco menor foi “fundido” pelo banco maior, conforme a lógica da competitividade em moda. Continue lendo

Os banqueiros convertidos e o estado de exceção

beckUlrich Beck, Envolverde/IHU-Unisinos, 27 de outubro de 2008

Com o fanatismo dos convertidos, os banqueiros (cuja imagem pública tende a assumir os traços dos bankster, banqueiros-gangster) solicitam a estatização de suas perdas, o que poderia ter conseqüências também para a individualização dos ganhos. Não terá começado a abrir caminho, nos centros anglo-saxões do laissez-faire, aquela forma chinesa de economia privada direta do Estado, que até agora sempre foi ridicularizada, demonizada, mas também temida? Como se explica essa capacidade dos riscos financeiros globais de produzir agitações políticas?

O artigo é de Ulrich Beck, publicado no jornal italiano La Repubblica, 22-10-2008. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Continue lendo

Husson: crédito e seguros devem ser um serviço público

michelhusson2O economista francês Michel Husson, investigador do IRES (Instituto de Investigação Económica e Social), considera, nesta entrevista ao jornal Rouge, que as nacionalizações de bancos em crise devem ser acompanhadas pela nacionalização integral dos bancos e dos seguros, se não quisermos que sirvam apenas para restabelecer o seus lucros à custa de quem paga impostos. Esquerda.net, 3 de novembro de 2008

Como sair do dilema entre deixar os bancos afundar-se, com o risco de piorar a crise em detrimento dos assalariados, ou salvá-los, sendo o custo desse salvamento pago pelos próprios assalariados ?

A única forma de evitar o dilema era uma nacionalização integral dos bancos e dos seguros. Não se trata de cobrir o lance, mas sim de dar uma resposta coerente. Eles fazem “nacionalizações”, mas limitam-se a tomar participações parciais, e concebidas como provisórias. Essas injecções de dinheiro público só vão servir para acelerar as reestruturações e, no final das contas, para restabelecer o lucro dos bancos à custa de quem paga impostos. Para realmente “abrir os livros de contas”, consolidar os créditos cruzados, fazer a triagem para não deixar que se impinjam títulos podres, para impedir as fugas, é preciso colocar o conjunto dos bancos sob controlo público. Continue lendo

Bancários se insurgem contra opressão no trabalho e achatamento salarial

Gabriel Brito entrevista Francisvaldo Mendes, Correio da Cidadania, 7 de outubro de 2008

Após paralisação de 24 horas promovida na semana passada, os bancários de todo o país voltarão a entrar em greve, desta vez por tempo indeterminado, a partir do dia 7. Para falar a respeito do ponto de vista da categoria, uma das que mais simbolizam a opressão do capital sobre o trabalhador, o Correio conversou com Francisvaldo Mendes, bancário do Bradesco, instituição privada do setor de maior lucratividade no país.

De acordo com Mendes, um dos representantes nacionais do Sindicato dos Bancários, os trabalhadores já não suportam mais as pressões a que são submetidos em nome de metas e vendas de serviços, e reivindicam aumento levando em conta também a inflação. Para ele, a classe precisa novamente demonstrar sua unidade nacional, pois o patronato sabe igualmente se organizar em conjunto, porém com vistas a retirar direitos dos trabalhadores e cerceando o direito à livre organização de seus funcionários, como se tem visto na atual luta. Continue lendo