The Centerpiece of Obama’s Energy Policy Will Actually Make Climate Change Worse

Naomi Oreskes, The Nation, July 28, 2014

Albert Einstein is rumored to have said that one cannot solve a problem with the same thinking that led to it. Yet this is precisely what we are now trying to do with climate change policy. The Obama administration, the Environmental Protection Agency, many environmental groups and the oil and gas industry [1] all tell us that the way to solve the problem created by fossil fuels is with more fossils fuels. We can do this, they claim, by using more natural gas, which is touted as a “clean” fuel—even a “green” fuel [2] [3].

Like most misleading arguments, this one starts from a kernel of truth.

That truth is basic chemistry: when you burn natural gas, the amount of carbon dioxide (CO2) produced is, other things being equal, much less than when you burn an equivalent amount of coal or oil [4]. It can be as much as 50 percent less compared with coal, and 20 percent to 30 percent less compared with diesel fuel, gasoline or home heating oil. When it comes to a greenhouse gas (GHG) heading for the atmosphere, that’s a substantial difference. It means that if you replace oil or coal with gas without otherwise increasing your energy usage, you can significantly reduce your short-term carbon footprint. Continue lendo

Sonegação dos ricos é 25 vezes maior que corrupção nos países em desenvolvimento

taxhavenscyNo ano passado, cerca de um trilhão de dólares fugiram dos países em desenvolvimento e terminaram em paraísos fiscais. Conheça as capitais da corrupção.

Marcelo Justo entrevista Jason Hickel, Carta Maior, 25 de fevereiro de 2014

Uma visão muito difundida sobre o desenvolvimento econômico afirma que os problemas enfrentados pelas economias em desenvolvimento e os países pobres se devem à corrupção. Essa visão se choca com um dado contundente da realidade internacional: a China. Nem mesmo o Partido Comunista põe em dúvida que a corrupção é um dos grandes problemas nacionais, o que não impediu um crescimento médio de dois dígitos nas últimas três décadas.

No entanto, segundo Jason Hickel, professor da London School of Economics, esta perspectiva oculta um problema muito mais fundamental em termos sistêmicos para a economia mundial: a corrupção dos países desenvolvidos. Trata-se de uma corrupção do colarinho branco, invisível e refinada, que foi uma das causas do estouro financeiro de 2008. Continue lendo

A fusão de Comcast e Time Warner ameaça a democracia

comcast-time-warner-cable-merger (2)Dado o poderio financeiro e político da Comcast, e o pobre desempenho do governo de Obama quando se trata de proteger o interesse público, é tempo de defender os nossos direitos e de nos organizarmos.

Amy Goodman, Esquerda.net, 3 de março de 2014

A Comcast anunciou que tem a intenção de se fundir com a Time Warner Cabo, unindo assim os dois maiores fornecedores de cabo e banda larga dos Estados Unidos. A fusão deve contar com a aprovação do Departamento de Justiça e da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês). Dado o poderio financeiro e político da Comcast, e o pobre desempenho do governo de Obama quando se trata de proteger o interesse público, é tempo de defender os nossos direitos e de nos organizarmos. Continue lendo

Energia solar chinesa sustentará a expansão global recorde em 2014

SCMP 30JAN13 CH SMOG12  masks.JPGDesenvolvedores solares ao redor do mundo instalarão uma capacidade recorde este ano na medida em que o próspero mercado chinês impulsiona o crescimento no setor, foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo grupo Bloomberg ao mesmo tempo em que a indústria de 102 bilhões de dólares volta a dar lucros.

Marc Roca, Bloomberg, 25 de fevereiro de 2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Cerca de 44,5 gigawatts serão acrescidos em todo o mundo, um aumento de 20,9% sobre as instalações feitas no ano passado, segundo a média estimada de nove analistas e agências de pesquisa. Este número é igual à retirada de 10 reatores atômicos. No ano passado a nova capacidade aumentou para 20,3%, após um ganho em 2012 de 4,4%. A China se tornou o maior mercado de energia solar em 2013, ajudando a pôr fim à redução que já durava dois anos para os fabricantes do setor. O apoio estatal para projetos fotovoltaicos no país asiático, que é o maior consumidor de energia do mundo, tem visto os custos de instalação caírem no momento em que acelera o desenvolvimento de energias renováveis para reduzir a poluição. Continue lendo

Ferrovia e mineração, casamento impotente diante da pobreza brasileira

ferrovia_A Ferrovia Carajás, considerada a mais eficiente do Brasil, mantém um serviço de passageiros que lhe causa perdas, para beneficiar a população. Porém, isso pouco alivia seu pecado original: nasceu para exportar minerais, cruzando uma região de pobreza crônica. Três décadas depois de sua construção, o corredor de Carajás, por onde passa um terço do minério de ferro exportado pelo Brasil, continua sendo provedor de mão de obra barata para regiões mais prósperas e grandes projetos amazônicos, segundo a IPS constatou ao percorrer a área.

Mario Osava, IPS / Envolverde, 27 de fevereiro de 2014

Auzilândia, povoado de 12 mil habitantes e humildes casas dos dois lados dos trilhos, “fica vazia” ao final de cada ano, segundo Leide Diniz. Seu marido foi, “pela segunda vez”, para o Estado de Santa Catarina, mais de três mil quilômetros ao sul, viajando três dias em ônibus. Deixou seus três filhos com ela em novembro, para trabalhar em um restaurante durante a temporada turística de verão. “Ganha e volta”, se conforma a mulher, porque “aqui não tem emprego”, explicou. Continue lendo

D’où surgit le nouveau capitalisme chinois ? « Bourgeoisification » de la bureaucratie et mondialisation

new_hong_kong_night_skylineDe la contre-révolution bureaucratique à la contre révolution bourgeoise

Pierre Rousset, ESSF, 23 février 2014

D’où surgit le nouveau capitalisme chinois, qu’est-ce qui a permis son envol et quelles sont ses particularités ? Quelles interrogations de fond cette expérience contemporaine soulève-t-elle ? Ce sont ces questions que la présente contribution veut aborder.

[Nous reproduisons ci-dessous le chapitre d’un livre sur la révolution chinoise qui doit être publié en Espagne. Les deux premières parties (portant sur la lutte révolutionnaire, puis le maoïsme au pouvoir) sont disponibles en français sur ESSF. Ce chapitre aborde des questions de fond et ouvre la troisième partie : la naissance d’un nouveau capitalisme en Chine et les luttes sociales des années 1980 à nos jours. L’écriture de cette troisième partie n’est pas achevée. Nous aimerions susciter des commentaires avant la remise définitive du manuscrit…] Continue lendo

Brasil deveria investir na energia solar distribuída, defende especialista

energia-solar-parque-waldpolenzQuando o Brasil é assolado por muitos dias de calor intenso e sofre com a falta de chuvas, como temos visto no atual verão, um filme no país se repete: os reservatórios das hidrelétricas perdem capacidade e as usinas termoelétricas entram em cena, a fim de suprir a demanda de energia da população. O problema é que essa fonte energética é mais cara que a convencional, além de ser mais poluente.

Envolverde, 13 de fevereiro de 2014

No Brasil, o acionamento recorrente das usinas térmicas acarretou em um aumento de quase 500% nas emissões de gases efeito estufa do setor elétrico, segundo Tasso Azevedo, engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo os cálculos do especialista ouvido pela Exame.com, as emissões da energia gerada e distribuída por meio do Sistema Integrado Nacional (SIN) saltaram de 10,7 milhões de tCO2 (tonelada equivalente de CO2) em 2009 — quando foi instituída a Política Nacional sobre a Mudança do Clima — para 51 milhões tCO2 em 2013. Continue lendo

Mais da metade dos equipamentos eletrônicos é substituída devido à obsolescência programada

Pesquisa do Idec com a Market Analysis demonstra que 81% dos brasileiros troca de celular sem antes recorrer à assistência técnica e em menos de 3 anos de uso.

Portal EcoDebate, 13 de fevereiro de 2014

Pesquisa inédita do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e da Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos,: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares. Continue lendo

In the Carbon Wars, Big Oil Is Winning

alberta shaleThree Signs of Retreat in the Global War on Climate Change

Michael T. Klare, TomDispatch.com, February 13, 2014

Listening to President Obama’s State of the Union address, it would have been easy to conclude that we were slowly but surely gaining in the war on climate change. “Our energy policy is creating jobs and leading to a cleaner, safer planet,” the president said. “Over the past eight years, the United States has reduced our total carbon pollution more than any other nation on Earth.” Indeed, it’s true that in recent years, largely thanks to the dampening effects of the Great Recession, U.S. carbon emissions were in decline (though they grew by 2% in 2013). Still, whatever the president may claim, we’re not heading toward a “cleaner, safer planet.” If anything, we’re heading toward a dirtier, more dangerous world.

A series of recent developments highlight the way we are losing ground in the epic struggle to slow global warming. This has not been for lack of effort. Around the world, dedicated organizations, communities, and citizens have been working day by day to reduce greenhouse gas emissions and promote the use of renewable sources of energy. The struggle to prevent construction of the Keystone XL tar-sands pipeline is a case in point. As noted in a recent New York Times article, the campaign against that pipeline has galvanized the environmental movement around the country and attracted thousands of activists to Washington, D.C., for protests and civil disobedience at the White House. But efforts like these, heroic as they may be, are being overtaken by a more powerful force: the gravitational pull of cheap, accessible carbon-based fuels, notably oil, coal, and natural gas. Continue lendo

Para evitar crise, Brasil precisa diversificar matriz energética

wind-energyPaís é hoje dependente de hidro e termoelétricas. Para especialistas, modelo é arriscado e caro. E saída passa por explorar fontes renováveis e potencial das regiões. Solução a curto prazo, porém, é vista com ceticismo.

Deutsche Welle, 5 de fevereiro de 2014

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o apagão de terça-feira (05/02), que atingiu partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, não foi causado, em princípio, por excesso de consumo. Mas de acordo com especialistas ouvidos pela DW, o Brasil precisa diversificar urgentemente sua matriz energética – hoje altamente dependente das hidroelétricas e, em casos de emergência, das termoelétricas.

As termoelétricas são acionadas sempre que o setor hidroelétrico – responsável por 63% da energia gerada no país – ameaça não dar conta da demanda de consumo. Segundo especialistas, a curto prazo, nenhuma outra fonte de energia renovável será capaz de suprir as atuais necessidades do sistema, mas, para os próximos anos, é preciso investir em alternativas.

“As energias renováveis não são oportunidades que possam ser implementadas a curto prazo, porque a lição não foi feita. O planejamento do Brasil é só aumentar a oferta de hidroelétricas. E o governo acaba não atentando para as alternativas”, avalia Artur de Souza Moret, professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “A tendência ‘monotecnológica’ do país é um entrave à eficiência do planejamento enérgico.” Continue lendo

Lógica do mercado favorece trabalho escravo

Amazon SlaveryEm 28 de janeiro de 2004, os auditores do trabalho Nelson José da Silva, João Batista Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, faziam uma operação de fiscalização em Unaí (município do noroeste de Minas Gerais) quando, segundo a investigação do Ministério Público Federal (MPF), foram assassinados. Eles já eram conhecidos na região e haviam despertado raiva pelos registros de trabalho análogo à escravidão em algumas fazendas. O nome dos criminosos já foi até divulgado – Rogério Alan Rocha Rios e Erinaldo de Vasconcelos Silva. Houve condenação em primeira instância, mas, dez anos depois, ninguém foi preso.

IHU On-line, 2 de fevereiro de 2014

O dia 28 de janeiro se tornou, então, um marco no combate ao trabalho escravo. Por isso, desde a última segunda-feira, várias cidades do país têm recebido eventos sobre o tema. É hora de parar para pensar nele, já que os números apontam milhares de trabalhadores brasileiros em situação de trabalho análogo à escravidão. No Senado, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 57A/1999) bate à porta, mas está sendo freada pela bancada ruralista. Quais os argumentos dos ruralistas? Como a sociedade civil está se organizando para isso? E a que interesses serve o trabalho escravo de hoje?

O coordenador da ONG Repórter Brasil e membro da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, Leonardo Sakamoto, responde a estas questões com o olhar de quem acompanha o tema há mais de 10 anos. Continue lendo

Renováveis contra apagão

Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país.

Ricardo Baitelo, Greenpeace, 05-02-2014.

A falha que ocasionou a interrupção do fornecimento de energia em diferentes pontos do país, afetando mais de 1 milhão de pessoas, evidencia novamente as restrições de um modelo centralizado de suprimento de eletricidade.

O Sudeste depende de grandes linhas de transmissão para receber energia de Itaipu que viaja longas distâncias até atingir as casas e edifícios consumidores. E este processo deve continuar com as próximas usinas hidrelétricas na Amazônia, ainda mais distantes dos principais centros consumidores. Continue lendo

Mundo perde 62 milhões de empregos

yacht-landscape-billion-oxfam-460A crise financeira iniciada em 2008 expulsou do mercado de trabalho 62 milhões de pessoas no mundo e, hoje, 202 milhões de pessoas estão desempregadas, o equivalente a um Brasil inteiro. Enquanto isso, uma elite composta por apenas 85 indivíduos controla o equivalente à renda de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 21 de janeiro de 2014

Dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela entidade Oxfam revelam o impacto social da crise de 2008. Meia década depois do colapso dos mercados, os ricos estão mais ricos e a luta contra a pobreza sofreu forte abalo. Hoje, 1% da população mundial tem metade da riqueza global. Continue lendo

China vira a nova fronteira para a exploração do xisto

candian-oil-sands-615Em dezembro, o Weir Group promoveu sua primeira festa de Natal para contatos da empresa no setor de petróleo e gás na China. Não foi um evento particularmente grande ou luxuoso: 75 dos clientes e fornecedores do Weir Group se reuniram para celebrar em estilo britânico a temporada de festas, no pub Park Tavern, em Xangai. Os convidados, no entanto, fizeram parte do que pode ter sido um fenômeno monumental: o nascimento da indústria de gás de xisto na China.

Lucy Hornby e Ed Crooks, Valor, 15 de janeiro de 2014

O Weir Group tem sede na Escócia, mas comanda suas operações de petróleo e gás a partir do Texas, ponta de lança da onda de expansão do xisto. É uma das maiores fabricantes mundiais das bombas de injeção usadas no fraturamento hidráulico – que jogam água, areia e produtos químicos nos poços a alta pressão, para abrir o xisto e outras rochas em que o petróleo e o gás são difíceis de extrair.

Em meio aos esforços para destravar o acesso a seu petróleo e gás de xisto, a China tem potencial para tornar-se um mercado imenso para empresas ocidentais, como a Weir. “Vai levar um longo tempo até a China atingir o nível dos EUA”, diz Keith Cochrane, CEO da empresa. “Não há dúvida, no entanto, de que eles levam a sério.” Continue lendo

Salário mínimo deveria ser quatro vezes maior para manter uma família brasileira

O valor da cesta básica aumentou em 2013 em todas as 18 capitais brasileiras avaliadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), sendo que em nove delas houve avanço superior a 10%. Tendo como referência os preços de dezembro, o Dieese calculou que o salário mínimo no país deveria ser quatro vezes maior que o então em vigor. Os dados são anunciados um dia antes do medidor oficial de inflação do governo nesta sexta-feira, e se unem a uma série de indicadores recentes pouco animadores, como o fluxo cambial negativo, o aumento do endividamento das famílias e a queda na venda de veículos.

Frederico Rosas e Marina Rossi, El País, 9 de janeiro de 2014

A cesta básica medida pelo Dieese é a única exclusivamente composta por alimentos a contar com uma abrangência considerada nacional, em um país com 27 unidades federativas. Para determinar o valor considerado ideal do salário mínimo, o instituto leva em consideração os gastos essenciais de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Continue lendo

Educação sob o domínio do capital. Estrangeiro

Ensino superior privado no Brasil apresenta cenário de concentração e domínio de investimentos de fundos internacionais. Como isso pode influenciar a qualidade da educação?

Felipe Rousselet e Glauco Faria, Fórum, 23 de setembro de 2013

No dia 22 de abril deste ano, foi anunciada a fusão das empresas Kroton Educacional S.A. e Anhanguera Educacional, uma transação que resultou em uma companhia cujo valor de mercado é estimado em R$ 14,1 bilhões. No total, o grupo passa a contar com 800 unidades de ensino superior e 810 escolas privadas associadas à educação básica, distribuídas em todos os estados do Brasil. Ainda que a efetivação da negociação esteja condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), trata-se de uma sinalização forte de uma mudança que vem ocorrendo há alguns anos no ensino superior brasileiro, com a financeirização, movida pelo capital estrangeiro, exercendo um papel relevante nesta nova etapa de concentração das empresas do setor educacional no Brasil. Continue lendo

Estamos preparados para o pré-sal e o gás de xisto?

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 20 de setembro de 2013

Anuncia-se que em novembro vão a leilão áreas brasileiras onde se pretende explorar o gás de xisto, da mesma forma que estão sendo leiloadas áreas do pré-sal para exploração de petróleo no mar. Deveríamos ser prudentes nas duas direções. No pré-sal, não se conhecem suficientemente possíveis consequências de exploração em áreas profundas. No caso do xisto, em vários países já há proibições de exploração ou restrições, por causa das consequências, na sua volta à superfície, da água e de insumos químicos injetados no solo para “fraturar” as camadas de rocha onde se encontra o gás a ser liberado. Mas as razões financeiras, em ambos os casos, são muito fortes e estão prevalecendo em vários lugares, principalmente nos Estados Unidos. Continue lendo

Civilização do automóvel dá sinais de esgotamento

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU, IHU On-line, 20 de setembro de 2013

Mobilidade colapsada 

Muito se falou e se comentou do caráter fragmentário e da ausência de bandeiras claras nas grandes manifestações de junho de 2013. Uma delas, entretanto, funcionou como um forte elemento agregador: a mobilidade urbana – ninguém aguenta mais a dificuldade de ir e vir nas grandes cidades, particularmente aqueles que dependem do transporte coletivo.

O estopim do vagalhão das manifestações que explodiram em todo país teve a sua origem na violenta repressão contra a manifestação convocada pelo Movimento do Passe Livre – MPL no dia 13 de junho em São Paulo. A manifestação do MPL tinha uma reivindicação clara, concreta e objetiva: revogar o aumento da tarifa do transporte coletivo na capital paulista.

A consigna do MPL “Por uma vida sem catracas” que anuncia a reivindicação da bandeira “Tarifa Zero” se transformou ao longo das manifestações na consigna “Muito mais do que 0,20 centavos” – da luta pelo transporte acessível a todas e todos e como um direito universal derivou para inúmeras outras bandeiras. Continue lendo

Venezuela: extractivismo, movimientos y revolución

Raúl Zibechi, La Jornada, 26 de julio de 2013

Días atrás se realizó un encuentro en Caracas para debatir las relaciones entre movimientos y estados, y cómo la autonomía y el poder popular pueden construir alternativas a un desarrollo anclado en el modelo extractivo. Participaron militantes de 30 organizaciones y movimientos, desde las cooperativas agrupadas en Cecosesola y la Red Nacional de Sistemas de Trueke hasta indígenas amazónicos y yupka, colectivos juveniles, culturales y artísticos, afrodescendientes, feministas y diversas expresiones urbanas y rurales. También hubo debates y encuentros con el Movimiento de Pobladoras y Pobladores. Continue lendo

A Path to Nowhere: Study Shows Limited Career Ladder in Fast Food Industry

Mijin Cha, Policy Shop Blog, July 26, 2013

Last week, my colleague Joe Hines analyzed how impossible it was to live on the budget McDonald’s outlined for its employees. Among many issues, McDonald’s budget assumed each employee had a second job to help ends meet. Given the low-wages and wage theft prevalent throughout the industry, it’s a wonder that McDonald’s didn’t assume that its workers needed a third job just to make ends meet. Continue lendo