‘Rolezinhos’ têm raízes na luta pelo espaço urbano, diz pesquisador

charge54881_linkEleonora de Lucena entrevista James Holston, Folha de S.Paulo, 19 de janeiro de 2014

Como os protestos de junho passado, os rolezinhos são manifestações de uma cidadania insurgente cujas raízes estão na luta pelo espaço urbano que ocorre há décadas no Brasil. A análise é do antropólogo James Holston, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA).

“O Brasil vibra nos últimos 50 anos de cidadania insurgente. É uma coisa ótima para sacudir uma sociedade de muita desigualdade. As manifestações são necessárias e vão continuar. Até hoje, considerando o tamanho da desigualdade, há muita pouca violência. A violência maior é a da polícia”, afirma, prevendo um “ano quente” para o Brasil. Continue lendo

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O rolê da ralé

RolezinhoGrito dos quase incluídos? Flash mob da periferia? Repique das jornadas de junho? Marcha do desprezo pela cultura democrática? Ou apenas e tão somente “um rolê”? O País discute o que vai pela cabeça daqueles rapazes de bombeta e bermudas, que se endividam para comprar um tênis Mizuno, a congestionar os corredores dos shopping centers – estes também chamados aqui e ali de “templos do consumo”, “espaço privado aberto ao público” ou “única opção de lazer na quebrada”, de acordo com o gosto do freguês. Os rolezinhos entraram com tudo no vocabulário político nacional e andaram nas bocas do prefeito Fernando Haddad, do governador Geraldo Alckmin e até da presidente Dilma Rousseff.

Ivan Marsiglia entrevista Jessé Souza, O Estado de S. Paulo, 19 de janeiro de 2014

Para o sociólogo potiguar Jessé Souza, doutor pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, com todas as interpretações que se possam atribuir ao fenômeno (e, em especial, às reações da sociedade brasileira a ele), uma coisa é certa: estamos diante de “um reflexo do apartheid brasileiro que separa, como se fossem dois planetas distintos, os brasileiros ‘europeizados’, da classe média verdadeira, e os percebidos como ‘bárbaros’, das classes populares”. Continue lendo

O rolezinho e o risco de uma guerra “longa e dolorosa”

jovens-no-plaza-shopping-intitulado-de-rolezinho-em-niteroiAndré Singer, Viomundo, 18 de janeiro de 2014

O prefeito Fernando Haddad indicou o caminho certo. Diante do crescimento do conflito causado pelos “rolezinhos”, estimulou as partes a conversar. Como ficou claro em junho passado, atitudes extremadas só levarão ao desgaste da autoridade pública, com aumento da tensão social já visível nas grandes metrópoles.

O problema é que não há solução fácil no horizonte. Não basta disposição para o diálogo quando interesses materiais e simbólicos começam a se opor de maneira radical. Os jovens que estão deixando os centros de compra em pânico podem não saber, mas explicitam um confronto crescente entre ricos e pobres no Brasil. Continue lendo

Profanando os templos do consumo e da desigualdade

rolezinho 2Com seus rolezinhos, jovens da periferia de São Paulo profanam os shopping centers, os templos do consumo, desacralizando o que de mais valioso eles oferecem para as camadas conservadoras da sociedade, a sensação de segurança e a segregação das “classes perigosas”. Eles visibilizam a profunda desigualdade social e racial do Brasil e estão contribuindo para tematizar a privatização do espaço urbano.

José Correa, Outra política, 16 de janeiro de 2014

Valquiria Padilha, em seu estudo sobre os shopping centers no Brasil, chama-os de “templos da mercadoria”. E, de fato, sua proliferação pelo mundo acompanha a expansão da sociedade de consumo de massa e a difusão do american way of life, de sua religião, o culto ao mercado, e de seu ideal de felicidade, o consumo. Desde que o Shopping Center Iguatemi foi inaugurado em 1966 em São Paulo, o número de shoppings no Brasil atingiu 577 em 2004, passando para 766 em 2010 (sendo 153 no estado de São Paulo) e prevendo-se que eles cheguem a 985 em 2016.

Segurança e segregação em questão. Em uma das sociedades mais desiguais do mundo, que aboliu formalmente a escravidão há pouco mais de um século, os “templos do consumo” teriam que institucionalizar fortemente a segregação e preconceito. Os shoppings prometem aqui, aos seus freqüentadores, segurança e segregação social – dois “serviços” que, aos olhos da burguesia e das classes médias conservadoras, estão diretamente ligados. Eles se tornaram um componente central na segregação territorial e social das cidades brasileiras, recebendo todo tipo de isenção e apoio dos governos. Continue lendo

Os novos “vândalos” do Brasil

rolezinhoO rolezinho, a novidade deste Natal, mostra que, quando a juventude pobre e negra das periferias de São Paulo ocupa os shoppings anunciando que quer fazer parte da festa do consumo, a resposta é a de sempre: criminalização. Mas o que estes jovens estão, de fato, “roubando” da classe média brasileira?

Eliane Brum, El Pais, 23 de dezembro de 2013

O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram, não destruíram, não portavam drogas, mas, mesmo assim, 23 deles foram levados até a delegacia, sem que nada justificasse a detenção. Neste domingo, 22, no Shopping Interlagos, garotos foram revistados na chegada por um forte esquema policial: segundo a imprensa, uma base móvel e quatro camburões para a revista, outras quatro unidades da Polícia Militar, uma do GOE (Grupo de Operações Especiais) e cinco carros de segurança particular para montar guarda. Vários jovens foram “convidados” a se retirar do prédio, por exibirem uma aparência de funkeiros, como dois irmãos que empurravam o pai, amputado, numa cadeira de rodas. De novo, nenhum furto foi registrado. No sábado, 21, a polícia, chamada pela administração do Shopping Campo Limpo, não constatou nenhum “tumulto”, mas viaturas da Força Tática e motos da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) permaneceram no estacionamento para inibir o rolezinho e policiais entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás. Continue lendo

Rolezinhos: limpando o campo para pensar o papel de esquerda organizada

Edemilson Paraná, Imaginar para revolucionar, 15 de janeiro de 2014

Diagnóstico

Não, não são “protestos” por justiça-social (por mais que gostaríamos que fossem). São flashmobs, encontros de jovens onde a vida no Brasil, por várias razões, passou a dizer que jovens devem se encontrar: nos shoppings. É sobre curtir, azarar, cantar, viver (porque no capitalismo viver é, antes de tudo, consumir). O Funk Ostentação, trilha sonora dos eventos, não tem no seu conteúdo (ainda que ironicamente o tenha na sua forma, sobretudo por conta do “choque estético” que produz em certos setores) nada de flagrantemente contra-hegemônico do ponto de vista político – assim como hip-hop bling-bling nunca teve. Continue lendo

Carro toma quase toda a rua sem transportar nem 1/3 dos paulistanos

Vanessa Correa, Folha de S.Paulo, 12 de dezembro de 2013

Quanto espaço das ruas os 3,8 milhões de carros que circulam pela cidade tomam? Nos horários de pico, 78% das principais vias são dominadas pelos automóveis -dentro deles, são transportados apenas 28% dos paulistanos que optam pela locomoção sobre rodas. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, com ocupação de 8% do asfalto, levam 68% das pessoas.

“Quem quer que seja o próximo prefeito, terá de olhar para esse dado, fazer uma política inteligente e tentar reduzir a desigualdade no uso das vias”, diz Thiago Guimarães, especialista em mobilidade e professor da Universidade Técnica de Hamburgo, na Alemanha. Continue lendo

A mobilidade urbana não pode esperar mais

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 16 de agosto de 2013

Serão extremamente úteis para o País, qualquer que seja o desfecho, as conclusões do atual debate que se trava em toda parte sobre mobilidade urbana, a partir das recentes manifestações de rua, assim como da criação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A discussão adequada do problema, a adoção de políticas principalmente nas regiões metropolitanas, poderá talvez evitar ou reduzir custos imensos e hoje progressivos. Continue lendo

Dobra o número de casas com carros

Porcentual de domicílios com automóveis na garagem, que era de 23%, subiu para 40% em 20 anos; movimento é inverso ao dos EUA

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo, 13 de julho de 2013

O número de domicílios com carros no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens, de acordo com estatísticas tabuladas pelo Estadão Dados com base no último Censo.

Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, porcentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano, segundo a consultoria americana CNW Marketing.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do País – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos. Continue lendo

A voz das ruas e a mobilidade urbana

CPF-cycling-bus-car-and-bicycle-Canberra1Lúcio Gregori, Folha de S. Paulo, 22 de junho de 2013

Finalmente, a voz das ruas foi ouvida e cidades como São Paulo e Rio revogaram o aumento do preço das tarifas dos transportes coletivos. Agora, é preciso estabelecer novos instrumentos de democracia direta, para não limitar a participação popular às eleições.

O cancelamento do aumento das tarifas suscita a urgente necessidade do estabelecimento de políticas permanentes de subsídios e, no limite, a tarifa zero. A manifestação popular fez essas reivindicações. Ao obter a revogação, conseguiu restabelecer seu foco original, tornando perfeitamente identificável pela população o resultado concreto dessa forma de participação popular.

A PEC (proposta de emenda constitucional) 90, de iniciativa de Luiza Erundina, estabelece a mobilidade urbana e metropolitana como direito social nos termos do artigo sexto da Constituição, tal como a saúde e a educação. É um passo importante na direção de uma política que garanta e amplie o acesso universal aos serviços essenciais. Continue lendo

Não há problemas técnicos nem financeiros pra implantar a Tarifa Zero

mobilidade6359843_f520Gabriel Brito e Valéria Nader entrevista Lucio Gregori, Correio da Cidadania, 21 de junho de 2013

Após provocar uma semana de históricas convulsões sociais que continuam chacoalhando o país, o Movimento Passe Livre obteve sua primeira vitória em praticamente dez anos de luta contra os preços e reajustes das tarifas do transporte coletivo. Para analisar o assunto, que seguirá em foco, o Correio da Cidadania entrevistou Lucio Gregori, ex-secretário de transportes de Luiza Erundina e um dos precursores do projeto Tarifa Zero, no mandato petista na cidade de São Paulo da virada dos anos 80 para os 90.

Para ele, o passe livre não é nenhuma utopia de jovens “vândalos” e “desocupados”, como gostava de cunhar a mídia, até ser posta de joelhos e mudar seu tom. Inclusive, a extinção da tarifa reduziria outros custos operacionais em geral excluídos do debate. Ele também escancara um impressionante detalhe que continua despercebido: a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada pela presidente Dilma. “De acordo com essa lei, os contratos de concessão podem ter duas tarifas: a tarifa de remuneração ao empresário, que corresponde ao custo operacional do serviço; e também a tarifa pública, aquela que o usuário paga. Ou seja, a tarifa pública é decidida pelo poder público”, explica. Isso significa que zerá-la é uma questão de vontade política, que sequer deixaria de remunerar o concessionário. Continue lendo

Tarifa Zero

imagesPaulo Sandroni, http:/sandroni.com.br, 3 de junho de 2013

Durante o mandato de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo (1989-1992) o Executivo enviou uma proposta de Tarifa Zero à Câmara de Vereadores. A ideia foi do Lucio Gregori então Secretario de Transportes coadjuvado pelo Jairo Varoli então Presidente do CET. Como Presidente da CMTC, empresa pública encarregada da operação e gestão do serviço de ônibus em São Paulo encampei imediatamente a proposta por reconhecer as enormes vantagens não apenas sociais, mas também econômicas e políticas que ela significava. Levamos a proposta à Luzia Erundina que imediatamente deu luz verde para que transformássemos a ideia em um projeto de lei a ser rapidamente encaminhado á Câmara de Vereadores. Percebendo o impacto do projeto e especialmente seus alcances políticos, a oposição que no momento mantinha maioria na Câmara de Vereadores rejeitou a proposta, e a tarifa zero não pode ser colocada em prática. Continue lendo

Por uma vida sem catracas

logo-passe-livre-campanha-de-sao-pauloA boa utopia é sempre tópica, situada, se define pela mensagem voltada para o potencial de produzir experiências, de conectar idéias, sugere um caminho programático com base na sua autonomia quanto aos poderes dominantes

Cunca Bocayuva,  Canal Ibase, 18 de junho de 2013

Car@s amig@s, sem tentar tecer considerações sobre o óbvio acho que podemos sair em defesa do protesto social no Rio de Janeiro, em Paris ou em Istambul. Distintas razões estão levando ao protesto social a primeira geração global pós-neoliberal e pós-internet. Uma grande resistência começa a ser criada para fazer frente ao processo distópico, de destruição programada dos direitos econômicos, sociais e culturais. Vemos hoje os primeiros ensaios de uma convergência e interação de vozes e corpos, que se manifestam pelas redes e nas cidades. Continue lendo

Manifestantes planejam ampliar ações na Copa das Confederações

EBC7DDDB9BB9D0B38CFFA894391Motivados pela grande repercussão do protesto contra o aumento das tarifas de ônibus e metrô em São Paulo na quinta-feira, movimentos contrários às obras para a Copa do Mundo de 2014 pretendem aproveitar o início da Copa das Confederações, neste fim de semana, para realizar uma série de manifestações e dar mais visibilidade às suas demandas.

BBC Brasil, 14 de junho de 2013

O Comitê Popular da Copa, grupo que tem entre suas principais bandeiras o fim das remoções de moradores para obras do Mundial, vem realizando desde a quarta-feira ações nas 12 cidades que sediarão jogos do torneio. Uma delas ocorreu nesta sexta em Brasília, quando cerca de 300 manifestantes bloquearam uma via no centro da cidade com pneus em chamas. Continue lendo

Queima do lixo a galope, apesar da lógica e da lei

incineradorWashington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de abril de 2013

Vai e volta sem chegar a consenso a discussão sobre o destino do lixo, dos resíduos sólidos e orgânicos, tantos são os interesses envolvidos. Neste momento, o centro do debate está em torno da decisão ou intenção de alguns municípios paulistas, principalmente da Região Metropolitana de São Paulo – Mogi das Cruzes, Barueri, São Bernardo do Campo -, de partir para projetos de incineração de resíduos.

Barueri, por exemplo, que hoje leva seu lixo para 30 quilômetros de distância, vai aplicar R$ 160 milhões na instalação de uma usina que incinerará, a uma temperatura de 800 graus, 90% dos resíduos, a um custo de R$ 44,6 milhões anuais (Folha de S.Paulo, 6/4). Mogi das Cruzes e outros cinco municípios terão um projeto conjunto para incinerar 500 toneladas diárias. O Conselho do Instituto Pólis, por exemplo, já condenou o projeto, não só por causa dos riscos da incineração (emissão de dioxinas e furanos, cancerígenos, dependendo da temperatura), como pelos prejuízos para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Continue lendo

Caminhos para enfrentar o Frankenstein urbano

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 22 de março de 2013

Muitos leitores deste jornal devem ter tomado um susto na quinta-feira da semana passada ao lerem a mais do que contundente entrevista do respeitado arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, dono de um currículo admirável, que inclui, entre muitas criações, a participação no projeto de construção de Brasília, a rede de hospitais Sarah e, com Darcy Ribeiro, a criação do conceito dos centros de educação integral, os Cieps, para manter o aluno na escola durante todo o dia, fornecer alimentação, assistência médica e psicológica, esporte e muito mais – além de um sistema de ensino exemplar. Continue lendo

Para a vitória não se transformar em derrota: o PSOL e as eleições municipais de 2012

Freixo na Lapa

Coordenação Nacional do Enlace, novembro de 2012

Nas eleições municipais, os grandes blocos nacionais em disputa – o governo social-liberal e os partidos que o apoiam, a oposição de direita e a oposição de esquerda – se enfrentam num contexto em que pesam, para além das polarizações nacionais, questões locais variadas. Continue lendo

Os custos pesados do trivial variado

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de outubro de 2012

É quase inacreditável, mas o próprio ministro interino de Minas e Energia admite (Estado, 23/10), após apagões, que “o sistema elétrico do Distrito Federal não é confiável”. Se não é confiável lá na capital da República, sede do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em mais alto nível, ao lado de centenas de órgãos e instituições, onde o será? (No momento em que estas linhas estão sendo escritas, em Goiânia, começa mais um dos blecautes que acompanham chuvas; segue-se com bateria de computador e luz de velas.)

A informação sobrevém à de que “a seca levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico a acionar as usinas térmicas a óleo combustível” (poluentes). E à de que 32 parques eólicos (não poluentes) estão prontos, mas não podem operar e fornecer energia porque as linhas para ligá-los às redes de transmissão não foram instaladas (19/10). E este ano já aconteceram 63 amplos “apagões” (21/10). Ainda assim, só planejamos multiplicar a energia eólica (que é competitiva com a das hidrelétricas) por quatro, passando de 2 GW para 8 GW até 2015. No mundo, calcula-se que essa forma de energia possa chegar até a 18 trilhões de watts (FEA-USP, 23/10), como diz o livro Energia Eólica, coordenado pelo professor José Eli da Veiga. Já a energia solar aumentou 20% em uma década. Melhor passar a outro assunto, neste trivial variado, para não correr o risco de entrar também pelo imbróglio das concessões de hidrelétricas. Continue lendo

Desencanto com a política na eleição em São Paulo

O desencanto com a política domina esta eleição em São Paulo como nunca se viu antes, nem mesmo na época do regime militar, em que não havia eleições diretas para prefeitos de capitais, governadores e, claro, presidente da República.

Ricardo Kotscho em artigo no seu blog, 4 de outubro de 2012

Nem parece que estamos a menos de 72 horas da abertura das urnas eletrônicas. O único sinal de que teremos eleições em São Paulo neste domingo se vê nas bandeiras empunhadas por cabos eleitorais contratados pelas campanhas e se ouve nos carros de som tocando jingles dos candidatos. O desencanto com a política domina esta eleição em São Paulo como nunca se viu antes, nem mesmo na época do regime militar, em que não havia eleições diretas para prefeitos de capitais, governadores e, claro, presidente da República.

O que mais tenho ouvido por onde passo é gente falando que, se pudesse, nem iria votar. Não há discussões acaloradas entre eleitores dos candidatos que ainda disputam uma vaga no segundo turno, não se vê carros com adesivos, a não ser os que estão a serviço das campanhas, não há interesse em pegar os panfletos distribuídos nas ruas. Continue lendo

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