Capital financeiro e mudança climática

drought_2398818bEstamos diante de um conflito de dimensões históricas: de um lado, a comunidade científica advertindo para que não se queime as reservas de combustíveis fósseis, do outro, as empresas e investidores que possuem interesses em realizar seus ativos (extrair e usas essas reservas). Quem prevalecerá?

Alejandro Nadal, La Jornada / IHU On-line, 6 de fevereiro de 2012. A tradução é do Cepat.

As forças do capital financeiro tornarão muito difícil frear a mudança climática. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global. Continue lendo

Financialization and the World Economy

The Real News, October 1, 2012

Jerry Epstein: Financialization of the economy has been developing since the late 19th century and is now at historic levels

A perda das Bolsas na crise: US$ 10 trilhões viraram pó

 [Embora esta artigo não entre na discussão sobre capital fictício, fornece informações relevantes para dimensionar o impacto da crise sobre a acumulação global de capital, J.C.]

Lucianne Carneiro, O Globo, 9 de setembro de 2012

Bolsas no mundo ainda estão bem abaixo de 2008. Crise será longa, dizem economistas

As bolsas de valores em todo o mundo ainda amargam uma perda de US$ 10,6 trilhões em relação a 2008, quando a crise global se agravou, culminando com a quebra do Lehman Brothers, que completa quatro anos no próximo dia 15 de setembro. Apesar do longo tempo passado desde o marco do início da turbulência financeira, o clima de incertezas permanece. Especialistas estimam que a crise continuará por alguns anos e, no melhor dos cenários, estamos fadados a um período prolongado de baixo crescimento. O desdobramento da crise da dívida na Europa e o abismo fiscal nos Estados Unidos são as principais preocupações de economistas para o cenário atual. Continue lendo

El gran despilfarro: La crisis bancaria en España

Declaración econoNuestra, 16 de Mayo de 2012

La nacionalización parcial de Bankia, intervención de hecho de la entidad, llevada a cabo por el gobierno del Partido Popular, es un hito importante, y no el último, en el desarrollo de la grave crisis en la que está instalado el sistema bancario.

La forma en la que se ha realizado la intervención es tanto un reflejo de las contradicciones que recorren al PP, como de la falta de profesionalidad de sus dirigentes, en un tema en el que deberían tener interés en aparecer como gente capaz. Un suceso tan relevante como la nacionalización de una entidad sistémica, señalada públicamente como tal por el FMI, ha sido ejecutado con improvisación, filtraciones y titubeos. Fácilmente se podría haber disparado el pánico de los depositantes, con lo que alguna modalidad de “corralito” habría sido una realidad en nuestras tierras. Continue lendo

A crise do euro bate às portas da City londrina

Em julho, um relatório revelou que os bancos britânicos têm cerca de 300 mil milhões de dólares investidos em títulos dos chamados PIIGS. Um efeito dominó do euro produziria um buraco nas finanças dos bancos.

Marcelo Justo, Carta Maior, 29 de dezembro de 2011

O Reino Unido enfrenta a sua segunda recessão em três anos, tem o índice de desemprego mais alto desde 1994 e seu nível de vida caiu em 2011 pelo quinto ano consecutivo, mas na City a festa continua. É certo que os banqueiros não gozam do favor da opinião pública, é verdade que os indignados que acamparam há mais de dois meses nas fronteiras da City são uma pedra no sapato, e não resta dúvida que, como em “A Máscara da Morte Rubra”, de Edgar Allan Poe, a peste do euro é um fantasma que está a bater à porta, mas enquanto não há sinais de contágio, a City pode alardear uma saúde juvenil. Continue lendo

Goldman Sachs: O traço comum de Mario Draghi, Mario Monti e Lucas Papademos

Draghi (atual presidente do BCE), Monti e Papademos (novos primeiros ministros da Itália e da Grécia) têm um traço comum que os liga: o banco Goldman Sachs. Mas existe outra ligação entre Monti e Papademos, são ambos da Comissão Trilateral.

Esquerda.net, 16 de novembro de 2011

Mário Draghi, novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti (novo primeiro-ministro de Itália) e Lucas Papademos (novo primeiro-ministro da Grécia), têm uma forte ligação comum: pertencem ao “governo Sachs” europeu, segundo refere o jornal francês “Le Monde”. O jornal salienta ainda que o banco norte-americano “teceu na Europa uma rede de influência única” com fortes ligações “tanto subterrâneas, como públicas”. Continue lendo

Europa gravemente herida

Guillermo Almeyra, La Jornada, 6 de noviembre de 2011

El socialista Giorgios Papandreou no quiso pasar a la historia de Grecia como el hombre que anuló la soberanía nacional para salvar a los banqueros y aceptó un estatus semicolonial para su país, con funcionarios extranjeros que controlarían su economía y su política. Para salvar su responsabilidad pidió un voto de confianza en el Parlamento y, sobre todo, convocó para diciembre un referéndum popular para que la ciudadanía decida si acepta o no el plan que, a costa de los griegos, permitiría a los grandes banqueros salir del brete donde se metieron. Después, tras perder su mayoría absoluta en el Parlamento y bajo presión franco-alemana, anuló el referéndum y tratará de formar un gobierno de unidad nacional con la derecha, aún más débil y desprestigiado que el actual.

La Unión Europea (léase los capitales franco-alemanes y sus agentes gubernamentales), ante esa crisis, abandona a Grecia a su suerte (que la llevará, casi seguramente, a la cesación de pagos de la deuda, a la salida de la zona euro, la creación de una moneda propia y la devaluación de la misma –y, por consiguiente, de los ingresos de los griegos– y que podría llevarla, incluso, a una revolución). Continue lendo

Quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência?

Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”.

Oscar Ugarteche e Leonel Carranco, Esquerda.net, 29 de setembro de 2011

A má situação do Bank of America

O Bank of America, – o banco mais importante dos Estados Unidos em activos e empréstimos – está a passar por graves problemas financeiros em tal grau que pode ser comprado pelo JP Morgan, assim anunciou a 23 de Agosto de 2011 o Wall Street Journal através do seu blogue 24/7 Wall St. 1 com base em rumores que estão a ganhar força dentro da praça financeira norte-americana. A transacção de compra seria feita com a ajuda do governo norte-americano o qual desembolsaria cerca de 100 mil milhões de dólares. Continue lendo

O problema “Wall Street” do Brasil

Tirando os interesses do setor financeiro, não há razões para sacrificar crescimento para reduzir a inflação.

Mark Weisbrot, Folha de S.Paulo, 31 de agosto de 2011

A economia brasileira está crescendo mais devagar, mas o governo está reduzindo seus gastos para aumentar seu superavit primário, algo que pode desacelerar a economia ainda mais. A produção industrial caiu 1,6% em junho, e a atividade econômica caiu pela primeira vez desde 2008. Continue lendo

Dívida dos ricos chega a 61% do PIB global

Endividamento chega a US$ 42 trilhões nos países desenvolvidos

Fernando Dantas, O Estado de S.Paulo, 23 de abril de 2011

RIO – A dívida de um punhado de países ricos aumentou em US$ 16 trilhões (mais que o PIB americano) desde 2007, e atinge hoje US$ 42 trilhões, ou 61% do PIB global, representando uma das principais ameaças à recuperação da economia mundial. Continue lendo

Para impedir uma nova crise alimentar

Jim Harkness,  IATP / Carta Maior, 24 de março de 2011

Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita. Continue lendo

Dos 12 novos bilionários brasileiros em 2010, 08 são banqueiros

Auditoria Cidadã da Dívida, 10 de março de 2011

O Jornal O Globo divulga a pesquisa da Revista Forbes, mostrando que em 2010, o número de bilionários brasileiros cresceu de 18 para 30, ou seja, um crescimento de 67%.

Destes novos 12 bilionários, nada menos que 8 são banqueiros, refletindo a ampla lucratividade do setor no país, gerada pelos imensos ganhos com as taxas de juros mais altas do mundo, incidentes sobre a dívida pública e também sobre os empréstimos a pessoas em empresas. Como os bancos aplicam boa parte de seu capital na dívida pública, com alta rentabilidade, não lhes interessa emprestar dinheiro a juros baixos. Continue lendo

Uma verdadeira máquina de fazer milhões

Pablo Pardo, El Mundo / Esquerda.net, 15 de janeiro de 2011

Sergei Aleynikov foi declarado culpado por roubar um algoritmo. Pode ficar dez anos na prisão. Um algoritmo é, segundo o Dicionário da Real Academia [Espanhola], “um conjunto ordenado e finito de operações que permite solucionar um problema”. E também “um método e notação das diferentes formas de cálculo”. Ninguém conhece os detalhes do algoritmo que Aleynikov roubou. Mas uma coisa é clara: é uma ferramenta matemática que permite ao seu prorietário, o banco de investimento Goldman Sachs, ganhar milhões por ano. Continue lendo

From Marx to Goldman Sachs: The Fictions of Fictitious Capital

As published in Critique, based on a presentation given at the China Academy of Sciences, School of Marxist Studies in Beijing in November 2009, and at the Left Forum in New York City, March 20, 2010.

Michael Hudson, michael-hudson.com, July 30, 2010

Classical economists developed the labor theory of value to isolate economic rent, which they defined as the excess of market price and income over the socially necessary cost of production (value ultimately reducible to the cost of labor). A free market was one free of such “unearned” income – a market in which prices reflected actual necessary costs of production or, in the case of public services and basic infrastructure, would be subsidized in order to make economies more competitive. Most reformers accordingly urged – and expected – land, monopolies and banking privileges to be nationalized, or at least to have their free-lunch income taxed away. Continue lendo

WikiLeaks: Máquina de guerra econômica

Se o ciber-ataque de Assange contra os grandes bancos for o que foram as manifestações pelos direitos civis contra outras instituições, o que Wall Street usará como canhões d’água para “dispersar” os manifestantes?

Laura Flanders, The Notion (Blog da The Nation) / Esquerda.net, 5 de janeiro de 2011

Até agora, a WikiLeaks têm concentrado os seus esforços na política externa dos EUA, das guerras à diplomacia. Embora poucas acções concretas tenham sido tomadas em resposta às fugas, o próximo alvo da WikiLeaks pode desencadear uma reacção diferente. Continue lendo

Economic Prediction for 2011: Profits for Wall St, More Pain for Main St

Robert Reich, RobertReich.org, 30 de dezembro de 2010

What will happen to the US economy in 2011? If you’re referring to profits of big corporations and Wall Street, next year is likely to be a good one. But if you’re referring to average American workers, far from good.The two American economies – the Big Money economy and the Average Working Family economy – will continue to diverge. Corporate profits will continue to rise, as will the stock market. But typical wages will go nowhere, joblessness will remain high, the ranks of the long-term unemployed will continue to rise, the housing recovery will remain stalled, and consumer confidence will sag. Continue lendo

O mandamos a los banqueros a la cárcel o la economía no se recuperará

Joseph Stiglitz, Sin Permiso, 6 de deciembre de 2010

Como no se han cansado de repetir el economista James Galbraith y el economista y penalista William Black, no podemos resolver la crisis económica a menos que metamos en la cárcel a los delincuentes que han cometido actos fraudulentos. Y el ganador del premio Nobel de economía George Akerlof ha demostrado que la negligencia en punto a castigar a los delincuentes de guante blanco, y a fortiori, el rescatarlos, crea incentivos para que se cometan más delitos económicos y se proceda a una ulterior destrucción de la economía en el futuro. El premio Nobel de economía Joseph Stiglitz acaba de expresar la misma idea. El pasado 20 de noviembre declaró lo que sigue a Yahoo’s Daily Finance:

Es un asunto realmente importante y nuestra sociedad debe comprender cabalmente. Se supone que el sistema jurídico es la codificación de nuestras normas y de nuestras creencias, de lo que tenemos que hacer para que nuestro sistema funcione. Si se percibe un carácter explotador en nuestro sistema jurídico, entonces la confianza en todo nuestro sistema comienza a erosionarse. Y ese es realmente el problema que tenemos ahora. Continue lendo

A revolução monetária de Eric Cantona

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Valor, 7 de dezembro de 2010

Enquanto se agrava a saúde financeira dos periféricos da Eurolândia, grassa o dissenso entre as autoridades do Velho Continente. Diante de tal confusão e da arrogância dos mercados que, diga-se, foram salvos da derrocada pela ação generosa dos bancos centrais e dos Tesouros, o francês Eric Cantona, ex-atacante do Manchester United, recomendou aos concidadãos que saquem o dinheiro de suas contas e levem a grana para casa. Marcou a data: 7 de dezembro de 2010.

Li em um site de notícias que Cantona divulgou um vídeo para apoiar a campanha da associação de ajuda social francesa Abbé Pierre, uma das mais conhecidas do mundo na defesa dos pobres e das pessoas sem domicílio fixo. “Se 20 milhões de pessoas forem ao banco levantar o dinheiro, o sistema afunda-se e a revolução faz-se sem armas nem sangue, é tudo muito simples”, acrescentou o agora ator. “Depois as pessoas vão nos ouvir, podem crer”, concluiu. Até a semana passada mais de 12 mil internautas haviam aderido à “revolução monetária e financeira” proposta pelo ex-jogador. Continue lendo

O dilema de Eric Cantona

O ex-jogador de futebol lidera um protesto que convoca a retirar os fundos dos bancos, embora o verdadeiro risco do sistema seja o pânico dos economizadores.

Ramón Muñoz, El País, 6 de dezembro de 2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

O ex-jogador de futebol francês Éric Cantona lançou no último dia 8 de outubro um protesto inaudito e divisor contra o dogma que os governos de todo o mundo estão aplicando para salvar seus sistemas financeiros a todo o custo, embora os bancos tenham sido em grande parte os responsáveis dessa crise, e seu resgate signifique sacrifícios sociais extremos. Continue lendo

Wikileaks’ Next Target: A Major US Bank

Sahil Kapur, Raw Story, November 30, 2010

He’s been relentlessly revealing some of the US government’s most deeply held secrets, but for his next act, Wikileaks founder Julian Assange says he will expose the corruption of a major American bank. Continue lendo