Capital financeiro e mudança climática

drought_2398818bEstamos diante de um conflito de dimensões históricas: de um lado, a comunidade científica advertindo para que não se queime as reservas de combustíveis fósseis, do outro, as empresas e investidores que possuem interesses em realizar seus ativos (extrair e usas essas reservas). Quem prevalecerá?

Alejandro Nadal, La Jornada / IHU On-line, 6 de fevereiro de 2012. A tradução é do Cepat.

As forças do capital financeiro tornarão muito difícil frear a mudança climática. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global. Continue lendo

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Espanha: medidas visam salvar a banca alemã

O objetivo dos cortes orçamentais anunciados pelo governo Rajoy tem pouco a ver com recuperar a economia espanhola, mas sim com o pagamento da dívida, com altos juros, aos bancos europeus, incluindo aos alemães.

Vicenç Navarro, Esquerda.net, 12 de julho de 2012

Uma das teses promovidas com mais afinco nos círculos neoliberais do país é que a Espanha entrou e permanece em crise devido aos seus excessivos gastos públicos e à falta de disciplina fiscal. Desta tese conclui-se que é preciso reduzir os gastos públicos e recuperar a famosa disciplina fiscal, reduzindo o défice público para alcançar o nível exigido pelo Pacto de Estabilidade (3% do PIB). Continue lendo

Veja como dois banqueiros levam a Europa à ruína

Durante um ano, o Deutsche Bank e o Banco Central Europeu fizeram-nos acreditar que o que se passa na Grécia seria desastroso para a Europa. Estavam a mentir com quantos dentes têm na boca.

Jérôme E. Roos/ROAR (Reflections on a Revolution), Esquerda.net, 15 de junho de 2011

Durante um ano, o Deutsche Bank e o Banco Central Europeu fizeram-nos acreditar que o que se passa na Grécia seria desastroso para a Europa. Estavam a mentir com quantos dentes têm na boca. Continue lendo

A eutanásia da classe média nos EUA e na Europa

Michael Hudson e Jeffrey Sommers, Sin Permiso / Carta Maior, 14 de março de 2011

O grosso das riquezas acumuladas na história foi adquirida ou mediante a conquista armada de terras ou por meio de concessões políticas privilegiadas, como foi o caso dos terrenos públicos presenteados para a construção das ferrovias nos EUA no século XIX. As grandes fortunas norte-americanas foram construídas com o saque do domínio público de terras, empresas e direitos de monopólio, porque os principais ativos estavam no domínio público. A história agora se repete na Europa e nos EUA. Contra a sugestão de John Maynard Keynes de realizar a “eutanásia do rentista”, querem eutanasiar a classe média. O artigo é de Michael Hudson e Jeffrey Sommers. Continue lendo

Why Isn’t Wall Street in Jail?

Amy Goodman interview Matt Taibbi, DemocracyNow.org, February 22, 2011

“Nobody goes to jail,” writes Matt Taibbi in the new issue of Rolling Stone magazine. “This is the mantra of the financial-crisis era, one that saw virtually every major bank and financial company on Wall Street embroiled in obscene criminal scandals that impoverished millions and collectively destroyed hundreds of billions, in fact, trillions of dollars of the world’s wealth.” In an interview with Democracy Now!, Taibbi explains how the American people have been defrauded by Wall Street investors and how the financial crisis is connected to the situations in states such as Wisconsin and Ohio.

Especuladores financieros están invirtiendo en el mercado de materias primas y subiendo precios

María Esperanza Sánchez, BBC Mundo, 7 de enero de 2011

“El costo de una taza de chocolate se disparará”, rezaba un titular de un diario del Reino Unido a fin de año. “La taza de café te costará más”, decía otro artículo, esta vez en Japón. Y todo en momentos en que el invierno en el hemisferio norte hace más necesario un buen sorbo de esas bebidas. Ambos titulares reflejan el aumento en los precios del cacao, por un lado, y del café y el azúcar, por el otro. Continue lendo

A century since Hilferding’s `Finanz Kapital’ — again, apparently, a banker’s world?

Patrick Bond, Link, November 19, 2010

The power and reach of financial institutions, not to mention the resulting superprofits, are the source of widespread, often extreme frustration. Industrialists, small businesspeople, government leaders, workers, consumers, environmentalists, the Greeks and Irish (and similar Third Worlders), and indeed all debtors have suffered usurious, speculative or bailout-related decimation of their resources over the past thirty years.

A shared critique of banks today, we’d all agree, includes: too much control, too much out-of-control investing, and too much revolving-door crony capitalism connecting financiers to state “regulators”, of which the Wall Street-Washington crew appear the most corruptly profligate. Continue lendo

Nações Unidas recomenda CPMF global para o clima

Grupo formado para pensar em como arrecadar os US$ 100 bilhões anuais necessários para combater o aquecimento do planeta aconselha a criação de um imposto sobre transações financeiras internacionais e um piso para o comércio de permissões.

Fabiano Ávila, CarbonoBrasil, 8 de novembro de 2010

O Grupo de Conselho de Alto Nível em Financiamento para as Mudanças Climáticas, criado pelas Nações Unidas em 2009, reúne algumas das personalidades mais influentes das negociações do clima e do mundo financeiro. Estão presentes nele, por exemplo, o secretário climático britânico Chris Huhne, o economista Nicholas Stern e o mega-investidor George Soros.

Depois de 10 meses de trabalho, o Grupo divulgou na última sexta-feira (5) o relatório final com o que acredita serem as melhores maneiras de conseguir angariar US$ 100 bilhões por ano, quantia que a ONU estima ser necessária para financiar a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Continue lendo

De las tramas piramidales a la complejidad autolimitada?

Jorge Riechmann, Anticapitalistas, 17 de septiembre de 2010

Ponencia en la Primera Universidad de Verano de Izquierda Anticapitalista (Banyoles, 25 de agosto de 2010)

Pirámides
En los últimos tres años –desde que comenzó la actual crisis financiera y económica en 2007— hemos oído hablar de pirámides con cierta frecuencia. Por ejemplo, de los delictivos esquemas piramidales tipo Ponzi, entre los cuales destaca por su magnitud el “caso Madoff” (que estalló en diciembre de 2008). Continue lendo

Tombo de US$ 17 trilhões

Bruno Villas Bôas, O Globo, 13 de setembro de 2010

As bolsas de valores em todo o mundo encolheram US$ 17 trilhões em valor de mercado com a crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos. Esse valor é a diferença entre a soma de todas as ações dos mercados de 84 países em 30 de outubro de 2007, quando bateram o recorde histórico de US$ 62,2 trilhões, e o fechamento na última sexta-feira (US$ 45,2 trilhões), segundo dados da Bloomberg. Continue lendo

Karl Marx manda lembrança

Cesar Benjamin, Folha de S.Paulo, 20 de setembro de 2008

O que estamos vendo não é erro nem acidente. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Em meados do século 19, Karl Marx já havia revelado como este jogo se dá.

As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam “comportamento racional”. Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação. Continue lendo

A moeda, o crédito e o capital financeiro

Ao estatizar duas de suas maiores empresas de financiamento hipotecário, os EUA deram uma aula, curta, sintética e brilhante, sobre a natureza do capitalismo, e sobre o funcionamento dos seus mercados. Neste sistema, não existe um “conflito perene” entre a política e o mercado, mas uma sólida aliança entre o poder e a finança.

José Luís Fiori Continue lendo

Os que mais apregoam rigor orçamentário são os maiores responsáveis pela crise

Francisco Louçã é entrevistado por Nuno Teles

Nesta entrevista divulgada em vídeo postada no site Esquerda.net e publicada na revista Esquerda, o economista português, dirigente do Bloco de Esquerda e seu candidato às eleições presidenciais de 2006 analisa a crise internacional e seus reflexões em Portugal, discutindo em particular a dinâmica das privatizações de serviços públicos e seu impacto econômico negativo para a sociedade.

Nuno Teles (NT): Como é que uma crise de um setor muito particular do mercado de crédito norte-americano pode provocar uma crise mundial desta gravidade, que se prolonga há mais de um ano. Continue lendo