A Path to Nowhere: Study Shows Limited Career Ladder in Fast Food Industry

Mijin Cha, Policy Shop Blog, July 26, 2013

Last week, my colleague Joe Hines analyzed how impossible it was to live on the budget McDonald’s outlined for its employees. Among many issues, McDonald’s budget assumed each employee had a second job to help ends meet. Given the low-wages and wage theft prevalent throughout the industry, it’s a wonder that McDonald’s didn’t assume that its workers needed a third job just to make ends meet. Continue lendo

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Un mundo de obesos y famélicos

Esther Vivas, Ets el que menges, 21 de junio de 2013

Hoy, mientras millones de personas en el mundo no tienen qué comer, otros comen demasiado y mal. La obesidad y el hambre son dos caras de una misma moneda. La de un sistema alimentario que no funciona y que condena a millones de personas a la malnutrición. Vivimos, en definitiva, en un mundo de obesos y famélicos. Continue lendo

Protestos – de onde vêm e para onde irão

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 21 de junho de 2013

Ao mesmo tempo que se amiúdam na comunicação análises preocupadas com a situação econômica do País, vão-se tornando mais frequentes também manifestações populares de inconformismo e desapreço por governos, de protesto contra preço e qualidade de transportes, custo de vida, insatisfação com a saúde e educação ou ainda por causa do custo de construção de estádios de futebol. Que significado político mais amplo podem ter? Muitos, certamente. Mas índices de inflação e custos de alimentos têm tido presença importante. Continue lendo

Over half the world’s population could rely on food imports by 2050 – study

alimentar-ou-toxinfeccao-alimentar-1-335Potsdam Institute projection suggests population growth would increase imported food, even without climate change

Kate Ravilious, guardian.co.uk, Tuesday 7 May 2013

Tomatoes from Spain, olive oil from Italy, plums from Chile, salmon from Alaska and green beans from Kenya – how often might some of these ingredients end up in your basket? In the UK most people’s shopping trolleys contain a significant proportion of imported foods. But could these foods be grown and produced at home? Which countries are capable of food self-sufficiency? A new series of maps shows which countries could feed their entire population, and which countries are limited by lack of land or water. Continue lendo

Camponeses do mundo, uní-vos!

Esther Vivas, 19 de abril de 2013

Ano após ano, a população camponesa no mundo foi diminuindo. O êxodo rural tornou-se uma realidade palpável no decorrer do século XX, o que levou a uma mudança radical da paisagem e da agricultura camponesa e tradicional. Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, a maioria da população mundial já vivia em cidades.

O Estado espanhol não foi uma exceção. E a agricultura deixou de ser uma das principais atividades econômicas para ser uma prática quase residual. Se, na década de 70, 25% da população ativa ainda trabalhava na agricultura, hoje este número foi reduzido para 4% e significou uma perda de mais de dois milhões e meio de empregos. Os estabelecimentos agrários estão desaparecendo rapidamente. Entre 1999 e 2009, diminuíram em 23%, de acordo com o Censo Agropecuário 2009 do INE. Em breve teremos que pendurar em nossos campos o cartaz de “fechado por morte”. Continue lendo

O custo oculto dos hipermercados

esther_vivasEsther Vivas

A abertura de um grande centro comercial, um supermercado… sempre vem associada à promessa de criação de emprego, dinamização da economia local, preços acessíveis e, definitivamente, ao progresso. Mas será esta a realidade? A distribuição comercial massiva se sustenta em uma série de mitos que, geralmente, sua prática desmente.

A Associação Nacional de Grandes Empresas de Distribuição (ANGED), o patronal da grande distribuição, que agrupa empresas como Alcampo, El Corte Inglês, FNAC, Carrefour, Ikea, Eroski, Leroy Merlin, entre outras, acaba de impor um novo e duro acordo a seus 230 mil empregados. A partir de agora, trabalhar no domingo equivalerá a trabalhar em um dia de semana, e aqueles que até o momento estavam isentos por motivos familiares, também terão que fazê-lo. Desse modo, fica ainda mais difícil conciliar a vida pessoal/familiar com a profissional, em um setor onde a maioria dos trabalhadores é formada por mulheres. Continue lendo

Não é apenas a dengue, os alertas são muitos

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 8 de fevereiro de 2013

Há umas poucas décadas, jornalistas brasileiros tomaram conhecimento, muito surpresos, de que estávamos às voltas com um problema novo, importado do Oriente em cascos de navios que chegavam a nossos portos: a invasão do mexilhão dourado, que entrara pelo Porto de Rio Grande, subira pelo Rio Paraná, já ocupara o reservatório de água e provocava entupimentos graves em turbinas da usina de Itaipu, com sérios prejuízos na paralisação. Mesmo combatido, o mexilhão migrou para o Pantanal, continuou rumo ao norte e chegou à Amazônia. Hoje é quase diária a informação sobre espécies “invasoras”, vindas de outras países, que causam problemas. Os mais graves estão na área de saúde, em que as questões já são muitas, aqui e fora. Continue lendo

Ocupando o sistema agrícola e alimentar

carrefourEsther Vivas, Números rojos, 21 de enero de 2013

Foram ocupadas casas, bancos, alojamentos, salas de aula, hospitais e até supermercados. Foram desobedecidas leis e práticas injustas. Temos reivindicado mais democracia nas ruas, nas instituições, nos bancos … Uma maré indignada questionou e pôs em xeque o atual sistema econômico, financeiro, político… mas é necessário levar essa indignação mais além. E uma das questões pendentes, entre muitas outras, é ocupar algo tão básico como o sistema agrícola e alimentar.

Todo mundo come. A alimentação é essencial para a sobrevivência, mas, embora possa parecer o contrário, não temos o direito de decisão sobre o que consumimos. Hoje, um punhado de multinacionais da indústria agroalimentar decide o que, como e onde se produz e qual será o preço a ser pago por aquilo que comemos. Empresas que colocam os seus interesses empresariais acima das necessidades alimentares das pessoas e que fazem negócios com algo tão imprescindível como a comida. Continue lendo

Alimentos para comer ou jogar fora?

desperdicio2Esther Vivas, Publico, 1 de janeiro de 2013

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz mais comida do que em nenhum outro período na história. A produção alimentar se multiplicou por três desde os anos 60, enquanto que a população mundial, desde então, somente se duplicou. Há alimento de sobra. Mas 870 milhões de pessoas no planeta, de acordo com indicações da FAO, passam fome e 1 milhão e 300 mil toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no mundo, um terço do que se produz. Alimentos para comer ou para jogar fora, esta é a questão.

No estado espanhol, de acordo com o Banco de Alimentos, são jogados fora, a cada ano, 9 milhões de toneladas de alimentos em boas condições. Na Europa este número aumenta para 89 milhões, de acordo com um estudo da Comissão Europeia: 179 quilos por habitante e por ano. Um número que, inclusive, seria muito superior se o referido relatório incluísse também os resíduos de alimentos de origem agrícola gerados no processo de produção, ou os descartes de pescados jogados ao mar. Realmente, calcula-se que na Europa, ao longo de toda a cadeia agroalimentar, do campo aos lares, até 50% dos alimentos saudáveis e comestíveis se perdem. Continue lendo

Um em cada oito tem fome

José Graziano da Silva, Valor, 23 de outubro de 2012

Vasculhar a evolução da luta contra a fome é uma das responsabilidades da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Ela requer o mapeamento e o escrutínio dos acertos, erros e omissões – de governos e da cooperação internacional – diante da latejante abrangência de um mal que tem cura, mas mantém sua desconcertante presença no repertório das vulnerabilidades humanas do século XXI.

A fome não é um estoque, mas uma dinâmica histórica. Impulsionada por fragilidades locais e globais, ela sofre agora as determinações profundas da mais abrangente crise registrada no sistema econômico mundial desde 1930. Não há escassez de oferta ou deficiência tecnológica que justifique a procissão de 870 milhões de pessoas com fome no atual estágio de desenvolvimento humano. 12,5% da população da Terra sobrevive em condições de subnutrição. Continue lendo

France Says No to Genetically Modified Crops, No to Fracking

Common Dreams staff, September 16, 2012

France will maintain its ban on genetically modified crops [GMOs] and will ban fracking, politicians announced during an environmental conference held in Paris Friday and Saturday.

“The government is keeping its moratorium on the cultivation of GMO seeds currently authorized in the European Union,” Prime Minister Jean-Marc Ayrault told the conference in Paris on Saturday.

Reuters reports that the ban specifically targets Monsanto’s MON810 maize, as it is the only GMO currently allowed in Europe. Continue lendo

Oxfam alerta para o agravamento da crise alimentar

Entidade aponta que mudanças climáticas elevarão os preços dos alimentos, que devem pelo menos dobrar nos próximos 20 anos, fazendo com que as famílias mais pobres tenham que gastar 75% do seu rendimento em comida.

Fabiano Ávila, CarbonoBrasil, 6 de setembro de 2012

Segundo dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil, 1.123 cidades brasileiras, reunindo mais de oito milhões de pessoas, estão a enfrentar a pior seca dos últimos 30 anos, que pode estender-se até 2013. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já teria inclusive reduzido a estimativa para a produção de grãos deste ano, o que vai contribuir para a alta dos preços dos alimentos não apenas no Brasil, mas em todo o planeta. Continue lendo

The World is Closer to a Food Crisis Than Most People Realize

Unless we move quickly to adopt new population, energy, and water policies, the goal of eradicating hunger will remain just that

Lester Brown, The Guardian, July 26, 2012

In the early spring this year, US farmers were on their way to planting some 96m acres in corn, the most in 75 years. A warm early spring got the crop off to a great start. Analysts were predicting the largest corn harvest on record.

The United States is the leading producer and exporter of corn, the world’s feedgrain. At home, corn accounts for four-fifths of the US grain harvest. Internationally, the US corn crop exceeds China’s rice and wheat harvests combined. Among the big three grains – corn, wheat, and rice – corn is now the leader, with production well above that of wheat and nearly double that of rice. Continue lendo

A questão dos limites e da desigualdade ficou fora da Rio+20

Passar de quatro milhões para 6,3 milhões de automóveis produzidos anualmente, investir 700 bilhões de dólares em combustíveis fósseis e outros 250 bilhões em estradas, isso vai fazer certamente com que a economia brasileira cresça: mas será que é a melhor forma de responder às necessidades mais importantes de sua população?

IHU On-line entrevista Ricardo Abramovay, IHU On-line, 1 de julho de 2012

“O conteúdo do documento final é especialmente preocupante, pois reflete a resistência governamental em reconhecer que não é possível manter universalmente o pé no acelerador do crescimento econômico (ainda que sob ares verdejantes) sem comprometer ainda mais a capacidade de os ecossistemas prestarem os serviços dos quais todos dependemos”, admite Ricardo Abramovay em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Continue lendo

Indústria porca

Esther Vivas, 19 de abril de 2012

Nas últimas décadas, a produção e o consumo de carne aumentaram em escala mundial. Os padrões de consumo, bem como os métodos produtivos pecuários mudaram radicalmente. Porém, quais os impactos sociais, ao meio ambiente, trabalhistas… da indústria pecuarista? Quem ganha e quem perde nesse negócio? No presente artigo, abordamos ditas questões.

Uma revolução pecuarista?

A partir dos anos 50 a produção de carne em âmbito mundial multiplicou-se por cinco. A produção de porco, seguida pela de frango e de terneiro são as que registraram maiores aumentos(1). O consumo de carne nos países do sul multiplicou-se por dois entre 1964-66 a 1997-99, no qual passaram de consumir 10,2kg anuais por pessoa para 25,5kg; e, para 2030, espera-se um incremento de até 37kg. Porém, esse crescimento tem sido desigual, registrando-se um aumento significativo da demanda no Brasil e na China, enquanto que na África subsaariana as cifras permanecem estancadas. Nos países do Norte se prevê o consumo de carne por pessoa/ano de 88kg em 1997-99 para 100kg em 2030(2). Continue lendo

Especulación con el hambre

Cómo controlar el comercio global de los productos alimentarios básicos

Jean Ziegler, Znet/Le Monde Diplomatique, 15 de marzo de 2012. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Los especuladores financieros invirtieron en futuros relacionados con alimentos incluso antes del gran crac de 2008, aumentando los precios de alimentos a niveles peligrosos. Esto se puede y se debe parar.

La carretera de asfalto era recta y monótona. Los baobabs pasaban unos tras otros y la tierra era amarilla y polvorienta, a pesar de la temprana hora. El aire en el viejo Peugeot negro era asfixiante. Iba viajando hacia el norte, a las grandes plantaciones de Senegal, con Adama Faye, agrónomo y asesor de desarrollo en el extranjero de la embajada suiza, y su conductor Ibrahima Sar. Queríamos evaluar el impacto de la especulación financiera sobre los alimentos, y teníamos las últimas estadísticas del Banco de Desarrollo Africano. Pero Faye sabía que nos esperaba otro tipo de evidencia. En la aldea de Louga, a 100 km de Saint-Louis el coche se detuvo abruptamente. “Venga y vea a mi hermanita”, dijo Faye. “No precisa sus estadísticas para explicar lo que sucede”. Continue lendo

The Other Inconvenient Truth: The Crisis in Global Land Use

As the international community focuses on climate change as the great challenge of our era, it is ignoring another looming problem — the global crisis in land use. With agricultural practices already causing massive ecological impact, the world must now find new ways to feed its burgeoning population and launch a “Greener” Revolution.

Jonathan Foley, Yale Environment 360, October, 5, 2009

It’s taken a long time, but the issue of global climate change is finally getting the attention it deserves. While enormous technical, policy, and economic issues remain to be solved, there is now widespread acceptance of the need to confront the twin challenges of energy security and climate change. Collectively, we are beginning to acknowledge that our long addiction to fossil fuels — which has been harming our national security, our economy and our environment for decades — must end. The question today is no longer why, but how. The die is cast, and our relationship to energy will never be the same.

Unfortunately, this positive shift in the national zeitgeist has had an unintended downside. In the rush to portray the perils of climate change, many other serious issues have been largely ignored. Climate change has become the poster child of environmental crises, complete with its own celebrities and campaigners. But is it so serious that we can afford to overlook the rise of infectious disease, the collapse of fisheries, the ongoing loss of forests and biodiversity, and the depletion of global water supplies?

Although I’m a climate scientist by training, I worry about this collective fixation on global warming as the mother of all environmental problems. Learning from the research my colleagues and I have done over the past decade, I fear we are neglecting another, equally inconvenient truth: that we now face a global crisis in land use and agriculture that could undermine the health, security, and sustainability of our civilization. Continue lendo

Fondos de pensiones: actores claves en el acaparamiento mundial de tierras agrícolas

Grain, 12 de julio de 2011

La adquisición de grandes extensiones de tierras agrícolas está generando conflictos y controversias alrededor del mundo. Un número creciente de informes revelan que estos proyectos son perjudiciales para las comunidades locales y promueven una forma de agricultura inapropiada para un mundo sumergido en una grave crisis alimentaria y medioambiental. Sin embargo, los fondos de inversión siguen fluyendo hacia la compra de tierras agrícolas extranjeras, atraídos como el acero hacia el imán. ¿Por qué? Por los beneficios financiero s potenciales. Entre los mayores inversionistas que buscan sacar provecho de tales adquisiciones se encuentran los fondos de pensiones, con miles de millones de dólares invertidos.

Actualmente, los fondos de pensiones manejan US$ 23 billones en activos, y se estima que alrededor de US$ 100.000 millones están invertidos en el sector de mercancíass o commodities. Y, al parecer, de esta última cifra, alrededor de US$5.000 a 15.000 millones se destinan a la adquisición de tierras de cultivo. Hacia el año 2015, se espera que estas inversiones en mercancías y tierras se dupliquen.

* documento completo en PDF

A contrapelo, junio 2011

Seven Billion Souls and Counting: the Perils of an Overpopulated Planet

The dangers are many — from food shortages to climate change and fears of resulting social tensions and economic crises.

Neal Peirce, The Seattle Times, July 3, 2011

WASHINGTON — The population of Planet Earth is now projected to pass the 7 billion mark this October — up from just 2.5 billion in 1950. One study shows that if today’s explosive birthrates in developing nations continue, the African continent alone, by the end of this century, could have 15 billion people — more than twice the population of the world today.

This won’t happen. As populations age and urbanize, today’s fertility rates — in many poor nations an average of five, even six children for every woman — are bound to recede.

But the speed of the decline depends significantly on whether women have access to family planning and contraception services. Plus legalized abortion. Unwanted pregnancies and abortions are actually declining in countries that have made abortion legal, according to the Guttmacher Institute. Yet it notes that 70,000 women around the world die each year from illegal, often seriously botched abortions. Continue lendo

Vivir del aire?

Eduardo Montes de Oca, Rebelión, 18 de mayo de 2011

Como si definitivamente constituyera un hecho el eterno retorno proclamado por Nietzsche, abierta negación del optimismo en materia de progreso social, la humanidad vuelve a afrontar la fatídica cifra de mil millones de personas sin acceso a los alimentos Es decir, a la posibilidad de la vida.

Sí, alrededor de un sexto de los terrícolas está condenado a la inactividad maxilar -el aire no se mastica, ¿no?-, a no ser que la emprenda con el cuero, las cortezas vegetales, algún que otro prójimo. Crisis en cuya constatación los analistas coinciden, si bien difieren en cuanto a las causas, o a la jerarquía de estas. Porque no todos encuentran la misma fuente en la escalada del dinero necesario para adquirir la cesta global, formada por cereales, oleaginosas, lácteos, carne y azúcar, que desde 1990 analiza la FAO, de portavoces posiblemente afónicos de tanta advertencia. En diciembre de 2010 los precios sobrepasaron el nivel de junio de 2008, cuando provocaron protestas en países tan alejados entre sí como México, Filipinas, la India y Egipto. En los últimos cuatro años se han disparado nada menos que ¡47 por ciento! Continue lendo