Três anos de revoltas conectadas

mani junho BrExistem elementos comuns entre a explosão do movimento espanhol 15M e o nascimento #YoSoy123 no México? Pode-se traçar algum paralelo entre a defesa do Gezi Park, em Instambul, e as revoltas iniciadas pelo Passe Livre no Brasil? Há padrões compartilhados entre as revoltas que sacudiram o mundo desde a centelha da Primaveira Árabe?

Bernardo Gutierrez, Outras Palavras, 20 de janeiro de 2014. A tradução é de Cauê Ameni e Gabriela Leite.

Se levarmos em conta apenas pautas concretas, as revoltas poderiam parecer desconexas. O grito de “Não somos mercadorias nas mãos dos políticos e banqueiros”, do 15M, teria pouco a ver com o “Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar”, das revoltas no Brasil. Occupy Wall Street estaria longe do #YoSoy132 mexicano, que nasceu contra a criminalização de 131 estudantes da Universidade Iberoamericana. No entanto, o imaginário de todas as revoltas parece conectado por algo que escapa à lógica.

O “vamos fazer como em Tahrir” (praça no Cairo, Egito) era um eco dos “quarenta da [Porta do] Sol” que acamparam em Madri na noite do 15 de maio de 2011. “Acabou a mordomia, o Rio vai virar outra Turquia” ressoava nas manifestações iniciais do Rio de Janeiro. O hashtag #TomaLaCalle, que agitou os indignados espanhois, foi reutilizado e remesclado na mobilização peruana de julho do ano passado.

A Anonymous Rio hackeou a conta do Twitter da Rede Globo e colocou três palavras: Democracia real já. E o imaginário do Occupy está presente na maioria das revoltas dos últimos tempos. O que, como e por que flutua no ar uma conexão inexplicável, à primeira vista? Continue lendo

Bye bye Mariano

A paciência é como um copo de água que se enche e enche e enche e, no final, acaba por se derramar. Nunca sabemos qual será a gota definitiva que fará as pessoas saírem à rua, em massa, e dizerem “já basta”. Mas o que é certo é que, mais tarde ou mais cedo, esse momento chega.

Esther Vivas, Esquerda.net, 20 de julho de 2013

Estamos nas mãos de chouriços. Enquanto nos dizem que temos de ter paciência, que cedo chegará o final da crise, que agora sim veremos os, tão cacarejados, brotos verdes, damo-nos conta, já quase sem estupefação, que os mesmos que nos dão lições de austeridade, têm vivido, durante anos, na abundância e na opulência. Roubaram-nos, defraudaram-nos e enganaram-nos. E ainda têm a pouca vergonha de olhar para outro lado. Continue lendo

Após atos, governo não tem interlocutores

protesto-brasilia11A população que se identificou com os movimentos de rua de junho não atendeu à convocação das centrais sindicais para o Dia Nacional de Luta, quinta-feira. Para a socióloga Maria da Glória Gohn, professora da Unicamp e especialista em movimentos sociais, a nova geração de jovens não se identifica com as formas de organização existentes e reage ao modelo de sociedade em que vive, “de muito consumo, mas de qualidade de vida sofrível”.

Marcelo Beraba entrevista Maria da Glória Gohn, O Estado de S. Paulo, 14 de julho de 2013

Autora do recém-lançado “Sociologia dos movimentos sociais” (Cortez Editora), ela respondeu às questões do Estado por escrito logo que desembarcou, quarta-feira, de uma viagem de observação à Turquia, onde uma onda de protestos de rua contesta o governo do primeiro-ministro, Tayyip Erdogan.

Eis a entrevista.

Como define os movimentos de junho no Brasil?

Os movimentos ocorridos em Junho de 2013 em 12 capitais e cidades de médio porte brasileiras foram denominados pela mídia e outros como “manifestações”. De fato eles foram, na maioria das vezes, manifestações que expressam estados de indignação face à conjuntura política nacional. As mobilizações adquiriram, nestes eventos, caráter de movimento de massa, de protesto, revolta coletiva, aglutinando a indignação de diferentes classes e camadas sociais, predominando a classe média propriamente dita; e diferentes faixas etárias, destacando-se os jovens. Os movimentos de Junho de 2013, que provisoriamente chamarei de “Movimento dos Indignados das Praças, Ruas e Avenidas”, focalizam demandas locais, regionais ou nacionais. Atuam em coletivos não hierárquicos, com gestão descentralizada, produzem manifestações com outra estética – não dependem de um carro de som para mover a marcha, não usam bandeiras e grandes faixas de siglas ou palavras de ordem; os participantes tem mais autonomia, não atuam sob a coordenação de uma liderança central. São movimentos com valores, princípios e formas de organização distintas de outros movimentos sociais, a exemplo dos sindicais, populares (urbanos e rurais), assim como diferem dos movimentos identitários (mulheres, quilombolas, indígenas, etc.). Para compreender essa onda de mobilizações, além de identificar as especificidades e diferenças dos jovens em ação, uma questão significativa é: porque uma grande massa da população aderiu aos protestos. Que sentido e significado estes jovens atribuíram aos acontecimentos para transformá-los em movimento de massa com ampla legitimidade? Continue lendo

As esquerdas e os indignados brasileiros

Dilma e RandolfeO movimento que sai as ruas se contrapõe as instituições do estado e do poder, que incluem não só os partidos governantes, mas também as entidades que os apoiam. Mas o “partido das ruas” está vivendo um rápido aprendizado da necessidade de organização e bandeiras políticas claras, que prosseguirá enquanto o “partido da ordem” não conseguir retomar a iniciativa política. Esta situação impõe escolhas estratégicas para cada corrente política do país.

José Correa Leite, 1 de julho de 2013

O movimento dos indignados chegou ao Brasil com toda força, tendo como deflagrador a repressão promovida pela polícia de São Paulo no dia 13 de junho contra a manifestação do Movimento Passe Livre. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, ocorreram protestos em 438 cidades; no dia 20 mais de um milhão estiveram nas ruas. O movimento por transportes e contra a degradação das condições de vida nas cidades catalisou a indignação popular com a podridão do sistema político brasileiro e encontrou nas negociatas do governo brasileiro com a FIFA um novo alvo: “Queremos educação e saúde padrão FIFA”. Todos os dias novos protestos, dos mais distintos setores sociais, pipocam pelas principais cidades do país.

Indignados por toda parte

Nascido nas praças árabes na luta contra as ditaduras, reproduzido na Praça do Sol em Madrid e na Praça Syntagma em Atenas, o movimento global dos indignados chegou aos Estados Unidos onde produziu o Occupy Wall Street, que se espalhou por todo o país. Ecoou na luta dos estudantes chilenos, quebecoises, mexicanos e colombianos. Mirou o autoritarismo do governo islâmico da Turquia tendo como ponto de partida a defesa do Parque Gize em Istambul. Onde tinha alvos claros, como no Egito e na Tunísia contra as ditaduras, no Chile e no Canadá por educação para todos ou no Brasil por transportes vem sendo capaz de arrancar conquistas aos governantes. É hoje evidente que os indignados não são exceções, mas a nova configuração geral do movimento de massas que emerge em resposta à crise geral do sistema capitalista depois de 2008. Continue lendo

Rede Globo, o povo não é bobo

globoPlínio de Arruda Sampaio Jr., Correio da Cidadania, 24 de Junho de 2013

Assustada com as mobilizações populares que romperam duas décadas de marasmo político e letargia social, após um momento de grande perplexidade, a ordem estabelecida deu uma primeira resposta à revolta social que toma conta do Brasil. Seu ponto de vista aparece de maneira escancarada na estética e no discurso da grande mídia falada e escrita. Não por acaso, as grandes redes de televisão tornaram-se um dos alvos preferenciais da fúria popular, ao lado de outros símbolos do poder burguês e da modernidade fútil – os prédios públicos, os bancos, as concessionárias de automóveis.

Por representar o que há de mais comprometido com tudo o que há de pior do capitalismo selvagem, a perspectiva da Rede Globo é emblemática de como a plutocracia brasileira enxerga as mobilizações populares que abalam a “paz social” e ameaçam seus privilégios seculares. As imagens da Rede Globo são quase que invariavelmente feitas a partir de duas perspectivas: do alto das coberturas dos prédios e dos helicópteros ou atrás da tropa de choque. É uma verdadeira metáfora de como a burguesia lida com o conflito social: distante dos problemas da população e em oposição frontal a quem luta por direitos coletivos. Continue lendo

Indignarse, patrimonio de la humanidad. Ahora, Brasil.

esther vivassEsther Vivas, Publico, 22 de junho de 2013

Inesperada, intempestiva, no anunciada así se presenta la indignación. Lo hemos visto en Túnez, Egipto, Islandia, Estado español, más recientemente en Turquía y ahora en Brasil. La estela indignada llega, de este modo, en dos países geopolíticamente claves. Si hace unas semanas la Primavera Turca sorprendía a propios y a extraños, hoy se repite la historia con el estallido social brasileño.

El ciclo de protesta inaugurado con las revueltas en el mundo árabe sigue abierto. Y a pesar de que todos estos procesos de cambio, de emergencia del malestar de los de abajo, comparten elementos en común, no son ni copia ni calco. Cada un de ellos responde a sus propias particularidades, contextos, experiencias… y así escribirán su historia. Sin embargo, es innegable una dinámica de contaminación mutua, y más en un mundo globalizado, fuertemente conectado y con el papel clave, y potenciador, de las redes sociales y los medios de comunicación.

La indignación expresada estos días en Brasil significa su entrada en el continente latinoamericano, referente de las luchas sociales recientes contra el neoliberalismo y el imperialismo. Aunque las masivas protestas estudiantiles en Chile, en 2011, ya señalaban el hartazgo de la juventud con una clase política supeditada a los intereses de los mercados. La actual protesta brasileña, pero, con todas sus particularidades, reproduce, y a la vez reinventa, discursos, uso de herramientas 2.0, actores… del ciclo de protesta indignado global. Continue lendo

Hemos perdido el miedo como ciudadanos, pero como trabajadores predomina la resignación

Entrevista a Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, autores del libro Planeta Indignado. Ocupando el futuro

Brais Benitez, MasPublico, 11 de noviembre de 2012

El 2011 quedará en la memoria como el año de las revueltas. Las protestas de la primavera árabe prendieron la chispa del 15-M. La ola de movilizaciones fue de Madrid a Barcelona, y de Atenas a Nueva York bajo un sentimiento común: la indignación. Pero, ¿en qué medida podemos relacionar las revueltas árabes con los movimientos indignados? ¿Responden a causas comunes? ¿Estas nuevas formas de movilización han sustituido ya a las protestas sindicales tradicionales? ¿Hasta dónde llega la crisis de la democracia?

Estas y otras cuestiones son las que han abordado Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, en su libro ‘Planeta Indignado. Ocupando el futuro’. Publicado a principios de este año, el ensayo va ya por la segunda edición. En un encuentro con MásPúblico, los autores repasan los temas más destacados del libro, y exponen sus razones por las cuales la sociedad debe avanzar hacia un cambio de sistema. Continue lendo

Espanha: #25S ao resgate da democracia

Esther Vivas, 27 de setembro de 2012

“O chamam democracia e não é ” tem sido a frase dita reiteradamente em praças, manifestações… E na medida que o tempo passa esta consigna ganha cada vez mais sentido. A estigmatização e a repressão contra aqueles que lutam por seus direitos nas ruas não tem feito senão intensificar-se nos últimos tempos.Temos mais crise, mais apoio popular a quem protesta, mais criminalização e mais mão dura. As ânsias de liberdade parecem estar em conflito com a atual “democracia”. Continue lendo

Madrid: Milhares de manifestantes mobilizaram-se para “resgatar a democracia”

 

A iniciativa “Cercar o Congresso” mobilizou milhares de pessoas que se insurgiram contra as medidas de  austeridade e exigiram a demissão do governo de Rajoy e a abertura de um novo processo constituinte “transparente e democrático”.

Esquerda.net, 26 de setembro de 2012

Os manifestantes concentraram-se, na sua maioria, na Praça Neptuno, nos arredores do Congresso dos Deputados, durante o plenário que teve lugar esta terça feira. Para o local foi mobilizado um aparatoso contingente policial, composto por 1300 agentes da polícia de choque, oriundos de 30 dos 52 grupos operacionais das Unidades de Intervenção Policial de toda a Espanha. O local foi ainda patrulhado por polícias a cavalo e por polícias acompanhados de cães.

Alguns elementos terão tentado transpor as barreiras policiais e terão arremessado alguns objetos aos elementos da polícia de choque, ao que estes responderam com inúmeras investidas indiscriminadas contra os manifestantes, e com o recurso a balas de borracha e a gás lacrimogéneo. Ainda assim, a polícia de choque não conseguiu dispersar todas as pessoas que se concentraram no local. Continue lendo

La revuelta de las “banlieues” irrumpe a los 100 días de mandato de Hollande

Gara, 16 de agosto de 2012

Justo cuando François Hollande cumplía los cien días de gracia desde que asumiera la presidencia en El Elíseo, la zona norte de la ciudad de Amiens era escenario de unos enfrentamientos que remiten directamente a las ya cíclicas revueltas en las «banlieues» francesas. Continue lendo

Eleições no México e movimento estudantil #YoSoy132

Neste domingo, realizam-se eleições no México. O (re)candidato Andrés Manuel Lopes Obrador apela a todas e a todos os mexicanos que estejam atentos e vigilantes durante as votações. A ele, juntam-se o movimento estudantil #YoSoy132, que desde Maio tem vindo a exercer um importante papel na democratização do ato eleitoral.

Irina Castro, Esquerda.net, 30 de junho de 2012

Os maias preveem uma grande mudança para 21 de dezembro de 2012, no entanto essa mudança chegará mais cedo à República Mexicana. Mais precisamente amanhã, dia 1 de Julho, quando os Estados Unidos Mexicanos se mobilizarão para decidir em eleições gerais os próximos governos executivos e legislativos. Entre a eleição do governo da federação, dos estados e dos municípios, bem como a eleição dos e das deputadas para o congresso e senadores, muitas são as candidaturas que tem levantado polémicas e incendiado o debate político nos vários níveis de organização da república. No entanto, tem sido a eleição do próximo (ou próxima)1 presidente da república que tem centrado a maioria das atenções e críticas dos mexicanos e mexicanas.

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México: el nuevo movimiento estudantil y el cambio de regimen

Edgard Sánchez*, 10 de junio de 2012

El optimismo, la alegría, el entusiasmo que nos invade estos días con motivo del surgimiento y la expresión de un nuevo movimiento estudiantil y juvenil, representado por el paradigma de #Yosoy132, tiene varias dimensiones sobre las que me quiero referir. Por lo menos tres: la dimensión internacional, el contraste histórico con el movimiento del 68 y la dinámica que tiene hoy en el contexto político mexicano en la lucha contra el régimen oligárquico. Continue lendo

The World Class Struggle: The Geography of Protest

Immanuel Wallerstein, Common Dreams, June 2, 2012

When times are good, and the world-economy is expanding in terms of new surplus-value produced, the class struggle is muted. It never goes away, but as long as there is a low level of unemployment and the real incomes of the lower strata are going up, even if only in small amounts, social compromise is the order of the day.

But when the world-economy stagnates and real unemployment expands considerably, it means that the overall pie is shrinking. The question then becomes who shall bear the burden of the shrinkage – within countries and between countries. The class struggle becomes acute and sooner or later leads to open conflict in the streets. This is what has been happening in the world-system since the 1970s, and most dramatically since 2007. Thus far, the very upper strata (the 1%) have been holding on to their share, indeed increasing it. This means necessarily that the share of the 99% has been going down. Continue lendo

Student-government talks collapse in Quebec ; protesters take to the streets

The following is a slightly improved version of my article appearing on today’s Rabble.ca.

 Roger Annis,  http://www.rogerannis.com, May 31, 2012

”Nothing is working anymore in Quebec City.” So began the report on Radio Canada (French language CBC) of the collapse of negotiations between the Quebec government and the four associations of post-secondary students on strike. Around 4 pm on Thursday, Minister of Education Michelle Courchesne walked out of the talks.

Both sides held press conferences following the collapse. The government explained the sole, effective offer it made (varying only in form) over the four days of talks–to reduce its proposed hike in tuition fees by $35 to $219 for each of the coming seven years and to also reduce proportionately tax credits available to students and their families. Continue lendo

Occupy Together! The conditions for a new internationalism

Neoliberal globalization has pushed for the emergence of a new internationalism. Today, it is the violence of the social crisis in the North that is creating the conditions for a new, new internationalism.

Pierre Rousset, Amandla!, November 1, 2011

Neoliberal globalisation effectively emerged at the beginning of the 1990s, immediately after the implosion of the Soviet Bloc. While it has been the pretext for a powerful attack against social and democratic rights, it has also showed the system’s incapacity to stabilise the new international order, as seen with the 1997–1998 first financial crises, then centred in Asia. Since then, the crises have succeeded each other, up until 2008, when their epicentre became the North, first the USA with the sub-primes, and today the European Union. Continue lendo

Los retos del movimiento del 15 de mayo

Carlos Taibo, Rebelión, 4 de marzo de 2012

El futuro del movimiento del 15 de mayo depende de factores varios: si uno de ellos es la condición de las políticas de nuestros gobernantes, otro lo aportan circunstancias azarosas de muy difícil consideración. Pero, por encima de todo, el porvenir del movimiento depende de la capacidad de éste para hacer frente a un puñado de retos que se presentan en su horizonte inmediato. Identificaremos aquí diez de esos retos. Continue lendo

A esquerda mundial após 2011

Immanuel Wallerstein, Outras palavras, 3 de janeiro de 2012. Tradução de Daniela Frabasile

Por qualquer ângulo, 2011 foi um bom ano para a esquerda mundial – seja qual for a abrangência da definição de cada um sobre a esquerda mundial. A razão fundamental foi a condição econômica negativa, que atinge a maior parte do mundo. O desemprego, que era alto, cresceu ainda mais. A maioria dos governos enfrentou grandes dívidas e receita reduzida. A resposta deles foi tentar impor medidas de austeridade contra suas populações, ao mesmo tempo em que tentavam proteger os bancos. Continue lendo

Angela Davis y Amy Goodman: dos artículos sobre el movimiento OWS

El 99%, una comunidad de resistencia, Angela Davis, Sin Permiso, 24 de octobre de 2011. Traducción de Lucas Antón.

Cuando el 17 de septiembre irrumpió el movimiento “Ocupa… Wall Street”, sucede que estaba yo reflexionando sobre mis comentarios para el inminente Congreso de la Sociedad Internacional Herbert Marcuse. Para cuando se reunió el congreso, el 26 de octubre, en la Universidad de Pensilvania, el campamento del Parque Zuccotti ya se encontraba bien asentado y campamentos similares habían aparecido en centenares de comunidades de todo el país. El día de apertura del congreso sobre Marcuse había más de trescientas tiendas en la plaza del ayuntamiento de Filadelfia. Continue lendo

Fault Lines: The decline of labour unions in the US

AlJazeeraEnglish, 19/12/2011

For decades, labor unions in the United States have been on the decline. While they are widely credited with boosting safety standards and worker pay, many have received blame for wanting too much in the struggling economy. Unemployment is at 9% and people are clamoring for jobs, unionized or not. And their greatest political ally, the Democratic party, has taken its’ support for granted weakening its’ pull on the strings of power in Washington, DC.

A new battle has emerged in 2011 as Republican governors have taken on public sector unions, in some cases stripping them of rights that have been in place for 50 years. It’s part of a trend that is happening in key swing states and may weaken democratic voting strength in next year’s presidential election. But organized labor has fought back hard. In Wisconsin unions occupied the state capitol as 100,000 protesters took to the streets. In Ohio, voters overturned a law that was intended to greatly reduce the right that unions have in that state to bargain collectively.

Now as Occupy Wall Street galvanizes Americans to take action against financial institutions and big corporations, Labor has a new ally. But can organized labor harness the anger that everyday Americans are emitting or will this opportunity pass it by? Do Labor unions still have the strength to organize or has their power waned to the point that they will no longer be a major player in American politics?

This episode of Fault Lines first aired on Al Jazeera English on December 19, 2011 at 2230 GMT.

David Harvey at Occupy London

Intervenção de David Harvey filmada por Elaine Castillo

November 12, 2011 / International Day of Solidarity