La batalla global sobre el “apocalipsis de la abeja” se acerca

EU Times, 30 de mayo de 2013

Las impactantes actas relativas a la reunión, la semana pasada, del presidente Putin con el Secretario de Estado de los EEUU, John Kerry, revelan la “extrema indignación” de los dirigentes rusos con el régimen de protección continua del presidente Obama hacia los gigantes mundiales de la biogenética, Syngenta y Monsanto, frente a la inminente ”apocalipsis de las abejas” que, según el Kremlin, “con toda seguridad” puede conducir a una guerra mundial. Continue lendo

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My manifesto for rewilding the world

Elephants exterminated 40,000 years agoNature swiftly responds when we stop trying to control it. This is our big chance to reverse man’s terrible destructive impact.

George Monbiot, The Guardian, May 27, 2013

Until modern humans arrived, every continent except Antarctica possessed a megafauna. In the Americas, alongside mastodons, mammoths, four-tusked and spiral-tusked elephants, there was a beaver the size of a black bear: eight feet from nose to tail(1). There were giant bison weighing two tonnes, which carried horns seven feet across(2).

The short-faced bear stood thirteen feet in its hind socks(3). One hypothesis maintains that its astonishing size and shocking armoury of teeth and claws are the hallmarks of a specialist scavenger: it specialised in driving giant lions and sabretooth cats off their prey(4). The Argentine roc (Argentavis magnificens) had a wingspan of 26 feet(5). Sabretooth salmon nine feet long migrated up Pacific coast rivers(6). Continue lendo

Annus Horribilis: 2012 was the worst year for the environment in living memory

hurricane_sandy_the_superstormGeorge Monbiot, Guardian, January 1, 2013

It was the year of living dangerously. In 2012 governments turned their backs on the living planet, demonstrating that no chronic problem, however grave, will take priority over an immediate concern, however trivial. I believe there has been no worse year for the natural world in the past half century.

Three weeks before the minimum occurred, the melting of the Arctic’s sea ice broke the previous record(1). Iconic remnants of the global megafauna – such as rhinos and bluefin tuna – were shoved violently towards extinction(2). Novel tree diseases raged across continents(3). Bird and insect numbers continued to plummet, coral reefs retreated, marine life dwindled. And those charged with protecting us and the world in which we live pretended that none of it was happening. Continue lendo

Os custos pesados do trivial variado

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de outubro de 2012

É quase inacreditável, mas o próprio ministro interino de Minas e Energia admite (Estado, 23/10), após apagões, que “o sistema elétrico do Distrito Federal não é confiável”. Se não é confiável lá na capital da República, sede do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em mais alto nível, ao lado de centenas de órgãos e instituições, onde o será? (No momento em que estas linhas estão sendo escritas, em Goiânia, começa mais um dos blecautes que acompanham chuvas; segue-se com bateria de computador e luz de velas.)

A informação sobrevém à de que “a seca levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico a acionar as usinas térmicas a óleo combustível” (poluentes). E à de que 32 parques eólicos (não poluentes) estão prontos, mas não podem operar e fornecer energia porque as linhas para ligá-los às redes de transmissão não foram instaladas (19/10). E este ano já aconteceram 63 amplos “apagões” (21/10). Ainda assim, só planejamos multiplicar a energia eólica (que é competitiva com a das hidrelétricas) por quatro, passando de 2 GW para 8 GW até 2015. No mundo, calcula-se que essa forma de energia possa chegar até a 18 trilhões de watts (FEA-USP, 23/10), como diz o livro Energia Eólica, coordenado pelo professor José Eli da Veiga. Já a energia solar aumentou 20% em uma década. Melhor passar a outro assunto, neste trivial variado, para não correr o risco de entrar também pelo imbróglio das concessões de hidrelétricas. Continue lendo

Sacrificando a biodiversidade no altar dos mercados

A UE, assim como vários outros governos do mundo, pretende criar um mercado global para a biodiversidade. A ideia é que passaria a ser possível, por exemplo, a uma empresa destruir um rio construindo uma mega-barragem num ponto do planeta, desde que pague a outra empresa para preservar um rio noutro ponto do planeta.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 18 de outubro de 2012

Os sucessivos acordos internacionais sobre biodiversidade têm falhado no seu objetivo de travar a destruição sistemática de espécies pela máquina produtiva capitalista. Mas os líderes dos países mais desenvolvidos têm uma ideia revolucionária para preservar a biodiversidade: usar o poder dos mercados financeiros. Continue lendo

Como ou cuido?

Dependendo de onde um ser humano nasce pode vir a achar o cão o seu melhor amigo ou o seu prato preferido. Será que um tem mais razão do que o outro?

Luísa Bastos, Esquerda.net, 10 de outubro de 2012

Um animal pode ser categorizado como carne ou como animal de companhia. Isto não tem a ver com caraterísticas especificas do animal, mas com preferências do ser humano que se fundem nos hábitos sociais. Enquanto para europeus, por exemplo, o cão é um animal de companhia e servi-lo ao jantar seria, no mínimo, algo repugnante, para alguns orientais eles são um verdadeiro petisco. Mas mesmo entre um mesmo grupo social, a linha divisória não é clara. O coelho, por exemplo, é tido muitas vezes em simultâneo como animal de estimação e como carne1. Já os porcos são animais pelo menos tão sensíveis e inteligentes como os cães, mas comemos um e cuidamos do outro.

Não é que estes hábitos sociais tenham alguma razão lógica. “Sempre foi assim!” é a frase que melhor explica estes comportamentos. Como explica a psicóloga social e autora do livro “Why we love dogs, eat pigs, and wear cows” (Porque amamos cães, comemos porcos e vestimos vacas), Melanie Joy2, esta categorização dos animais faz parte do nosso sistema de crenças. E não é nada fácil abalar uma crença. Então, será que, para além do hábito, conseguimos justificar cuidar de uns e comer outros? Continue lendo

U.N. Biodiversity Convention Begins in India

Common Dreams, October 8, 2012

Representatives of 173 countries are meeting this week and next in Hyderabad, India, to consider how best to protect biodiversity around the world.

The United Nations’ Convention on Biologial Diversity (CBD) began Monday, more than 20 years after the 2991 Earth Summit in Rio de Janeiro. Experts have warned that in as little as a decade, the extinction of species that pose a threat to humanity could occur.

The two-week conference will discuss challenges and progress made toward implementing the Strategic Plan for Biodiversity 2011-2020 adopted at the 2010 Conference of Parties in Nagoya, Aichi Prefecture, Japan, The Times of India reported. Continue lendo

Activists push for international ban on legal trade in polar bear items

US and Russian groups unite to lobby governments after concerns over rise in poaching and melting Arctic ice

Miriam Elder, guardian.co.uk, October 1, 2012

Environmental activists in the United States and Russia have come together to push for unprecedented protection for the polar bear, hoping to stave off the decline of its already dwindling population.

With Arctic Sea ice at record low because of climate change, polar bears have been deprived of a key habitat and feeding ground. Legal trade in polar bears, mainly in the form of trophy skins and furs, remains legal under the Convention on International Trade in Endangered Species (Cites), leading to the death of hundreds more each year. Continue lendo

Aprendendo com formigas e cupins

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 28 de setembro de 2012

Texto da BBC Brasil estampado na última segunda-feira por este jornal relata a preocupação de cientistas com a “invasão global de minhocas” e de “outras espécies alienígenas” – entre elas, as formigas -, que “já conquistaram quase todos os continentes” (a Antártida é uma das exceções). Espécies invasoras estão “vencendo a competição” com espécies locais porque se adaptam rapidamente a terrenos desmatados e alterados, mudam a estrutura dos solos. Podem reduzir efeitos da erosão, como na Amazônia, aumentar o nível de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas. Mas afastam outras espécies. Continue lendo

Pesquisadores anunciam a ‘extinção inexorável’ do Rio São Francisco

Livro escrito por cem especialistas traça o mais completo perfil sobre a vegetação da região e prevê o fim de um dos mais importantes rios brasileiros

Cláudio Motta, O Globo, 25 de setembro de 2012

RIO – É equivalente a dar oito voltas na Terra — ou a andar 344 mil quilômetros — a distância percorrida por pesquisadores durante 212 expedições ao longo e no entorno do Rio São Francisco, entre julho de 2008 e abril de 2012. O trabalho mapeia a flora do entorno do Velho Chico enquanto ocorrem as obras de transposição de suas águas, que deverão trazer profundas mudanças na paisagem. Continue lendo

Biodiversity forgotten

Yves Dachy, International Viewpoint, September 2012

And they sawed the branches on which they were sitting, all the while shouting their experiences to one another so as to saw more effectively. And they fell into the depths. And those who watched them nodded their heads and continued sawing vigorously. (Bertolt Brecht, 1954)

The concept of biodiversity defended by the entomologist Edward Wilson at the Rio Summit (1992) is probably the most interesting idea that will remain from this forum. This concept goes beyond the classical view, where species are considered separately or as forming of composite populations. What was necessary was to “protect the species” sometimes restricted to a few rare, emblematic or spectacular animals and plants.

The concept of biodiversity is based on an integrated vision, taking into account the interactions of organisms with each other and with the environment. There is no hierarchy in the networks of living organisms, but interactions. It is a question of defending species without any ideological or cultural a priori and of considering the entire ecosystem of the Earth which is being endangered by one of its species: human beings. Continue lendo

‘A Great Silence Is Spreading Over the Natural World’

Bernie Krause has spent 40 years recording nature’s sounds. But such is the rate of species and habitat loss that his tapes may become our only record of the original diversity of life

John Vidal, The Guardian, September 5, 2012

“The birds are silent in the woods.
Just wait: Soon enough
You will be quiet too”
– Robert Hass

When musician and naturalist Bernie Krause drops his microphones into the pristine coral reef waters of Fiji, he picks up a raucous mix of sighs, beats, glissandos, cries, groans, tones, grunts, beats and clicks. Continue lendo

The great riches of our seas have been depleted and forgotten

Just as overfishing impoverishes the life of the sea, the forgetting impoverishes our own lives

George Monbiot, The Guardian, September 7, 2012

Researching the history of ecosystems, it is not long before you make an arresting discovery. Great abundance of the kind that exists in the tropics – or existed until recently – was once almost universal. With a very few exceptions, every major ecosystem had a megafauna; every major ecosystem witnessed vast migrations of mammals, birds or fish; every major ecosystem possessed an abundance of animal life orders of magnitude greater than current abundance in the temperate nations. In some cases the ecosystems these life forms created were a world apart from those we now know. Continue lendo

The sixth extinction menaces the very foundations of culture

The sixth extinction menaces the very foundations of culture. Human culture is profoundly rooted in nature, yet human activity endangers the survival of entire species of plants and animals

Jonathan Jones, guardian.co.uk, September 5, 2012

In a cave in south-west France an extinct animal materialises out of the dark. Drawn in vigorous black lines by an artist in the ice age, a woolly mammoth shakes hairs that hide its face and vaunts slender tusks that reach almost to the ground.

Those tusks were not dangerous enough to save it. As human hunters advanced on its icy haunts, mammoths faced extinction between 4,000 and 10,000 years ago. The end of the ice age did for these shaggy cold-lovers, but humans helped: entire huts built from mammoth tusks and bones have been found. Continue lendo

Cerca de 20% dos invertebrados enfrentam extinção

Estudo indica que, se não forem protegidas, um quinto das espécies de insetos, crustáceos, moluscos e outros poderão desaparecer, reduzindo a biodiversidade mundial e afetando também o modo de vida do ser humano.

Jéssica Lipinsk, CarbonoBrasil, 4 de setembro de 2012

Quando pensamos em animais que correm risco de extinção, nossa atenção costuma se voltar quase que exclusivamente para espécies grandes e adoráveis como tigres, pandas, ursos e focas. Quase nunca lembramos dos invertebrados, que muitas vezes são vistos por nós como pragas, mas que têm um papel importante para a biodiversidade global e para o homem.

Pois uma nova análise da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) e da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) revelou na última semana que insetos, crustáceos, moluscos e outros animais deste tipo também correm o risco de desaparecer, e a porcentagem de espécies em perigo se assemelha à de vertebrados e plantas. Continue lendo

Fifty Years After “Silent Spring”, Assault on Science Continues

When Silent Spring was published in 1962, author Rachel Carson was subjected to vicious personal assaults that had nothing do with the science or the merits of pesticide use. Those attacks find a troubling parallel today in the campaigns against climate scientists who point to evidence of a rapidly warming world.

Frank Graham Jr., Yale Environment 360, June 21, 2012

Yes, the more things change, the more they stay the same. More than a century and a half after Darwin’s On the Origin of Species appeared, nearly half the adults in the United States still don’t believe that evolution happens. And 50 years after the 1962 publication of Silent Spring, naysayers still rage from long-entrenched positions of ignorance at Rachel Carson and her ground-breaking critique of pesticide use.

The parallels with today’s assault on climate science are striking. The personal, vitriolic attacks that were leveled at Carson are echoed today in the organized assault on the scientists who bring us uncontroverted evidence that greenhouse gases are rapidly warming the planet. But Carson savored a victory that today’s climate scientists have yet to taste — her book spurred concrete action to curtail the use of pesticides that were causing widespread harm. Continue lendo

Fifty Years After Silent Spring, Assault on Science Continues

When Silent Spring was published in 1962, author Rachel Carson was subjected to vicious personal assaults that had nothing do with the science or the merits of pesticide use. Those attacks find a troubling parallel today in the campaigns against climate scientists who point to evidence of a rapidly warming world.

Frank Graham Jr., Yale Environment 360, June 21, 2012

Yes, the more things change, the more they stay the same. More than a century and a half after Darwin’s On the Origin of Species appeared, nearly half the adults in the United States still don’t believe that evolution happens. And 50 years after the 1962 publication of Silent Spring, naysayers still rage from long-entrenched positions of ignorance at Rachel Carson and her ground-breaking critique of pesticide use. Continue lendo

30% das ameaças à biodiversidade vêm do comércio global

O comércio internacional é responsável por 30% das ameaças à biodiversidade global, segundo um estudo publicado hoje na revista Nature. A conta inclui desde commodities primárias, como soja, carne, leite, madeira e minérios, até produtos finais industrializados, como iogurtes, chocolates, chapas de aço, móveis e materiais de construção.

Herton Escobar, O Estado de S.Paulo, 7 de junho de 2012

Os pesquisadores cruzaram dados ecológicos de espécies ameaçadas com dados logísticos de comércio internacional e mapearam como o consumo de produtos em um país afeta a sobrevivência de espécies em outro. Por exemplo, como tomar um café colombiano num restaurante na Alemanha afeta a conservação de macacos nas florestas da Colômbia. Ou como comer um bife de carne brasileira na Rússia influencia o desmatamento da Amazônia no Brasil. Continue lendo

Dia Internacional da Biodiversidade: a atração da humanidade pela destruição

Há uma década, o mundo tinha um total de 11 mil espécies ameaçadas de extinção. A ONU estabeleceu então a meta de reduzir significativamente esse número. Não deu certo. Desde a Rio 92, o mundo teve uma perda de biodiversidade de 12%, emitiu 40% mais gases poluentes. Só entre 2000 e 2010, perdemos 13 milhões de hectares de florestas.

Marco Aurélio Weissheimer, Carta Maior, 22 de maio de 2012

Os filmes-catástrofe trazem uma situação recorrente: em algum momento, um cientista considerado meio maluco ou alguma outra pessoa (um policial, jornalista, bombeiro, etc) alerta para um perigo iminente. O alerta inicial é ignorado e, muitas vezes, rechaçado por argumentos que, na maioria dos casos, tem uma base econômica. Os fatos se sucedem, as ameaças tornam-se realidade e aqueles que desprezaram o alerta inicial muitas vezes acabam vitimados na tela. Na vida real, não são só os vilões irresponsáveis que morrem. As tragédias abatem-se democraticamente sobre todos. O cinema não inventou essa lógica do nada, mas a retirou da vida real, onde ela segue hegemônica. Os crescentes e repetidos alertas sobre a destruição ambiental no planeta seguem sendo subjugados por argumentos de natureza econômica. Continue lendo

Biodiversity Loss Impacts as Great as Climate Change Impacts

Ecologist: “These extinctions may well rank as one of the top five drivers of global change.”

Common Dreams staff, May 4, 2012

Loss of biodiversity has as profound an effect as climate change, pollution and other major forms of environmental stress on ecosystems, according to a study released this week.

“Loss of biological diversity due to species extinctions is going to have major effects on our planet, and we need to prepare ourselves to deal with them,” said ecologist Bradley Cardinale of the University of Michigan, one of the paper’s co-authors. “These extinctions may well rank as one of the top five drivers of global change.” Continue lendo