Onda de poluição provoca escassez de máscaras de proteção na China

masksLuiza Duarte, RFI / EcoDebate, 28 de fevereiro de 2014

Há uma semana uma forte onda de poluição atinge o norte da China. Os índices alarmantes vêm. A poluição que vem afetando o norte da China foi classificada como crise de saúde pelos representantes da Organização Mundial da Saúde no país. Pesquisadores chineses associaram a condição atmosférica da China com um “inverno nuclear”, tamanha a densidade das partículas encontradas no ar e que formam uma densa nuvem de poluição.sendo considerados como uma crise de saúde e um desafio para o atual governo chinês. Em Pequim, onde a situação é mais grave, mesmo membros do governo já admitiram que a qualidade do ar da capital é insuportável.

A poluição do ar na cidade ultrapassou em vinte vezes o índice considerado seguro por organizações internacionais. Os estoques de máscaras de proteção respiratória estão esgotados em várias cidades. A situação em Pequim também vem sendo chamada ironicamente de “ar-pocalipse”. Mais de 15% do país foi coberto pela poluição, mais de 19 cidades registaram índices de poluição mais altos que os recomendáveis. Continue lendo

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Venezuela: extractivismo, movimientos y revolución

Raúl Zibechi, La Jornada, 26 de julio de 2013

Días atrás se realizó un encuentro en Caracas para debatir las relaciones entre movimientos y estados, y cómo la autonomía y el poder popular pueden construir alternativas a un desarrollo anclado en el modelo extractivo. Participaron militantes de 30 organizaciones y movimientos, desde las cooperativas agrupadas en Cecosesola y la Red Nacional de Sistemas de Trueke hasta indígenas amazónicos y yupka, colectivos juveniles, culturales y artísticos, afrodescendientes, feministas y diversas expresiones urbanas y rurales. También hubo debates y encuentros con el Movimiento de Pobladoras y Pobladores. Continue lendo

Para não ficarmos imobilizados nas ruas

A woman with a child on her bicycle navigates through Beijing traffic.Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 19 de julho de 2013

Já não era sem tempo. A mobilização social, dezenas de grandes manifestações nas cidades com reivindicações em muitas áreas, afinal trouxe para as ruas um tema – a chamada “mobilidade urbana” – até então quase limitado às notícias de prejuízos financeiros ou de tempo perdido pelos usuários. Por isso mesmo, a discussão mais ampla ficava bastante confinada a editoriais de jornais ou artigos de especialistas.

Os números e outras informações sobre transporte urbano nesses dias foram impressionantes. A começar pelo cálculo (Mobilize, 12/7) de que as isenções de impostos para veículos de transporte individual e gasolina desde 2003 já somam R$ 32,5 bilhões, com os quais seria possível implantar 1.500 km de corredores de ônibus ou 150 km de metrô. Pode-se comparar essa cifra também com aplicações do Ministério das Cidades para financiar 95,6 km de metrô, trens, estações: R$ 15,4 bilhões. Só a redução da Cide no preço da gasolina significou R$ 22 bilhões; as reduções de IPI sobre veículos chegarão no fim deste ano a R$ 10,5 bilhões. Mas o ministro da Fazenda tem dito que esses subsídios são importantes porque a indústria automobilística significa 25% da produção industrial – ainda que, pode-se acrescentar, signifique prejuízos imensos para os usuários de transportes coletivos. Continue lendo

Dobra o número de casas com carros

Porcentual de domicílios com automóveis na garagem, que era de 23%, subiu para 40% em 20 anos; movimento é inverso ao dos EUA

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo, 13 de julho de 2013

O número de domicílios com carros no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens, de acordo com estatísticas tabuladas pelo Estadão Dados com base no último Censo.

Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, porcentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano, segundo a consultoria americana CNW Marketing.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do País – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos. Continue lendo

Gás de xisto estimula economia dos EUA e pode derrubar preço do petróleo

shale gas map of the united states

Os EUA estão passando por uma revolução tecnológica que está barateando enormemente o preço do gás e do petróleo, a extração de gás e óleo do xisto betuminoso., hoje produzidos a um quarto do preço vigente no mercado mundial. O preço para viabilizar a exploração do pré-sal brasileiro chega a US$ 60 o barril, o que na prática torna o pré-sal economicamente inviável. Há dezenas de matérias sobre o tema neste site.

Esta é mais uma razão combater a competição absurda pela destinação dos royaltes do pré-sal e justificar a suspensão da sua exploração, sob pena de construir milhares que elefantes brancos (plataformas, barcos, petroleiros,,,) que ficarão apodrecendo no litoral brasileiro. [José Correa]

 Sergio Lamucci, Valor, 1 de Julho de 2013

O avanço significativo da indústria de gás e petróleo de xisto nos EUA já produz um impacto considerável sobre a economia americana, tendência que deverá se aprofundar nos próximos anos, afetando também a economia global. Com a chamada “revolução do xisto”, as previsões apontam um crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (PIB), maior geração de empregos, mais receitas para os cofres públicos e um impulso importante à reindustrialização nos EUA, ao baratear o custo da energia. Há ainda um efeito sobre as contas externas americanas, com a dependência menor das importações, o que terá implicações geopolíticas relevantes – há quem aposte em queda não desprezível dos preços do petróleo (ver quadro abaixo).

A equipe de commodities do Citigroup Global Markets estima que, em 2020, o PIB americano será de 2% a 3,3% maior do que seria devido ao impacto cumulativo da nova produção de gás e petróleo, em grande parte devido à indústria do xisto, do menor consumo e das atividades associadas ao setor, diz o analista do Citi Eric Lee. A equipe do Citi espera ainda a criação de 2,7 milhões a 3,6 milhões de empregos nesse período. Continue lendo

Obama gives Congress climate ultimatum: back me, or I go it alone

President vows to push for new technologies and carbon taxes ‘to protect future generations’

Reuters, guardian.co.uk, February 13, 2013

President Barack Obama on Tuesday gave Congress an ultimatum on climate change: craft a plan to slash greenhouse gas emissions and adapt to the dangers of a warming world, or the White House will go it alone.

“If Congress won’t act soon to protect future generations, I will,” Obama said in his State of the Union address. “I will direct my cabinet to come up with executive actions we can take, now and in the future, to reduce pollution, prepare our communities for the consequences of climate change, and speed the transition to more sustainable sources of energy.”

Congress should consider putting a price on climate-warming carbon emissions, Obama said, briefly nodding to his failed, first-term plan to confront climate change. Republican opposition means the president’s best chance to confront the issue will mean flexing executive power. Continue lendo

Ambientalistas critican el plan sobre derrames en el Ártico

Shell arctic drillingJoe Hitchon,  IPS, 7 de febrero de 2013

Ambientalistas alertaron sobre la fragilidad de un plan inadecuado para proteger al océano Ártico de derrames de petróleo, tras la reunión que mantuvieron en Suecia los ministros de Ambiente de los países con territorios en el área.  Según el Greenpeace, una copia filtrada del documento sugiere que los ocho miembros del Consejo Ártico no lograron ponerse de acuerdo el lunes 4 sobre los detalles técnicos necesarios para hacer frente a un vertido de magnitud. Ello pese a que incluso abrieron la puerta para más perforaciones y exploraciones petroleras en la zona. Continue lendo

Capital financeiro e mudança climática

drought_2398818bEstamos diante de um conflito de dimensões históricas: de um lado, a comunidade científica advertindo para que não se queime as reservas de combustíveis fósseis, do outro, as empresas e investidores que possuem interesses em realizar seus ativos (extrair e usas essas reservas). Quem prevalecerá?

Alejandro Nadal, La Jornada / IHU On-line, 6 de fevereiro de 2012. A tradução é do Cepat.

As forças do capital financeiro tornarão muito difícil frear a mudança climática. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global. Continue lendo

Existe uma política para universalizar uso do automóvel

Igor Ojeda entrevista Nazareno Affonso, Carta Maior, 21 de setembro de 2012

Carta Maior – Traçamos um panorama sobre o trânsito nas maiores cidades do Brasil e o diagnóstico geral é quase o mesmo: a grande vilã é a cultura do automóvel. Além disso, ficou evidente a urgência do investimento em transporte público. Como o senhor vê esse diagnóstico? Existe um eixo comum como determinante da situação do trânsito nas grandes cidades brasileiras?

Nazareno Stanislau Affonso – Existe uma política oculta de Estado de universalizar o uso e a propriedade do automóvel. Oculta porque não se ouve nenhum político defendendo que se dê prioridade ao automóvel. Essa política, que explodiu no governo de Juscelino Kubitschek, destruiu a mobilidade baseada em bondes e trens. Havia uma rede ferroviária boa e redes de bondes que atendiam as cidades… eles foram sendo tirados porque atrapalhava a velocidade do carro, cortava os pneus. No “novo Brasil”, o uso do automóvel foi assumido como política de Estado e se apropriou do sistema viário.

Hoje, não há a democracia de um bem público chamado “rua”. A grande questão que discutimos hoje é de quem é a rua. No MTD [Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos] temos defendido que as ruas são das pessoas, não dos veículos. Apesar do grande volume de pedestres que existe, as calçadas estão em mau estado de conservação. É uma via de circulação, um modal de transporte, mas nunca foi considerada assim.

A disputa é pela apropriação da via pública. A democracia em uma cidade se mede pela largura de suas calçadas, pelos espaços reservados ao transporte público e à bicicleta. Com base nisso a gente sabe se uma cidade é democrática ou não. Se os pedestres são responsáveis por 30% dos deslocamentos, eles têm de ocupar 30% da via. Continue lendo

Revisiting An Arctic Tale of Ice and Shell

Subhankar Banerjee, ClimateStoryTellers.org, September 14, 2012

Last week as Shell was getting ready to poke the first hole in the Chukchi Sea floor in Arctic Alaska to begin exploratory drilling, I was getting ready to give two talks in Alaska—the concluding lecture of the Next North Symposium at the Anchorage Museum on 9/8, and one at the Noel Wien Library in Fairbanks on 9/11 as part of the Northern Voices Speaker Series hosted by Northern Alaska Environmental Center in partnership with the Gwich’in Steering Committee.

While there something remarkable happened over the weekend—perhaps the shortest–lived “beginning” of drilling anywhere. “Only a day after Shell Alaska began drilling a landmark offshore oil well in the Arctic, the company was forced on Monday to pull off the well in the face of an approaching ice pack. With the ice floe about 10 miles away, the Noble Discoverer drilling rig was disconnecting from its seafloor anchor Monday afternoon in the Chukchi Sea, about 70 miles from the northwest coast of Alaska,” the Los Angeles Times reported. There is much more to this story of ice and Shell. Continue lendo

The American Denial of Global Warming

Naomi Oreskes, UCtelevision, December 20, 2007

Join scientist and renowned historian Naomi Oreskes as she describes her investigation into the reasons for such widespread mistrust and misunderstanding of scientific consensus and probes the history of organized campaigns designed to create public doubt and confusion about science

Anatomy of the Oil States

Jase Short, Against the Curent, March 1, 2012

Review: Capitalism and Class in the Gulf Arab States. By Adam Hanieh. Palgrave Macmillan, 2011, 266 pages, $85 hardcover.

IT’S TAKEN FOR granted that the upheavals in much of the Middle East — and great-power decisions about which conflicts are worthy of “humanitarian intervention” and/or “regime change” — have a lot to do with oil and who profits from it. But understanding the dynamics behind the headlines requires more detailed and careful analysis. Adam Hanieh’s Capitalism and Class in the Gulf Arab States is a welcome materialist contribution. Continue lendo

Juego de ajedrez en Eurasia

Pepe Escobar, Asia Times Online, 27 de deciembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Todavía no se sabe cuál será la gran historia de 2011. ¿Será la Primavera Árabe? ¿La contrarrevolución árabe, desencadenada por la Casa de Saud? ¿Los “dolores de parto” del Gran Medio Oriente en un remix de cambios sucesivos de régimen? ¿La R2P (“responsabilidad de proteger”) que legitima los bombardeos “humanitarios”? ¿La congelación del “reajuste” entre EE.UU. y Rusia? ¿La muerte de al Qaida? ¿El desastre del euro? ¿El anuncio estadounidense de ‘un Siglo del Pacífico’ junto con una nueva Guerra Fría contra China? ¿La preparación de un ataque a Irán? (Bueno, esta última comenzó hace tiempo con George, Dick y Rummy…) Continue lendo

Metrô de São Paulo ainda é o mais lotado do mundo

Elaine Patricia Cruz, Agência Brasil, 25 de abril de 2011

São Paulo – O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de extensão da malha metroviária. Em 2008, quando foi considerado pela CoMet – um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo – o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.

“Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter 10 quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros”, disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem. Continue lendo

Petrobrás enfrenta oposição de maoris na Nova Zelândia

A unidade da Petrobrás na Nova Zelândia enfrenta oposição a seus trabalhos de pesquisa de energia no país, depois que uma tribo maori desafiou o direito de a companhia operar numa área do Oceano Pacífico.

O Estado de S. Paulo, 12 de abril de 2011

A tribo, conhecida como Te Whanau-a-Apanui, argumenta que tem uma reivindicação histórica para a área onde a Petrobrás está trabalhando e acusou o governo de não consultá-la antes de dar à companhia brasileira uma licença para exploração. De acordo com Dayle Takitimu, porta-voz da tribo, os membros mais velhos estão preocupados com o impacto ambiental na área, em East Cape. “Esse é o nosso pior pesadelo”, afirmou Takitimu. “É uma loucura absoluta que o governo fique com essa mentalidade de escavar e perfurar.” Continue lendo

Brasil já tem 1 carro para cada 6 habitantes

Há um carro para cada seis habitantes no Brasil, paridade que vem diminuindo a cada ano. O fenômeno do crescimento econômico, do crédito farto – e agora mais caro – e da ascensão da classe média levou a frota brasileira a registrar aumento de 61,3% em uma década, atingindo 32,4 milhões de veículos em 2010. No mesmo período, a população aumentou 12,3%, para 190,7 milhões de pessoas.

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo, 10 de abril de 2011

Num cálculo mais preciso, o País tem 5,9 habitantes por veículo, incluindo na conta automóveis e comerciais leves (94% da frota total), caminhões e ônibus. Em 2000, a proporção era de 8,4 habitantes por veículo. A vizinha Argentina tem entre 4,5 e 5 habitantes por carro.

Além de maior, a frota brasileira está mais jovem, concentrada e mais lenta nas grandes metrópoles. Dos veículos em circulação, 42% têm até cinco anos de uso. Ainda circulam pelo País 1,3 milhão de veículos com mais de 20 anos, idade que as empresas consideram crítica em termos de manutenção, desempenho e emissão de poluentes. Continue lendo

China under pressure over Saudi rise

Peter Lee, Asia Times Online, April 9, 2011

China is doing its utmost to avoid contagion from the Arab revolutions. At the same time it is trying to anticipate developments in the Middle East and get on the right side of history – instead of impotently mourning strongmen it couldn’t save and military interventions it couldn’t prevent – by championing the Palestinian peace process.

However, Beijing’s Middle East initiatives may be scuppered by its two biggest energy suppliers – and mortal enemies – Iran and Saudi Arabia. Continue lendo

Europe moves to ban imports of tar sands oil from Canada

An attempt to classify tar sands oil as more environmentally-damaging than conventional oil would effectively ban its sale within European Member States

William McLennan, The Ecologist, March 29, 2011

The European Union is moving to prevent tar sands oil from entering the European market due to the greenhouse gas emissions (GHG) associated with its production. Continue lendo

Ciudades europeas sin coches de gasolina y diésel en 2050?

Emili Vinagre, Reuters/dpa, 30 de marzo de 2011

Europa quiere revolucionar el sector del transporte. Acabando con la dependencia del petróleo y reduciendo emisiones. Por ejemplo, eliminando los coches impulsados por combustibles fósiles de los centros urbanos.

¿Objetivo verdaderamente alcanzable o simple brindis al sol fruto de un planteamiento propio de visionarios? La propuesta del comisario de Transportes de la Unión Europea (UE), Siim Kallas, para eliminar la dependencia del petróleo y reducir las emisiones de dióxido de carbono en el horizonte de 2050 ha despertado reacciones encontradas. Un documento estratégico que, de momento, es tan sólo eso: una propuesta que ahora deberán debatir los socios comunitarios. Pero que sin duda cuenta con propuestas, como mínimo, atrevidas. Continue lendo

Petróleo pode levar economia à recessão

Alta nos preços causada por turbulência política traz riscos; plano de assistência a países deve ser proposto

Nouriel Roubini, Folha de S.Paulo, 20 de março de 2011

O tumulto no Oriente Médio tem fortes implicações econômicas, especialmente por elevar o risco de estagflação, uma combinação letal de desaceleração no crescimento e inflação em alta.

De fato, caso surja estagflação, existe sério risco de uma recessão de duplo mergulho, em uma economia mundial que mal acaba de sair da pior crise em décadas. Continue lendo