La militarización democrática

desigualdade-socialRaúl Zibechi, La Jornada, 7 de febrero de 2014

El reciente informe de Oxfam Gobernar para las élites muestra con datos fehacientes lo que venimos sintiendo: que la democracia fue secuestrada por el uno por ciento para ensanchar y sostener la desigualdad. Confirma que la tendencia más importante que vive el mundo en este periodo de creciente caos es hacia la concentración de poder y, por tanto, de riqueza.

El informe señala que casi la mitad de la riqueza mundial está en manos de uno por ciento de la población, que se ha beneficiado de casi la totalidad del crecimiento económico posterior a la crisis. Acierta Oxfam al vincular el crecimiento de la desigualdad a la apropiación de los procesos democráticos por parte de las élites económicas. Acierta también al advertir que la concentración de la riqueza erosiona la gobernabilidad, destruye la cohesión social y aumenta el riesgo de ruptura social. Continue lendo

América Latina, o outro Início

Jorge Alemán, Página/12, 23 de maio de 2013. A tradução é do Cepat.

I. O Ocidente desenvolvido e a Europa, em especial, encontram-se com seu final. Sobre este final, diferentes pensadores ensaiaram um diagnóstico antecipado. Marx, apontando como a Lógica do Capital e o “fetichismo da Mercadoria” iriam produzir tal deslocamento na realidade, de tal modo que “tudo o que é sólido se desmancharia no ar e se afundaria nas águas geladas do cálculo egoísta”. Freud, mostrando como a civilização iria intensificando suas exigências de renúncia aos sujeitos em favor do serviço voraz da pulsão de morte. Heidegger, anunciando que a metafísica europeia desembocava numa “objetivação e emprazamento” da existência humana, que acabaria uniformizando o mundo como imagem. Por último, a partir de sua teoria do Sujeito em relação com o Real, Lacan concluiria que o novo mal-estar do capitalismo se definiria como uma inédita extensão da lógica do campo de concentração e o aumento incessante de novas formas de segregação. Marx, Freud, Heidegger, Lacan, neste sentido, constituem outro modo de pensar o político por fora da racionalidade neoliberal, que é, em definitivo, a metafísica dominante do capital. Continue lendo

La sociedad de la descolonización

Raúl Zibechi, La Jornada, 17 de mayo de 2013

En principio todos estamos contra el colonialismo y contra el patriarcado. Todos defendemos la necesidad de la descolonización y la lucha antipatriarcal, tanto en el pensamiento crítico como en la actividad concreta. Es casi imposible encontrar personas, por lo menos en la izquierda y en los movimientos, que defiendan el machismo y el eurocentrismo colonialista. Sin embargo, las cosas no son tan sencillas cuando se trata de aceptar que el otro, y la otra, son sujetos autónomos. Sobre todo si son indios, negros y pobres.
El colonialismo se nos cuela en el alma y en el cuerpo alentado por inercias tan invisibles como el propio patriarcado. Las opresiones, a diferencia de la explotación, no pueden medirse como se mide la tasa de ganancia o la plusvalía. Son relaciones que nos atraviesan, nos modelan, están tanto fuera como dentro de nosotros y, por lo tanto, no se pueden combatir sin involucrarse integralmente. Sin embargo, la opresión es tan estructural como la explotación capitalista y sus efectos no son menos dañinos. Continue lendo

Os povos indígenas não cabem no atual modelo da esquerda no poder

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re) leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do IHU, com sede em Curitiba-PR, e por Cesar Sanson, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, parceiro do IHU na elaboração das Notícias do Dia.

CEPAT, IHU On line, 22 de abril de 2013

Povos indígenas: Obstáculo ao projeto nacional desenvolvimentista

“Índio não ‘produz’. Índio vive” – Eduardo Viveiros de Castro

Os povos indígenas são um estorvo ao modelo nacional desenvolvimentista da esquerda latino-americana e brasileira no poder. Esses povos não cabem no projeto da atual esquerda. Mais ainda, são vistos como obstáculo e amarra ao livre desenvolvimento das forças produtivas portadoras do crescimento econômico. Tributária de um marxismo reducionista que vê as forças produtivas – trabalho e capital – como meio para controlar e transformar os recursos naturais com vistas à produção de bens materiais, base do crescimento econômico, a atual esquerda latino-americana enxerga nos povos indígenas um obstáculo ao pleno desenvolvimento do modelo em curso. Nesse modelo, as terras, águas, matas, ar, biodiversidade e minérios estão subordinados à lógica produtivista, âncora do crescimento econômico e base da “distribuição de renda”. Na medida em que os povos indígenas ocupam os territórios onde se encontram os recursos vitais para o modelo, devem ser removidos. Continue lendo

Cibersoberanía en América Latina ¿De la ilusión a la unidad?

internet-america-latina-1Rosa Miriam Elizalde, La Pupila Insomne, 13 de febrero de 2013

Ponencia presentada en el II Taller de Redes Sociales y Medios Alternativos. Nuevos escenarios de la comunicación política en el ámbito digital, 13 de febrero de 2013

En este minuto de la humanidad la soberanía es una ilusión y la sostenibilidad planetaria un imposible. Solo Estados Unidos es soberano. Desde que Internet se convirtió en el sistema nervioso central de la economía, la investigación, la información y la política, las fronteras estadounidenses extendieron sus límites a toda la geografía planetaria, aunque los viejos mapas digan otra cosa. Su fuerza parece difusa, porque está encubierta con números IP, nombres de dominios, cables transatlánticos, conexiones satelitales y una retórica de la neutralidad que nos vende el sueño de que estamos en la ruta del desarrollo y el progreso. Sin embargo, nunca fue más imperial ese país que cuando se convirtió en el zar del ciberespacio, con total inconciencia de que su modelo de acceso, dependiente de las lógicas del mercado y la depredación ecológica, no solo cava la tumba de nuestros nietos, sino la de los suyos.

Hay noticias peores. No existe Estado-nación que pueda remodelar esa red por sí solo, aún cuando ejecute normativas locales de protección antimonopólicas e impecables políticas de sostenibilidad en el orden social, ecológico, económico y tecnológico. Todavía menos podría construir una alternativa viable desconectado de lo que Manuel Castells ha llamado la “sociedad informacional”, cuya sombra –intangible, pero por eso no menos real-, alcanza incluso a quienes están fuera de la Internet. La red está aquí, aunque no la veamos. Es el corazón de un sistema supranacional, el ciberespacio, que se ha agregado a la realidad del planeta como una nueva capa de la atmósfera preñada de “incertidumbres e inciertas esperanzas”, diría el teórico Jesús Martín Barbero.[1] Continue lendo

1492,13 de outubro

1492,12 de outubro

As últimas trincheiras

Faço um apelo aos governos brasileiro, equatoriano, venezuelano e argentino para que abandonem o projeto da reforma da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). E o apelo é especialmente dirigido ao Brasil dada a influência que tem na região.

Boaventura de Sousa Santos, Carta Maior, 21 de agosto de 2012

Quem poderia imaginar há uns anos que partidos e governos considerados progressistas ou de esquerda abandonassem a defesa dos mais básicos direitos humanos, por exemplo, o direito à vida, ao trabalho e à liberdade de expressão e de associação, em nome dos imperativos do “desenvolvimento”? Acaso não foi por via da defesa desses direitos que granjearam o apoio popular e chegaram ao poder? Que se passa para que o poder, uma vez conquistado, se vire tão fácil e violentamente contra quem lutou para que ele fosse poder? Por que razão, sendo um poder das maiorias mais pobres, é exercido em favor das minorias mais ricas? Porque é que, neste domínio, é cada vez mais difícil distinguir entre os países do Norte e os países do Sul? Continue lendo

Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina

O Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina, atrás apenas de Guatemala, Honduras e Colômbia. É o que indica o relatório “Estado das Cidades da América Latina e do Caribe 2012 – Rumo a uma nova transição urbana”, divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A região ainda tem 111 milhões de pessoas vivendo em moradias precárias (um quarto da população).

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo, 22 de agosto de 2012

O órgão admite, no entanto, que houve melhora na distribuição de renda nos últimos anos. Em 1990, o Brasil encabeçava a lista dos piores. O país da região com menor índice de desigualdade atualmente é a Venezuela. “Para as Nações Unidas, o principal desafio é desenvolver estratégias para combater a desigualdade. Isso é o mais importante. Sabemos que as cidades latino-americanas têm riqueza suficiente para reduzir essa situação”, disse o representante do ONU-Habitat, Erik Vittrup. Continue lendo

Venezuela: The Revolution Will Not Be Decreed

Jeffery R Webber and Susan Spronk interview Gonzalo Gómez, leader of Marea Socialista (Socialist Tide), International Viewpoint, August 2012

In Caracas, we caught up with Gonzalo Gómez, a founder of the radical website aporrea.org and militant in the Trotskyist organization, Marea Socialista. In this interview, Gonzalo describes his own path to militancy, the different phases of the Bolivarian process, and the dangers of bureaucracy, the “bolibourgeoisie”, and the stultifying internal life of the Partido Socialista Unido de Venezuela (United Socialist Party of Venezuela, PSUV). He also stresses the centrality of the creativity and dynamism of social movements from below, the complexities of workers’ control, and the dynamics of the current conjuncture prior to the October 7, 2012 general elections. Continue lendo

Latinoamérica sigue siendo el epicentro del altermundialismo

Franck Gaudichaud, Directa, 12 de julio de 2012

Cuáles son las tensiones entre los nuevos poderes y los movimientos sociales emancipatorios en América Latina? ¿Qué papel juega Estados Unidos o la Unión Europea en la región? Estas son algunas de las preguntas que se plantea ’El volcán latinoamericano’ y su coordinador, Franck Gaudichaud responde a algunas de ellas en esta entrevista publicada por el semanario Directa, en Catalunya.

Latinoamérica es un embrollo de movimientos indígenas y de base que se afanan en corregir la tendencia de los gobiernos progresistas instalados en el continente durante la última década, la mayoría de los cuales continúan sometidos a un sistema productivo extractivista que, en manos de las multinacionales, causa infinidad de perjuicios sobre las comunidades y sobre el ecosistema. Continue lendo

Perú: La gran transformación

Oscar Ugarteche, ALAI, 8 de junio de 2012

El complemento directo de “Adiós Humala” es “bienvenidos fujimoristas”. Con las técnicas y sistemas mafiosos, el gobierno de Humala ha dado el gran viraje. La llamada hoja de ruta dibuja una trayectoria de 180 grados que se ha dado constantemente desde el inicio del gobierno. Es la ruta del viraje en la política exterior ya mencionada (ver “Adiós Humala”: http://alainet.org/active/55363&lang=es), en la política de género, en la política ambiental y en la Política. Lo demás no tiene viraje alguno, es el piloto automático hacia la derecha natural de todo gobierno, al que se refiere Patricia del Río en su columna en un diario limeño. Continue lendo

A esquerda do possível

Não estando o socialismo, por agora, na agenda política – mesmo na América Latina a discussão sobre o socialismo do século XXI perde fôlego – as esquerdas parecem dividir-se sobre os modelos de capitalismo. À primeira vista, esta divisão faz pouco sentido. Mas, de fato, não é assim.

Boaventura de Sousa Santos, Carta Maior, 29 de maio de 2012

Historicamente, as esquerdas dividiram-se sobre os modelos de socialismo e as vias para os realizar. Não estando o socialismo, por agora, na agenda política – mesmo na América Latina a discussão sobre o socialismo do século XXI perde fôlego – as esquerdas parecem dividir-se sobre os modelos de capitalismo. À primeira vista, esta divisão faz pouco sentido, pois, por um lado, há neste momento um modelo global de capitalismo, de longe hegemônico, dominado pela lógica do capital financeiro, assente na busca do máximo lucro no mais curto espaço de tempo, quaisquer que sejam os custos sociais ou o grau de destruição da natureza. Por outro lado, a disputa por modelos de capitalismo deveria ser mais uma disputa entre as direitas do que entre as esquerdas. Continue lendo

Será América Latina el nuevo Medio Oriente?

Raúl Zibechi, La Jornada, 4 de mayo de 2012

Todos los años la región latinoamericana escala posiciones en el ranking geopolítico mundial por el constante incremento de sus reservas de recursos estratégicos. Cuando Petrobras difundió en 2006 el descubrimiento de la capa pre-sal de petróleo, que puede albergar hasta 100 mil millones de barriles de crudo, el peso de Brasil en el mundo creció notablemente, ya que en 2020 será el cuarto productor mundial de crudo. Continue lendo

Ofensiva do capital internacional sobre as terras na América Latina

Gerson Teixeira e João Paulo Rodrigues, ALAI, 24 de abril de 2012

O mundo se depara com importantes desafios para garantir as condições de vida do planeta, num futuro mais ou menos distante conforme a intensidade e velocidade da evolução do processo de aquecimento global. Segundo a comunidade científica internacional os riscos para a segurança alimentar subjacentes ao processo de mudanças climáticas são muito fortes. Neste caso, biodiversidade, terra e água, assumem significados cada vez mais estratégicos para o futuro da humanidade. Continue lendo

El cambio civilizatorio que requiere la humanidad no es solamente económico sino también cultural

Entrevista con la filósofa argentina Isabel Rauber

Fernando Arellano Ortiz, Cronicon.net, 13 de energo de 2012

El principal reto que afronta la humanidad en los tiempos actuales ante la crisis multidimensional del capitalismo es la construcción de una nueva civilización a partir de la activa participación de las grandes masas populares, sostiene la filósofa argentina y educadora popular, Isabel Rauber.

No se trata de un cambio de sistema, explica, sino de un reto mucho más ambicioso que apunta a un cambio sustancial de modo de vida, lo que “requiere de la constante transformación de los sujetos de cambio” que se construyen “en las luchas y resistencias concretas no solo en el plano territorial local, sino también global”. Continue lendo

CELAC, G20, capitalismo y el planeticidio en marcha

Luis E. Sabini Fernández, Rebelión, 10 de enero de 2012

CELAC –la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños– ha sido presentada como una herramienta de liberación de los pueblos. Y no es para menos, puesto que al parecer se trata de confeccionar una suerte de OEA… sin EE.UU. Así dicho, suena hasta revolucionario, puesto que hasta hace no muchos años se caracterizaba y con razón a la OEA como Ministerio de Colonias de EE.UU.

Y en verdad, a la luz de ese peso abrumador del Hermano Mayor en el concierto americano, parecería sensato erigir una red, una coordinación entre tantos actores antiimperialistas, como es el caso de la Venezuela de Chávez, del Ecuador con Correa, que no cuente en su seno al desequilibrante permanente de cuanta política autónoma procure establecerse, como es el caso del Dpto. de Estado de EE.UU., precisamente. Continue lendo

A esquerda latino-americana e a ‘primavera árabe’

“Sobre as insurreições nos países do Oriente Próximo, ficamos bastante surpresos ao ver nossos amigos latino-americanos defenderem posturas que estamos acostumados a ler dos aduladores das ditaduras no mundo árabe”.

 Sami Nair, El País, 13 de outubro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

A revolução democrática árabe não apenas surpreendeu o mundo, mas também transformou os paradigmas tradicionais da esquerda que, assim como a direita, não conseguiu pressenti-la. Na Europa, apesar de algumas vacilações, a esquerda radical ou social-liberal tem reagido em geral de maneira positiva, acolhendo essa irrupção das massas como um acontecimento de alcance histórico. Não é o caso, infelizmente, da grande maioria da esquerda radical latino-americana. Continue lendo

Investimentos em mineração no Brasil gera grande interesse de empresas fornecedoras chilenas do setor

BELO HORIZONTE, Brasil
http://www.prnewswire.com

De acordo com o Centro de Estudios del Cobre y la Minería (Cesco — http://www.cesco.cl) do Chile, a América Latina chegará, nos próximos anos, a um ponto culminante na atividade de mineração, com investimentos que beiram os US$ 235 bilhões. Estima-se que, até 2015, o Brasil receberá cerca de US$ 58 bilhões em investimentos nesse setor, fazendo com que esse gigante latino-americano se torne, também, um alvo importante para as exportações das empresas fornecedoras chilenas da área de mineração, que durante esta semana participaram, junto com a ProChile, da Exposibram, a grande feira de mineração realizada em Belo Horizonte, de 25 a 29 de setembro.

Diversos especialistas preveem que o setor de mineração brasileiro terá um desempenho positivo nos próximos anos, em relação aos investimentos nesse setor. Nesse sentido, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Paulo Camillo Penna, avaliou que “a produção de minerais vai se duplicar até 2015, chegando perto de 771 milhões de toneladas”. Continue lendo

Palestinos e América Latina: coincidências, divergências, decências

Carta Maior – Eric Nepomuceno.

As presidentes da primeira e da terceira economia da América Latina, e que são as duas maiores da América do Sul, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, apoiaram de forma clara e contundente a Palestina. Seus estrategistas de relações exteriores se mobilizaram para conseguir a adesão unânime dos chanceleres sul-americanos a uma declaração conjunta dos países árabes e dos governos da América do Sul em defesa dos palestinos. Quase conseguiram: faltou um. O governo da Colômbia. 

De tudo que aconteceu nesses últimos dias na ONU, alguns momentos merecem atenção – e não me refiro aqui ao mais óbvio de todos, o discurso, esse sim histórico, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, pedindo para seu país ser aceito como estado-membro.

Também merece atenção um fato que diz respeito à América Latina: as posições adotadas pela região diante da reivindicação palestina mostram indícios de uma clara divergência, e que essa divergência reflete, por sua vez, um grau maior ou menor de alinhamento – ou dependência, conforme o ponto de vista – diante de Washington. Continue lendo