La sangre siria graba una nueva línea en la arena

Pepe Escobar, Asia Times Online, 26 de julio de 2012. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

A principios del siglo pasado se trazó una línea en la arena de Acre a Kirkuk. Dos potencias coloniales –Gran Bretaña y Francia– se repartieron tranquilamente Medio Oriente entre ellas; todo lo que estaba al norte de la línea para Francia; el sur era de Gran Bretaña.

Muchos reveses –y tragedias concéntricas– después, una nueva línea en la arena está siendo trazada por Arabia Saudí y Catar. Entre Siria e Irak, lo quieren todo. Y hablemos de retorno de los reprimidos; ahora, como parte del compuesto OTAN-Consejo de Cooperación del Golfo (CCG), están en la cama con sus antiguos amos coloniales. Continue lendo

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Bankers are the Dictators of the West

Robert Fisk, The Independent, December 11, 2011

Writing from the very region that produces more clichés per square foot than any other “story” – the Middle East – I should perhaps pause before I say I have never read so much garbage, so much utter drivel, as I have about the world financial crisis.

But I will not hold my fire. It seems to me that the reporting of the collapse of capitalism has reached a new low which even the Middle East cannot surpass for sheer unadulterated obedience to the very institutions and Harvard “experts” who have helped to bring about the whole criminal disaster. Continue lendo

Que solução na Síria?

O povo sírio compreende cada vez mais claramente que a vitória da revolução não deve ser procurada no estrangeiro ou com as potências imperialistas.

Khalil Habash, Esquerda.net, 25 de novembro, 2011

Sexta-feira 28 de outubro de 2011, pela primeira vez, as manifestações na Síria avançaram a exigência duma «zona de exclusão aérea». Certos membros do Conselho Nacional Sírio (CNS) apelaram a uma intervenção estrangeira militar. A Fraternidade Muçulmana e as correntes liberais burguesas que têm laços com os Estados Unidos, como Radwan Ziadeh à cabeça do gabinete dos negócios estrangeiros do CNS, fizeram ouvir-se sobre estas questões e declararam que uma intervenção militar era uma possibilidade, isto apesar das declarações de Burhan Ghalioun, presidente do CNS, contrário a qualquer a intervenção militar estrangeira (ver entrevista com B.Ghalioun publicada neste Sítio com data de 30 outubro de 2011). Continue lendo

Tariq Ali: precisamos de novas formações políticas

Lênin disse nunca haverá uma crise final do capitalismo a menos que surja uma alternativa. É absolutamente verdade. O capitalismo já passou antes por numerosas crises e as resolve, de um jeito ou de outro, com repressão. Mas passará por elas a menos que surja uma alternativa no âmbito nacional e global. Os movimentos dos jovens indignados são importantes, mas precisam dar um salto, que é a criação de novas formações políticas.

Firas Khatib entrevista Tariq Ali, Al-Akhbar / Rebelión / Carta Maior, 4 de novembro de 2011

O historiador, novelista e ativista Tariq Ali, membro do Conselho Editorial de Sin Permiso, falou com Firas Khatib para a revista al-Akhbar sobre os desafios que enfrentam as Revoltas Árabes, o futuro da política dos EUA no Oriente Médio depois da “retirada de tropas” do Iraque, e a importância da tomada de ruas e praças de cidades no mundo todo pelo atual movimento de dissenso. Continue lendo

A esquerda latino-americana e a ‘primavera árabe’

“Sobre as insurreições nos países do Oriente Próximo, ficamos bastante surpresos ao ver nossos amigos latino-americanos defenderem posturas que estamos acostumados a ler dos aduladores das ditaduras no mundo árabe”.

 Sami Nair, El País, 13 de outubro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

A revolução democrática árabe não apenas surpreendeu o mundo, mas também transformou os paradigmas tradicionais da esquerda que, assim como a direita, não conseguiu pressenti-la. Na Europa, apesar de algumas vacilações, a esquerda radical ou social-liberal tem reagido em geral de maneira positiva, acolhendo essa irrupção das massas como um acontecimento de alcance histórico. Não é o caso, infelizmente, da grande maioria da esquerda radical latino-americana. Continue lendo

O Oriente Médio nunca mais será o mesmo

Os palestinianos não conseguirão o seu estado esta semana. Mas os palestinianos provarão – se obtiverem votos suficientes na Assembleia Geral e se Mahmoud Abbas não sucumbir à sua subserviência característica ante o poder de EUA-Israel – que já fizeram por merecer ser estado. Artigo publicado na redecastorphoto.

Robert Fisk, Esquerda.net, 22 de setembro de 2011

E estabelecerão para os árabes o que Israel gosta de chamar – enquanto amplia as suas colónias em terra roubada – “factos em campo”: nunca mais EUA e Israel estalarão os dedos e verão árabes bater continência perfilados. Os EUA perderam a aposta que fizeram para o Oriente Médio. Acabou: fim do “processo de paz”, do “mapa do caminho”, do “acordo de Oslo”. Esse fandango já é história. Continue lendo

Lo que se ha logrado en los países árabes es absolutamente impresionante

Christian Höller entrevista con Gilbert Achcar, Springerin, 16 de setiembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Christian Höller: Los recientes levantamientos en diversos países árabes han sido acompañados, por lo menos por parte de comentaristas occidentales, de medidas a partes iguales de esperanza y temor. Esperanzas de que esas sociedades vivan por fin una ola ininterrumpida de democratización. Temores de que tendencias más reaccionarias puedan dominar la situación. Para usted, como profundo especialista en los sistemas políticos en la región así como alguien con muchos vínculos personales en ella, ¿cuál ha sido el sentimiento prevaleciente?

Gilbert Achcar: Para mí, los eventos constituyen esencialmente una fuente de esperanza. Ciertamente tengo preocupaciones por la evolución y el futuro del movimiento pero el que una ola revolucionara semejante se esté extendiendo por la región es algo muy positivo. Los que expresan temor por lo que sucede son implícitamente aquellos que creen que la estabilidad ofrecida por gobiernos despóticos podría ser considerada con el mal menor en comparación con escenarios potenciales en los que piensan, como ser una toma del poder islámica. Semejantes puntos de vista son no solo etnocéntricos o antidemocráticos sino también completamente erróneos en su evaluación porque la razón básica para el despliegue de movimientos de oposición islámica fundamentalista es precisamente la existencia de semejantes regímenes despóticos. En los hechos, la mayoría de esos regímenes han sido patrocinados por países occidentales, desacreditando así la idea misma de democracia o secularismo tal como la propugnan en Occidente. Mientras existan regímenes semejantes también habrá todo tipo de oposición fundamentalista. Más bien habría que tomar en consideración el hecho de que las poblaciones de esos países están hartas de despotismo, y que necesitan urgentemente liberarse de él como cualquier otra población en el mundo. Lo que fue considerado bueno para Europa Oriental, por ejemplo, también se aplica a los países árabes. Continue lendo

Khadafi perdeu. Mas, quem ganhou?

Ninguém duvida que Khadafi perdeu. A pergunta é: quem ganhou? Os precedentes no Afeganistão e no Iraque não são encorajadores e servem como alerta.

Patrick Cockburn, Esquerda.net, 24 de agosto de 2011

A guerra civil na Líbia durou mais que o esperado, mas a queda de Trípoli veio antes que o previsto. Como em Cabul em 2001 e Bagdade em 2003, não houve a “reacção final” do regime derrotado, cujos apoiantes parecem ter dissolvido quando a derrota parecia inevitável. Continue lendo

Egito: “A contra-revolução está passando ao ataque”

O Esquerda.net entrevistou o médico e veterano da esquerda egípcia Alaa Shukrallah, que participou na recente fundação da Aliança Socialista e Popular.

Política energética. La lucha en el corazón del mundo

Ibrahim Ibrahim Alloush y Mohamed Abu Nasr,  freearabvoice.org ; Rebelión, 22 de junio de 2011. Traducido del árabe para Rebelión por Elisa Viteri

La administración Obama, por un lado, y la administración de Netanyahu y algunos sectores del lobby sionista estadounidenses, por otro, están viviendo una gran paradoja. Ahora, algunos sectores claves de la élite gobernante de EE.UU. se han dado cuenta de que los esfuerzos estadounidenses de Bush hijo y los neo-conservadores durante la pasada década en la región árabe y el mundo musulmán han acabado con un ascenso de las fuerzas internacionales de la competencia, como China, Rusia, India y Brasil, que ahora representan una grave amenaza a la hegemonía de Europa y EE.UU. a nivel mundial. Continue lendo

A islamofobia espalha-se pela Europa

A intolerância religiosa é uma realidade quotidiana na Europa, tem por alvo principal os muçulmanos e ataca o pluralismo religioso, negando-se a compartilhar o espaço público com religiões minoritárias ou tolerando apenas práticas consideradas “seculares”.

Virginie Guiraudon, Esquerda.net/IPSNews, 10 de junho de 2011

Os que encarnam as principais vozes da intolerância não são marginais nem podem ser considerados antiquados activistas de extrema-direita. Frequentemente são de chefes de governo, importantes ministros ou poderosos políticos. Continue lendo

La contrarrevolución con dinero contante y sonante

La Casa de Saud y las revueltas árabes

Pepe Escobar, Asia Times Online / Rebelion , 10 de junio de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

La contrarrevolución, para parafrasear al gran poeta difunto del soul Gil Scott-Heron, no será televisada; flotará río abajo repleta de dinero contante y sonante. Tomemos Egipto. La Casa de Saud ha dado al jefe del Supremo Consejo Militar, el mariscal de campo Tantawi 4.000 millones de dólares en dinero contante y sonante, aunque ni siquiera la Esfinge sabe con seguridad cuánto poder realmente tiene Tantawi, de 75 años, el ex ministro de defensa del depuesto tirano Hosni Mubarak. Continue lendo

Manifestantes prometem continuar nas ruas

Portugal e Irlanda já viram seus governos caírem por conta da crise econômica que atinge a Europa. Durante o governo de José Luiz Rodriguez Zapatero, a Espanha se transformou na maior vítima dela entre os países ricos. O país já tem 5 milhões de desempregados e um a cada dois jovens não tem trabalho. Durante a campanha, a imagem do líder era tão impopular que candidatos municipais do Partido Socialista (PSOE) pediram que ele sequer subisse nos palanques.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo, 23 de maio de 2011

Os manifestantes que tomaram ruas e praças em centenas de cidades espanholas ignoram os resultados das eleições e anunciam que continuarão por pelo menos mais uma semana a protestar. Mesmo com o fim das eleições, eles afirmaram ontem que as concentrações inspiradas na primavera árabe precisam ir adiante.

Na praça Puerta del Sol, em Madri, os organizadores afirmaram que as manifestações continuarão até que o governo reveja as políticas de austeridade econômica e puna a corrupção nos órgãos públicos. Continue lendo

Que parte do discurso não se compreende?

Ángeles Diez, Rebelión, 21 de maio de 2011. A tradução é do blog Boca do Mangue.

Os candidatos às eleições autônomas e municipais na Espanha estão desorientados, não sabem o que pensar do acampamento da Porta do Sol e das dezenas de rodas de discussão que surgem em cada esquina. O governo da Espanha e as direções dos partidos políticos também mostram sintomas de uma estranha doença que lhes obstrui o entendimento. Não compreendem o que querem as pessoas. Não compreendem porque pedimos democracia se vivemos numa democracia.

Eram onze e meia da noite e a Praça estava completamente compactada. As ruas de Arenal, Preciados, Montera, Alcalá, Carretas… estavam impraticáveis. Sol era uma massa cerebral com múltiplas ramificações. De todos os pontos saíam palavras de ordem que como impulsos elétricos conectavam todas as gargantas: “que não, que não, que não nos representam”, “esta crise não pagamos”, “chamam democracia e não o é, não o é”. Um minuto antes da meia noite, fez-se silêncio. As mãos abertas se levantaram. Soaram as doze badaladas do relógio da praça e explodiram as gargantas e os aplausos: “o povo unido jamais será vencido”, “agora, vocês, são os ilegais”. Uma senhora idosa próxima de mim gritou: Felicidades, inicia o ano novo! Continue lendo

Por que nenhum clamor contra esses tiranos torturadores?

O que significa o silêncio dos EUA, da Inglaterra e aliados sobre o Bahrein? Que absurdo é esse? Bem, eu vou lhes dizer. Não tem nada a ver com o Bahrein ou com a família al-Khalifa. Tem tudo a ver com o nosso medo da Arábia Saudita.

Robert Fisk, Esquerda.net / Carta Maior, 15 de maio de 2011

Christopher Hill, ex-secretário de Estado dos EUA para a Ásia Oriental e ex-embaixador no Iraque – geralmente, um diplomata estadunidense muito obediente e não-eloquente – escreveu no outro dia que “a noção de que um ditador pode reivindicar o direito soberano de abusar de seu povo tornou-se inaceitável “. Continue lendo

Ahora te toca, Gadafi

Pepe Escobar, Asia Times Online / Rebelión, 12 de mayo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Comencemos con la invocación de un icono cultural occidental, Dante: “Oh vosotros los que entráis, abandonad toda esperanza” – porque el derecho internacional tal como lo conocemos acaba de recibir una estaca a través de su corazón. El “nuevo” darwinismo sociopolítico implica neocolonialismo humanitario, asesinatos selectivos –ejecuciones extrajudiciales– y guerras de drones, todo realizado en nombre de una carga del hombre blanco actualizada. Continue lendo

La oposición justifica el impasse en Siria por la inacción internacional

Gara, 11 de mayo de 2011

«El mundo trata con prudencia el caso sirio y el régimen parece haber ganado la primera batalla aunque haya sido a costa de un baño de sangre», reconoce un opositor que vive en Jordania y pide el anonimato. «Israel está satisfecho con el estatus quo y EEUU necesita a Siria por la cuestión de Irak, en razón de la influencia de este país sobre la resistencia suní iraquí y su papel de mediador entre Washington e Irán sobre Irak», añade este analista.

«La comunidad internacional ha optado por el letargo en el caso sirio porque nadie quiere que el caos llegue a las puertas de Israel, sobre todo teniendo en cuenta que el régimen de Bashar al-Assad mantiene las fronteras más seguras con el Estado israelí desde el establecimiento, en 1974, de una zona desmilitarizada», afirma, por su parte, el opositor Abu Adham. Continue lendo

Bahrein derroca a su propio pueblo

La contrarrevolución de la Casa de los Saud no ha hecho más que empezar.

Pepe Escobar, Asia Times Online / Rebelión, 11 de mayo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández

El 14 de marzo de 2011 se recordará como el nefasto día en que la Casa de Saud lanzó –con el total apoyo de EEUU- una salvaje contrarrevolución diseñada para aplastar el capítulo del Golfo de la gran revuelta árabe de 2011. (Véase “The US/Saudi Libya deal, Asia Times Online, 2 de abril de 2011) [*]. Continue lendo

Las familias Khalifa y Assad: la hermandad de la tirania

Bahrein y Siria

Subhi Hadidi, Al-Quds Al-Arabi / Rebelión, 10 de mayo de 2011.  Traducción del árabe para Rebelión de Husein Khzam

Tal vez no nos apartemos mucho del tema sirio si hablamos del levantamiento del pueblo en Bahrein, sobre todo porque comparten la misma indiferencia de los medios de comunicación, tanto árabes como extranjeros. Continue lendo

Siria: los límites de la impunidad

Mourad Zarrouk, Diagonal, 7 de mayo de 2011

Las imágenes difundidas por la red Sham el 28 de marzo son escalofriantes. El hermano del presidente sirio Bashar al Asad, el coronel Maher, jefe de la temible Guardia Republicana, graba con un teléfono móvil los cadáveres destrozados y las piernas amputadas y esparcidas entre las ruinas de una localidad cerca de Daraa. En febrero de 1982, Rifaat al Asad el hermano del entonces presidente sirio Hafez al Asad perpetra una matanza sin precedentes en el país arrasando la ciudad rebelde Hama. El número de víctimas oscila entre 25.000 y 30.000. Sin embargo, la diferencia entre los dos contextos es abismal, aunque el régimen pretende mantener los mismos métodos de represión contra el pueblo sirio. Continue lendo