Nuclear em desuso

Heitor Scalambrini Costa, Correio da Cidadania, 21 de Setembro de 2012

Setembro de 2012 ficará marcado na história pelos anúncios feitos pelos governos japonês e francês, a respeito da decisão de se afastarem da energia nuclear, responsável pelos piores pesadelos da humanidade. Esta tomada de posição tem um significado especial, visto que estes países, até então defensores de tal fonte energética, têm em suas matrizes a maior participação mundial da nucleoeletricidade. Depois da histórica decisão do governo alemão em abandonar em definitivo a energia nuclear, agora são os governos do Japão e da França que vão rever os planos relativos ao uso do nuclear. Continue lendo

Por um Brasil livre de energia nuclear

O acidente nuclear de Fukushima reacendeu o debate da energia nuclear no Brasil. Enquanto o governo defende a conclusão de Angra III, integrantes da sociedade civil se organizam na tentativa de banir a energia nuclear do país. Hoje, a campanha “Por um Brasil livre de energia nuclear” é promovida por duas frentes de discussão: a Coalizão por um País Livre de Usinas Nucleares, e a Articulação Anti-Nuclear Brasileira, que divulgam informações sobre os riscos desse modelo energético e promovem ações para repensar a composição da matriz energética brasileira. O arquiteto e ativista brasileiro Francisco Whitaker participa da Coalizão e diz que as duas frentes atuam no sentido de convencer o governo federal a desistir da ampliação da energia nuclear no país.

IHU On-Line entrevista Francisco Whitaker, IHU On-line, 17 de maio de 2012

Francisco Whitaker foi presidente da Juventude Universitária Católica – JUC em 1953-1954, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB no 1° Plano Pastoral de Conjunto em 1965-1966, e assessor da Arquidiocese de São Paulo e da CNBB de 1982 a 1988. Foi vereador de São Paulo, SP. É sócio-fundador da Associação Transparência Brasil e foi professor no Instituto de Formação para o Desenvolvimento de Paris e no Instituto Latino-Americano de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ilpes/ONU). Continue lendo

Danger Zone: Ageing Nuclear Reactors

Following Japan’s nuclear disaster last year there are fears the US may be heading for a nuclear catastrophe of its own.

People & Power / Al Jazeera, February 23, 2012

In March 2012, a devastating earthquake and tsunami in Japan caused a meltdown at the Fukushima nuclear power plant.

As tens of thousands of people were evacuated from nearby towns and villages, the world waited anxiously to see whether the radioactive fallout would spread across the country, or even be carried overseas.

Unsurprisingly, in the wake of this incident, the nuclear operations of other countries have come under considerable scrutiny.

One such country is the US where more than 100 similar reactors – some of them in earthquake zones or close to major cities – are now reaching the end of their working lives.

Their owners want to keep them running, but others – from environmentalists to mainstream politicians – are deeply concerned.

In this investigation for People & Power, Joe Rubin and Serene Fang of the Center for Investigative Reporting examine whether important safety considerations are being taken into account as the US Nuclear Regulatory Commission (NRC) considers extending the licences of these plants.

The agency has recently come under fire for glossing over the potential dangers of ageing reactors, for becoming too cosy with the industry and for political infighting among the agency’s senior executives, which critics in the US Senate and elsewhere say seriously hampers its ability to ensure safety.

The investigation focuses on the Pacific Gas & Electric nuclear facility at Diablo Canyon and two others, which are at Indian Point in New York and Fort Calhoun in Nebraska.

These three sites represent the dangers posed to nuclear power plant safety by earthquakes, terrorism and flooding.

Rubin and Fang discover that the NRC’s oversight track record is far from perfect, and that unless urgent action is taken the US could be heading for a nuclear catastrophe of its own.

Japan: Reeling from triple disasters

The earthquake, tsunami and nuclear meltdown killed around 20,000 people

D. Parvaz, Al-Jazeera, December 27, 2011

Trying to understand, show or measure what Japan has suffered this year in the wake of the March 11 earthquake and tsunami is difficult because the story is an ongoing one of compounding loss on multiple and enormous scales. Continue lendo

Daunting tasks await Japan after cold shutdown of Fukushima plant

Kyodo News, Mainichi Shimbun, December 17, 2011

TOKYO (Kyodo) — Japan on Friday finally declared a state of cold shutdown at the crisis-hit Fukushima Daiichi nuclear power plant, only to find itself facing a long and thorny road toward the goal of scrapping the stricken reactors and restoring shattered public confidence in the government’s nuclear policies.

The country plans to draw on the experience of the 1979 Three Mile Island accident in taking out the nuclear fuel from the plant’s Nos. 1 to 3 reactors, but the task will be more challenging than in the U.S. case because the fuel is believed to have melted through the base of the reactor pressure vessels. Continue lendo

Fukushima poderá tornar-se um cemitério nuclear

As autoridades japonesas lançaram a proposta para transformar Fukushima em cemitério de lixo radioactivo do programa nuclear nipónico. Esta decisão está a causar grande indignação entre os habitantes da região obrigados a evacuar os cerca de 50 mil lares à volta da central nuclear de Fukushima Daiichi.

Rui Curado Silva, Esquerda.net, 6 de novembro de 2011

Esta semana um painel de peritos da Comissão para a Energia Nuclear japonesa concluiu que vão ser necessárias várias décadas para limpar a região em quarentena em torno de Fukushima, ao contrário das expectativas mais optimistas que foram avançadas após o acidente. Em Portugal, Patrick Monteiro e Pedro Sampaio Nunes estiveram entre as vozes que mais minimizaram as consequências do acidente. Segundo o mesmo painel, só dentro de 10 anos será possível começar a remover as barras de combustível das unidades onde ocorreu a fusão dos reactores. Continue lendo

Puede ser parte de la solución la energía nuclear?

Los costes totales de producir energía nuclear deben ser reevaluados

Robert Constanza, Al-Jazeera, 4 de octobre de 2011. Traducido para Rebelión por Germán Leyens

Como ha mostrado el desarrollo del desastre nuclear en Japón, los costes de la limpieza después de una fusión nuclear accidental son pagados en gran parte por los gobiernos nacionales y los contribuyentes en lugar de la industria. El pago de la limpieza es solo uno de los numerosos costes ocultos de la energía nuclear que dificultan la tarea de juzgar su valor. Numerosos países, incluido EE.UU., se apresuran a construir una nueva generación de plantas de energía nuclear para reducir las emisiones de carbono. Continue lendo

Fukushima: It’s Much Worse Than You Think

Scientific experts believe Japan’s nuclear disaster to be far worse than governments are revealing to the public.

Dahr Jamail, Al-Jazeera-English, Juin 16, 2011

“Fukushima is the biggest industrial catastrophe in the history of mankind,” Arnold Gundersen, a former nuclear industry senior vice president, told Al Jazeera.

Japan’s 9.0 earthquake on March 11 caused a massive tsunami that crippled the cooling systems at the Tokyo Electric Power Company’s (TEPCO) nuclear plant in Fukushima, Japan. It also lead to hydrogen explosions and reactor meltdowns that forced evacuations of those living within a 20km radius of the plant.

Gundersen, a licensed reactor operator with 39 years of nuclear power engineering experience, managing and coordinating projects at 70 nuclear power plants around the US, says the Fukushima nuclear plant likely has more exposed reactor cores than commonly believed. Continue lendo

Energía nuclear: razones para rechazarla y alternativas

Entrevista con Carlo Rubbia, premio Nobel de Física, en vísperas del referéndum sobre energía nuclear en Italia

Antonio Cianciullo, La Repubblica, 10 de junio de 2011. Traducido por Gorka Larrabeiti

“Fukushima fue una gran sorpresa porque puso de manifiesto lo poco que tenían que ver las previsiones con los hechos. Fue una lección y es peligroso no aprender de las lecciones, especialmente para un país como Italia que tiene muchos problemas en común con Japón. No sólo la sismicidad, sino también los tsunamis producidos por terremotos, como la ola gigante que destruyó Messina en 1908. ¿Es razonable hacer una central nuclear en Sicilia? “. Continue lendo

E a Alemanha desliga a energia nuclear

Foi aprovada a lei para fechar todas as centrais nucleares alemãs até 2022. Merkel acelera os tempos. Logo, cinco bilhões de euros serão investidos em fontes renováveis.

Andrea Tarquini, La Repubblica, 7 de junho de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

Hoje, elas ainda fornecem cerca de um quinto das necessidades de energia da primeira economia europeia. A partir de 2022, não serão nada mais do que destroços, como as antigas fábricas do século XIX, fechadas e em ruínas, ou parques de diversões, como já é o caso do ex-reator em Kalkar.

Nesta segunda-feira, a Alemanha de Angela Merkel definitivamente virou a página: com um sinal e um desafio exemplar para o mundo, a potência industrial número um, indiscutível no Velho Continente, e quarta em nível mundial, a pátria das melhores excelências tecnológicas europeias, aprovou em nível oficial o preanunciado adeus ao átomo civil. Continue lendo

Nuclear power loses its appeal after Japan crisis

Switzerland latest country to shelve nuclear plant plans – but many states still lack an alternative low-carbon energy supply

Ian Sample, guardian.co.uk, May 29, 2011

Moves to cut carbon emissions in line with international targets have come under renewed strain since the nuclear crisis in Japan led some countries to shelve plans to use the technology.

Switzerland became the latest country to decide to phase out nuclear power last week, citing concerns over the accident at the Fukushima plant that was left stricken by a 9.0 magnitude earthquake and tsunami in March. Continue lendo

Manifestações em toda a Alemanha pelo fim do nuclear

Cerca de 160 mil pessoas protestam em 20 cidades. Relatório de Comissão de Ética propõe encerramento das 17 centrais nucleares até 2021.

Esquerda.net, 28 de maio de 2011

Cerca de 160 mil pessoas manifestaram-se em 20 cidades da Alemanha sob o lema “Schluss mit Atomkraft” (Fim à Energia Atómica), nas vésperas de o governo de Angela Merkel anunciar o novo calendário de encerramento gradual das 17 centrais atómicas do país . Continue lendo

Fukushima Shutdown for January

BBC, May 18, 2011

Japan still believes it can end its nuclear crisis within months, while accepting damage from March’s quake and tsunami was worse than first thought.

The government and the operator of the Fukushima Daiichi power plant recently revealed the No 1 reactor suffered a near complete meltdown within hours of the disaster. But they still believe a “cold shutdown” is possible by January.

The crisis forced 80,000 people who lived within 20km of the plant to flee. This week evacuations began from towns further away from the stricken plant in northern Japan, with the government saying a build-up of radiation could pose a danger to health, says the BBC’s Roland Buerk in Tokyo. Continue lendo

“Si no cambiamos la tendencia actual habrá muchas Fukushimas”

Entrevista al biólogo Jesús Castillo

En Lucha / Rebelión, 11 de mayo de 2011

Frente a la reciente catástrofe en Japón, En lucha entrevista a Jesús M. Castillo, profesor titular de la Universidad de Sevilla, en el Departamento de Biología Vegetal y Ecología y autor del libro Migraciones ambientales (*). Huyendo de la crisis ecológica en el siglo XXI, para hablar con él sobre sus consecuencias presentes y futuras.

Tu libro trata de la relación entre las migraciones y la degradación ambiental. ¿Cómo se produce esta relación?

Se trata de una relación muy compleja. Millones de seres humanos se ven obligados, en mayor o menor medida, a abandonar las tierras donde han nacido debido a la degradación ambiental (desertización, inundaciones, contaminación, impactos derivados de grandes infraestructuras, etc.). Sin embargo, en no pocas ocasiones la degradación ambiental no se identifica como causa de estos movimientos poblacionales, ni siquiera por parte de los migrantes. Esto es así porque se mezclan muchos factores, entre los que destacan los políticos y los económicos, a los que en muchos casos se suma la degradación ambiental. Continue lendo

De Lisboa a Fukushima: o que resta do progresso?

No Japão, foi atingida a presunção da tecnologia que se considerava infalível.

Massimo L. Salvadori, La Repubblica, 9 de maio de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

No dia 1º de novembro de 1755, um terrível terremoto destruiu grande parte de Lisboa. Os mortos chegaram a várias dezenas de milhares. Diante de tal catástrofe, a emoção na Europa daquele tempo foi enorme, e não se limitou à piedade pelas vítimas inocentes e à lamentação pelas destruições materiais. A catástrofe, de fato, levantou interrogações inquietantes à cultura europeia, em que, no contexto do Iluminismo, estava aberto o debate sobre as condições da vida humana e sobre a capacidade de percorrer as vias de um progresso moral, civil e político cada vez maior. Continue lendo

Thousands Rally in Japan Against Nuclear Power

Harumi Ozawa, Agence France Presse, May 7, 2011

TOKYO — Thousands of people rallied in Japan Saturday to demand a shift away from nuclear power after an earthquake and tsunami sparked the world’s worst atomic crisis since Chernobyl a quarter-century ago.

Braving spring drizzle, thousands of demonstrators gathered at a park in Tokyo’s Shibuya district, many holding hand-made banners reading: “Nuclear is old!” and “We want a shift in energy policy!” Continue lendo

Fukushima o la inhumanidad capitalista

Pierre Rousset, Viento Sur, 2 de mayo de 2011

En unas notas escritas después del desastre nuclear japonés, el Dr. Abraham Behar, presidente de la Asociación de Médicos franceses para la Prevención de la Guerra Nuclear (AMFPGN), se preguntaba: “¿Quién se preocupa de los empleados de mantenimiento de Fukushima?: Se alzan voces que recuerdan la suerte de los 50 técnicos que hacen lo que pueden en la central altamente radioactiva. ¿Pero quién se preocupa de los 300 empleados encargados de los trabajos sucios, al lado de los bomberos y de su ridículo chorro de agua, y que son de hecho los “liquidadores” japoneses?” /1. Continue lendo

Ni limpia ni segura ni barata… ni tampoco pacífica

Eduard Rodríguez Farré y Salvador López Arnal, Rebelión, 29 de abril de 2011

No es limpia y tampoco es segura ni barata, y, aunque a veces se olvide, el lado oscuro militar rodea y envuelve la industria nuclear. Veamos algunos nudos de este escenario nada marginal [1]. No hacemos referencia en esta conversación a las últimas intervenciones otánicas.

SLA: Hay un tema de “rabiosa actualidad” sobre el que tú te has manifestado en reiteradas ocasiones en calidad de miembro de Científicos por el Medio Ambiente (CiiMA) y del Centre d’Anàlisi i Programes Sanitaris (CAPS). ¿Qué papel ha jugado el uranio en las armas usadas en las guerras de estos últimos quince años?

ERF: Desde 1991 estamos asistiendo al desarrollo, por parte de EE.UU. y de sus adláteres de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), de una serie de guerras que ellos mismos denominan, con indiscutido cinismo, “intervenciones humanitarias y altruistas”, caracterizadas por su rapidez y el uso masivo de tecnología (bombardeos aéreos, blindados, misiles, electrónica) con una alta potencia destructiva. En todas estas guerras, en la de Irak de 1991, en las de los Balcanes, en el ataque masivo a Afganistán, de nuevo en Irak en 2003, siguiendo planteamientos estratégicos de los teóricos militares del Pentágono, se ha pretendido que estas intervenciones eran altamente selectivas, centradas en objetivos militares, si bien, como ellos dicen, con algunos efectos colaterales inevitables; es decir, hablando claramente, con víctimas civiles e infraestructuras públicas devastadas. La enorme potencia destructora y la relativa selectividad –insisto: muy relativa- se obtienen gracias al desarrollo de nuevas o perfeccionadas armas, diseñadas y producidas por la poderosa industria armamentística de los EE.UU, innegablemente, la más innovadora de aquel país, cuyos beneficios por otra parte no han dejado de crecer en estos últimos años. El vicepresidente norteamericano [de la anterior administración usamericana, Dick Cheney] está muy informado de este asunto hasta el punto de que, curiosamente, sus inversiones personales están muy “focalizadas”, como se dice ahora, en estos ámbitos. Continue lendo

Energía nuclear: ni segura, ni barata, ni verde

Daisy Farnham, En Lucha, 29 de abril de 2011

La catástrofe en Japón ha vuelto a abrir el debate sobre la energía nuclear. En este artículo se analiza por qué esta energía no es una alternativa real, los peligros que implica y cómo ésta solo beneficia a unos pocos. El reciente desastre en la central nuclear de Fukushima Daiichi en Japón ha disparado de nuevo el debate sobre la energía nuclear. El Gobierno japonés inicialmente decía que la situación estaba “controlada”, pero después se vio obligado a admitir que se han escapado peligrosas cantidades de radiación tras las explosiones. Además, se han cerrado 13 centrales más por daños. Continue lendo

Índia confirma plano de megausina nuclear

A Índia anunciou ontem que dará continuidade aos planos de construção da maior usina nuclear do mundo, em Jaitapur. “O governo está satisfeito com os aspectos de segurança”, afirmou V. Narayanswamy, membro do gabinete do primeiro-ministro Manmohan Singh.

Valor, 27 de abril de 2011

O projeto da usina, com capacidade de 9.900 megawatts, prevê seis reatores, construídos com a participação da estatal francesa Areva. “Cada reator terá um sistema de segurança independente”, disse o ministro do Meio Ambiente, Jairam Ramesh, procurando eliminar os temores de uma repetição do acidente na usina de Fukushima, no Japão. Continue lendo