A mobilidade urbana não pode esperar mais

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 16 de agosto de 2013

Serão extremamente úteis para o País, qualquer que seja o desfecho, as conclusões do atual debate que se trava em toda parte sobre mobilidade urbana, a partir das recentes manifestações de rua, assim como da criação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A discussão adequada do problema, a adoção de políticas principalmente nas regiões metropolitanas, poderá talvez evitar ou reduzir custos imensos e hoje progressivos. Continue lendo

A lógica da inércia e a perda do essencial

Washington Novaes. Jornal O Estado de São Paulo

Publicado em: 15/07/2011

Texto interessante de Vitor Hugo Brandalise no caderno Aliás (10/7) lembrou que há 300 anos, no último dia 11, a vila de São Paulo – então com 210 casas de taipa batida, 1.000 habitantes, 7 igrejas, 4 bicas d´água – foi promovida a cidade. Um tempo em que os moradores eram obrigados a tapar, com suas mãos e instrumentos, os buracos nas ruas, sob pena de multa de 6 mil réis ou até 30 dias de cadeia. Bons tempos, apesar da escravatura de índios ? 

Trezentos anos depois, pergunta-se com insistência o que se fará na cidade de quase 12 milhões de pessoas, na metrópole de quase 20 milhões. Mas na prática quase não se consegue sair do papel. As câmaras municipais de 39 municípios da Grande São Paulo criaram há pouco (ESTADO, 10/5) o Parlamento Metropolitano, que não legislará, fará estudos para aprimorar a legislação nas áreas de transportes, educação, Plano Diretor Metropolitano. Virá somar-se ao Estatuto da Cidade, nacional (lei 10.257), que no dia 10/7 completou uma década, sem conseguir transformar em realidade o propósito de implantar planos diretores em todos os municípios de mais de 20 mil habitantes e, através deles, a “reforma urbana”. Continue lendo

Em 120 dias, quase um Ibirapuera desmatado

Morumbi é um dos mais afetados; Prefeitura prevê compensação, que nem sempre ocorre

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo, 29 de maio de 2011

Uma das metrópoles menos verdes do mundo, São Paulo perdeu nos primeiros quatro meses do ano 12.187 árvores. É como se quase um Ibirapuera inteiro tivesse sumido entre 1.º de janeiro e 30 de abril – o parque tem 15 mil árvores – para dar lugar a prédios, conjuntos habitacionais e obras de infraestrutura. Os números fazem parte de um levantamento da Comissão do Verde e Meio Ambiente da Câmara Municipal, obtido com exclusividade pelo Estado.
Todos os cortes – que incluem também pedidos particulares e a retirada de 621 árvores mortas (5,1% do total) – foram autorizados pela Prefeitura. O governo sempre exige um replantio de mudas maior do que o número de cortes autorizados. Mas a eficácia dessa compensação ambiental é duvidosa e muitas vezes executada sem sucesso ou qualquer tipo de fiscalização. Continue lendo

Horizontes urbanos

Os dilemas e os rumos da metrópole que potencializa os problemas das principais cidades brasileiras

Carolina Rossetti e Ivan Marsiglia entrevistam Erminia Maricato, Candido Malta e Jorge Wilheim, O Estado de S.Paulo, 18 de junho de 2011

A morte trágica de um ciclista atropelado por um ônibus. Bairros inteiros sem luz por dias, após uma tempestade que derrubou árvores. Imagens de degradação da Cracolândia incorporadas à paisagem cotidiana. O esvaziamento do centro velho e o caos dos carros nas vias públicas. A São Paulo de 20 milhões de habitantes é hoje uma metrópole defasada em infraestrutura e em padrões de civilidade, em relação a cidades de grande porte pelo mundo.

Para debater os problemas potencializados na capital paulista, mas que afligem outras metrópoles brasileiras, o Aliás convidou três urbanistas: Erminia Maricato, Cândido Malta Campos e Jorge Wilheim. O trio concorda em vários aspectos: é preciso planejar intervenções urbanas substanciais, superar o modelo rodoviarista, valorizar os espaços de convivência coletiva na lógica contrária à dos condomínios e bunkers privados. A discordância mais evidente refere-se ao projeto Nova Luz, de revitalização da área central da cidade – que consideram necessário – e suas formas de implantação. Continue lendo

Mais e mais veículos sem poder circular?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 6 de maio de 2011

Seria cômica se não tivesse – como tem – consequências literalmente funestas a problemática da ocupação do espaço urbano por veículos, que nele se tornaram a principal personagem – a ponto de, já há alguns anos, a Associação Nacional de Transportes Públicos dizer que na cidade de São Paulo mais de 50% do espaço, incluídos vias públicas, praças, garagens e estacionamentos, se destina a veículos. O ângulo quase cômico fica por conta de algumas notícias dos últimos dias: 1) Um projeto de oito empresas, lideradas por Itaipu, já consegue produzir no Brasil um ônibus elétrico híbrido, com motor de combustão alimentado por etanol, movimentado por motor elétrico – portanto, silencioso e com emissões mínimas de gases; 2) também na Alemanha estão sendo produzidos carros elétricos silenciosos; 3) mas neste mesmo momento entra em vigor nos Estados Unidos lei que obriga automóveis elétricos e híbridos a gerar “um mínimo” de ruídos, capaz de alertar para sua presença portadores de deficiência visual e idosos, já que com esses veículos a possibilidade de atropelar deficientes é duas vezes maior – e com essa providência os dispositivos especiais consumirão combustível, emitirão poluentes e intensificarão os ruídos urbanos. Continue lendo

Cidades estão na mira dos estudiosos do clima

As cidades estão na mira dos cientistas que estudam os impactos da mudança do clima. Esta semana, um grupo de 100 pesquisadores internacionais ligados ao IPCC (a sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, das Nações Unidas), discutem em Calcutá, na Índia, o embrião de um relatório específico sobre assentamentos urbanos, com estratégias futuras para reduzir a emissão de gases-estufa e planos para se adaptar aos novos tempos.

Daniela Chiaretti, Valor, 21 de marco de 2011

Cidades são responsáveis por aproximadamente 75% das emissões de CO2 mundiais. Em 2050, estima a ONU, perto de 70% dos habitantes do mundo viverão em núcleos urbanos – a maior parte deles em países em desenvolvimento. “Cidades são uma fonte importantíssima de emissões e tendem a se tornar cada vez mais cruciais”, diz Suzana Kahn Ribeiro, subsecretária de economia verde do Rio de Janeiro e vice-presidente do grupo de mitigação do IPCC, representando a América Latina. Continue lendo

70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer

Pelo menos 214 mil moradores utilizam esse meio de transporte diariamente; capital pode ser dividida em 4 polos, com usos diferenciados

Renato Machado,Rodrigo Brancatelli e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo, 20 de março de 2011

Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar – pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias. Continue lendo

Parabéns São Paulo chegamos aos 7 milhões de carros!

Reinaldo Canto, Envolverde, 14 de março de 2011

Segundo o Detran, a cidade vai atingir essa impressionante marca até o fim de março. Mas afinal, tal fato é digno de júbilo ou de pesar? A resposta para o questionamento acima mencionado irá depender, obviamente, do ponto de vista e dos valores do observador.

Para os adeptos da velha economia e amantes do transporte individual a notícia poderá ser motivo de comemorações. Esses hão de considerar que o expressivo número significa que São Paulo transformou-se numa metrópole digna do primeiro mundo, com uma economia pujante e próspera, na qual cada vez mais pessoas podem satisfazer seus desejos de consumo. Continue lendo

Represas evidenciam que é preciso ter pressa

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 11 de fevereiro de 2011

É inacreditável e ameaçadora a lentidão com que reage – quando reage – o poder público, no Brasil, diante de fenômenos rápida e progressivamente mais frequentes e mais intensos, como têm sido os “desastres naturais” provocados por chuvas volumosas, em curto espaço de tempo – abalando estruturas rodoviárias (pontes, aterros, pistas, barrancos) e, cada vez mais, estruturas urbanas. Está mais do que evidente que essas estruturas mais antigas não foram calculadas para suportar o peso, a pressão, o volume, a rapidez com que chega a água. Da mesma forma, não se consegue reagir adequadamente aos fantásticos volumes de água que se acumulam nas cidades e não conseguem vazão suficiente em rios e canais estreitados, canalizados, assoreados. Piscinões não suprem os espaços que se tornam necessários pela impermeabilização do solo urbano e pelas redes de drenagem insuficientes e entupidas. Continue lendo

Mudança climática. Que fazer com nossas cidades?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 10 de dezembro de 2010

No momento em que estas linhas são escritas, continuam em Cancún, no México, as discussões no âmbito da Convenção do Clima, com escassas possibilidades de que até hoje à noite ou a madrugada de amanhã se consiga chegar a algum acordo sobre redução de emissões de poluentes obrigatório para todos os países – como já se comentou neste espaço na semana passada. Mas sucedem-se ali as discussões, até entre os que acreditam que novas tecnologias poderão conduzir às grandes soluções para o drama das mudanças climáticas e os que lembram que não se conseguirá caminhar por aí sem equacionar também o problema das desigualdades no consumo no mundo, com os países industrializados (menos de 20% da população mundial) respondendo por quase 80% do consumo de recursos e com um gasto per capita de energia muitas vezes superior ao dos países mais pobres. Sem falar, ainda, na questão da fome, que continua a afligir quase 1 bilhão de pessoas. Continue lendo

‘Cidades relapsas com o clima terão prejuízo’

Alexandre Gonçalves entrevista Ahmed Aboutaleb, O Estado de S.Paulo, 8 de dezembro de 2010

O prefeito de Roterdã (Holanda), Ahmed Aboutaleb, visitou São Paulo na semana passada e falou ao Estado sobre o C40 – cúpula que reúne administradores de várias cidades para discutir o aquecimento global.

O que é o C40?

O C40 reúne várias cidades do mundo para combater as mudanças climáticas. A iniciativa acelera o modo como se constroem políticas sobre o clima. As cidades sentem necessidade de agir, não só por razões de saúde pública. Quem não agarrar as oportunidades de desenvolvimento tecnológico trazidas pelas mudanças climáticas vai perder o jogo econômico a longo prazo. Não estamos falando só de clima, saúde ou ar puro: também é uma questão de economia, renda e emprego. Continue lendo

Capital paulista ‘exporta’ 293 mil pessoas nesta década

José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo, 30 de novembro de 2010

Depois de cinco séculos recebendo migrantes de todas as partes do Brasil e do mundo, São Paulo tornou-se uma “exportadora” de gente no século 21. Entre moradores que chegaram e pessoas que abandonaram a cidade, a capital paulista perdeu 293 mil habitantes nesta década.

É o que os demógrafos chamam de saldo migratório negativo. São Paulo só continuou crescendo porque o saldo vegetativo foi alto: 1,770 milhão de nascimentos contra 667 mil mortos entre 2000 e 2010, segundo dados do Datasus (Ministério da Saúde). Continue lendo

Censo 2010: quantos somos e quanto crescemos

A primeira totalização do censo 2010 contou 190.732.694 habitantes. Isso torna o Brasil o quinto pais mais populoso do planeta, atras da Indonésia.

Clique aqui para acessar os mapas e graficos preparados por O Estado de S.Paulo com base nestes dados.

Uma modificação importante ocorreu no ranking das dez maiores cidades brasileiras:

1 São Paulo 11 244 369

2 Rio de Janeiro 6 323 037

3 Salvador 2 676 606

4 Brasília 2 562 963

5 Fortaleza 2 447 409 Continue lendo

SP emite 145 milhões toneladas de CO2 equivalente, mostrará inventário

Vinicius Neder, Jornal da Ciência, 29 de novembro de 2010

1º Inventário de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo será lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 30, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)

O inventário paulista refere-se a 2005, quando o estado emitiu 145 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera. O dado foi adiantado pelo diretor de inovação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, Fernando Landgraf, em apresentação no 6º Congresso Abipti, promovido pela Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa Tecnológica, nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília. Continue lendo

Parado quase devagar

Mauricio Broinizi Pereira, Carta Capital, 29 de novembro de 2010

Mobilidade urbana é o nome que se dá para a possibilidade de se movimentar na cidade, o direito de ir e vir entre os nossos destinos cotidianos, como, por exemplo, de casa para o trabalho, do trabalho para a escola e da escola para casa. Parece muito simples, mas a mobilidade nas grandes e médias cidades brasileiras está se tornando cada vez mais difícil, e, em muitos casos, um sacrifício diário. Tomando a cidade de São Paulo como uma referência para este problema, podemos deixar um alerta para todas as cidades que buscam crescer, mas se esquecem de realizar um planejamento adequado – acabam focando estratégias apenas de curto prazo, e nem tanto de médio e longo. Por exemplo: São Paulo, hoje, no lugar de ter 70 quilômetros de metrô, deveria ter, no mínimo, 350 quilômetros, o que permitiria a mobilidade urbana (e, consequentemente, o bem-estar coletivo) ser muito melhor. E por que na cidade não se tem uma estrutura de transportes adequada? Continue lendo

Sem carro, por opção

Estudo mostra que 7 milhões de famílias têm recursos para comprar carro zero sem comprometer a renda, mas preferem usar o dinheiro em outras prioridades.

Alexandre Costa Nascimento e Franciele Ciconetto, Gazeta do Povo, 27 de novembro de 2010

Duas em cada dez famílias brasileiras que andam a pé têm condições econômicas para financiar a compra de um carro popular zero quilômetro comprometendo no máximo 30% de suas rendas com as parcelas mensais do financiamento. Esse contingente, de 7 milhões de famílias, representa seis vezes a frota atual de Curitiba, proporcionalmente a capital mais “motorizada” do país, e equivale a quase três anos de produção da indústria automobilística brasileira. O que indica que, mantidas as condições atuais, o mercado nacional terá demanda suficiente para continuar aquecido ao longo dos próximos anos. Continue lendo

Metrô vira prioridade na zona leste

Lu Aiko Otta e Bruno Ribeiro, Jornal da Tarde, 25 de novembro de 2010

Duas linhas de metrô de São Paulo foram escolhidas como prioridade do governador eleito do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), para receber recursos do orçamento da União em 2011. Eles se reuniram ontem com a bancada paulista no Congresso para discutir os projetos.

Alckmin pediu R$ 200 milhões para a Linha 15-Branca (Vila Prudente-Penha) do Metrô e outros R$ 200 milhões para a construção de piscinões para conter enchentes. A bancada se comprometeu ainda a apresentar, em conjunto, uma proposta de emenda para reforçar recursos para a saúde. Já Kassab pediu a inclusão de uma emenda com recursos para elaborar projetos de uma nova linha do Metrô, que percorreria a Avenida Celso Garcia, na zona leste. O valor não está definido. Ele também pediu recursos para a área de saúde. Continue lendo

Frota da capital deve atingir 7 milhões de veículos em janeiro

Serão três veículos para cada cinco habitantes. E 60% deles estarão ilegais, pois não terão feito a inspeção veicular

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo, 16 de novembro de 2010

A frota de São Paulo deve ultrapassar 7 milhões de veículos nos próximos 60 dias. Em média, serão três carros para cada cinco habitantes da cidade, considerando uma população de 10 milhões de pessoas estimada preliminarmente pelo Censo 2010. Metade dessa frota, porém, pode ficar na ilegalidade: estima-se que quase 60% dos veículos da cidade não passaram pela inspeção veicular e não poderão fazer o licenciamento de 2011. Continue lendo

Projeto de Lei quer instituir telhados brancos em SP

Em sua primeira votação no plenário da Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei que prevê que todos os telhados da cidade devem ser pintados de branco para combater o aquecimento global foi aprovado com maioria absoluta de votos. Agora, a medida precisa ser submetida a uma segunda votação em plenário e à sanção do prefeito para se tornar oficial

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável, 22 de novembro de 2010

Os benefícios dos telhados brancos, no combate ao aquecimento global e no aumento da qualidade de vida dos moradores de áreas urbanas, já vem sendo divulgados há algum tempo. De acordo com a ONG GBC Brasil, que dissemina os princípios da construção sustentável, a simples atitude de pintar os telhados e coberturas dos edifícios de branco ajuda a refletir até 90% dos raios solares, o que diminui as ilhas de calor nas cidades e, ainda, refresca os ambientes, reduzindo a necessidade do uso de aparelhos elétricos, como o ar-condicionado. Continue lendo

Obras de R$ 9 bi só reduzem 6 km de lentidão em São Paulo

Adriana Ferraz, Agora, 22 de novembro de 2010. Reproduzido do Portal Nossa São Paulo

Depois de um investimento de quase R$ 9 bilhões em obras viárias e da ampliação das medidas de restrição à circulação de caminhões, o trânsito na capital foi reduzido em apenas 6 km nos horários de pico. Se fosse utilizada para a ampliação da malha do metrô, a mesma verba permitiria a construção de até 45 km de linhas.

Os dados de lentidão são da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e mostram que o motorista enfrenta hoje, em média, 99,3 km de trânsito nos períodos críticos da manhã e da tarde, contra a marca de 104,5 km registrada em 2009. A diferença é de 5%.

Os resultados obtidos após a inauguração do trecho sul do Rodoanel, das novas pistas da marginal Tietê e da extensão da avenida Jacu-Pêssego (aberta há um mês e meio) não justificam o volume de gastos, segundo especialistas ouvidos pelo Agora. Com exceção de regiões pontuais da cidade, como a avenida dos Bandeirantes –onde a fluidez aumentou 64%, segundo a prefeitura–, o trânsito continua pesado nas vias mais utilizadas pelos motoristas. Leia a notícia na íntegra aqui.