Climate disasters displace millions of people worldwide

guardian.co.uk, May 2013, 20

More than 32 million people fled their homes last year because of disasters such as floods, storms and earthquakes – 98% of displacement related to climate change. Asia and west and central Africa bore the brunt. Some 1.3 million people were displaced in rich countries, with the US particularly affected. Floods in India and Nigeria accounted for 41% of displacement, according to the International Displacement Monitoring Centre and Norwegian Refugee Council

MDG : Disaster-induced dispacement worldwide in 2012

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The Fracking of Rachel Carson, by Sandra Steingraber with Photographs by Nina Berman

Orion Magazine, October 8, 2012

A maioria das pessoas ainda não percebeu que como resultado da elevação do preço do petróleo nos últimos anos não tivemos uma aceleração da transição para energias renováveis, mas sim para formas mais sujas de combustíveis fósseis, em especial o gás de xisto, que passou a ser extraído principalmente com um novo método, a chamada fratura hídrica – altamente destrutiva para o meio-ambiente, envenenando os lençois freáticos  e dispersando substancias cancerígenas utilizadas para separar o gás da rocha.

É em função desta nova “fonte” de combustíveis que os EUA (e nisso Obama e Romney estão unidos) está agora com o objetivo de atingir a “autonomia energética” em poucos anos. E é por isso que a principal luta ambiental nos EUA é, hoje, contra o gasoduto Keystone, que trara gás de xisto de Alberta, no Canadá, para o Golfo do México. Muita gente famosa está se deixando prender nos protestos…

Este vídeo, todavia, aborda este problema de outro ponto e trata da extração por fratura hídrica nos próprios EUA. Faz isso a partir de uma homenagem a Rachel Carsons, cujo livro Primavera Silenciosa lançou o movimento ambiental moderno. The Fracking of Rachel Carsons alude à perseguição que ela sofreu nos últimos dias de vida, com um câncer terminal. Uma intervenção política poderosa, mas infelizmente só disponível em inglês sem legendas. [JC]

Gastos no País com desastres crescem 15 vezes em 6 anos

Relatório do IPCC aponta que eventos extremos aliados à alta exposição humana a situações de risco podem aumentar tragédias. Nos últimos 30 anos, o aumento da ocorrência de desastres naturais no mundo foi responsável por perdas que saltaram de poucos bilhões de dólares em 1980 para mais de 200 bilhões em 2010. No Brasil, em somente seis anos (2004-2010), os gastos das três esferas governamentais com a reconstrução de estruturas afetadas nesses eventos evoluíram de US$ 65 milhões para mais de US$ 1 bilhão – um aumento de mais de 15 vezes.

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo, 17 de agosto de 2012

Os dados foram citados ontem durante evento de divulgação do Relatório Especial sobre Gestão de Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX), do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). A elaboração do documento foi motivada justamente por conta dessa elevação já observada de desastres e perdas. O alerta, porém, é para o futuro – a expectativa é de que essas situações ocorram com frequência cada vez maior em consequência do aquecimento global. Continue lendo

Fukushima in Light of Minamata

The mercury discharged into the sea by the Chisso factory in Minamata, and the radiation released by the Fukushima Daiichi nuclear power plant, are not entirely different “accidents,” although one was the result of a “natural disaster” and one not. Minamata offers hints of future developments as Japan attempts to respond to and recover from Fukushima.

Timothy George, Europe Solidaire Sans Frontiere, March 10, 2012

Japan is still struggling to deal with the worst nuclear accident since Chernobyl, and will be for a long time. This makes the triple disaster of March 11, 2011 unlike anything Japan, or any other country, has ever experienced. The release of radiation from the Tokyo Electric Power (TEPCO) nuclear power plant in Fukushima, however, is not the first time Japanese people have been exposed over an extended period of time to a poison released into the environment by modern technology. The March 11 earthquake, tsunami, and radiation disaster (a bundle of tragedies referred to as the “Higashi Nihon daishinsai,” or Great East Japan Earthquake Disaster) occurred 55 years after the official discovery of Minamata disease and 79 years after the Chisso chemical plant in Minamata began releasing methyl mercury into the sea. [1] Continue lendo

Japan: Reeling from triple disasters

The earthquake, tsunami and nuclear meltdown killed around 20,000 people

D. Parvaz, Al-Jazeera, December 27, 2011

Trying to understand, show or measure what Japan has suffered this year in the wake of the March 11 earthquake and tsunami is difficult because the story is an ongoing one of compounding loss on multiple and enormous scales. Continue lendo

Conocimientos científicos y decisiones políticas

Salvador López Arnal, El Viejo Topo, noviembre de 2011

[…] Los comunistas deben demostrar que sólo bajo condiciones comunistas podrán tornarse prácticas las verdades tecnológicas ya alcanzadas…
Carta de Marx [en Londres] a Roland Daniels [en Colonia], mayo de 1851

[…] Pero no quería que mi muerte fuese inútil, que mi vida se perdiese sin dejar rastro. Pensé en ti y en cómo habías estado buscando el espíritu de Henrik en todo lo que él había hecho o intentando hacer. Vine aquí para ver si las cosas eran tal como Henrik sospechaba, si detrás de toda aquella buena voluntad existía otra realidad, si detrás de los jóvenes idealistas se ocultaban personas de alas negras que utilizaban a los moribundos para sus propios fines.

-¿Y qué es lo que has visto?

La débil voz de Lucinda tembló al contestar:

-Crueldad …

Henning Mankel, El cerebro de Kennedy (2005)

Carmen Magallón [CM] hablaba recientemente en Público de la situación en Somalia [1]. Parece mentira, señalaba, “que en un mundo globalizado como el actual, en el que según los expertos hay comida suficiente para todos”, 13 millones -¡trece!, la tercera parte de la población española- de personas del cuerno de África –se ha hablado también en otras aproximaciones de 11,5 millones- estén afectadas por una crisis alimentaria que se ha cobrado hasta el momentos miles y miles de vidas. La falta de lluvias malogró las cosechas y la gente se está muriendo de hambre, proseguía CM. “La situación más grave se vive en Somalia donde, según Naciones Unidas, 29.000 niños menores de cinco años han muerto y 3,7 millones de personas necesitan asistencia humanitaria”. La hambruna ha causado un enorme flujo de desplazados y refugiados a Kenia y Etiopía. Continue lendo

O terremoto e o cisne negro do Japão

Robert Madsen e Richard J. Samuels, O Estado de S.Paulo, 19 de março de 2011

Observadores da situação mundial falam muitas vezes em acontecimentos “inimagináveis”, desdobramentos que, como o fim da Guerra Fria, a crise financeira global de 2008 ou as recentes rebeliões do mundo árabe, revelam-se surpreendentes, não tanto porque são ilógicos, mas porque não se enquadram no alcance normal da experiência e da previsão.

Evidentemente, era previsível que um tremor de grandes proporções provocasse um tsunami, com impacto em usinas nucleares que haviam sido projetadas para suportar apenas choques limitados, e a terrível devastação que se seguiria. As implicações políticas, econômicas e estratégicas da catástrofe, portanto, são mais previsíveis do que a catástrofe em si. A seguir, as consequências da tragédia japonesa sob vários aspectos. Continue lendo

Japan’s Horror Reveals How Thin is the Edge We Live On

Climate change may not be responsible for the tsunami, but it is shrinking our margin of safety. It is time to shrink back ourselves

Bill McKibben, The Guardian, March 20, 2011

It’s scary to watch the video from Japan, and not just because of the frightening explosions at the Fukushima plant or the unstoppable surge of tsunami-wash through the streets. It’s almost as unnerving to see the aftermath – the square miles of rubble, with boats piled on cars; the completely bare supermarket shelves. Because the one thing we’ve never really imagined is going to the supermarket and finding it empty. Continue lendo

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Marco Aurélio Weissheimer, Carta Maior / Envolverde, 15 de março de 2011

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. Continue lendo

Os alertas que vêm da área de seguros

Washington Novaes,  O Estado de S.Paulo, 25 de fevereiro de 2011

O eventual leitor compreenderá – e relevará – que o autor destas linhas trate com tanta frequência e insistência do tema das mudanças climáticas e de suas desastrosas consequências no mundo e no Brasil. O artigo de duas semanas atrás – sobre problemas em represas e a necessidade de rever os seus padrões de implantação, diante do volume, peso e velocidade das águas nestes novos tempos, inclusive em São Paulo – provocou várias manifestações de leitores. Continue lendo

TKCSA: mais uma obra do PAC desrespeita as leis ambientais

IHU On-line entrevista Alexandre Pessoa, IHU On-line, 24 de fevereiro de 2011

Maior empreendimento da transnacional alemã ThyssenKrupp no Brasil, a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) faz parte das obras do PAC e produz cerca de cinco milhões de placas de aço por ano para exportação. Mesmo anunciando que o empreendimento gera 3.500 empregos, conforme consta no sítio da empresa, o complexo siderúrgico “não obedece critérios mínimos de proteção ambiental” e desconsidera estudos de efeitos à saúde humana da população de Santa Cruz, Rio de Janeiro. Segundo o pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Alexandre Pessoa, a TKCSA não dispõe de um plano de contingências para evitar eventuais problemas no processo de produção. “O material que sai do ferro, o gusa, é colocado em cavas, em buracos abertos no meio ambiente, o que se configura, inclusive, um descumprimento da legislação de resíduos sólidos”, denuncia. Continue lendo

El juicio de la historia

Juicio contra Texaco-Chevron

Fander Falconí, Rebelión, 17 de febrero de 2011

La transnacional petrolera Texaco-Chevron provocó daños irreparables en la Amazonía ecuatoriana. En un histórico fallo, la justicia ecuatoriana la ha condenado a pagar a los afectados más de 8.000 millones de dólares por contaminación y compensación. Las comunidades y los pueblos celebran esa decisión judicial, aunque consideran que la compensación por los daños es insuficiente. Esto ocurre a pesar de los poderosos lobbies internacionales de Chevron, que intentaron deslegitimar al país y al gobierno, y que sistemáticamente pidieron al Congreso y al Senado estadounidenses excluir al Ecuador del sistema de preferencias arancelarias, como una retaliación.

Es importante indicar que hay daños cuantificables y otros que no lo son. En economía hay distintos lenguajes para denominar a los daños ambientales: externalidades: “fallos de mercado”, “deseconomías”, pasivos, etc. Continue lendo

Chevron condenada por poluir a Amazónia

Depois de dezoito anos de dura luta, o povo do Equador que tem sofrido com as consequências da poluição causada pela extracção de petróleo teve uma enorme vitória legal.

Esquerda.net, 15 de fevereiro de 2011

Grupos indígenas locais estimam que durante duas décadas foram derramados pela Texaco, empresa do grupo Chevron, 68 mil milhões de litros de petróleo, poluindo as terras e a água em redor. Continue lendo

Chevron Fined $8.6 Billion for Pollution in Ecuador

Al-Jazeera-English, February 15, 2011

A court in Ecuador has told oil giant Chevron Corp to pay $8.6bn in environmental damages, but the US company has termed the court order as “illegitimate and unenforceable” and said it would appeal. Continue lendo

Represas evidenciam que é preciso ter pressa

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 11 de fevereiro de 2011

É inacreditável e ameaçadora a lentidão com que reage – quando reage – o poder público, no Brasil, diante de fenômenos rápida e progressivamente mais frequentes e mais intensos, como têm sido os “desastres naturais” provocados por chuvas volumosas, em curto espaço de tempo – abalando estruturas rodoviárias (pontes, aterros, pistas, barrancos) e, cada vez mais, estruturas urbanas. Está mais do que evidente que essas estruturas mais antigas não foram calculadas para suportar o peso, a pressão, o volume, a rapidez com que chega a água. Da mesma forma, não se consegue reagir adequadamente aos fantásticos volumes de água que se acumulam nas cidades e não conseguem vazão suficiente em rios e canais estreitados, canalizados, assoreados. Piscinões não suprem os espaços que se tornam necessários pela impermeabilização do solo urbano e pelas redes de drenagem insuficientes e entupidas. Continue lendo

Chuvas no Rio de Janeiro. O que podemos aprender com isso?

IHU On-line entrevista João Whitaker, IHU On-line, 29 de janeiro de 2011

Mais de 800 pessoas mortas e outras tantas desaparecidas. Este é o saldo de mais uma tragédia em decorrência das chuvas extremas de verão. Um evento que vem se tornando uma rotina nos últimos anos, dado os casos de Blumenau, Niterói, Angra dos Reis e Campos dos Jordão. Todas estas cidades poderiam ter nos deixado uma lição, mas não foi isso que aconteceu. “Esta tragédia foi anunciada, pois acontece esse tipo de evento todos os anos em diversos lugares com as mesmas características. O que não é anunciado é onde elas vão ocorrer”, explica o urbanista João Whitaker na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone. “É possível realizar ações de revegetação, de contenção, obras de drenagem, que permitam a ocupação em áreas de encostas. O problema no Brasil é que a urbanização desses locais ocorre sem uma política eficaz de controle da ocupação do território. No Brasil a política de expansão urbana se dá marcada por liberalidades”, apontou. Continue lendo

Darwinismo social

Frei Betto, Adital, 24 de janeiro de 2011

A catástrofe na região serrana do Rio de Janeiro é noticiada com todo alarde, comove corações e mentes, mobiliza governo e solidariedade. No entanto, cala uma pergunta: de quem é a culpa? Quem o responsável pela eliminação de tantas vidas?
Do jeito que o noticiário mostra os efeitos, sem abordar as causas, a impressão que se tem é de que a culpa é do acaso. Ou se quiser, de São Pedro. A cidade de São Paulo transbordou e o prefeito em nenhum momento fez autocrítica de sua administração. Apenas culpou o excesso de água caída do céu. O mesmo cinismo se repetiu em vários municípios brasileiros que ficaram sob as águas. Continue lendo

Em 10 anos, 7,5 milhões sofreram com desastres

Uma década de descaso por parte do governo, aliado a eventos climáticos cada vez mais intensos, deixou 7,5 milhões de brasileiros sem casas, com prejuízos econômicos, físicos ou psicológicos. A ideia de um Brasil abençoado por Deus e sem desastres naturais dificilmente resistiria às provas dos números apresentados ontem pela ONU, que apontam que entre 2000 e 2010 60 catástrofes naturais afetaram o País, com prejuízos bilionários.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 25 de janeiro de 2011

Para a ONU, tudo indica que os desastres meteorológicos vão aumentar com o aquecimento do planeta nos próximos anos. “A preparação para desastres não é optativa para os governos. É uma obrigação perante os cidadãos”, diz Margareta Wahlstrom, representante da ONU para a Redução de Desastres. Continue lendo

The Choking of China – and the World

China’s boom spells disaster for the world’s environment

Johann Hari, The Independent, January 24, 2011

The world is watching China’s economic surge with understandable awe – while politely and passively ignoring the country’s ecological disintegration.When the journalist Jonathan Watts was a child, he was told, like so many of us: “If everyone in China jumps at exactly the same time, it will shake the earth off its axis and kill us all.” Three decades later, he stood in the grey sickly smog of Beijing, wheezing and hacking uncontrollably after a short run, and thought – the Chinese jump has begun. He had travelled 100,000 miles criss-crossing China, from the rooftop of Tibet to the deserts of Inner Mongolia and everywhere, he discovered that the Chinese state was embarked on a massive program of environmental destruction. It has turned whole rivers poisonous to the touch, rendered entire areas cancer-ridden, transformed a fertile area twice the size of Britain into desert – and probably even triggered the worst earthquake in living memory. Continue lendo

Catástrofe na região serrana do Rio já é o maior desastre climático do País

Mortos são 785, mesmo número de enchente no Rio em 1967. Em ranking da ONU, também é o 8º maior deslizamento do mundo

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo, 22 de janeiro de 2011

A tragédia da região serrana do Rio se igualou ontem ao maior desastre climático da história do País. Até as 22 horas de ontem, as autoridades contabilizavam 785 mortos, o mesmo número de vítimas da enchente do Rio em 1967, segundo ranking da ONU. O número tende a aumentar, pois o Ministério Público fluminense estima que ainda existam 400 desaparecidos nos seis municípios devastados pelas chuvas do dia 12.

O desastre também entra para os registros da ONU como o 8.º pior deslizamento da história mundial. O maior evento dessa natureza, segundo o Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, ocorreu em 1949, na antiga União Soviética, com 12 mil mortes. O segundo maior foi no Peru, em dezembro de 1941, e deixou 5 mil vítimas. Continue lendo