Energia solar chinesa sustentará a expansão global recorde em 2014

SCMP 30JAN13 CH SMOG12  masks.JPGDesenvolvedores solares ao redor do mundo instalarão uma capacidade recorde este ano na medida em que o próspero mercado chinês impulsiona o crescimento no setor, foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo grupo Bloomberg ao mesmo tempo em que a indústria de 102 bilhões de dólares volta a dar lucros.

Marc Roca, Bloomberg, 25 de fevereiro de 2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Cerca de 44,5 gigawatts serão acrescidos em todo o mundo, um aumento de 20,9% sobre as instalações feitas no ano passado, segundo a média estimada de nove analistas e agências de pesquisa. Este número é igual à retirada de 10 reatores atômicos. No ano passado a nova capacidade aumentou para 20,3%, após um ganho em 2012 de 4,4%. A China se tornou o maior mercado de energia solar em 2013, ajudando a pôr fim à redução que já durava dois anos para os fabricantes do setor. O apoio estatal para projetos fotovoltaicos no país asiático, que é o maior consumidor de energia do mundo, tem visto os custos de instalação caírem no momento em que acelera o desenvolvimento de energias renováveis para reduzir a poluição. Continue lendo

Onda de poluição provoca escassez de máscaras de proteção na China

masksLuiza Duarte, RFI / EcoDebate, 28 de fevereiro de 2014

Há uma semana uma forte onda de poluição atinge o norte da China. Os índices alarmantes vêm. A poluição que vem afetando o norte da China foi classificada como crise de saúde pelos representantes da Organização Mundial da Saúde no país. Pesquisadores chineses associaram a condição atmosférica da China com um “inverno nuclear”, tamanha a densidade das partículas encontradas no ar e que formam uma densa nuvem de poluição.sendo considerados como uma crise de saúde e um desafio para o atual governo chinês. Em Pequim, onde a situação é mais grave, mesmo membros do governo já admitiram que a qualidade do ar da capital é insuportável.

A poluição do ar na cidade ultrapassou em vinte vezes o índice considerado seguro por organizações internacionais. Os estoques de máscaras de proteção respiratória estão esgotados em várias cidades. A situação em Pequim também vem sendo chamada ironicamente de “ar-pocalipse”. Mais de 15% do país foi coberto pela poluição, mais de 19 cidades registaram índices de poluição mais altos que os recomendáveis. Continue lendo

D’où surgit le nouveau capitalisme chinois ? « Bourgeoisification » de la bureaucratie et mondialisation

new_hong_kong_night_skylineDe la contre-révolution bureaucratique à la contre révolution bourgeoise

Pierre Rousset, ESSF, 23 février 2014

D’où surgit le nouveau capitalisme chinois, qu’est-ce qui a permis son envol et quelles sont ses particularités ? Quelles interrogations de fond cette expérience contemporaine soulève-t-elle ? Ce sont ces questions que la présente contribution veut aborder.

[Nous reproduisons ci-dessous le chapitre d’un livre sur la révolution chinoise qui doit être publié en Espagne. Les deux premières parties (portant sur la lutte révolutionnaire, puis le maoïsme au pouvoir) sont disponibles en français sur ESSF. Ce chapitre aborde des questions de fond et ouvre la troisième partie : la naissance d’un nouveau capitalisme en Chine et les luttes sociales des années 1980 à nos jours. L’écriture de cette troisième partie n’est pas achevée. Nous aimerions susciter des commentaires avant la remise définitive du manuscrit…] Continue lendo

China vira a nova fronteira para a exploração do xisto

candian-oil-sands-615Em dezembro, o Weir Group promoveu sua primeira festa de Natal para contatos da empresa no setor de petróleo e gás na China. Não foi um evento particularmente grande ou luxuoso: 75 dos clientes e fornecedores do Weir Group se reuniram para celebrar em estilo britânico a temporada de festas, no pub Park Tavern, em Xangai. Os convidados, no entanto, fizeram parte do que pode ter sido um fenômeno monumental: o nascimento da indústria de gás de xisto na China.

Lucy Hornby e Ed Crooks, Valor, 15 de janeiro de 2014

O Weir Group tem sede na Escócia, mas comanda suas operações de petróleo e gás a partir do Texas, ponta de lança da onda de expansão do xisto. É uma das maiores fabricantes mundiais das bombas de injeção usadas no fraturamento hidráulico – que jogam água, areia e produtos químicos nos poços a alta pressão, para abrir o xisto e outras rochas em que o petróleo e o gás são difíceis de extrair.

Em meio aos esforços para destravar o acesso a seu petróleo e gás de xisto, a China tem potencial para tornar-se um mercado imenso para empresas ocidentais, como a Weir. “Vai levar um longo tempo até a China atingir o nível dos EUA”, diz Keith Cochrane, CEO da empresa. “Não há dúvida, no entanto, de que eles levam a sério.” Continue lendo

Lógica financeira contra lógica da sobrevivência

Hurricane-Katrina-facts-Awful-conditionWashington Novaes, O Estado de S.Paulo, 5 de junho de 2013

Talvez não haja exemplo mais adequado da prevalência da lógica financeira no mundo do que o recente lançamento do plano do governo norte-americano para enfrentar mudanças climáticas (Estado, 26/6). Na ocasião, disse o presidente Barack Obama que se recusava a “condenar esta e as futuras gerações a um planeta que esteja fora de controle”. Por essa razão estabelecia como metas reduzir emissões de poluentes na produção de energia, adaptar cidades aos eventos climáticos extremos que já acontecem e colaborar para um acordo global a ser firmado em 2015 e que estabeleça metas obrigatórias de redução de emissões de todos os países a partir de 2020. Para isso propõe reduzir as emissões de usinas termoelétricas dos EUA, ampliar em 30% o orçamento para geração de energia limpa e até 2020 aumentar a produção desta em usinas eólicas e solares. Só que, ao mesmo tempo, concorda com a construção de um pipeline para levar mais petróleo do norte do Canadá até o Golfo do México, “se não agravar os problemas do clima” (COMO?). Mas já se sabe que, mesmo sem o pipeline, o petróleo – que aumentará as emissões no Canadá e nos EUA e complicará a situação no Ártico – será transportado por via férrea. Continue lendo

Nicaragua waterway to dwarf Panama canal

canalChinese firm to build and run $40bn trans-oceanic plan as opponents demand proper scrutiny of environmental impacts

Jonathan Watts, The Guardian, June 12, 2013

Nicaragua’s parliament is due to vote on Thursday on one of the biggest infrastructure projects in Latin America’s history – a trans-oceanic canal that is to be built and run by a Chinese company.

If it goes ahead, the $40bn (£26bn) scheme, which is twice as expensive as Brazil’s Belo Monte dam and likely to be three times longer than the Panama canal, looks set to transform global shipping and jump start the economy of this Central American nation.

As well as the waterway, the draft agreement between Nicaragua and a Hong Kong registered firm — Nicaraguan Canal Development Investment Co Limited – includes provisions for two free trade zones, an airport and a “dry canal” freight railway.

“This will be the largest project in Latin America in 100 years,” Ronald Maclean, the executive fronting the operation in Managua told the Guardian. “If Nicaragua gets to do this, it is going to be a transformational project not only for Nicaragua but for the region.” Continue lendo

Will Huge New Hydro Projects

china_dams_08_COLA giant new hydro project on the Congo River is only the latest in a rush of massive dams being built across Africa. Critics contend small-scale renewable energy projects would be a far more effective way of bringing power to the hundreds of millions of Africans still without electricity.

Fred Pearce, Yale Environment 360, May 30, 2013

Sub-Saharan Africa, where more than three-quarters of the population is without electricity, will soon be lit up — or that’s the promise of governments building a host of new hydroelectric schemes across the continent. These projects are an attempt to keep up with the rising power demand from Africa’s economic boom. But the trouble is that, like the boom, the power seems destined to benefit only small industrial and urban elites. For the rest of Africa’s billion inhabitants, this investment looks unlikely to further UN secretary general Ban Ki-moon’s goal of “sustainable energy for all.”

The Congo River in central Africa — the world’s second-largest river after the Amazon — is the latest focus of the rush to harness the continent’s rivers for generating electricity. On May 18, the government of the Democratic Republic of the Congo (DRC) announced in Paris that it was initiating the first phase of the world’s largest hydro scheme on the river’s majestic Inga Falls. At these falls, downstream from the capital Kinshasa, the massive Congo’s entire flow of 42,000 cubic meters a second cascades down a series of rapids, falling 100 meters within a 15-kilometer stretch. Continue lendo

China’s Rise: Strength and Fragility

shanghai_2425673kA Marxist analysis of Chinese capitalism and its ruling class illuminates the contradictions in its foreign relations, and the class tensions within.

Sean Ledwith, The Guardian, April 13, 2013

China’s Rise: Strength and Fragility, ed. Au Loong Yu, with contributions from Bai Ruixue, Bruno Jetin and Pierre Rousset (Merlin Press 2012), x, 316pp.

The accession earlier this year of Xi Jinping as China’s new President has activated a renewed surge of Western interest in the trajectory of its pre-eminent economic and military rival. Most of the political analysis of China in the Western media, predictably, is superficial and incoherent. The majority of mainstream commentators are simultaneously mystified and awe-struck by the spectacle of an apparently ‘communist’ state starting to overtake the capitalist West at its own game of global economic hegemony. Their dismay at the ascent of China is tempered by a smug belief that this development represents a moral victory for capitalism as the ‘People’s Republic’ has in effect abandoned its prior commitment to ‘Marxism-Leninism’.

The analysis edited by Au Loong Yu in China’s Rise: Strength and Fragility, represents a superior and more convincing approach as it is based on a starting point that the modern Chinese state has no socialist elements whatever and that, in fact, it represents a modified form of the capitalist economies that exist elsewhere. The book is also written from an explicitly Marxist perspective that with which readers of this website can identify. The writers have an avowed commitment to solidarity with the Chinese working class in its struggles with the country’s ruling class. Au Loong Yu is a left-wing activist from Hong Kong who manages to be both scathing about the hollow pretensions of Beijing’s elite to be part of a Marxist tradition, and dedicated to reviving that tradition in an authentic form. Continue lendo

Beijing is not the only Asian city with lethal air pollution

chinese-pollutionThe Chinese capital is just one of hundreds of cities where poisonous air is the fastest growing cause of death. A report in the Lancet says that worldwide, a record 3.2 million people died from air pollution in 2010, compared with 800,000 in 2000.

John Vidal, guardian.co.uk, January 17, 2013

Air pollution in Beijing has been described as “apocalyptic” this week with people choking their way through murky streets, short of breath and their eyes stinging from toxic air. But Beijing is just one of hundreds of cities, largely in Asia, where poisonous air is now the fastest growing cause of death in urban populations.

In the past few months there have been acute air pollution incidents reported in Bangladesh, Iran, Afghanistan, Nepal, and Pakistan. In Tehran, the desperate authorities had to close all public offices, schools, universities and banks twice in the last two months; In Nepal the army has had to give up its cars and in Kabul it has been reported that there are now more deaths as a result of air and water pollution than from conflict Continue lendo

Névoa de poluição some na China, mas país precisa mudar economia

Níveis perigosos de contaminação do ar dos últimos dias sofreram redução. No entanto, indústria do carvão e uso de automóveis devem ser revistos.

Globo Natureza, 17 de janeiro de 2012

A China já conseguiu limpar seu ar, mas especialistas afirmam que para evitar a neblina tóxica, conhecida como “smog”, que sufocou o país esta semana, o país precisa superar uma economia alimentada por indústrias movidas a carvão, uma fonte altamente poluente, e ao uso de automóveis. Continue lendo

China afirma que só reduzirá suas emissões absolutas depois que PIB quintuplicar

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

O principal negociador climático da China, Xie Zhenhua, afirmou nesta semana que as emissões absolutas do país continuarão a aumentar até que a nação consiga atingir um produto interno bruto (PIB) per capita cinco vezes maior que o atual.

Segundo ele, não seria justo nem racional que o país reduzisse suas emissões absolutas quando seu PIB per capita é de US$ cinco mil, enquanto o dos países desenvolvidos é de entre US$ 40 mil e US$ 50 mil.

No entanto, o principal negociador climático da China ressaltou que o país continuará fazendo esforços para diminuir sua intensidade de carbono, ou seja, a quantidade de CO2 emitida por unidade de PIB, e seu consumo de energia por unidade de PIB. Continue lendo

A elite governante chinesa não pode ignorar os apelos para a mudança

O Congresso nacional do Povo decorreu no meio de um descontentamento crescente. Para sobreviver, os líderes partidários cedo terão de afrouxar o seu aperto ao poder.

Hsiao-Hung Pai, The Guardian, 15 de novembro de 2012

O 18º Congresso Nacional do Povo da China reuniu 2.200 delegados na capital para “eleger” líderes predeterminados, numa mudança de poder que ocorre uma vez a cada década. Enquanto as elites se instalam dentro da Grande Casa do Povo (que exclui o “povo”), os taxistas de Beijing receberam ordens da segurança do Estado para retirar as manivelas dos vidros; as lojas de facas receberam ordem de encerrar durante o evento; ninguém pode comprar qualquer coisa que voe, incluindo balões; e as músicas Pop que contenham palavras como “morte” ou”saia” foram censuradas. Continue lendo

China: família do primeiro-ministro fica milionária durante o seu mandato

Investigação do New York Times mostra como a família do primeiro-ministro Wen Jiabao juntou uma fortuna avaliada em 2,7 mil milhões de dólares durante o seu mandato. China baniu o acesso ao site do jornal.

Tomi Mori, Esquerda.net, 26 de outubro de 2012

O jornal New York Times desferiu um poderoso golpe na elite chinesa ao publicar uma reportagem de investigação mostrando como a família do primeiro-ministro Wen Jiabao, um dos principais dirigentes “comunistas”, enriqueceu espetacularmente durante o seu mandato. Segundo esse influente e reacionário jornal, a mãe de Wen Jiabao, uma ex-professora do norte da China, cujo nome é Yang Zhiyun, de 90 anos, tornou-se milionária, sem que ninguém consiga explicar como uma viúva nessa idade pôde ter investimentos em seu nome avaliados há cinco anos em 120 milhões de dólares. Todos sabemos que uma professora, mesmo estando entre as melhor remuneradas, teria que reencarnar milhares e milhares de vezes para poder economizar tal cifra, apenas com o seu salário, dando aulas para alunos chineses. Continue lendo

Chinese protesters clash with police over power plant

Dozens injured and many detained as police fire teargas at Hainan residents in China’s latest environmental dispute

Associated Press, uardian.co.uk, October 22, 2012

People protesting against the building of a coal-fired power plant in a southern Chinese town threw bricks at police who fired volleys of teargas and detained dozens in the country’s latest environmental dispute, residents say. At least 1,000 people in Yinggehai, on China’s Hainan island, began several days of protests last week after construction resumed on the plant, which had been halted by earlier demonstrations. Continue lendo

Greve na Foxconn que produz o iPhone 5

Em protesto contra as condições de trabalho desumanas a que são submetidos e às novas regras de controlo de qualidade, cerca de 4 mil trabalhadores aderiram à paralisação.

Tomi Mori, Esquerda.net, 8 de outubro de 2012

Segundo a organização China Labor Watch, os trabalhadores da Foxconn, em Zhengzhou, que produz o iPhone 5 da Apple, fizeram uma greve, sexta-feira, contra as condições de trabalho desumanas a que são submetidos para produzir esse telemóvel. Foram introduzidas novas regras de controlo de qualidade e os funcionários foram obrigados a trabalhar mesmo durante o feriado. É preciso lembrar que as jornadas de trabalho na Foxconn, mesmo em dias de calmaria, são longas e extenuantes. A pressão exercida é tão grande que alguns inspetores de qualidade chegam a agredir os trabalhadores. Continue lendo

Hon Hai Riot Shows Squeeze on Chinese Manufacturers

Paul Mozur and Tom Orlik, The Wall Street Journal, September 25, 2012

A riot at an electronics factory left at least 40 people injured and sparked a response by thousands of police Monday, highlighting how Chinese manufacturers increasingly are caught between restive workers and a slowing economy. It also underscored the complex task ahead for Hon Hai Precision Industry Co. as it works to control costs at facilities that often are the size of small cities.

Hon Hai’s Foxconn Technology Group arm said a fight among several employees in a dormitory late Sunday in the northern province of Shanxi triggered unrest among roughly 2,000 workers that lasted into Monday morning. Taiwan-based Hon Hai, the world’s largest contract maker of electronics products for such clients as Apple Inc., said 40 people were hospitalized and an unspecified number were arrested. Continue lendo

Riot closes China Foxconn factory

Facility that reportedly makes parts for Apple’s iPhone 5 closed after 5,000 police put down a riot that injured 40.

Al Jazeera,  September 24, 2012

The company that makes Apple’s iPhones suspended production at a factory in China on Monday after a riot involving as many as 2,000 employees at a dormitory left 40 people injured. The fight, the cause of which was under investigation, erupted on Sunday night at a privately managed dormitory near a Foxconn Technology Group factory in the northern city of Taiyuan, the company and Chinese police said. Continue lendo

Degelo revela tesouros árticos e atrai potências

Com oferta abundante de petróleo, gás e minério, o Ártico chama a atenção de China, UE e Japão, que não têm territórios na região

Elizabeth Rosenthal, O Estado de S.Paulo / The New York Times, 23 de setembro de 2012

Com o gelo derretendo no Ártico a um nível recorde, as superpotências mundiais vêm competindo cada vez mais para ter influência política e uma posição econômica em postos avançados como Nuuk, vista antes como região selvagem e estéril.

Em jogo estão as abundantes ofertas de petróleo, gás e minérios que, graças à mudança climática, começam a se tornar mais acessíveis, como também rotas mais curtas navegáveis para transportar produtos. Este ano, a China vem se comportando com muito mais ousadia na área, alarmando as potências ocidentais. Continue lendo

Economia chinesa na encruzilhada e Bolsa de Xangai em queda livre

A desaceleração económica da China aprofunda-se à medida que a crise europeia não dá sinais de recuperação e que a economia dos Estados Unidos se mantém estagnada.

Marco Antonio Moreno, Esquerda.net / El Blog Salmon, 6 de setembro de 2012

Durante os últimos meses a economia chinesa desafiou as expectativas e desacelerou de forma muito mais dramática, fazendo temer que a aterragem não seja tão suave como se previa. O curso seguido pelo índice bolsista de Xangai (Shanghai Composite Index) demonstra que é uma tendência inegável e que a China não escapa à pandemia que os países do ocidente vivem. Numa breve síntese: a economia da China começa a mostrar a sua debilidade para conter a crise que se vive no ocidente e desacelera mais rapidamente do que foi previsto. Continue lendo

O luxo não conhece a crise e cresce no Brasil

O luxo não conhece a crise. E está crescendo, sobretudo nos países emergentes, como o Brasil. Em cerca de dez anos, haverá marcas de luxo brasileiras. É o que diz o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de “O Luxo Eterno”, que esteve no Brasil para participar do evento “The New World of Luxury”. Para Lipovetsky, o luxo é hoje mais bem-estar do que marca. “Até quem mora na favela conhece e deseja marcas de luxo. O ‘hiperconsumidor’ não quer somente comer ou se vestir”.

Maria Paula Autran eentrevista Gilles Lipovetsky, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 2012

O que é o luxo hoje?

Hoje é mais importante falar da diversidade do luxo do que sobre o que ele é. Há diferentes estágios de luxo. O desenvolvimento do premium, por exemplo, não é o luxo inacessível. Ao mesmo tempo, é algo caro, de boa qualidade. Isso é o mais característico dessa época. Diferenciação da definição e nova combinação do luxo com artesanato, arte e moda. Continue lendo