“Espero que as proezas de Snowden inspirem os quatro cantos do mundo”

Os documentos publicados pelo The Guardian e The Washington Post permitiram revelar que a NSA havia acionado um sistema de espionagem em escala mundial. Na origem deste vazamento está Edward Snowden, um novo tipo de “lançador de alerta”.

Arnaud Aubry entrevista Jérémie Zimmermann, La Vie, 18 de junho de 2013. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Os jornais anglo-saxões The Guardian e The Washington Post revelaram, no dia 07 de junho, que a NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, acionou o programa PRISM, isto é, um sistema de escuta bem aperfeiçoado que permite espionar todos os intercâmbios digitais dos nove maiores atores na área da informática e da internet, entre eles o Google, Apple, Microsoft ou ainda o Facebook. Em síntese, um sistema de espionagem em escala mundial. Continue lendo

Assange, Wikileaks e a censura no século XXI

Assim funciona o mundo de hoje, igual ou pior desde o instante em que a segurança nacional serviu para aniquilar os direitos humanos. Na versão de O Leopardo 2.0, tudo foi clonado para preservar a essência das mentiras.

Fernando Báez, autor da “História universal da destruição dos livros”, Esquerda.net, 5 de setembro de 2012

Na capa da revista Life nº 97, de 29 de maio de 1944, aparece uma imagem que sempre me perturbou. Refiro-me a cena frequente na Segunda Guerra Mundial: dois oficiais, um deles cabisbaixo, talvez sorridente, junto a uma pilha de folhas em chamas e o outro, tomando o desinteresse pelo dever, a deitar os olhos à correspondência. Ambos calcinam informação secreta num pequeno forno e a legenda da imagem estabelece de forma expressiva: “Oficiais da Base de Espionagem, que vigiam a espionagem do inimigo, queimam papéis confidenciais”. Continue lendo

“Por que defendemos o Wikileaks e Assange”

Michael Moore e Oliver Stone, Outra Palavras, 22 de agosto de 2012

Passamos as nossas carreiras de cineastas sustentando que os media norte-americana são frequentemente incapaz de informar os cidadãos sobre as piores ações do nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.cha

O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi a sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.

Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdade por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Iémen, para esconder a nossa responsabilidade sobre os bombardeamentos no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais. Continue lendo

Tariq Ali: está em curso um ataque à dissidência

Esquerda.net, 19 de agosto de 2012

Tariq Ali: “Imagine que um dissidente em Pequim se refugiasse na embaixada britânica e o governo chinês ameaçasse que invadir”. Entrevistado pela Russia Today, o escritor e ativista político britânico-paquistanês Tariq Ali afirmou que em diferentes partes do mundo, incluindo no Ocidente, “está em curso um ataque à dissidência”. Ali recordou que ainda na quarta-feira o secretário do Interior britânico se referiu a hacktivistas – não ativistas – querendo dizer ativistas hackers. “Em breve vão dar-lhes a etiqueta de terroristas, ciberterroristas, como alguns já lhes chamam. A partir daí, é um passo muito pequeno até começarem a evitar que se expressem”.

O escritor considera que a cultura do mundo Ocidental “é profundamente hostil a pessoas que promovem fugas de informação ou hackers que atuam de acordo com o interesse público”. Considera assim que por todo o lado a democracia está a ser socavada. Continue lendo

Reino Unido como “estado canalla”

Atilio Borón, atilioboron.com.ar, 21 de agosto de 2012

Desde finales del siglo pasado la expresión “estado canalla” ganó creciente aceptación en la opinión pública internacional. Impulsado por la maquinaria propagandística estadounidense, el concepto tenía por objetivo satanizar a los países hostilizados por Washington con la evidente intención de justificar las agresiones del imperio. Se incluía en esa lista a Afganistán, Corea del Norte, Cuba, Irak, Irán, Libia, Serbia-Montenegro, Sudán y Siria. Continue lendo

Julian Assange, el caso Pinochet y los límites de la democracia británica

Marcos Roitman Rosenmann, La Jornada, 18 de agosto de 2012

Hace 14 años, en 1998, el mundo vivía apaciblemente, según se mire. Las guerras eran las mismas y tenían lugar en la periferia del capitalismo. El campo de batalla por el control de las materias primas se extendía, entraba en juego la privatización de todos los recursos naturales, incluido las fuentes hídricas. El neoliberalismo desregulaba a prisa para facilitar la llegada de las hipotecas basura y dar pingües ganancias al capital financiero. Continue lendo

Assange recebe medalha de ouro

Fundador da WikiLeaks foi distinguido com o prémio da Sydney Peace Foundation pela sua “excepcional coragem na defesa dos direitos humanos”.

Esquerda.net, 11 de maio de 2011

Julian Assange, fundador da WikiLeaks, recebeu esta quarta-feira em Londres a medalha de ouro da Sydney Peace Foundation pela sua “excepcional coragem na defesa dos direitos humanos”. Continue lendo

Julian Assange sobre WikiLeaks: “Somos una agencia de inteligencia de la gente”

Elías Notario, Alt1040 / Rebelión, 6 de abril de 2011

Desde que a principios del mes pasado conocimos que los abogados de Julian Assange habían presentado recurso contra su extradición a Suecia pocas informaciones de peso protagonizadas por el fundador de WikiLeaks han visto la luz. Pues bien, la sequía informativa acaba de terminar con la publicación de parte de una entrevista realizada a Assange por NewStatesman en uno de los blogs del rotativo. Continue lendo

Tribunal decide extradição de Assange para a Suécia

Defesa do fundador da WikiLeaks já anunciou que vai recorrer. Juiz não aceitou o argumento de que existe o perigo de Assange ser extraditado da Suécia para os EUA, onde poderia enfrentar a pena de morte.

Esquerda.net, 24 de fevereiro de 2011

Um tribunal britânico determinou que o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, seja extraditado para a Suécia para ser interrogado sobre a acusação de crimes de natureza sexual. A defesa do jornalista e editor australiano já disse que vai recorrer da decisão e tem sete dias para fazê-lo. Continue lendo

Assange Can Be Extradited; Could Face US Death Penalty

Agence France-Presse, February 24, 2011

LONDON — WikiLeaks founder Julian Assange can be extradited to Sweden to face rape charges, a British judge ruled on Thursday after throwing out defense arguments that he would face an unfair trial. Continue lendo

The Leaked Campaign to Attack WikiLeaks and Its Supporters

Glenn Greenwald, Salon, February 13, 2011

There’s a very strange episode being widely discussed the past couple of days involving numerous parties, including me, that I now want to comment on.

The story, first reported by The Tech Herald, has been written about in numerous places (see Marcy Wheeler, Forbes, The Huffington Post, BoingBoing, Matt Yglesias, Reason, Tech Dirt, and others), so I’ll provide just the summary.

Last week, Aaron Barr, a top executive at computer security firm HB Gary Federal, boasted to the Financial Times that his firm had infiltrated and begun to expose Anonymous, the group of pro-WikiLeaks hackers that had launched cyber attacks on companies terminating services to the whistleblowing site (such as Paypal, MasterCard, Visa, Amazon and others).  In retaliation, Anonymous hacked into the email accounts of HB Gary, published 50,000 of their emails online, and also hacked Barr’s Twitter and other online accounts. Continue lendo

WikiLeaks: a ciberguerra começou

IHU On-line entrevista Ivana Bentes, IHU On-line, 13 de janeiro de 2011

Que o WikiLeaks mudou a forma de entendermos o sistema de informação mundial, já é algo lógico. Mas compreender como essa mudança está se dando e que cultura gerou esse tipo de experiência são questões que precisamos discutir para entender o novo processo. A professora Ivana Bentes é a entrevistada de hoje pela IHU On-Line sobre o tema. Por telefone, ela falou sobre a ciberguerra que as revelações trazidas a público pelo WikiLeaks provocaram e as possibilidades que a inserção da cultura digital no processo de educação das crianças e jovens pode trazer para o campo da comunicação. “Eu fico feliz que, neste primeiro momento, nós estamos tendo sinais de que o governo brasileiro entendeu que essas políticas de inclusão digital são decisivas para pensar no Brasil 2.0 e que isso é importantíssimo para a democracia brasileira. Não é uma questão de consumo simplesmente, de inserção da classe C ou de novos grupos sociais no consumo de internet, isso é decisivo para a construção de uma nova democracia participativa”, disse.

Ivana Bentes é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde fez o mestrado e o doutorado em Comunicação e, atualmente, é professora e Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ. Continue lendo

Extradição de Assange será decidida em fevereiro

Defesa argumenta que há um risco de Assange ser extraditado da Suécia para os EUA, o que violaria o artigo 3 da Convenção europeia sobre direitos humanos.

Esquerda.net, 11 de janeiro de 2011

Um tribunal de Londres decidiu esta terça-feira que o pedido de extradição apresentado pela Suécia contra Julian Assange, fundador da WikiLeaks, por supostos crimes sexuais, será examinado a 7 e 8 de Fevereiro. Continue lendo

EUA intimam Twitter a fornecer dados da WikiLeaks

A intimação atinge colaboradores, incluindo uma deputada islandesa. Facebook e Google podem também ter sido intimados. Governo islandês pede explicações a embaixador dos EUA.

Esquerda.net, 10 de janeiro de 2011

Um tribunal federal dos Estados Unidos, a pedido do Departamento de Justiça do governo americano, intimou o Twitter a entregar detalhes das contas do WikiLeaks e de vários dos seus colaboradores, alegando que esses dados são necessários para uma investigação criminal relacionada com a divulgação de documentos confidenciais.

O pedido inclui a informação detalhada das contas do Twitter, como mensagens privadas, acessos de IP, e-mails, moradas, contas bancárias e cartões de crédito de Julian Assange e de Bradley Manning, da deputada islandesa Birgitta Jónsdóttir, e dos activistas da WikiLeaks Jacob Appelbaum e Rop Gonggrijp. Continue lendo

WikiLeaks: Máquina de guerra econômica

Se o ciber-ataque de Assange contra os grandes bancos for o que foram as manifestações pelos direitos civis contra outras instituições, o que Wall Street usará como canhões d’água para “dispersar” os manifestantes?

Laura Flanders, The Notion (Blog da The Nation) / Esquerda.net, 5 de janeiro de 2011

Até agora, a WikiLeaks têm concentrado os seus esforços na política externa dos EUA, das guerras à diplomacia. Embora poucas acções concretas tenham sido tomadas em resposta às fugas, o próximo alvo da WikiLeaks pode desencadear uma reacção diferente. Continue lendo

O que a WikiLeaks revelou ao Mundo em 2010

À luz do que a WikiLeaks revelou ao mundo acerca de um grande número de governos, é difícil sequer conceber a mentalidade pró-autoritária que levaria alguém a reagir com cólera ao facto de essas coisas serem reveladas.

Glenn Greenwald, Salon / Esquerda.net, 2 de janeiro,  de 2011

Ao longo deste ano tenho dedicado uma atenção especial à WikiLeaks, sobretudo nas últimas quatro semanas, consoante os apelos à sua destruição se foram intensificando. Para perceber porque o tenho feito, e entender o que motiva a descrente devoção do governo dos Estados Unidos e daqueles que influencia a destruir a organização, vale a pena passar em revista o que é que a WikiLeaks de facto deu a conhecer ao mundo apenas neste último ano: a extensão de corrupção, fraude, brutalidade e crimes cometidos pelo facções mais poderosas do mundo. Continue lendo

El Estado de Derecho en el imperio financiero

Alejandro Nadal, La Jornada, 29 de deciembre de 2010

Wikileaks anuncia grandes revelaciones sobre los bancos más importantes de Estados Unidos. Por supuesto, ya sabemos que el mundo de las finanzas se ha impuesto sobre la economía real. Ahí está la política macroeconómica, completamente subordinada a las necesidades del sector financiero. Pero Wikileaks confirmará algo más grave: la supremacía del sistema financiero sobre el Estado de derecho.

Una cosa grave es una crisis económica-financiera. Pero otra aún más seria es que el Estado de derecho se vaya al abismo, junto con los ahorros de millones de personas. Por eso es importante no olvidar lo siguiente. Primero, la crisis estalló en el corazón del sistema financiero más desarrollado del mundo. Entre las causas de la crisis está un conjunto de operaciones financieras de dudosa legalidad que crearon una bomba de tiempo y diseminaron sus efectos por todo el mundo a través de la bursatilización y la desregulación financiera. Continue lendo

Os dois paradoxos de Ellsberg

Ellsberg foi o economista e ex-militar que abalou as bases tanto da ortodoxia económica como da guerra imperialista.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 1 de janeiro de 2011

Nestes tempos em que enfrentamos mais uma crise bolsista e em que Julian Assange, a cara do Wikileaks, é perseguido criminalmente por ter divulgado documentos secretos do governo dos EUA, vale a pena lembrar a história de Daniel Ellsberg, o economista e ex-militar que abalou as bases tanto da ortodoxia económica como da guerra imperialista.

Ellsberg estudou economia em Harvard, tendo-se juntado à RAND Corporation, um think-tank com ligações ao exército dos EUA, onde trabalharam muitos economistas famosos. Aí fez parte de um grupo que estudava teoria da decisão, liderado por John von Neumann, do qual saiu a teoria da utilidade esperada, em 1944. Continue lendo

J’Accuse: Suécia, Inglaterra e a Interpol insultam as vítimas de violação de todo o mundo

Como sei que o tratamento dado pela Interpol, Inglaterra e Suécia a Julian Assange é uma forma de fazer teatro? Porque sei o que acontece em acusações de violação contra homens que não andam a embaraçar governos poderosos.

Naomi Wolf, Esquerda.net, 24 de dezembro de 2010

Julian Assange, o fundador da WikiLeaks esteve detido em isolamento na prisão de Wandsworth antes do interrogatório sobre acusações estatais de molestação sexual. Imensa gente tem opiniões sobre as acusações. Mas cada vez mais acredito que só aqueles de entre nós que passaram anos a trabalhar com sobreviventes de violação e agressão sexual por esse mundo fora e que conhecem a resposta legal padrão a acusações de crime sexuais, compreendem totalmente como esta situação é uma paródia contra aqueles que têm de conseguir viver com o modo como as acusações de crime sexual são vulgarmente tratadas – e como esta situação é um profundo e mesmo enojante insulto aos sobreviventes de violação e agressão sexual em todo o mundo. Continue lendo

Acesso à informação pública é direito humano fundamental

Declaração conjunta sobre a Wikileaks do Relator Especial da ONU para a Promoção e Protecção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão e do Relator Especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Catalina Botero Marino e Frank LaRue, Esquerda.net, 23 de dezembro de 2010

Declaração conjunta sobre a Wikileaks

21 de dezembro de 2010 – À luz dos desenvolvimentos correntes relacionados à divulgação de telegramas diplomáticos pela organização Wikileaks, e a publicação de informação contida naqueles telegramas por organizações de imprensa, o RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO e a COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (IACHR) vêm a público para lembrar alguns princípios da lei internacional. Os relatores conclamam os Estados e demais actores relevantes a manter em mente esses princípios, ao responder aos desenvolvimentos acima referidos. Continue lendo