Middle East and North Africa: The region entered in a long-term revolutionary process

achcarACHCAR Gilbert Achcar, Europe Solidarie Sans Frontiere, December 2012

Gilbert Achcar is the author of many books, including The Arabs and the Holocaust: The Arab-Israeli War of Narratives (New York: Metropolitan Books, 2010), and the forthcoming book, The People Want: A Radical Exploration of the Arab Uprising (Berkeley, CA: University of California Press, 2013). Achcar is a professor of the School of Oriental and African Studies (SOAS) in London. He grew up in Lebanon. 

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INTERNATIONAL SOCIALIST REVIEW – THERE’S A lot to cover. The Middle East has been in the news from the assault on Gaza to the situation in Tunisia, from the Morsi power grab in Egypt to the threats against Iran, any number of things. I want to start with a general assessment of the Arab Spring, what is called the Arab Spring, which began almost two years ago almost to the day, on December 17, 2010, in Tunisia. Can you give us a general sense of what that has meant for the region?

GILBERT ACHCAR – THE MOST general comment to make is that, for the first time in the history of the region, things are really moving and changing, and changing very fast at that, so that the region entered what I call a long-term revolutionary process. It is a tremendous change in the history of the region. Blockages of all sorts are exploding. I think it will remain with us for many many years to come. Continue lendo

La sangre siria graba una nueva línea en la arena

Pepe Escobar, Asia Times Online, 26 de julio de 2012. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

A principios del siglo pasado se trazó una línea en la arena de Acre a Kirkuk. Dos potencias coloniales –Gran Bretaña y Francia– se repartieron tranquilamente Medio Oriente entre ellas; todo lo que estaba al norte de la línea para Francia; el sur era de Gran Bretaña.

Muchos reveses –y tragedias concéntricas– después, una nueva línea en la arena está siendo trazada por Arabia Saudí y Catar. Entre Siria e Irak, lo quieren todo. Y hablemos de retorno de los reprimidos; ahora, como parte del compuesto OTAN-Consejo de Cooperación del Golfo (CCG), están en la cama con sus antiguos amos coloniales. Continue lendo

Anatomy of the Oil States

Jase Short, Against the Curent, March 1, 2012

Review: Capitalism and Class in the Gulf Arab States. By Adam Hanieh. Palgrave Macmillan, 2011, 266 pages, $85 hardcover.

IT’S TAKEN FOR granted that the upheavals in much of the Middle East — and great-power decisions about which conflicts are worthy of “humanitarian intervention” and/or “regime change” — have a lot to do with oil and who profits from it. But understanding the dynamics behind the headlines requires more detailed and careful analysis. Adam Hanieh’s Capitalism and Class in the Gulf Arab States is a welcome materialist contribution. Continue lendo

Temor de que Irã ‘se blinde’ de ataque leva Israel a acelerar planos de guerra

Escalada de tensão. Segundo ministro da Defesa de Tel-Aviv, quando entrar em operação a usina subterrânea de Qom, à prova de bombardeio israelense, Teerã estará em ‘zona de imunidade’; nos EUA e Rússia, previsões são de que ofensiva começará em ‘meses’

Roberto Simon, O Estado de S.Paulo, 19 de fevereiro de 2012

Os tambores da guerra entre Israel e Irã nunca rufaram tão alto e, de Washington a Moscou, autoridades passaram a ver um ataque israelense como uma questão de “meses”. A tensão subiu ainda mais na semana passada em meio à guerra nas sombras. Aparentemente, os ataques a alvos israelenses na Índia e na Geórgia, além de um complô desbaratado na Tailândia, eram retaliações do Irã ao assassinato de seus cientistas nucleares. Continue lendo

Is Washington Out of Gas?

Posted by Michael Klare – TomDispatch, September 15, 2011.

Way back then, the signs out on the streets read: “No Blood for Oil,” “How did USA’s oil get under Iraq’s sand?” and “Don’t trade lives for oil!” Such homemade placards, carried by deluded antiwar protesters in enormous demonstrations before the Bush administration launched its invasion of Iraq in March 2003, were typical — and typically dismissible. Oil? Don’t be silly!

True, Undersecretary of Defense Paul Wolfowitz spoke admiringly about Iraq “floating on a sea of oil,” but that was just a slip of the tongue. President Bush was so much more cautious. Despite his years in the energy business and those of his vice-president (not to speak of the double-hulled tanker that had been named after his national security advisor while she was on the board of Chevron), he almost never even mentioned oil. When he did, he didn’t call it “oil,” but Iraq’s “patrimony.”

Back then, of course, everyone who mattered knew that whatever the invasion of Iraq was about — freedom, possible mushroom clouds rising over U.S. cities or biological and chemical attacks on them, the felling of a monster dictator — it certainly wasn’t about oil. An oil war? How crude (so to speak), even if Iraq, by utter coincidence, happened to be located in the oil heartlands of the planet. Continue lendo

Bem-vindos à “democracia” líbia

Pepe Escobar, Asia Times Online 23/8/2011
Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

O Grande Gaddafi nem bem deixou o complexo de Bab-al-Aziziyah, e os abutres ocidentais já sobrevoam o local, disputando o “grande butim” – o petróleo e o gás da Líbia [1].

A Líbia é peão muito mais crucialmente importante num tabuleiro ideológico, geopolítico, geoeconômico e geoestratégico mais sério, do que deixa ver o reality show moralista vendido como noticiário pelas redes de televisão: “rebeldes” idealistas vencem o Inimigo Público n.1. Tempo houve em que o inimigo público n.1 foi Saddam Hussein; depois, Osama bin Laden; hoje é Muammar Gaddafi; amanhã será o presidente Bashar al-Assad da Síria; um dia será o presidente do Irã Mahmud Ahmadinejad. Só uma coisa é certa: a ultra reacionária Casa de Saud nunca é o inimigo público n. 1.

Como a OTAN venceu a guerra

Apesar do reaparecimento espetacular do filho de Gaddafi, Saif al-Gaddafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) virtualmente já venceu a guerra civil líbia (“atividade militar cinética”, como insiste a Casa Branca). As massas do “povo líbio” foram, no máximo, espectadoras, ou atores com papel pequeno, mostrados sob a forma de poucos milhares de “rebeldes” armados com Kalashnikovs. Continue lendo

Kadafi: na lista com Ben Ali e Mubarak

Eduardo Febbro

Um a menos no mapa. Ainda que tardio, Kadafi foi o melhor porta-voz do Ocidente, o mais solícito, que fez e desfez sua vontade nas capitais da Europa que visitou. Deixaram-no reprimir sem vacilos e exibir suas excentricidades vazias enquanto estava com as contas em dia com o FMI, deixou abertos os portões da exploração petroleira e dos investimentos, e combateu a Al Qaeda. Assim como o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak, Kadafi foi um amigo fiel das grandes potências. Também foi o eterno adorno de uma esquerda que seguiu vivendo como um emblema do anti-imperialismo quando o hábil ditador era já, desde muito tempo, um obediente soldado do capitalismo, um investidor voraz cujos capitais circulavam nos mesmos circuitos que seu socialismo sangrento combatia com palavras. Seis meses depois da insurreição que surgiu na localidade líbia de Benghazi logo depois da prisão do militante de direitos humanos Fethi Tarbel, o coronel seguiu os passos de Ben Ali e Mubarak.

Mas sua queda não tem os ingredientes nobres da Tunísia e do Egito. Ben Ali e Mubarak cederam diante da potência da insurreição popular enquanto Kadafi perdeu o poder uma vez que as potências ocidentais, que antes só sustentavam-no, intervieram militarmente e respaldaram com suas armas e sua tecnologia a ainda enigmática oposição líbia agrupada no Conselho Nacional de Transição (CNT). Continue lendo

La contrarrevolución con dinero contante y sonante

La Casa de Saud y las revueltas árabes

Pepe Escobar, Asia Times Online / Rebelion , 10 de junio de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

La contrarrevolución, para parafrasear al gran poeta difunto del soul Gil Scott-Heron, no será televisada; flotará río abajo repleta de dinero contante y sonante. Tomemos Egipto. La Casa de Saud ha dado al jefe del Supremo Consejo Militar, el mariscal de campo Tantawi 4.000 millones de dólares en dinero contante y sonante, aunque ni siquiera la Esfinge sabe con seguridad cuánto poder realmente tiene Tantawi, de 75 años, el ex ministro de defensa del depuesto tirano Hosni Mubarak. Continue lendo

Violento ataque del régimen de Bahrein a las mujeres que luchan por la democracia

No hay bombas de la OTAN para el rey Hamad al-Jalifa

Patrick Cockburn, CounterPunch, 4 de junio de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández

Las fuerzas de seguridad de Bahrein están atacando cada vez más a las mujeres en la campaña desplegada contra los manifestantes por la democracia, a pesar del levantamiento oficial ayer [1 de junio] de la ley marcial en el reino insular.

El fin de la ley marcial y el llamamiento al diálogo por parte del rey Hamad bin Isa al-Jalifa parece que forma parte de una compaña para mostrar que Bahrein está volviendo a la normalidad. Continue lendo

Por que nenhum clamor contra esses tiranos torturadores?

O que significa o silêncio dos EUA, da Inglaterra e aliados sobre o Bahrein? Que absurdo é esse? Bem, eu vou lhes dizer. Não tem nada a ver com o Bahrein ou com a família al-Khalifa. Tem tudo a ver com o nosso medo da Arábia Saudita.

Robert Fisk, Esquerda.net / Carta Maior, 15 de maio de 2011

Christopher Hill, ex-secretário de Estado dos EUA para a Ásia Oriental e ex-embaixador no Iraque – geralmente, um diplomata estadunidense muito obediente e não-eloquente – escreveu no outro dia que “a noção de que um ditador pode reivindicar o direito soberano de abusar de seu povo tornou-se inaceitável “. Continue lendo

La oposición justifica el impasse en Siria por la inacción internacional

Gara, 11 de mayo de 2011

«El mundo trata con prudencia el caso sirio y el régimen parece haber ganado la primera batalla aunque haya sido a costa de un baño de sangre», reconoce un opositor que vive en Jordania y pide el anonimato. «Israel está satisfecho con el estatus quo y EEUU necesita a Siria por la cuestión de Irak, en razón de la influencia de este país sobre la resistencia suní iraquí y su papel de mediador entre Washington e Irán sobre Irak», añade este analista.

«La comunidad internacional ha optado por el letargo en el caso sirio porque nadie quiere que el caos llegue a las puertas de Israel, sobre todo teniendo en cuenta que el régimen de Bashar al-Assad mantiene las fronteras más seguras con el Estado israelí desde el establecimiento, en 1974, de una zona desmilitarizada», afirma, por su parte, el opositor Abu Adham. Continue lendo

Bahrein derroca a su propio pueblo

La contrarrevolución de la Casa de los Saud no ha hecho más que empezar.

Pepe Escobar, Asia Times Online / Rebelión, 11 de mayo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández

El 14 de marzo de 2011 se recordará como el nefasto día en que la Casa de Saud lanzó –con el total apoyo de EEUU- una salvaje contrarrevolución diseñada para aplastar el capítulo del Golfo de la gran revuelta árabe de 2011. (Véase “The US/Saudi Libya deal, Asia Times Online, 2 de abril de 2011) [*]. Continue lendo

Las familias Khalifa y Assad: la hermandad de la tirania

Bahrein y Siria

Subhi Hadidi, Al-Quds Al-Arabi / Rebelión, 10 de mayo de 2011.  Traducción del árabe para Rebelión de Husein Khzam

Tal vez no nos apartemos mucho del tema sirio si hablamos del levantamiento del pueblo en Bahrein, sobre todo porque comparten la misma indiferencia de los medios de comunicación, tanto árabes como extranjeros. Continue lendo

Siria: los límites de la impunidad

Mourad Zarrouk, Diagonal, 7 de mayo de 2011

Las imágenes difundidas por la red Sham el 28 de marzo son escalofriantes. El hermano del presidente sirio Bashar al Asad, el coronel Maher, jefe de la temible Guardia Republicana, graba con un teléfono móvil los cadáveres destrozados y las piernas amputadas y esparcidas entre las ruinas de una localidad cerca de Daraa. En febrero de 1982, Rifaat al Asad el hermano del entonces presidente sirio Hafez al Asad perpetra una matanza sin precedentes en el país arrasando la ciudad rebelde Hama. El número de víctimas oscila entre 25.000 y 30.000. Sin embargo, la diferencia entre los dos contextos es abismal, aunque el régimen pretende mantener los mismos métodos de represión contra el pueblo sirio. Continue lendo

Un nuevo clima en El Cairo

Egipto e Israel se orientan hacia una crisis

Jonathan Cook, CounterPunch / Rebelión, 6 de mayo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

NAZARET – Funcionarios israelíes han expresado alarma ante una sucesión de medidas del gobierno interino egipcio que temen que puedan indicar una inminente crisis en las relaciones con El Cairo. Continue lendo

Se foi uma vitória dos EUA, as suas tropas não deviam agora ir para casa?

O Irão falou por muitos árabes quando disse que a morte de Bin Laden tirou ao Ocidente a razão de ter tropas na região.

Robert Fisk, Esquerda.net, 5 de maio de 2011

Por que estamos no Afeganistão? O objectivo dos americanos e britânicos que foram para lá em 2001 não era lutar contra Osama bin Laden? Não o mataram na segunda-feira? Houve um simbolismo doloroso no ataque aéreo da Nato na terça-feira – quase 24 horas após a morte de Bin Laden – que matou mais guardas de segurança afegãos. Pois a verdade é que há muito tempo perdemos o guião no cemitério de impérios, transformando a caça a um inventor da jihad global, que se tornara em grande parte irrelevante, numa guerra contra dezenas de milhares de insurrectos talibans, que têm pouco interesse na al-Qaeda, mas muito entusiasmo em expulsar do seu país os exércitos ocidentais. Continue lendo

O Paquistão sabia onde Osama se escondia

Robert Fisk, Página/12, 4 de maio de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Uma pessoa insignificante, de meia idade, um fracasso político ultrapassado pela história – por milhões de árabes que exigem liberdade e democracia no Oriente Médio – morreu no Paquistão ontem. E então o mundo enlouqueceu.

Logo depois de nos ter mostrado uma cópia de sua certidão de nascimento, o presidente norte-americano apareceu no meio da noite para nos mostrar uma certidão de óbito de Osama Bin Laden, morto em uma cidade cujo nome é de um major do exército do velho Império Britânico. Um único tiro na cabeça, nos disseram. Mas o voo secreto do corpo para o Afeganistão e um sepultamento igualmente secreto no mar? O estranho e arrepiante destino do corpo – sem túmulos, por favor – foi tão assustador quanto o homem e sua impiedosa organização. Continue lendo

Siria: la revuelta en pequeños comités

Hala Kodmani, Liberation, 4 de mayo de 2011

“¡Si me hubieran contado, hace un mes, el movimiento de protesta tal como evoluciona hoy en diferentes ciudades del país, habría respondido que era pura ficción!” cuenta una persona rondando la cuarentena de la pequeña burguesía siria que llamaremos Hassan. Recién incorporado a la protesta, comienza sin embargo a creer en esta “reacción de dignidad frente a un régimen que no tiene nada que ofrecer “. Continue lendo

Petición siria por cambio político: una oportunidad dramáticamente perdida

Reinoud Leender, Jadaliya / Rebelión, 4 de mayo de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Ante las atrocidades cometidas actualmente en Siria y la mala prensa que esto genera para el régimen, se podría pensar que sería fácil hacer una petición efectiva pidiendo un cambio político en este país. Todo lo que una petición semejante tiene que hacer es montarse al carro de las protestas en rápido aumento y expresar la cólera profundamente sentida en amplios sectores de la población siria. Además, cualquier llamado público serio demostraría que existe una alternativa viable al régimen: mediante propuestas inteligentes para cambio político y una impresionante lista de firmantes de las mentes más brillantes y respetadas de Siria. Sin embargo, de alguna manera, los iniciadores de la “Iniciativa Nacional por el Cambio” lograron no hacer nada de esto. Publicada el 29 de abril, su declaración titulada “La oposición siria demanda que el ejército proteja a los civiles y facilite un período transitorio”, revela en lugar de hacerlo la ineptitud del agrupamiento. [1] Aunque recibió amplia cobertura previa en los medios [2] ostensiblemente tenía el propósito de movilizar a sirios que todavía estuvieran vacilando. Sin embargo la petición parece más bien vindicar los poquísimos y cada vez más obsoletos argumentos del régimen a favor de la continuación del régimen autoritario con una cirugía fácil de algunas simbólicas medidas de reforma. En breve, las simples 900 palabras que usa la petición sacan a la luz algunas serias deficiencias de la oposición siria en la superación de los obstáculos hacia la transición misma del poder que espera lograr. Continue lendo

Da aspiração à realização democrática

Edgar Morin,  Le Monde, 26 de abril de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Na maioria dos países árabes se colocam os difíceis problemas da transição da aspiração democrática à realização da democracia.

Aqui devemos considerar não tanto as lições da história, mas as lições da reflexão sobre a história. A primeira lição é que a democracia tem sido frágil e temporária na Europa moderna. Na França, a Revolução de 1789 degenerou em terror, depois houve Termidor, e em seguida o Império, cuja queda provocou a restauração da monarquia; foi preciso esperar o final do século XIX para se instaurar a Terceira República que o desastre militar de junho de 1940 destruiu em prol de Vichy. Continue lendo