La madre tierra, cenicienta del desarrollo capitalista

El gobierno ha perdido la claridad y también la honestidad

Raúl Prada Alcoreza, Bolpress, 22 de octobre de 2012

¿En qué sentido se habla se madre tierra? Está claro que el sentido deviene de las cosmovisiones indígenas. Se trata de una imagen animista del planeta, estamos ante una imagen inmanentista de las fuerzas que componen la tierra. Se parte de que el planeta tiene vida, comprende la multiplicidad de vidas que habitan la tierra, donde se reproducen y forman ciclos vitales. Esta comprensión lleva a una relación de respeto y reciprocidad; se pide permiso antes de cazar, pescar, recolectar, cultivar, arar, talar. Los seres que pueblan la tierra son espíritus con los que se establece una relación de reciprocidad, de profundo respeto y en lo posible de complementariedad. Las comunidades indígenas que habitan los bosques y surcan los ríos cobijan saberes ancestrales sobre las plantas, los animales, el clima, las estrellas, convirtiendo a estos seres en escrituras descifrables e interpretables. Continue lendo

Evo: mais desenvolvimentismo, menos ‘pachamama’

Uma agenda mais desenvolvimentista, com propostas para novas obras de infra-estrutura, apoio à indústria e à expansão da fronteira agrícola. Esse deve ser o resultado do Encontro Plurinacional, uma espécie de conferência entre todos os segmentos da sociedade boliviana para definir metas políticas e econômicas para o país. O evento acontece de segunda (12) a quarta-feira (14), em Cochabamba.

Marcel Gomes, Carta Maior, 14 de dezembro de 2011

Ao lado de representantes de movimentos sociais, sindicalistas e prefeituras, os empresários bolivianos, que vivem um período de harmonia com o governo Evo Morales, pedem mais políticas para o desenvolvimento da indústria, do comércio e da agricultura. Participam entidades patronais como a Confederação de Empresários Privados da Bolívia (CEPB) e a Câmera de Exportadores de La Paz (Camex). Continue lendo

La maldición de la violencia

“Toda la historia del petróleo está repleta de criminalidad, corrupción,
el crudo ejercicio del poder y lo peor del capitalismo de frontera”.
Michael J. Watts (1999)[1]

Alberto Acosta, Observatorio Petrolero Sur, 20 de octobre de 2011

Resulta difícil entender cómo un gobierno popular, que se precia de revolucionario y que asume la defensa de los intereses populares, puede reprimir violentamente a sectores populares que reclaman sus derechos. Eso acaba de suceder en Bolivia. El gobierno del presidente Evo Morales, haciendo caso omiso a los reiterados pedidos para que abra el diálogo con los pobladores delTerritorio y Parque Nacional Isibore Sécure (TIPNITS), optó por la represión. Desplegando una inusitada violencia policial setrató de disolver una marcha de pueblos indígenas, que defienden sus derechos y la Constitución de su país. Con su acción pacífica, estos grupos se oponen a la construcción de una carretera, financiada por capitales brasileros, que atravesaría el TIPNITS para facilitar la explotación de yacimientos petroleros. Y, de paso, ellos ponen en evidencia las contradicciones de su gobierno. Continue lendo

Bolívia: vitória indígena antecipa outras batalhas

Com gestos de vitória e antecipando novas campanhas em defesa de territórios ancestrais, os indígenas das zonas tropicais da Bolívia comemoraram a promulgação da lei que proíbe a construção de uma estrada, cujo questionamento desgastou o apoio popular ao presidente Evo Morales.

Frank Chávez, IPS, 27 de outubro de 2011

De acordo com o clima frio de La Paz, na noite do dia 24, Morales apresentava um semblante sisudo na hora de colocar sua assinatura para que entrasse em vigor a lei conseguida pelos indígenas após uma acidentada caminhada de 600 quilómetros durante 66 dias, reprimida pela polícia em um afastado povoado mas ovacionada por milhares de manifestantes ao chegar à capital do país.

“A ameaça é latente, mas resta a mensagem de que os povos originários influíram na defesa dos territórios”, disse à IPS o líder indígena e deputado Pedro Nuni, do governante Movimento para o Socialismo (MAS), embora discordando de seu partido nestes assuntos. “O governo sabe que não pode decidir o futuro de nossas terras sem nos consultar”, acrescentou. Continue lendo

Indígenas e oposição da Bolívia criticam papel do Brasil em rodovia

Reportagem da BBC Brasil e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 28-09-2011.

Indígenas, oposicionistas e acadêmicos bolivianos ouvidos pela BBC Brasil afirmam que o Brasil deveria rever seu apoio à construção de uma rodovia que passaria por uma reserva florestal no país.

Ao mesmo tempo, deputados da base governista dizem que esta é “uma questão interna”, cabendo apenas à Bolívia resolver o impasse.

Nessa terça-feira, o presidente boliviano, Evo Morales, suspendeu a construção. Ele já havia anunciado que um referendo sobre a estrada será realizado em duas províncias bolivianas afetadas. Agora, o presidente decidiu também interromper os trabalhos até lá. Dois ministros já deixaram o governo devido ao caso.

“Não queremos a ingerência dos irmãos do Brasil. Este é um problema interno da Bolívia e deve ser resolvido entre o presidente Evo Morales e os bolivianos”, disse o deputado Lucio Huaycho, do partido governista MAS (Movimento ao Socialismo) à BBC Brasil. Continue lendo

Indígenas retomarão marcha na Bolívia

A crise no governo Evo Morales que tem sua raiz na repressão à Oitava Marcha Indígena, continua. Ontem, a Central Operária Boliviana (COB) disse que se somará a mobilização indígena que está se reagrupando na localidade beniana de São Borja após a violenta repressão da polícia no domingo passado, da qual ainda há desaparecidos.

Sebastián Ochoa, Página/12, 29 de setembro de 2011. A tradução é do Cepat.

O apoio majoritário da população aos agredidos deu-lhes força e anunciaram que apenas dialogarão com o governo quando chegarem ao Palácio Quemado. “Vamos retomar nossa marcha e apenas em La Paz aceitaremos o diálogo”, disse Fernando Vargas Mósua, porta-voz dos indígenas, recuperando-se dos golpes que lhe deram os policiais quando já se encontra caido como se pode ver nas imagens da televisão. Continue lendo

Morales perde apoios por causa do conflito indígena

A brutal atuação policial contra os indígenas bolivianos que protestavam no último domingo contra a construção de uma estrada em seu povoado empurrou Evo Morales contra as cordas. Depois das renúncias dos ministros da Defesa e do Interior, mais a do vice-ministro desta última pasta e da diretora-geral de Migração, ocorreu ontem um amplo protesto sindical, com greves e manifestações nas principais cidades do país.

Fernando García, La Vanguardia / Portal UOL, 30 de setembro de 2011.

O presidente boliviano entrou em seus momentos mais baixos. A indignação diante da violenta ação de domingo, que culminou com a detenção violenta de cerca de 300 indígenas do parque nacional Isiboro Sécure (Tipnis), atuou como potente catalisador do descontentamento social, da crescente oposição política e da dissidência interna que Morales já vinha enfrentando. Cada qual de seus interesses e com suas diferentes aspirações, os partidos de oposição, sindicatos, ministros reticentes e cidadãos decepcionados confluíram em um movimento de repúdio que ameaça anular o efeito dos avanços sociais e econômicos colhidos pelo ex-líder dos plantadores de coca. Continue lendo

Por la recuperación del proceso de cambio para el pueblo y con el pueblo

Manifiesto de la Coordinadora Plurinacional de la Reconducción, Viento Sur, 26 de junio de 2011

Hermanos y Hermanas: Quienes firmamos este manifiesto no nos atribuimos representación alguna. Simplemente asumimos la obligación moral de dar nuestra palabra honesta y comprometida frente a los difíciles momentos que vive nuestro país, identificándonos con lo que sienten y piensan muchas bolivianas y bolivianos. Convocamos a conformar una Coordinadora Plurinacional de la Reconducción para recuperar el proceso de cambio, y proponemos la apertura inmediata de espacios deliberativos de amplia concurrencia. Continue lendo

Pelo nono dia consecutivo, Morales enfrenta onda de protestos violentos em La Paz

Pelo nono dia consecutivo, o governo da Bolívia enfrenta mais um dia de protestos liderados por profissionais de várias categorias que reivindicam reajuste médio de salário de 15%. As manifestações tomaram conta das principais ruas de La Paz e em algumas delas objetos foram queimados em meio a gritos de guerra, bandeiras da Bolívia e cartazes com críticas ao presidente Evo Morales.

Renata Giraldi, Agência Brasil, 15 de abril de 2011

Ao longo dos últimos dias, os protestos geraram embates entre manifestantes e policiais. O ministro da Casa Civil da Presidência, Oscar Coca, lamentou o que chamou de “vandalismo” e “ameaças” à ordem. Coca condenou a coordenação das manifestações que é da Central Obrera Boliviana (COB). Segundo ele, ontem (14), na reunião com o governo, os sindicalistas não se dispuseram a buscar o fim do impasse. Continue lendo

Evo Morales enfrenta a pior crise desde que assumiu o governo da Bolívia

Há uma semana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, enfrenta a mais aguda das crises já registradas durante seu governo. Várias categorias profissionais, lideradas por professores e aposentados da zona rural, comandam protestos em La Paz reivindicando reajuste médio de 15% nos salários e benefícios. Os protestos geraram embates entre manifestantes e policiais.

Renata Giraldi, Agência Brasil, 14 de abril de 2011

Em reação aos protestos, o governo convocou reuniões extraordinárias e chamou os manifestantes para o diálogo. Paralelamente, o ministro da Casa Civil da Presidência, Oscar Coca, assegurou que os manifestantes não correm risco de perder os empregos. Porém, Coca cobrou deles o fim das paralisações e o retorno ao trabalho. As informações são da agência estatal de notícias a ABI – Agência Boliviana de Informações. Há sete dias, professores, aposentados da zona rural, motoristas de transportes públicos e de caminhões, assim como funcionários do Conselho Nacional de Saúde, protestam na Bolívia.

Para o ministro, alguns setores são essenciais e não podem aderir à greve. Segundo ele, o foco está nas reivindicações dos professores e dos funcionários da área de saúde. De acordo com Coca, os trabalhadores da indústria e da mineração retornaram ao trabalho.

Ainda hoje, Coca se reúne com dirigentes da Central Obrera Boliviana (COB) – a central sindical de trabalhadores da Bolívia – para avaliar as reivindicações e buscar um acordo.”O governo enviou nota para os dirigentes do COB para retomar o diálogo”, disse o ministro.

Fin de la esperanza estatal

Heinz Dieterich, 10 de abril de 2011

1. Fin de la esperanza estatal

La gran esperanza de que Hugo Chávez, Fidel, Evo y Rafael Correa fueran la vanguardia estatal que ayudara a los pueblos y científicos a crear el nuevo Modo de Producción del Socialismo del Siglo XXI, se ha desvanecido. Ninguno de los cuatro presidentes ha hecho un esfuerzo serio para avanzar la alternativa anticapitalista del Siglo XXI y ninguno lo hará. Han ayudado a cambiar conciencias y estructuras de la sociedad, pero no darán el paso de vanguardia hacia el S21. Este paso vendrá de la mano de una nueva vanguardia mundial que sepa integrar la lucha por el Estado de derecho y el Estado social con la construcción del Socialismo del Siglo XXI. Continue lendo

UN Document Would Give ‘Mother Earth’ Same Rights as Humans

Vancouver Sun, April 13, 2011

UNITED NATIONS — Bolivia will this month table a draft United Nations treaty giving “Mother Earth” the same rights as humans — having just passed a domestic law that does the same for bugs, trees and all other natural things in the South American country.

Bolivia is planning to table a draft United Nations treaty giving “Mother Earth” the same rights as humans. (Photograph by: NASA) The bid aims to have the UN recognize the Earth as a living entity that humans have sought to “dominate and exploit” — to the point that the “well-being and existence of many beings” is now threatened. The wording may yet evolve, but the general structure is meant to mirror Bolivia’s Law of the Rights of Mother Earth, which Bolivian President Evo Morales enacted in January. Continue lendo

‘O indígena não é coisa do passado, ele é um projeto de futuro’.

IHU On-line entrevista Abraham Colque, IHU On-line, 25 de março de 2011

“A princípio, uma criança indígena rural pode ouvir: ‘Que queres ser no futuro?’ E, então, pode responder: ‘Eu quero ser presidente da Bolívia’. Isto é sumamente importante quando sabemos que há uns 30 anos a população indígena não podia aspirar a qualquer coisa porque era excluído de possibilidades”, é o que aponta Abraham Colque. O teólogo concedeu esta entrevista à IHU On-Line a partir de Dacar, quando participou do Fórum Social Mundial.

A identidade do indígena, seja no contexto da realidade boliviana, latino-americana ou global, além da ideia da Terra Madre e do Bem-viver comos projeto de futuro para a sociedade atual são ideias refletidas pelo teólogo. Continue lendo

Controversias sobre la justicia climática

Joan Martínez Alier, La Jornada, 18 de dezembro de 2010

La energía no puede reciclarse y, por tanto, incluso una economía que no creciera y que use combustibles fósiles, necesitaría suministros frescos que vengan de las fronteras de la extracción. Lo mismo se aplica a los materiales que en la práctica se reciclan solamente en parte (como el cobre, el aluminio, el acero, el papel), no más de 40 o 60 por ciento. Si la economía crece, la búsqueda de fuentes de energía y materiales es aún mayor. Hay una acumulación de beneficios y de capital por la desposesión (como dijo David Harvey en 2003) o una raubwirtschaft (una expresión de geógrafos de hace 100 años) y hay también acumulación mediante la contaminación con lo que queremos decir que los beneficios capitalistas aumentan por la posibilidad de echar a la atmósfera, al agua o a los suelos, sin pagar nada o pagando poco, los residuos producidos. Que el precio de la contaminación sea bajo o nulo no indica un fallo del mercado sino un éxito (provisional) en transferir los costos sociales a la gente pobre y a las futuras generaciones. Eso es evidente en el caso de los gases con efecto invernadero. Por eso hay protestas bajo el nombre de justicia climática. Continue lendo

Bolívia vai contestar acordo do clima

Por considerar que os Acordos de Cancún, assinados na cúpula do clima que terminou na madrugada de sexta para sábado, violaram as regras da ONU, a Bolívia anunciou que vai recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para anulá-los.

Folha de S. Paulo, 13 de dezembro de 2010

O país argumenta que o marco legal das Nações Unidas sobre as cúpulas internacionais deixa claro que as decisões precisam ser tomadas por consenso. A Bolívia considera que sua posição – o país foi o único dos 194 a querer bloquear o acordo – foi ignorada em Cancún. Continue lendo

Discurso del Embajador Pablo Solon del Estado Plurinacional de Bolivia

COP 16, Cancun, Mexico, 10 de diciembre de 2010

Muchas Gracias señora presidenta.

Queremos claramente resaltar la posición del Estado Plurinacional de Bolivia sobre este texto que se nos ha presentado, éste no es un texto que refleje la convergencia de todas las partes, incluyendo las posiciones de nuestro Estado.

A diferencia de lo que señala la caratula de este documento, éste no ha sido preparado en respuesta al pedido de las partes hacia la presidenta de la COP. El Estado Plurinacional de Bolivia nunca expreso, ni mandato para la elaboración de este documento. El documento que se ha venido trabajando es el texto de negociación con todas las posiciones de las partes. Esta es la primera consideración desde el punto de vista procedimental. Continue lendo

Lei da Mãe Terra estabelece reencontro entre sociedade e natureza

ABI / Adital, 8 de dezembro de 2010

A Lei da Mãe Terra aprovada na noite de terça-feira pela Assembleia Legislativa Plurinacional “estabelece um reencontro entre a sociedade e a natureza”, destacou na quarta-feira o presidente do Estado em exercício, Alvaro García Linera.
“É a primeira vez no mundo que se aprova uma Lei destas características”, apontou. Manifestou que, com esta Lei, “Bolívia estabelece um modo de relação orgânica, complementar e dialogante entre o homem e a natureza”. Continue lendo

El subimperialismo brasileño en Bolivia y América Latina

Mathias Luce, Bolpress, 14 de noviembre de 2010

Hace casi cinco años, luego de la Nacionalización de los Hidrocarburos en Bolivia el Primero de Mayo de 2006, el periódico El Juguete Rabioso reveló en primera plana que Petrobras había llegado a controlar el 45,9% de las reservas probadas y probables de gas, el 39,5% del petróleo y las dos refinerías del país, y que este proceso se llevó a cabo a través de medios más que cuestionables, como por ejemplo la migración de ex gerentes de Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos hacia Petrobras Bolivia. En ese momento salía a la luz pública el descubrimiento de grandes reservas en los megacampos de San Alberto y San Antonio, recién adjudicados a Petrobras. Todo eso contribuyó al surgimiento de una corriente crítica que confrontó al poder subimperialista del capitalismo brasileño. [1] Continue lendo

Bolívia: contra o racismo e a mídia privada

Enquanto o presidente da Bolívia garante que o projeto de lei que tramita no Senado servirá para castigar o uso da linguagem racista e discriminatória, a mídia e as associações de jornalistas dizem que a lei coloca em risco a estabilidade trabalhista.

Sebastián Ochoa, Página/12, 8 de outubro de 2010. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

A maioria dos jornais bolivianos apareceu nesta quinta-feira com a primeira página coberta pela manchete “Sem democracia não há liberdade de expressão”. Com esta frase, antes um lugar comum, dezenas de organizações de jornalistas e de donos de meios de comunicação se mobilizam em todo o país para repudiar o projeto de Lei Contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação, que está sendo discutido no Senado, dominado amplamente pelo partido do presidente Evo Morales. Continue lendo

Una opción civilizatoria con rostro indígena

Isabel Rauber, Rebelión, 13 de agosto de 2010

Acceder al gobierno nacional: un paso de esperanza

El gobierno que emergió en Bolivia en diciembre de 2005 y asumió en enero del 2006, que convocó, realizó la Asamblea Constituyente, que convocó y ganó el Referéndum Revocatorio en el 2008 y que nuevamente convocó y ganó la presidencia del país y el gobierno nacional en las elecciones del 2009, es un gobierno de nuevo tipo: emergido de las luchas sociales de los pueblos indígenas, construido también con el protagonismo de los movimientos sociales, de trabajadores, de campesinas y campesinos, entre los que se destaca el movimiento cocalero. Continue lendo