El mundo de la obesidad en el capitalismo tardío

Alejandro Nadal, La Jornada, 15 de agosto de 2012

Hay dos cosas que las economías capitalistas saben hacer, y lo hacen muy bien. Una de ellas es alcanzar economías de escala para abatir costos unitarios, algo que se logra mejor a través de procesos de industrialización. La otra es obtener subsidios, algo que se optimiza cuando se tiene más poder. Estas dos cosas se han combinado para producir la crisis de obesidad en Estados Unidos.

En 2011 más de dos terceras partes de la población de Estados Unidos sufría problemas de sobrepeso o de obesidad. En la actualidad ese país tiene la mayor tasa de obesidad en el mundo. Datos oficiales revelan que el porcentaje de personas adultas con problemas de obesidad pasó de 13 por ciento en 1962 a 36 por ciento en 2010. De mantenerse esta tendencia en 2030 el 42 por ciento de la población adulta sufrirá problemas de obesidad (y 11 por ciento con obesidad severa, más de 45 kilos de sobrepeso). La tasa de obesidad en niños ya alcanza un alarmante 18 por ciento. Diversos estudios muestran que los niños con obesidad tienen mayor propensión a conservar dicha obesidad en la edad adulta. Continue lendo

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Biocombustíveis e fome, dois lados da mesma moeda

Apesar das crescentes provas de que a produção de combustíveis orgânicos é responsável pela insegurança alimentar, o novo projeto da União Europeia (UE) sobre energias renováveis ignora as consequências sociais desta atividade agrícola.

Daan Bauwens, IPS Envolverde/IPS, 28 de junho de 2012

Para reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, a UE decidiu, há três anos, aumentar o uso de biocombustíveis no transporte. Na diretriz de 2009 sobre energias renováveis, foi fixado o objetivo obrigatório de elevar para 10% a proporção de agrocombustíveis no transporte até 2020. Contudo, mesmo antes da aprovação desse documento, organizações não governamentais de diferentes partes do mundo já haviam assinalado vários dos problemas associados aos combustíveis orgânicos. Continue lendo

Speculation and Criminal Manipulation of Food and Commodities Prices

Real News Network, April 13, 2012

Michael Greenberger: Weak regulations on speculators swamping markets and lack of enforcement of existing laws on criminal intent, are driving up prices

Como a Goldman Sachs criou a Crise Alimentar

Não ponham as culpas nos apetites americanos, no aumento dos preços do petróleo, ou as colheitas geneticamente modificadas pelo aumento dos preços dos alimentos. Wall Street tem as maiores culpas pela disparada do custo da comida.

Frederick Kaufman, Foreign Policy, 24 de agosto de 2011

Foram necessárias as mentes brilhantes da Goldman Sachs para perceber a simples verdade de que nada é mais valioso do que o nosso alimento diário. E onde há valor, há a possibilidade de fazer dinheiro. Em 1991, funcionários da Goldman, liderados pelo precavido presidente Gary Cohn, vieram com um novo tipo de produto de investimento, um derivado que acompanhava 24 matérias brutas, de metais preciosos, a energia e café, cacau, gado, milho, suínos e trigo. Eles pesavam o valor de investimento de cada elemento, fundiam e misturavam as partes em somas, e depois reduziam o que seria uma complicada colecção de coisas reais a uma fórmula matemática, e que seria doravante denominada de Goldman Sachs Commodity Index (GSCI). Continue lendo

Muito mais alimentos, sem reduzir a pobreza

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 1 de julho de 2011

Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da ONU, há poucos dias, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou – com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós – que esta será a sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de 1 bilhão, se reduza à metade. “É o desafio do nosso tempo”, disse na ocasião o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, “o protecionismo dos ricos” à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época. Continue lendo

The New Geopolitics of Food

From the Middle East to Madagascar, high prices are spawning land grabs and ousting dictators. Welcome to the 21st-century food wars.

Lester Brown, Foreign Police, May 31, 2011

In the United States, when world wheat prices rise by 75 percent, as they have over the last year, it means the difference between a $2 loaf of bread and a loaf costing maybe $2.10. If, however, you live in New Delhi, those skyrocketing costs really matter: A doubling in the world price of wheat actually means that the wheat you carry home from the market to hand-grind into flour for chapatis costs twice as much. And the same is true with rice. If the world price of rice doubles, so does the price of rice in your neighborhood market in Jakarta. And so does the cost of the bowl of boiled rice on an Indonesian family’s dinner table.

Welcome to the new food economics of 2011: Prices are climbing, but the impact is not at all being felt equally. For Americans, who spend less than one-tenth of their income in the supermarket, the soaring food prices we’ve seen so far this year are an annoyance, not a calamity. But for the planet’s poorest 2 billion people, who spend 50 to 70 percent of their income on food, these soaring prices may mean going from two meals a day to one. Those who are barely hanging on to the lower rungs of the global economic ladder risk losing their grip entirely. This can contribute — and it has — to revolutions and upheaval. Continue lendo

Cómo creó Goldman Sachs la crisis alimentaria

Frederick Kaufman, Foreign Policy / Rebelión, 10 de mayo de 2011. Traducido para Rebelión por Jorge Aldao y revisado por Caty R.

No culpe del alza de los precios de los alimentos al apetito de los estadounidenses, a los crecientes precios del petróleo o a los cultivos modificados genéticamente. Wall Street tiene la culpa de los precios, que crecen en espiral, de los alimentos. Continue lendo

Ocho mitos sobre la crisis alimentaria actuali

Con el mercado hemos topado, amigo Sancho

Vicent Boix, Rebelión, 10 de mayo de 2011

Un accidente nuclear, unos bombardeos de la OTAN y un Bin Laden después, y sigue subiendo el número de hambrientos. De hecho, desde el verano pasado los precios de los alimentos no han dejado de crecer hasta alcanzar valores récord en 2011. El punto de ignición se originó con la disminución de las cosechas de cereales en algunos países exportadores, que se transformó en una reducción de la oferta que espoleó el incremento de los precios. Para garantizar su propio abastecimiento y poder defenderse del aumento, estas naciones limitaron sus exportaciones lo que constriñó más aún la oferta generando más tensión y alzas en el mercado, a la vez que el caos se iba expandiendo a otros alimentos. Continue lendo

Aumento do preço dos alimentos “é a maior ameaça aos pobres de todo o mundo“

A afirmação é de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. Este organismo aponta para uma subida em Março de 36% dos preços dos bens alimentares em relação a 2010. Subida do preço dos alimentos em mais 10% pode empurrar para a pobreza extrema mais 10 milhões de pessoas.

Esquerda.net, 15 de abril de 2011

Os mais recentes números do Índice dos Preços Alimentares do Banco Mundial (BM), divulgados na passada quinta-feira, apontam para uma subida de 36 por cento dos preços dos bens alimentares, próximo do máximo histórico registado pelo BM de 2008. Os dados evidenciam também a manutenção da volatilidade dos preços.

“É a maior ameaça aos pobres de todo o mundo: os elevados e voláteis preços alimentares”, alertou Robert Zoellick, presidente do BM, em conferência de imprensa.

Este responsável considera que os últimos números divulgados “contam uma história cruel e persistente, de uma pressão esmagadora sobre os pobres” e, apesar de não serem a causa directa dos protestos no Médio Oriente e norte de África, são um “factor agravante” destes.

Zoellick alertou também para o facto de uma subida do preço dos alimentos em mais 10 por cento poder empurrar para a pobreza extrema mais 10 milhões de pessoas, que passarão a dispor de menos de 1,25 dólares por dia. Uma subida de 30 por cento implicaria, por sua vez, mais 34 milhões de pessoas na pobreza.

Desde Junho do ano passado, a escalada do custo dos alimentos já empurrou 44 milhões de pessoas para a pobreza. Uma das propostas avançadas pelo Banco Mundial para contrariar esta realidade passa pela diversificação da produção para além dos biocombustíveis, de modo a prevenir que milhões de novas pessoas sejam empurradas para a situação de pobreza, devido ao aumento do preço dos alimentos.

Para impedir uma nova crise alimentar

Jim Harkness,  IATP / Carta Maior, 24 de março de 2011

Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita. Continue lendo

La crisis alimentaria golpea de nuevo

La especulación alimentaria y la ‘petrodependencia’ como detonantes

Esther Vivas, 24 de marzo de 2011

La amenaza de una nueva crisis alimentaria es ya una realidad. El precio de los alimentos ha vuelto a aumentar alcanzando cifras récord, en una escalada creciente y consecutiva de precios desde hace ocho meses, según informa el Índice de la FAO para los Precios de los Alimentos de febrero de 2011, que analiza mensualmente los precios a escala global de una cesta formada por cereales, oleaginosas, lácteos, carne y azúcar. El Índice apunta a un nuevo máximo histórico, el más elevado desde que la FAO empezó a estudiar los precios alimentarios en 1990. Continue lendo

El alza de precios del petróleo anuncia “motines del hambre”

Paul Walder, Punto Final, 4 de marzo de 2011

Durante los primeros meses del año, el precio internacional de los principales alimentos registró, en promedio, una marca histórica, lo que generó inquietud en todos los organismos y agencias internacionales por las consecuencias que tendrán estas alzas globales en los precios internos de los alimentos de los países pobres y emergentes. La última gran alza mundial del precio de los alimentos había ocurrido en 2008, tras la explosión de la crisis financiera mundial, oportunidad en que estuvo impulsada por la especulación en los mercados.

Esta nueva tendencia al alza está reforzada por dos factores principales. La especulación, que además se expresa en otras materias primas como el cobre, el oro y, por cierto, el petróleo, y también el cambio climático, fenómeno que ha tenido consecuencias desastrosas por una ola mundial de sequías. Continue lendo

El hambre de ganancias infla el precio de la comida

Belén Carreño, Público, 8 de marzo de 2011

Fondos de alto riesgo acaparan toneladas de un producto para disparar su precio. Un tercio de los ingresos de Goldman Sachs procede de las materias primas.

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Especuladores da fome fazem preço dos alimentos aumentar

Os mesmos bancos, fundos de investimento de risco e investidores cuja especulação nos mercados financeiros globais causaram a crise das hipotecas sub-prime são responsáveis por causar a inflação no preço dos alimentos.

John Vidal, Esquerda.net, 6 de março de 2011

Há pouco menos de três anos, as pessoas da vila de Gumbi, no oeste de Malawi, passaram por uma fome inesperada. Não como a de europeus,que pulam uma ou duas refeições, mas aquela profunda e persistente fome que impede o sono e embaralha os sentidos e que acontece quando não se tem comida durante semanas. Estranhamente, não houve seca, a causa tradicional da mal nutrição e fome no sul da África, e havia bastante comida nos mercados. Por uma razão não óbvia o preço de alimentos básicos, como milho e arroz, havia quase dobrado em poucos meses. Não havia também evidências de que os donos de mercados estivessem a fazer estoque de comida. A mesma história repetiu-se em mais de 100 países em desenvolvimento. Continue lendo

Preços globais dos alimentos atingem novo recorde

No espaço de um ano, subiram 70%. Causas são a crescente procura e o declínio da produção mundial em 2010. Aumento inesperado dos preços do petróleo pode exacerbar a já precária situação dos mercados.

Esquerda.net, 3 de março de 2011

Os preços globais dos alimentos subiram pelo oitavo mês consecutivo em Fevereiro, atingindo um novo recorde quer em termos nominais quer em termos reais, de acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, que faz a monitorização destes valores desde 1990. A única excepção foi o açúcar.

“O aumento inesperado dos preços do petróleo pode exacerbar ainda mais a já precária situação dos mercados de alimentos”, alerta David Hallam, director da Divisão de Comércio e Mercado da FAO. Continue lendo

El G20 en París: La crisis y los alimentos

Julio C. Gambina, Argenpress, 22 de febrero de 2011

Entre el 18 y 19 de febrero en París, bajo la presidencia francesa para el 2011, se realizó la reunión de ministros de Finanzas y titulares de los bancos centrales del G20, con eje en la reforma del sistema financiero internacional y la volatilidad de los precios internacionales de las comodities. (1) Allí discutieron los administradores gubernamentales del 85% de la riqueza mundial y el 66% de la población total.

El G20 discute la crisis de la economía mundial, que en la coyuntura se manifiesta con “la subida de los precios de las materias primas, el potencial sobrecalentamiento de las economías emergentes y los problemas de deuda soberana en los países avanzados” (2), para decirlo en el lenguaje del poder mundial. Continue lendo

Contra la apropiación global de tierras

“No son las ONGs las que mueven a la gente, es la desesperación la que las moviliza”, afirmaba un activista por la tierra camboyano contando la experiencia de los aldeanos de Boeung Kak, [1] a quienes expulsó de sus tierras su propio gobierno para dejar paso al beneficio empresarial.

Gisele Henriques, The Guardian, 21 de febrero de 2011

Historias de este género se oían por doquier en el Foro Social Mundial celebrado la pasada semana en Dakar, Senegal. El foro, que celebraba su décimo aniversario este año, convocó a representantes de organizaciones de la sociedad civil, movimientos sociales y sindicatos de más de 123 países. Entre ellos se encontraban presentes activistas por los derechos de tierras y pequeños agricultores, reunidos para relatar y condenar la irrestricta apropiación de sus tierras.

La apropiación de tierras ha surgido como asunto candente en el foro de este año. El fenómeno se define como la posesión y/o control de un volumen de tierra para la producción comercial o agroindustrial, que resulta desproporcionada en tamaño en relación a la tenencia media de tierras de la región. Los casos que encontramos en Madagascar, República Democrática del Congo, Malí, India, Brasil y Mozambique ilustran que el fenómeno es generalizado y las consecuencias pueden ser funestas. La inversión en tierras procedente del exterior para garantizar el suministro de alimentos y biocombustibles, la especulación y extracción de recursos son los mayores impulsores de este fenómeno. Continue lendo

Alimentos mais caros, e nas mãos de poucos

Dez empresas dominam mercado global e dificultam reação à alta de preços

Vivian Oswald, O Globo, 20 de fevereiro de 2011

Um punhado de grandes empresas domina os setores de alimentos, sementes, fertilizantes e transgênicos, no atacado e no varejo globais, agravando as dificuldades dos países de conter o impacto da disparada dos preços nas suas economias — a segunda em três anos — e reduzindo a sua capacidade de reação a crises. Dados da ETC, organização especializada no acompanhamento de alimentos, indicam que apenas dez empresas — entre elas Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e ADM — dominam o mercado mundial neste segmento. O grupo restrito concentra nada menos do que 67% das marcas registradas de sementes e 89% dos agroquímicos. Continue lendo

O aumento dos preços dos alimentos afunda 44 milhões de pessoas a mais na pobreza

O alívio nos preços das matérias-primas foi um reflexo da crise que se evaporou. Desde junho, ao menos 44 milhões de pessoas passaram à pobreza devido ao aumento dos preços dos alimentos, e outras várias dezenas de milhões correm o risco de engrossar este número.

Público, 15 de fevereiro de 2011

O Banco Mundial lançou nesta segunda-feira esta advertência às vésperas da reunião que terão os ministros de Finanças do G-20 neste fim de semana em Paris. A crise alimentar foi o principal catalisador das revoltas nos países árabes, e foi incluído in extremis nas agendas dos dignitários internacionais, que temem que o mal-estar se estenda a outros países em desenvolvimento. Continue lendo

Preço de alimentos tem maior alta em 21 anos, diz FAO

Lisandra Paraguassu, O Estado de S.Paulo, 4 de fevereiro de 2011

O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) divulgou ontem que o índice FAO de preço dos alimentos, baseado em uma cesta de commodities, alcançou o seu maior valor desde 1990, quando foi criado. De acordo com a organização, esse é o sétimo mês seguido de alta e, entre dezembro e janeiro houve um acréscimo de 3,4% no preço dos alimentos.

Todas as commodities monitoradas pela FAO tiveram aumento em janeiro, sendo a única exceção a carne. Os produtos com maior custo foram o açúcar e os grãos. No entanto, o maior aumento foi o dos laticínios. De acordo com economistas da organização, não há sinais de reversão desses aumentos e aumenta a probabilidade de risco alimentar nos países mais pobres. No entanto, a própria FAO reconhece que a boa safra de grãos registrada nos países em desenvolvimento tem feito com que os preços internamente tenham ficado abaixo das médias internacionais. Continue lendo