Brasil deveria investir na energia solar distribuída, defende especialista

energia-solar-parque-waldpolenzQuando o Brasil é assolado por muitos dias de calor intenso e sofre com a falta de chuvas, como temos visto no atual verão, um filme no país se repete: os reservatórios das hidrelétricas perdem capacidade e as usinas termoelétricas entram em cena, a fim de suprir a demanda de energia da população. O problema é que essa fonte energética é mais cara que a convencional, além de ser mais poluente.

Envolverde, 13 de fevereiro de 2014

No Brasil, o acionamento recorrente das usinas térmicas acarretou em um aumento de quase 500% nas emissões de gases efeito estufa do setor elétrico, segundo Tasso Azevedo, engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo os cálculos do especialista ouvido pela Exame.com, as emissões da energia gerada e distribuída por meio do Sistema Integrado Nacional (SIN) saltaram de 10,7 milhões de tCO2 (tonelada equivalente de CO2) em 2009 — quando foi instituída a Política Nacional sobre a Mudança do Clima — para 51 milhões tCO2 em 2013. Continue lendo

Na área de energia, mudanças animadoras

wind farmWashington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12 de junho de 2013

Com o panorama nacional na área de energia ainda parecendo confuso e contraditório, em razão de omissões e ações discutíveis de órgãos reguladores federais, felizmente surgem informações alentadoras, principalmente em setores das chamadas energias “alternativas”, dentro e fora do País.

Pode-se começar pela notícia de que o governo federal decidiu (Folha de S.Paulo, 5/7) incluir usinas eólicas no leilão de novas fontes que fará em outubro – depois de o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) haver declarado que não poderia incluí-las porque certamente ganhariam e não dariam oportunidade a outras fontes (Estado, 26/5). Elas serão entregues em três anos, para se somarem à fração da matriz energética que já representam.

Outra boa notícia é de que o governo resolveu (Agência Brasil, 3/7) desligar todas as usinas termoelétricas a óleo combustível e diesel, ligadas desde outubro de 2012 (34 no total), com a alegação de que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava “muito baixo”. A economia será de R$ 1,4 bilhão por mês. Mas permanecerão outras usinas, inclusive a carvão. Continue lendo

Eólicas já receberam R$ 8,9 bilhões do BNDES

usina-eolicasDe 2005 a 15 de maio de 2013, último dado disponível, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 8,9 bilhões para financiamento de usinas eólicas. São cerca de 90 em operação no país, e mais de 80 estão em construção.

Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo, 2 de junho de 2013

Para o chefe do Departamento de Energias Alternativas do BNDES, Antonio Carlos de Andrada Tovar, o mercado de energia eólica “é superpromissor”. “O preço do leilão no ano passado foi de R$ 89 o megawatt/hora”, diz. “Quando comparamos o custo da eólica no Brasil com projetos de outras partes do mundo temos um dos preços mais competitivos.” Em 2012 foi R$ 89; em 2011, R$ 105. Quando o real se valorizar, esse conceito pode variar, segundo Tovar. Continue lendo

Governo adia aposta em energia limpa

PollutionRecuo: energia eólica perde espaço em leilões do governo

Wellington Balhnemann, O Estado de São Paulo, 26 de maio de 2013

RIO – Em nome da garantia de abastecimento de eletricidade, o governo federal decidiu, por ora, abrir mão da expansão da matriz energética com base apenas em fontes limpas. 

A crise dos reservatórios no início do ano acendeu a luz amarela do Ministério de Minas e Energia e evidenciou a necessidade de ampliar a participação das térmicas na matriz. Sem gás natural barato disponível, a solução foi recorrer ao carvão, uma das mais poluentes fontes de geração. Esse movimento diminuirá o espaço para as eólicas, que há quatro anos vêm dominando os leilões do setor.

A tendência ficou clara quando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) excluiu as usinas eólicas do leilão de energia nova que contratará a demanda das distribuidoras em 2018 (A-5), marcado para agosto. Isso foi significativo porque o leilão A-5 aponta para os agentes a direção da expansão da matriz energética no País. O temor do governo era de que, ao misturar eólicas e térmicas na licitação, apenas as eólicas fossem contratadas, dado o baixo custo de geração. “Esse é o momento de equilibrarmos a matriz e darmos mais espaço para as térmicas”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Continue lendo

Chinese protesters clash with police over power plant

Dozens injured and many detained as police fire teargas at Hainan residents in China’s latest environmental dispute

Associated Press, uardian.co.uk, October 22, 2012

People protesting against the building of a coal-fired power plant in a southern Chinese town threw bricks at police who fired volleys of teargas and detained dozens in the country’s latest environmental dispute, residents say. At least 1,000 people in Yinggehai, on China’s Hainan island, began several days of protests last week after construction resumed on the plant, which had been halted by earlier demonstrations. Continue lendo

Energia – a chance de discutir sem soberba

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de março de 2011

É impressionante a atitude de soberba olímpica – para não falar em descaso ou desprezo – com que o Ministério de Minas e Energia (MME) encara as dúvidas da comunidade científica e da nossa sociedade a respeito da política energética nacional. Continue lendo

Estudos concluem: o carvão é caro e vai ser mais caro no futuro

Dois novos estudos mostram que o carvão é menos abundante e mais caro e o seu uso mais prejudicial para o ambiente e a saúde humana que o defendido pela indústria.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 27 de fevereiro de 2011

Os resultados apresentados anunciam um futuro negro para uma das indústrias mais poluentes do mundo. O primeiro estudo, publicado na Nature, revê em baixa as estimativas de produção de carvão no futuro, estimando que o seu preço pode começar a subir já no fim desta década. A previsão, realizada por David Fridley and Richard Heinberg, investigadores do Post-Carbon Institute (Instituto Pós-Carbono, dos EUA), baseia-se em duas observações. Por um lado, estudos recentes têm sugerido que as reservas de carvão de alta qualidade acessíveis se irão esgotar bem mais rapidamente que o estimado pelos principais países produtores de carvão. Por outro, a procura global tem aumentado muito rapidamente, sobretudo graças à industrialização da China. A China é hoje o maior consumidor e produtor de carvão e a sua influência na evolução dos preços do carvão não deve ser subestimada, salientam os autores. Continue lendo

Usina termelétrica de Candiota é questionada pelo Ministério Público e por ambientalistas

Sabrina Craide, Agência Brasil / EcoDebate, 14 de fevereiro de 2011

A fase C da Usina Termelétrica Candiota 3, inaugurada com a promessa de ser uma usina mais moderna e com menos prejuízos ao meio ambiente, está sendo questionada pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF-RS). O órgão quer que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anule a licença ambiental que autorizou o início da operação do empreendimento, concedida em dezembro do ano passado. Continue lendo

A festa das poluidoras

Washington Novaes, O popular, 8 de julho de 2010

Misteriosamente, há duas semanas entrou de novo em funcionamento a usina termelétrica Xavantes II, ao lado de uma subestação da Celg, na região Norte da cidade, ao lado do conjunto Nossa Morada, não longe do campus da UFG. Junto com ela, a usina Goiânia II, na saída para São Paulo. Ambas já haviam funcionado durante algumas semanas, há dois anos, e foram desativadas após fortes protestos dos moradores das duas áreas, martirizados pela poluição resultante da queima de óleo diesel (700 mil litros por dia), pelo barulho infernal durante as 24 horas do dia e pelo despejo de resíduos dos geradores num córrego. Agora, tão misteriosamente quanto entrara, a Xavante saiu de funcionamento poucos dias depois, quando já se organizavam novos protestos. Mas nenhuma satisfação foi dada à sociedade. A explicação extraoficial era de que se fornecia energia “à Argentina” (ora vejam !). Continue lendo

Global Climate Battle Plays Out in World Bank

Lesley Wroughton, Reuters , 7 de março de 2010

WASHINGTON – The United States and Britain are threatening to withhold support for a $3.75 billion World Bank loan for a coal-fired plant in South Africa, expanding the battleground in the global debate over who should pay for clean energy.

The opposition by the bank’s two largest members has raised eyebrows among those who note that the two advanced economies are allowing development of coal-powered plants in their own countries even as they raise concerns about those in poorer countries. Continue lendo