Nuclear em desuso

Heitor Scalambrini Costa, Correio da Cidadania, 21 de Setembro de 2012

Setembro de 2012 ficará marcado na história pelos anúncios feitos pelos governos japonês e francês, a respeito da decisão de se afastarem da energia nuclear, responsável pelos piores pesadelos da humanidade. Esta tomada de posição tem um significado especial, visto que estes países, até então defensores de tal fonte energética, têm em suas matrizes a maior participação mundial da nucleoeletricidade. Depois da histórica decisão do governo alemão em abandonar em definitivo a energia nuclear, agora são os governos do Japão e da França que vão rever os planos relativos ao uso do nuclear. Continue lendo

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A conta nuclear é nossa

No dia 24 de abril, o Greenpeace amanheceu na porta do BNDES, centro do Rio de Janeiro, com um recado impossível de não ser visto: envolto em uma fumaça laranja, simbolizando uma nuvem radioativa, o pedido para que o banco não financiasse a construção da usina nuclear de Angra 3. A resposta chegou: o BNDES continuará investindo neste monstrengo atômico. Se faltar dinheiro, a conta vai para o contribuinte.

Greenpeace, 13 de maio de 2011

Em carta, o banco avisa que manterá o aporte já aprovado de R$ 6,1 bilhões para colocar de pé a velharia. Com a resposta, o banco deixa claro seu descaso com o dinheiro público e a segurança da população e, contrariando o discurso do seu presidente, Luciano Coutinho, de que o futuro tem pressa, o BNDES demonstra apreço ao atraso. Angra 3 é um projeto datado da década de 1970 que, além de antiquado, é perigoso e caro. Seu custo está estimado em mais de R$10 bilhões, dos quais R$2 bilhões já foram investidos. Continue lendo

Fukushima acirra debate nuclear no país

Cláudia Schüffner e Chico Santos, Valor, 26 de abril de 2011

Mesmo que não haja interrupção definitiva, a execução do programa nuclear brasileiro, já aprovado, sofrerá atrasos, por causa do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, provocado pelo terremoto, seguido de tsunami, em 11 de março. O acidente também abriu intenso debate sobre a viabilidade da aprovação de novos projetos no Brasil, problema não trivial para o país, que já enfrenta polêmicas sobre o impacto ambiental do aproveitamento do que resta do seu potencial mais fecundo, o hidrelétrico. Continue lendo

Após acidente no Japão, 54% dos brasileiros ficam contra uso da energia nuclear no País

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo, 18 de abril de 2011

O desastre nuclear no Japão consolidou uma maioria entre os brasileiros contrária ao uso da energia atômica para gerar eletricidade no País. São 54%, dos quais 7 em cada 10 são “totalmente contra”, e os demais, “parcialmente contra”. A oposição a esse tipo de produção de energia cresceu 5 pontos após o acidente na usina de Fukushima.

Uma fatia ainda maior dos brasileiros, de 57%, mostrou-se preocupada -metade deles muito preocupados- com a possibilidade de um acidente nuclear acontecer também no Brasil. O grau de preocupação é superior à média mundial, de 49%. Continue lendo

Após Fukushima, governo alemão reavalia aval a Angra 3

O acidente nuclear de Fukushima, no Japão, levou o governo alemão a reavaliar a garantia de crédito prometida para a usina de Angra 3.

Denise Menchen, Folha de S. Paulo, 16 de abril de 2011

O Ministério de Economia e Tecnologia do país confirmou à Folha que o assunto está sendo repensado “à luz dos acontecimentos recentes e dos parâmetros legais”.

Em fevereiro de 2010, a agência alemã Hermes, ligada ao governo, aprovou de forma preliminar uma garantia de crédito às exportações da multinacional Areva para Angra 3, um projeto da Eletronuclear. Continue lendo

Angra 3 pode perder aval do governo alemão

Os impactos do desastre nuclear de Fukushima, no Japão, podem chegar ao Brasil como obstáculos financeiros à construção da usina de Angra 3. Na Alemanha, país que registra a maior movimentação política em função do desastre japonês, o debate agora é sobre a garantia de crédito concedido pelo governo alemão para que Angra 3 seja construída. O governo estaria dando seu aval a nucleares também na China.

Claudia Schuffner e Daniela Chiaretti, Valor, 13 de abril de 2011

Em 28 de março, uma moção dos partidos Verde e Social Democrata no Parlamento pretendia revogar o decreto que autorizava o aval a um empréstimo em dólares do equivalente a €1,5 bilhão. A garantia de crédito foi concedida pela Hermes, a agência alemã de seguro de crédito para exportação, para a Areva NP que irá fornecer equipamentos à Eletronuclear, responsável pela operação das centrais nucleares brasileiras. Continue lendo

Investimento nuclear no Brasil é determinado por ‘poderoso (e corruptor) lobby’

Valéria Nader e Gabriel Brito entrevistam Joaquim Francisco de Carvalho, Correio da Cidadania, 9 de abril de 2011

O planeta voltou a se deparar com o fantasma nuclear após o terremoto seguido de tsunami que varreu principalmente o nordeste japonês, causando posteriormente a explosão e vazamento dos reatores da usina de Fukushima. O governo japonês tenta tranqüilizar o público, sempre reiterando que os níveis de radiação no ar se encontram aceitáveis, mas não há quem se satisfaça com tais explicações e durma em paz. Continue lendo

Nuclear em análise em todo o mundo menos no Brasil

Em todo o munto os países estão reexaminando seus programas nucleares e as usinas em operação. No Brasil, tudo é diferente. Não se leva a sério os riscos e se trata de forma evasiva o programa brasileiro.

Sérgio Abranches, Ecopolítica, 5 de abril de 2011

Na Europa todos os países estão reexaminando seus programas nucleares e as usinas em operação. No EUA, o Congresso está fazendo audiências públicas sobre segurança nuclear no país e o que fazer com as usinas existentes e com o programa de implantação de novas usinas. Continue lendo

Especialistas aconselham Brasil esperar evolução tecnológica antes de optar por mais usinas nucleares

Gilberto Costa, EcoDebate, 24 de março de 2011

O Brasil deve aguardar o desenvolvimento de novas tecnologias de construção e funcionamento de usinas nucleares antes de tomar a decisão de incrementar o Programa Nuclear Brasileiro. A opinião é do professor Luiz Pinguelli Rosa, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Continue lendo

Governo descarta adiar projetos de usinas nucleares

Rafael Bitencourt, Valor, 24 de março de 2011

Ainda que alguns países tenham aproveitado o acidente nuclear em Fukushima, no Japão, para reavaliar a segurança de programas nucleares em execução, o governo brasileiro tem descartado a hipótese de adiar projetos, mesmo diante de incoerências observadas na liberação de usinas. A usina nuclear Angra 2, por exemplo, funciona comercialmente há dez anos, mesmo sem contar com a Autorização de Operação Permanente (AOP), que deveria ter sido expedida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Continue lendo