15 mil alunos pagam por cursos da USP

“A Universidade de São Paulo (USP) é pública e gratuita”, afirma o site oficial da instituição. Neste ano, porém, 15 mil matrículas uspianas (de um total de quase 114 mil) serão preenchidas por alunos pagantes.

Laura Capriglione, Folha de S.Paulo, 14 de fevereiro de 2011

Um MBA com o título “Real estate – economia setorial e mercados”, ou pós-graduação lato sensu, na prestigiosa Escola Politécnica da USP, sai por R$ 29.040. Dá para parcelar em 24 vezes. A promessa para quem vencer a carga horária de 420 horas é receber “Certificado USP”. Continue reading

130 mil estudantes britânicos nos protestos contra aumento das mensalidades

É já o terceiro dia de protestos contra o plano do Governo conservador que inclui o aumento das propinas e cortes no investimento público na Educação. Dezenas de estudantes continuam a ocupar salas de aulas nas universidades de Edimburgo, Cradiff e Londres.

Esquerda.net, 25 de novembro de 2010

Um dos cem alunos ainda sitiados esta manhã, quinta-feria, desde as 12h30 de quarta-feira na Universidade de Londres, Jonathan Moses, contou ao jornal britânico Guardian que estão preparados para “ficar ali indefinidamente”. “O nosso protesto tem dois níveis. Um é local, contra a cumplicidade da Universidade de Londres em prol das reformas do Governo de coligação, e o outro é nacional, instando a uma acção directa contra os cortes que estão a ser coordenados em todas as universidades”, afirmou. Continue reading

Professores da USP criam graduação paga

Fabio Takasashi, Folha de SP, 23 de novembro de 2010

Fundação dirigida por docentes ligados a curso público de administração vai cobrar R$ 2.200 mensais em nova turma

Criada por professores da USP (Universidade de São Paulo) para dar apoio à instituição, a FIA (Fundação Instituto de Administração) oferecerá a partir de 2011 um curso particular de graduação em administração, com mensalidade de R$ 2.200.

A novidade é criticada. Há o temor de que haja prejuízo ao curso público da USP, pois a maioria dos dirigentes e parte dos professores da FIA são da FEA (Faculdade de Economia e Administração), da universidade. Continue reading

52.000 estudantes enchem ruas de Londres

Cerca de 52.000 estudantes manifestaram-se esta quarta-feira em Londres contra o aumento das anuidades máximas de 3 850€ para 10 531€ e os cortes nos orçamentos das universidades, que chegam a atingir os 40%.

Esquerda.net, 10 de novembro de 2010

A adesão à manifestação estudantil em Londres superou todas as expectativas. O representante da National Union of Students (NUS), Aaron Porter, afirmou que esta marcha foi a maior demonstração estudantil das últimas décadas. Continue reading

Cresce 20,8% o número de cursos de mestrados e doutorados no Brasil

Capes e G1, Jornal de Ciência, 14 de setembro de 2010

De 2007 para cá, total de cursos avaliados pela Capes passou de 3.394 para 4.099. Desse total, 85 cursos (2,1%) não alcançaram a nota mínima na avaliação trienal e poderão ser descredenciados. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou na manhã desta terça-feira (14/9) os resultados da avaliação da pós-graduação stricto sensu, que é que é realizada a cada três anos, com atribuição de notas. Continue reading

Universidade, mecenato e mercado

“Por que as universidades públicas são as que geram conhecimento, ciência e reflexão de ponta, e não as infindáveis escolas privadas?”

Ricardo Antunes e Marcus Orione Gonçalves Correia, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 2010

Em reiteradas oportunidades, o reitor da Universidade de São Paulo (USP) tem-se manifestado a favor de doações de “mecenas” para a modernização do ensino universitário. Chegou a fazer tal declaração, eivada de significados e consequências, em momento tenso e de greve nas universidades paulistas. Continue reading

A desuniversidade

Agora que a crise financeira permitiu ver os perigos de criar uma moeda única sem unificar as políticas públicas, a política fiscal e os orçamentos do Estado, pode suceder que, a prazo, o processo de Bolonha se transforme no euro das universidades europeias.

Boaventura Sousa Santos, Esquerda.net, 28 de agosto de 2010

O processo de Bolonha — a unificação dos sistemas universitários europeus com vista a criar uma área europeia de educação superior — tem sido visto como a grande oportunidade para realizar a reforma da universidade europeia. Penso, no entanto, que os universitários europeus terão de enfrentar a seguinte questão: o processo de Bolonha é uma reforma ou uma contra-reforma? Continue reading

Ajustando o debate universidade-empresa

“Lá [nos EUA], a empresa contrata para P&D cerca de 70% dos mestres e doutores que se formam a cada ano. E no Brasil?”

Renato Dagnino, Folha de S.Paulo, 2 de setembro de 2010

No artigo “Recursos privados favorecem universidade” (28/7), Meneghini se opõe ao expresso em “Universidade, mecenato e mercado”, de Antunes e Correia (2/7), ambos publicados neste espaço. Embora, ao contrário do que ele escreve, o debate seja eminentemente “ideológico”, vou mostrar evidências empíricas (a-ideológicas?) para ajustar seu foco.

Elas tratam da importância dos recursos alocados pela empresa à realização de atividades universitárias que Meneghini chama de “pesquisa de interesse recíproco” -da universidade e da empresa-, visando “criar tecnologia de ponta”. Continue reading

Tramitação da ‘reforma universitária’: por que o sigilo?

Otaviano Helene e Lighia B. Horodynski-Matsushigue, Caros amigos, julho de 2010

O que se convencionou chamar de “reforma universitária” é um conjunto de 14 Projetos de Lei (PLs), em tramitação no Congresso Nacional, que poderá ter importantes conseqüências para a educação brasileira. Depois de vários anos de resguardo, a “reforma” foi ressuscitada em março do ano passado por meio da reativação de uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Sob a presidência de Lelo Coimbra (PMDB), teve nomeado como Relator o deputado, por São Paulo, Jorginho Maluly (DEM), pouco conhecido nos meios educacionais. Após várias “Audiências Públicas”, pouco divulgadas, para as quais foram majoritariamente convidados representantes do setor mercantil da educação superior, a apresentação do relatório, que havia sido prometida para finais de 2009, foi suspensa. É possível que essa suspensão tenha sido provocada por manifestações de parcela da comunidade acadêmica (“Uma ‘reforma universitária’ sem doutor e sem pesquisa?”, SBPC, Jornal da Ciência, 14 de agosto de 2009) e dos sindicatos da área (“Reforma universitária: quais os interesses envolvidos” – Andes-SN)[1] Continue reading

Universidade, mecenato e mercado

Por que as universidades públicas são as que geram conhecimento, ciência e reflexão de ponta, e não as infindáveis escolas privadas?

Ricardo Antunes e Marcus Orione Goncalves Correia, Folha de S.Paulo, 2 de julho de 2010

Em reiteradas oportunidades, o reitor da Universidade de São Paulo (USP) tem-se manifestado a favor de doações de “mecenas” para a modernização do ensino universitário. Chegou a fazer tal declaração, eivada de significados e consequências, em momento tenso e de greve nas universidades paulistas. Continue reading

Kentucky Fried Educação: os mercados assaltam a educação

A Universidade de Middlesex, em Inglaterra, decidiu fechar o curso de Filosofia e encontrou forte oposição de alunos, pessoal e outros cidadãos.

Tariq Ali juntou-se ao protesto a 15 de Maio, com esta intervenção junto ao edifício ocupado.

Esquerda.net, 10 de junho de 2010

“Queridos amigos, fiquei muito emocionado quando soube que vocês tinham ocupado este edifício, porque vivemos num tempo em que qualquer protesto contra o que fazem os ricos e poderosos, seja no mundo da política, da economia ou da academia, é mal encarado. Continue reading

Defender la Universidad?

daniel-bensaidEntre imposiciones mercantiles y utopía académica

Daniel Bensaid, Viento Su/Rebelión, 24 de setembro de 2009

Después de la aprobación en el verano de 2007 de la ley LRU, llamada de “autonomía de las universidades”, muchos universitarios, prefiriendo ignorar el carácter orwelliano de la retórica sarkozysta, han confundido amablemente la palabra y la cosa: en el mundo de Sarkozy, la autonomía es heteronomía; y la ley Pécresse, la autonomía contra la autonomía: menos poder pedagógico para los enseñantes, más poder burocrático y administrativo, mayor dependencia de la financiación privada y de los dictados del mercado. Hace más de diez años, el Areser denunciaba la confusión entre autonomía concurrencial y libertad académica: “Invocar la autonomía de las universidades se ha vuelto hoy un arma administrativa para justificar la ruptura del compromiso global del Estado y para dividir a los establecimientos concurrentes entre sí desde el punto de vista de la distribución de los medios financieros”. 1 Continue reading

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