Mais da metade dos equipamentos eletrônicos é substituída devido à obsolescência programada

Pesquisa do Idec com a Market Analysis demonstra que 81% dos brasileiros troca de celular sem antes recorrer à assistência técnica e em menos de 3 anos de uso.

Portal EcoDebate, 13 de fevereiro de 2014

Pesquisa inédita do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e da Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos,: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares. Continue lendo

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Comprar, comprar, malditos

Christmas Sales, Holiday Shopping 2010Esther Vivas, Publico, 24 de dezembro de 2012

São as festas de Natal, o momento de nos juntarmos, comer, celebrar e, sobretudo, comprar. O Natal é, também, a “festa” do consumo, já que em nenhum outro momento do ano, para beneplácito dos mercadores do capital, compramos tanto como agora. Comprar para presentear, para vestir, para esquecer ou, simplesmente, comprar por comprar.

O sistema capitalista precisa da sociedade de consumo para sobreviver, que alguém compre em massa e compulsivamente aquilo que se produz e, assim, o círculo “virtuoso”, ou “vicioso” conforme se olhe, do capital continue em movimento. Que o que compras seja útil ou necessário? Pouco importa. A questão é gastar, quanto mais melhor, para que uns poucos ganhem. E, assim, nos prometem que consumir nos vai fazer mais felizes, mas a felicidade nunca chega por aí. Continue lendo

Os fundamentalistas da economia

Se a parafernália cada vez mais rara, escassa e inacessível que é necessária para sobreviver e levar uma vida aceitável se tornar objeto de um confronto de morte entre aqueles que estão totalmente equipados com ela e os indigentes abandonados a si mesmos, a principal vítima da crescente desigualdade será a democracia.

Publicamos aqui um trecho do novo prefácio do sociólogo polonês Zygmunt Bauman à nova edição de Modernidade líquida, publicada pela editora italiana Laterza. O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 21-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Continue lendo

O planeta é capaz de suportar mais dois EUA?

Chandran Nair, International Herald Tribune / Uol, 7 de junho de 2011

Tente imaginar um mundo com mais três Estados Unidos. Três potências econômicas gigantes, com cidadãos que compram, vendem e consomem, tudo na busca de suas versões do Sonho Americano. Difícil imaginar? Mas é nesta direção que os economistas dizem que estamos seguindo.

O amplo consenso é de que a China superará os Estados Unidos para se tornar a maior economia do mundo em duas décadas. E em 2050, a Índia será igualmente grande. Continue lendo

Consumindo (nos)

Esther Vivas, 21 de dezembro de 2010. Trad.uzido para o português por Paulo Marques

Ano após ano se repete o mesmo ritual: chega o Natal e com ele os cânticos ao consumo e e compra sem limites. Nos dizem que necessitamos mais para ser mais felizes. Mas, isso é certo? Na realidade, e em um contexto de crise ecológica e climática global, de transbordamento dos limites do planeta, de desperdício coletivo…, deveríamos repensar nosso modelo de consumo e avançar no sentido de uma cultura de “ melhor com menos”, combatendo um consumo excessivo, antiecológico, supérfluo e injusto, promovido pelo mesmo sistema capitalista. Continue lendo

O mito do consumo responsável

Este mito diz-nos que podemos mudar o mundo pelo consumo, usando o nosso dinheiro para “votar” em produtos ecológicos. Obviamente, a realidade é muito diferente.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 25 de agosto de 2010

Um dos mitos propagandeado pelos diáconos do capitalismo e apropriado acriticamente por muitas ONGs é o do consumo responsável. Este mito diz-nos que podemos mudar o mundo pelo consumo, usando o nosso dinheiro para “votar” em produtos ecológicos. Assim se transfere a responsabilidade pela crise ecológica dos produtores para os consumidores e se cria a ilusão de que vivemos numa “democracia de mercado”. Obviamente, a realidade é muito diferente.

Dizer que consumindo produtos que vão de encontro a determinados padrões de ética ambiental podemos ter um impacto positivo no mundo em que vivemos é enfatizar uma evidência. Mas partir daqui para defender que a mudança social pode vir da acção descentralizada de consumidores individuais é não perceber nada sobre como funciona o sistema capitalista. Continue lendo

Decrescimento. Por que esta palavra suscita tanto interesse?

Entre os dias 26 e 29 de março aconteceu, na bela Universidade de Barcelona, a segunda Conferência sobre o Decrescimento Econômico.

Hervé Kempf, Le Monde, 30 de março de 2010. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line

Aberta pelo reitor e organizada pelo Instituto de Ciências e Tecnologias Ambientais (ICTA) da capital catalã, o evento reuniu mais de 500 pesquisadores e ativistas procedentes de numerosos países europeus e americanos. Sabe-se agora que o decrescimento se diz degrowth em inglês, decrecimiento em espanhol, decreixement em catalão, decrescita em italiano.

Por que esta palavra suscita tanto interesse? Porque coloca as questões radicais que estão no centro da ecologia e que as lógicas do desenvolvimento sustentável e do crescimento verde apagaram. Continue lendo