Gente diferenciada invade Higienópolis para exigir Metrô

Foto de Maira Kubik Mano
Maíra Kubík Mano, Carta Maior, 14 de maio de 2011

– Eu não imaginava que as redes sociais pudessem mobilizar tanta gente.

– Eu fiquei um tempão na Praça Vilaboim e não tinha ninguém. Pensei que era lá. Ainda bem que quando cheguei aqui encontrei a multidão.

– Eu acho que tem pouca gente. Mais de 50 mil confirmaram pelo Facebook e não vieram. Tem pessoas que se escondem atrás do computador, fazem ativismo só online.

Divergências à parte, o churrasco da “gente diferenciada” estava cheio. Bem cheio. Eram pouco mais de 14h quando cerca de mil pessoas começaram a se concentrar em frente ao shopping Pátio Higienópolis. O motivo? Protestar contra a mudança da futura estação de Metrô da av. Angélica para a av. Pacaembu. A alteração dos planos na Linha 6 – laranja teria ocorrido após a Associação Defenda Higienópolis alegar que a obra não deveria ser feita ali porque aumentaria o “número de ocorrências indesejáveis” e a área se tornaria “um camelódromo”. Continue lendo

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O lago da riqueza emergente

Banhada pelas águas da represa de Furnas, Capitólio sempre atraiu a elite de Minas Gerais e do interior de São Paulo. Agora, com a multiplicação de fortunas na região e um boom de condomínios de alto luxo, foi elevada a outro patamar

Melina Costa, O Estado de S.Paulo, 2 de maio de 2011

É tarde de sábado de Aleluia e o Pier JTR está lotado. O restaurante fica na extremidade nordeste de uma península de 170 hectares no Lago de Furnas, em Minas Gerais. A maioria dos frequentadores chega de lancha – e há várias delas atracadas próximo a um jardim forrado de palmeiras. Há quem prefira ir de helicóptero, como Paulo Gonçalves, dono da siderúrgica Siderbras, de Divinópolis (MG). Continue lendo

Crescimento causa aumento nas grandes fortunas do Brasil

Um excepcional crescimento causou um boom na casta das grandes fortunas no Brasil. Na capital econômica do país, esses abastados vivem isolados e fazem a alegria da indústria do luxo. Uma visita guiada por esses guetos dourados desse país que irá às urnas no próximo dia 3.

Jean-Pierre Langellier, Le Monde / Portal Uol, 29 de setembro de 2010

Joia negra, a garrafa consente em se apresentar ao nosso olhar maravilhado. O homem que a segura com carinho, Henry Villar, gerencia o Kinoshita, o melhor restaurante japonês de São Paulo. Ele desliza o dedo pelo rótulo: Clos d’Ambonnay 1995. É o mais raro dos champanhes Krug. Um branco de uvas tintas lendário, colhido de um pequeno vinhedo, envelhecido durante doze anos e servido, do outro lado do Atlântico, por R$ 22 mil. “Atualmente existem somente duas garrafas dessa safra na América Latina”, garante com orgulho o gerente. “A outra se encontra na casa de um cliente particular. A nossa está esperando por um comprador há um mês”. Ele não tem dúvidas de que um amante de vinhos muito rico logo saboreará aquilo que a propaganda descreve como “uma resplandecente harmonia de notas de brioche, amêndoas tostadas, especiarias caramelizadas e luxuriantes frutas vermelhas”. Continue lendo