Por qué basar todo en el crecimiento?

Contestación a Vicenç Navarro

Margarita Mediavilla, Carlos de Castro, Luis Javier Miguel, Iñigo Capellán, Pedro Prieto, Emilio Menéndez, Juan José Álvarez, energia.ds.uva, 18 de abril de 2013

El pasado 6 de febrero Vicenç Navarro, respetado sociólogo y catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, publicaba un artículo en El País titulado Las pensiones no están en peligro en el que criticaba a “aquellos que concluyen que el sistema público de pensiones en España no es viable como consecuencia de la transición demográfica” e indicaba que el incremento de la productividad, el crecimiento económico y el aumento de la población cotizante resolverían los “mal llamados problemas de viabilidad del sistema público de pensiones”.

Este artículo fue contestado el 27 de febrero por Floren Marcellesi, coordinador de Ecopolítica, Jean Gadrey, economista y miembro del consejo científico de ATTAC Francia y Borja Barragué,investigador de la Universidad autónoma de Madrid, en otro texto aparecido en el Diario Público y titulado Las pensiones y el fin del crecimiento. Estos autores criticaban que Vicenç Navarro basase el futuro de las pensiones en el aumento de la productividad y el crecimiento económico, olvidando completamente la crisis ecológica. Continue lendo

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2013 and Beyond: Fracking, Drone Wars, and an Apocalypse Foretold

drones01As a portrait of American power gone remarkably blind, deaf, and dumb in a world roaring toward 2030, it provides the rest of us with the functional definition of the group of people least likely to offer long-term security to Americans. The US intelligence community’s New Year’s wishes.

Tom Engelhardt, TomDispatch.com, January 3, 2013

Think of it as a simple formula: if you’ve been hired (and paid handsomely) to protect what is, you’re going to be congenitally ill-equipped to imagine what might be. And yet the urge not just to know the contours of the future, but to plant the Stars and Stripes in that future has had the U.S. Intelligence Community (IC) in its grip since the mid-1990s. That was the moment when it first occurred to some in Washington that U.S. power might be capable of controlling just about everything worth the bother globally for, if not an eternity, then long enough to make the future American property.

Ever since, every few years the National Intelligence Council (NIC), the IC’s “center for long-term strategic analysis,” has been intent on producing a document it calls serially Global Trends [fill in the future year]. The latest edition, out just in time for Barack Obama’s second term, is Global Trends 2030. Here’s one utterly predictable thing about it: it’s bigger and more elaborate than Global Trends 2025. And here’s a prediction that, hard as it is to get anything right about the future, has a 99.9% chance of being accurate: when Global Trends 2035 comes out, it’ll be bigger and more elaborate yet. It’ll cost more and still, like its predecessor, offer a hem for every haw, a hedge for every faintly bold possibility, a trap-door escape from any prediction that might not stick. Continue lendo

Será América Latina el nuevo Medio Oriente?

Raúl Zibechi, La Jornada, 4 de mayo de 2012

Todos los años la región latinoamericana escala posiciones en el ranking geopolítico mundial por el constante incremento de sus reservas de recursos estratégicos. Cuando Petrobras difundió en 2006 el descubrimiento de la capa pre-sal de petróleo, que puede albergar hasta 100 mil millones de barriles de crudo, el peso de Brasil en el mundo creció notablemente, ya que en 2020 será el cuarto productor mundial de crudo. Continue lendo

Energy Wars: The 2012 Edition

Danger Waters: The Three Top Hot Spots of Potential Conflict in the Geo-Energy Era

Michael T. Klare, TomDispatch.com, January 10, 2012

Welcome to an edgy world where a single incident at an energy “chokepoint” could set a region aflame, provoking bloody encounters, boosting oil prices, and putting the global economy at risk. With energy demand on the rise and sources of supply dwindling, we are, in fact, entering a new epoch — the Geo-Energy Era — in which disputes over vital resources will dominate world affairs. In 2012 and beyond, energy and conflict will be bound ever more tightly together, lending increasing importance to the key geographical flashpoints in our resource-constrained world. Continue lendo

Os porquês da fome na África

Não estamos enfrentando um problema de produção de comida, mas sim um problema de acesso a ela

Esther Vivas – Brasil de Fato

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), quando no planeta habitam 7 bilhões. Comida existe. Então, por que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?

A emergência alimentar que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África voltou a colocar na atualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos fatores que a explicam.

A situação de fome no Chifre da África não é novidade. A Somália vive uma situação de insegurança alimentar há 20 anos. E, periodicamente, os meios de comunicação nos atingem em nossos confortáveis sofás e nos recordam o impacto dramático da fome no mundo. Em 1984, quase um milhão de pessoas mortas na Etiópia; em 1992, 300 mil somalis faleceram por causa da fome; em 2005, quase cinco milhões de pessoas à beira da morte no Malaui, só para citar alguns casos. Continue lendo

A América Latina cresce em duas velocidades

Uma América Latina corre. A outra caminha. Quase todos os países da região estão crescendo, mas em dois ritmos diferentes. Esta tendência já vinha se registrando antes da crise mundial que eclodiu em 2008, dado que os países que dependiam mais do forte crescimento da China se expandiam mais que aqueles presos ao progresso moderado do mundo rico, mas se consolidou agora que a saída da Grande Recessão global combina o contínuo avanço acelerado do gigante asiático e a medíocre recuperação dos Estados Unidos e da Europa.

Alejandro Rebossio, El País, 4 de abril de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

“Uma região, duas velocidades”, é o título de um estudo que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apresentou há uma semana na sua reunião anual dos ministros das Finanças em Calgary (Canadá). O relatório destaca que existe um grupo de países que crescem menos, liderados pelo México, que são importadores de matérias-primas, e que exportam seus bens e serviços sobretudo para mercados desenvolvidos (28% no caso mexicano). Seus índices de investimentos em relação ao PIB são relativamente baixos e dependem em boa medida das remessas que seus emigrantes enviam dos Estados Unidos ou da Europa. Continue lendo

Ecuador – El Estado fuerte y la criminalización a los movimientos

Raul Zibechi, Programa de las Américas 9 de marzo de 2011

La consulta popular del próximo 7 de mayo enfrenta al gobierno de Rafael Correa con la mayor parte de los movimientos sociales, con una nueva izquierda desgajada del gobierno y también con la derecha tradicional. No están en debate ni las explotaciones mineras y petroleras ni la defensa del medio ambiente, sino el deseo del gobierno de construir un Estado más centralizado y poderoso. Continue lendo

Planeta perdeu 30% de recursos naturais

Em menos de 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Nos países tropicais, contudo, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2010, publicado a cada dois anos pela organização não governamental WWF.

O Estado de S. Paulo, 13 de outubro de 2010

O relatório, cujas conclusões são consideradas alarmantes pelos ambientalistas, é produzido em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e Global Footprint Network (GFN).

“Os países pobres, frequentemente tropicais, estão perdendo biodiversidade a uma velocidade muito alta”, afirmou Jim Leape, diretor-geral da WWF Global. “Enquanto isso, o mundo desenvolvido vive em um falso paraíso, movido a consumo excessivo e altas emissões de carbono.” Continue lendo

Sem uma mudança radical, o atual desenvolvimento da China não tem futuro

Devido à enorme população, aos recursos escassos e às restrições ambientais, sustentar o atual modelo económico da China está fora de questão, diz Zhou Tianyong, da Escola Central do Partido.

Esquerda.net, 10 Setembro, 2010

[Nota do Editor: Nesta análise cheia de números, o Professor Zhou Tianyong da Escola Central do Partido (Central Party School) apresentou um previsão perturbadora do futuro da China. O crescimento e envelhecimento da população, as terras sobreexploradas, a escassez de água, o aumento da poluição e a fome voraz de aço e petróleo, não são exactamente aquilo que os líderes chineses querem ouvir. “Sustentar o modelo de desenvolvimento de alto consumo de energia, alta poluição e delapidação de recursos,” escreve Zhou, está “absolutamente fora de questão.” O texto seguinte é uma tradução de excertos do seu artigo.] [1] Continue lendo

Mankind Is Using Up Global Resources Faster Than Ever

The growing world population and increasing consumption has pushed the world into ‘eco-debt’ a month earlier this year, according to the latest statistics on global resources.

Louise Gray, The Telegraph, August 16, 2010

Think tank the New Economics Foundation (NEF) look at how much food, fuel and other resources are consumed by humans every year. They then compare it to how much the world can provide without threatening the ability of important ecosystems like oceans and rainforests to recover.  This year the moment we start eating into nature’s capital or ‘Earth Overshoot Day’ will fall on 21st August, a full month earlier than last year, when resources were used up by 23rd September. Continue lendo

A quem pertencem as riquezas nacionais?

“Quando a Vale eleva o preço do minério, que constitucionalmente é da União, está embolsando uma mais valia que é parte da riqueza nacional”.

Adriano M. Branco, Valor, 15 de julho de 2010

Riquezas nacionais foram entendidas como sendo os recursos minerais encontrados no subsolo, durante muito tempo – ouro, diamante, petróleo, minérios em geral. As constituições federais, entretanto, desde a de 1934, trataram o problema com um dispositivo especial, repetido nas constituições de 1937, 1946, 1967 e 1988 com redações semelhantes, dispondo “As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia elétrica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento e pertencem à União” (C.F. 1988). A Constituição de 1934 denominava tais jazidas de “riquezas do subsolo”. Continue lendo

China’s Global Shopping Spree

Is the World’s Future Resource Map Tilting East?

Michael T. Klare, The American Empire Project, April 1, 2010

Think of it as a tale of two countries. When it comes to procuring the resources that make industrial societies run, China is now the shopaholic of planet Earth, while the United States is staying at home. Hard-hit by the global recession, the United States has experienced a marked decline in the consumption of oil and other key industrial materials. Not so China. With the recession’s crippling effects expected to linger in the U.S. for many years, analysts foresee a slow recovery when it comes to resource consumption. Not so China. Continue lendo

Conflitos e tensões na América do Sul afetarão a cúpula convocada pelo Brasil

itaipu01Eduardo Gudynas, Correio da Cidadania, 10 de dezembro de 2008.

O governo Lula convocou uma cúpula presidencial da América Latina e Caribe para analisar os caminhos da integração continental e discutir sobre a crise global. O encontro, que terá lugar em Salvador (Bahia), começa com uma cúpula presidencial do Mercosul, seguida por um encontro de todos os chefes de Estado da região, em 16 e 17 de dezembro.

A reunião está marcada por tensões, e inclusive conflitos, entre vários governos, e destes não são poucos que têm o Brasil em seu epicentro. Semanas atrás, o secretário geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno Jose Miguel Insulza, admitia que existem ao menos quatro conflitos preocupantes: a situação interna da Bolívia; a controvérsia entre Colômbia e Equador, originada no ataque colombiano a um acampamento das FARCs em solo equatoriano; a ácida disputa entre Argentina e Uruguai iniciada por uma fábrica de celulose; e, finalmente, uma incipiente discussão entre Paraguai e Brasil. Continue lendo