Le droit à la paresse contre la frénésie productiviste

Intervention au colloque « Le droit à la paresse, nécessaire, urgent » pour le centenaire de la mort des Lafargue, ULB, 23 novembre 2011.

Daniel Tanuro, Europe Solidaire Sans Frontiere, 23 de novembre de 2011

J’aurais pu, par facilité, intituler cette intervention « Le droit à la paresse, nécessité écologique ». Mais la crise écologique valide et questionne à la fois l’œuvre de Lafargue. Elle la valide dans la mesure où l’urgence environnementale commande d’en finir avec la croissance productiviste du capitalisme réellement existant, de remplacer la production de marchandises pour le profit par la production de valeurs d’usage pour la satisfaction des besoins humains réels. Elle la questionne dans la mesure où le capitalisme a mené l’humanité à piller les ressources à un point tel que certains mécanismes fondamentaux de « l’écosystème Terre » sont en danger. Dès lors, la concrétisation du droit à la paresse ne saurait découler simplement de la levée des entraves capitalistes au développement des forces productives – en tout cas des forces matérielles. En particulier, le lien entre la hausse de la productivité du travail par les machines et l’alternative socialiste doit être réexaminé de façon critique. Continue lendo

“Por novas concepções de desenvolvimento”,

Ivo Lesbaupin *

Nos últimos anos, diversos países latino-americanos, como Equador e Bolívia, vem incorporando nas suas constituições, o conceito do bem-viver, que nas línguas dos povos originários soa como Sumak Kawsay (quíchua), Suma Qamaña (aimará), Teko Porã (guarani). Para alguns sociólogos e pesquisadores temos aí uma das grandes novidades no início do século XXI.

Redescobre-se agora um conceito milenar: O ‘Viver Bem’. “A expressão Viver Bem, própria dos povos indígenas da Bolívia, significa, em primeiro lugar ‘viver bem entre nós’. Trata-se de uma convivência comunitária intercultural e sem assimetrias de poder (…). É um modo de viver sendo e sentindo-se parte da comunidade, com sua proteção e em harmonia com a natureza (…), diferenciando-se do ‘viver melhor’ ocidental, que é individualista e que se faz geralmente a expensas dos outros e, além disso, em contraponto à natureza” – escreve Isabel Rauber, pensadora latino-americana, estudiosa dos processos de construção do poder popular em indo-afro-latinoamérica[1]. Continue lendo

Sem uma mudança radical, o atual desenvolvimento da China não tem futuro

Devido à enorme população, aos recursos escassos e às restrições ambientais, sustentar o atual modelo económico da China está fora de questão, diz Zhou Tianyong, da Escola Central do Partido.

Esquerda.net, 10 Setembro, 2010

[Nota do Editor: Nesta análise cheia de números, o Professor Zhou Tianyong da Escola Central do Partido (Central Party School) apresentou um previsão perturbadora do futuro da China. O crescimento e envelhecimento da população, as terras sobreexploradas, a escassez de água, o aumento da poluição e a fome voraz de aço e petróleo, não são exactamente aquilo que os líderes chineses querem ouvir. “Sustentar o modelo de desenvolvimento de alto consumo de energia, alta poluição e delapidação de recursos,” escreve Zhou, está “absolutamente fora de questão.” O texto seguinte é uma tradução de excertos do seu artigo.] [1] Continue lendo

O défice ambiental do produtivismo

A constatação da insustentabilidade endémica do capitalismo leva-nos então a defender uma evolução para o socialismo. Mas substituir a voracidade do mercado pela planificação da produção não resolve, por si só, o dilema ecológico.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 11 Setembro, 2010 

A constatação da insustentabilidade endémica do capitalismo leva-nos então a defender uma evolução para o socialismo. Mas substituir a voracidade do mercado pela planificação da produção não resolve, por si só, o dilema ecológico. Continue lendo

Crear empleos sin destruir el planeta

Entrevista con Serge Latouche, impulsor de la teoría del decrecimiento

Jose Bellver Soroa, Economía Crítica y Crítica de la Economía, 31 de mayo de 2010

José Bellver.: ¿Cómo enunciaría usted de forma sintética lo que entiende por ‘decrecimiento’?

Serge Latouche: En primer lugar, esto no es algo fácil porque el decrecimiento es un eslogan, por lo que no es un concepto a tomar al pie de la letra. Implica la necesidad de romper con el crecimiento, la ideología del crecimiento y la sociedad del crecimiento.

J.B.: ¿Qué relación puede haber entre la idea de decrecimiento y la crítica del concepto de desarrollo sobre la que usted ha trabajado anteriormente? Continue lendo