Para impedir uma nova crise alimentar

Jim Harkness,  IATP / Carta Maior, 24 de março de 2011

Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita. Continue lendo

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Código florestal é flexibilizado na comissão especial

Deputados aprovam relatório que regulariza propriedades rurais sem Reserva Legal sob aplausos de fazendeiros e vaias de movimentos sociais ligados ao campo. Em jogo, dois modelos de produção agrícola para o país.

Raquel Júnia, Fundação Oswaldo Cruz, 7 de julho de 2010

Depois de dois dias de seções conturbadas, uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 6 de julho, alterações no Código Florestal brasileiro. Pela nova redação, não haverá mais a obrigatoriedade de se preservar 30 metros de vegetação na beira dos rios (matas ciliares), mas apenas 15 metros, em se tratando de cursos d’agua que tenham de cinco a dez metros. Além disso, propriedades com até quatro módulos fiscais – o que na Amazônia, por exemplo, equivale a 400 campos de futebol – que já tenham desmatado áreas de Reserva Legal, não serão mais consideradas ilegais e nem precisarão replantá-las. Pelo novo Código, os topos dos morros também deixam de ser consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP) e podem ser desmatados. São justamente estas áreas que recarregam os lençóis freáticos. O Código Florestal, que é a lei federal 4771, existe desde 1965 e é responsável por regular a relação entre os brasileiros e os biomas do país. O código define a observância das APPs, de Reserva Legal e vários outros dispositivos que visam coibir a exploração desenfreada da natureza. Continue lendo

Maior produção agrícola sem afetar o ambiente

Esquerda.net, 29 de junho de 2010

Bruxelas – Para muitos especialistas, pode ser uma utopia alimentar os nove bilhões de pessoas que, se presume, habitarão o planeta em meados deste século, mas não para o relator da Organização das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter. Este professor belga dedica-se à agroecologia, especialidade que considera as plantas e o seu ecossistema, em lugar de conquistar a natureza e substituí-la por uma tecnologia de laboratório. Continue lendo

Frente à crise alimentar, que alternativas?

alimentacaoEsther Vivas, Ecoblogue, 21 de novembro de 2008

A crise alimentar tem deixado sem comida a milhares de pessoas em todo o mundo. À cifra de 850 milhões de famintos, o Banco Mundial soma mais cem, fruto da crise atual. A “tsunami” da fome não tem nada de natural, mas é resultado das políticas neoliberais impostas sistematicamente durante décadas pelas instituições internacionais.

Porém, frente a essa situação, que alternativas se apresentam? É possível existir outro modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos? É viável em âmbito mundial? Antes de abordar estas questões, é importante assinalar algumas das principais causas estruturais que tem gerado essa situação. Continue lendo