Cresce oposição a mineradoras no Peru

Alguns dos maiores depósitos de ouro e cobre do mundo encontram-se sob o terreno acidentado dessa região andina, mas os planos de uma empresa dos Estados Unidos para explorá-los enfrentam forte oposição de agricultores, políticos e grupos ambientalistas locais.

Robert Kozak, The Wall Street Journal /Valor, 27 de agosto de 2012

Por dois anos, milhares de pessoas têm realizado manifestações, bloqueado estradas e, ocasionalmente, liderado protestos violentos no norte do Peru. Cinco manifestantes morreram em julho, durante confrontos com a polícia. Agora, a Newmont Mining Corp., com sede em Denver, no Colorado, diz que os protestos ameaçam seu investimento de US$ 5 bilhões, um dos maiores da história do Peru. Os enormes caminhões de mineração da Newmont ainda não conseguiram chegar ao local, chamado Minas Conga, embora a empresa já tenha investido centenas de milhões de dólares no projeto localizado quase 4.000 metros acima do nível do mar. Continue reading

Novos protestos contra uma mina no Peru provocam três mortes

O Governo de Ollanta Humala está para completar um ano e já é responsável por 15 mortes em enfrentamentos entre a população e as forças da ordem em diferentes conflitos sociais onde se confrontaram os interesses dos cidadãos com os das empresas ou o Governo. O último episódio aconteceu na terça-feira na praça das armas de Celendín, província da região de Cajamarca, na serra norte, onde foram mortos a tiros três civis – entre eles um menor – e ficaram feridos outros 22 e dois policiais. Horas depois, o ministro da Justiça, Juan Jiménez, declarou estado de emergência nas províncias de Celendín, Hualgayoc e Cajamarca.

Jacqueline Fowks, El País, 4 de julho de 2012. A tradução é do Cepat.

O estado de emergência voltou a ser declarado nas três províncias da região de Cajamarca seis meses depois e no dia em que houve 32 mobilizações contra o milionário projeto mineiro de Conga, das empresas Yanachoca e Newmont. Os protestos de dezembro provocaram a queda do ex-primeiro-ministro Salomón Lerner e sua substituição por Óscar Valdés. A administração Humala aceitou que uma equipe de especialistas internacionais avaliasse seu impacto ambiental, e em abril os peritos recomendaram que a operação não destruísse as lagoas das cabeceiras das bacias onde se encontra o projeto. Em junho, a empresa indicou que aceitaria algumas das recomendações, embora não tenha garantido que pudesse preservar as lagoas. O presidente Humala saudou a “nova mineração” como mais respeitosa. Continue reading

Perú: La gran transformación

Oscar Ugarteche, ALAI, 8 de junio de 2012

El complemento directo de “Adiós Humala” es “bienvenidos fujimoristas”. Con las técnicas y sistemas mafiosos, el gobierno de Humala ha dado el gran viraje. La llamada hoja de ruta dibuja una trayectoria de 180 grados que se ha dado constantemente desde el inicio del gobierno. Es la ruta del viraje en la política exterior ya mencionada (ver “Adiós Humala”: http://alainet.org/active/55363&lang=es), en la política de género, en la política ambiental y en la Política. Lo demás no tiene viraje alguno, es el piloto automático hacia la derecha natural de todo gobierno, al que se refiere Patricia del Río en su columna en un diario limeño. Continue reading

Perú, en el centro de la disputa hegemónica regional

Raúl Zibechi, La Jornada, 30 de deciembre de 2011

La posición estratégica de Perú, como puerta de ingreso y salida del voluminoso comercio entre China y Brasil, pero también como uno de los más importantes países mineros de la región sudamericana, ha escalado varias posiciones desde que Ollanta Humala se ciñó la banda presidencial.

Para ofrecer un cuadro más o menos completo de la coyuntura crítica por la que atraviesa el país andino, deben considerarse dos tipos de conflictos: los interestatales y los político-sociales. Los primeros son protagonizados por los dos países cuyos intereses chocan de modo frontal en Perú, o sea Estados Unidos y Brasil. Los segundos enfrentan a los movimientos con el gobierno que ellos mismos ayudaron a elegir. Continue reading

Peru: punto de quiebre?

Javier Diez Canseco, La Republica, 28 de noviembre de 2011

El oro ha marcado, desde la conquista, la historia y la política del Perú. Un país primario exportador que ha vivido bajo la influencia de los poderosos capitales extranjeros y sus socios nacionales que controlan estas riquezas. Pero el oro y otros minerales no han sido necesariamente señal de progreso: los mapas de la pobreza se superponen a los de la minería y evidencian que esta riqueza no ha impactado el desarrollo local, regional o nacional, ni ha implicado un cambio significativo en la calidad de vida de la gente. Continue reading

Os dilemas de Humala

Atilio A. Boron, Pagina 12, 6 de junho de 2011

No momento em que escrevi estas linhas, todas as bocas de urna davam Ollanta Humala como vencedor. Ao se confirmar essa tendência, o clima de renovação política e social instalado na América Latina desde o final do século passado se verá consideravelmente fortalecido. Um Peru que supostamente abandonaria, com o novo governo, sua postura de incondicional peão do império – lamentável situação a que chegou não pela mão do conservador Alejandro Toledo, mas pelo ex-líder aprista Alan García –, seria uma lufada de ar fresco para os governos de esquerda e progressistas da América do Sul. Continue reading

A semente de um pólo opositor ao Mercosul

No governo de Dilma Rousseff há a suspeita de que o recente Pacto do Pacífico assinado pelo México, Colômbia, Chile e Peru seja uma espécie de atalho para a Alca. Por outro lado, uma eventual vitória de Humala no Peru tem um estímulo.

Darío Pignott, Página/12, 2 de maio de 2011. A tradução é do Cepat.

A Alca está morta, por enquanto. A presidenta Dilma Rousseff e seu par Barack Obama não trocaram nenhuma palavra, até onde se sabe, sobre a Área de Livre Comércio das Américas durante a hora e meia em que conversaram a sós há um mês, no Palácio do Planalto; mas funcionários norte-americanos deixaram transparecer em Brasília sua saudade daquela iniciativa. Continue reading

Humala está na frente de Keiko Fujimori no Peru, mostra pesquisa

Candidato nacionalista tem 42% das intenções de voto, enquanto conservadora tem 36%

O Estado de S.Paulo, 24 de abril de 2011

LIMA – O nacionalista Ollanta Humala venceria a conservadora Keiko Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais no Peru, embora ainda exista uma grande quantidade de indecisos em um eleitorado altamente polarizado, mostra uma pesquisa divulgada neste domingo, 24. Continue reading

Perú, en las puertas de un viraje geopolítico

Raúl Zibechi, La Jornada, 22 de abril de 2011

La segunda vuelta de las elecciones presidenciales del próximo 5 de junio puede consagrar un importante cambio de la relación de fuerzas en la región sudamericana. Si el triunfo correspondiera a Ollanta Humala, que parece lo más probable, el tablero seguirá inclinándose hacia un mayor deterioro de la presencia estadunidense en Sudamérica. Si la vencedora fuera Keiko Fujimori, se abrirá un periodo de creciente inestabilidad política y social, que puede desembocar en crisis de gobernabilidad. Continue reading

Peru terá segundo turno entre Humala e Keiko Fujimori

Com a passagem para o segundo turno assegurada, o candidato de esquerda à Presidência do Peru, Ollanta Humala, começa a se aproximar de outros partidos para conquistar a parcela da população que o acha muito radical.

Patrícia Campos Mello, Folha de S. Paulo, 12 de abril de 2011

Ontem, foi confirmado que ele enfrentará Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Os peruanos irão novamente às urnas no dia 5 de junho. Continue reading

Acá manda Cocachacra….. ! Voto por Cocahacra!

Hugo Blanco, 10 de abril de 2011

Cocachacra (Islay) acaba de enseñarnos la correcta actitud política que los peruanos debemos adoptar si queremos salvar al país de la depredación de la naturaleza matando la agricultura y sumiendo a nuestro pueblo en la miseria.

Con acciones, no con palabras, ha manifestado:

¡Acá no manda la Southern ni su sirviente el gobierno peruano! ¡Acá manda democráticamente la asamblea de los pobladores de Cocachacra!¡Vida sí, mina no!

Y triunfó, aunque le costó 3 muertos y más de 50 heridos.

Fueron persistentes, no quisieron “Ir a Lima para conversar con el gobierno”, no por soberbios, sino por el criterio democrático de que es la asamblea la que debe decidir y no los dirigentes. Respondieron: “Que vengan acá”, a conversar con la asamblea. Continue reading

En el Perú, votos y balas (Arequipa, la heroica)

Gustavo Espinoza M., Rebelión, 10 de abril de 2011

Con sangre y con votos se lucha en el Perú, en las actuales circunstancias, en víspera de los comicios de hoy domingo 10 de abril.

No es una exageración por cierto. Tres muertos, casi 60 heridos de bala, varios de ellos de gravedad, y enormes daños materiales causó en las últimas 48 horas un conjunto de operaciones represivas desplegadas por el gobierno del Presidente García contra las poblaciones indefensas que se oponen al proyecto minero “Tía María”, concedido entre gallos y media noche a la empresa estadounidense Southern Perú Cooper. Continue reading

Giro político en Perú: la izquierda gobernará Lima

María del Carmen Sala, Diagonal / Rebelion, 7 de noviembre de 2010

Después de 23 días de recuento, tras las elecciones municipales celebradas el pasado 3 de octubre en Perú, Susana Villarán del partido Fuerza Social gana la alcaldía de la capital y da un giro político en Perú.

Tras un accidentado proceso electoral, la capital peruana tiene una alcaldesa de izquierda. El hecho adquiere particular relevancia pues en Lima se concentra más del 30% del electorado nacional, y en abril de 2011 el país sudamericano elegirá nuevo Presidente. Continue reading

A terra está secando e cresce a luta pela água nos Andes

Mudança climática. O Peru é o país que mais sofre com o aquecimento global no mundo. O Equador não fica atrás. Sobe a temperatura, as geleiras estão derretendo, mas há repentinas quedas de temperatura. Ameaça plantações e estilos de vida milenares.

Silvina Heguy, Clarín / IHU On-line, 20-09-2010. A tradução é do Cepat.

Gumercinda Catunta faz tempo que anda com a intenção de “semear e colher chuva”. Mas quando vai pedir ajuda às autoridades de Pampamarca obtém sempre a mesma resposta: não há recursos.

Gumercinda repete seu pedido na praça do povo da província de Cuzco, no Peru. Ela tem 41 anos, três filhos e está parada sob o monumento que recorda que estas terras são as de Tupac Amaru e de sua companheira, Micaela Bastidas. Continue reading

Machu Picchu Train Halted Over Water Protests

Authorities suspend tourist route to ancient ruins amid protests over irrigation scheme that could leave town without water

Rory Carroll, The Guardian, September 21, 2010

Authorities in Peru have suspended train services to the Inca citadel Machu Picchu due to protests over an irrigation project that critics say could leave communities without water.

The train, which ferries about 1,500 tourists to the ruins daily, will be halted today and tomorrow while trade unions, university students, peasants and other groups hold a 48-hour strike in Cusco, a regional capital and jumping-off point for visitors to the archaeological site. Continue reading

La conquista del Perú continúa, ¡que cada cual tome su puesto y desarrolle su papel!

Gustavo Pérez Hinojosa, Rebelión, 21 de junio de 2010

Todos los años en Chiquìan, Ancash, sierra norte del Perú, el 29 de Agosto, la población entera, e incluso los visitantes, participan de una curiosa celebración del denominado Día de Santa Rosa de Lima. Se trata de una representación de la captura del Inca Atahualpa a manos de los conquistadores españoles, como sucediese aquel 16 de Noviembre de 1532, en Cajamarca, que divide a los asistentes en dos bandos y que concluye en forma distinta al hecho histórico, pues gran parte de la población y la totalidad de los visitantes, en su mayoría también peruanos, impiden a viva fuerza y en una “batalla campal” a pedradas, la captura del Inca. Continue reading

El movimiento indígena lucha por un cambio de sistema

Nuevamente sobre Pablo Stefanoni y el pachamamismo

Hugo Blanco, Rebelión, 9 de junio de 2010

La vanguardia en el desarrollo de la lucha contra el sistema en el continente indudablemente la ocupa el movimiento indígena.

A pesar de la educación que todos hemos recibido: Que son culturas primitivas que hace mucho tiempo fueron superadas con el desarrollo de la humanidad, cada vez más gente de la que lucha contra el sistema constata esta realidad irrefutable.

El sistema, sabiendo el peligro que implica para él la extensión del respeto y solidaridad que estas luchas despiertan en los pueblos no indígenas del mundo, hace esfuerzos por combatirlo, apelando a los prejuicios sostenidos por él. No nos sorprende que así lo haga ni que la población domesticada por él nos desprecie

Pero sí me alarmó cuando vi en páginas rebeldes de internet el artículo racista del “progresista” Stefanoni. Continue reading

Peru: un año de la masacre de Bagua

Raúl Zibechi, La Jornada, 4 de junio de 2010

El movimiento indígena peruano se apresta a recordar el primer aniversario de la masacre de Bagua con movilizaciones y jornadas de lucha en todo el país. El reciente retorno de Alberto Pizango, principal dirigente de la Asociación Interétnica para el Desarrollo de la Selva Peruana (Aidesep), que agrupa a mil 300 comunidades, fortalece el protagonismo de los pueblos amazónicos en la vida política peruana. Pizango retornó de su exilio de un año en Nicaragua, fue detenido y llevado a la justicia, que lo dejó en libertad restringida. Continue reading

Hidrelétricas: organizações peruanas questionam acordo entre Peru e Brasil

Falta de diálogo com a população e impactos socioambientais das usinas foram alguns dos problemas apontados por indígenas e ambientalistas peruanos ao governo brasileiro durante encontro no Itamaraty

Thais Iervolino e Fabíola Munhoz, Amazonia.org, 21 de maio de 2010 

Representantes de entidades socioambientais do Peru e do Itamaraty estiveram reunidos, na última quarta-feira, para discutir o tratado energético entre Brasil e Peru, a ser assinado no próximo mês, e que contempla a construção de cinco hidrelétricas na Amazônia peruana a um custo de R$ 25 bilhões. Continue reading

Brasil está exportando os erros de Belo Monte e Jirau para o Peru, diz ambientalista peruano

Fabíola Munhoz entrevista Cesar Gamboa, Amazonia.org, 25 de maio de 2010

Representantes de organizações peruanas participaram de um encontro com autoridades do Itamaraty, na última quinta-feira (20), para questionar a assinatura de um acordo entre Brasil e Peru, voltado para a construção de mega-hidrelétricas na Amazônia peruana.

O tratado, previsto para ser firmado em junho deste ano, abrange a construção de cinco usinas na floresta amazônica do Peru, a um custo de R$ 25 bilhões. As obras seriam realizadas por empreiteiras brasileiras, na ausência de consultas aos povos indígenas afetados e sem qualquer análise de impactos socioambientais.

Cesar Gamboa, que representa a organização peruana Derechos Ambientales y Recursos Naturales, participou da reunião com a diplomacia brasileira e concedeu uma entrevista exclusiva ao site Amazonia.org.br. Continue reading

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