Mundo perde 62 milhões de empregos

yacht-landscape-billion-oxfam-460A crise financeira iniciada em 2008 expulsou do mercado de trabalho 62 milhões de pessoas no mundo e, hoje, 202 milhões de pessoas estão desempregadas, o equivalente a um Brasil inteiro. Enquanto isso, uma elite composta por apenas 85 indivíduos controla o equivalente à renda de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 21 de janeiro de 2014

Dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela entidade Oxfam revelam o impacto social da crise de 2008. Meia década depois do colapso dos mercados, os ricos estão mais ricos e a luta contra a pobreza sofreu forte abalo. Hoje, 1% da população mundial tem metade da riqueza global. Continue lendo

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Rendimentos dos 100 mais ricos acabavam quatro vezes com a pobreza mundial

6393693341_4723ba5466_0Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema mundial, segundo o mais recente relatório da Oxfam.

Marco Antonio Moreno, Esquerda.net, 20 de janeiro de 2013

A explosão da riqueza e os rendimentos extremos está a exacerbar a desigualdade e a dificultar a capacidade mundial de combater a pobreza, segundo adverte a organização internacional Oxfam num comunicado tornado público a poucos dias do Fórum Económico de Davos, que terá lugar na próxima semana.

Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema, segundo o relatório ‘The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all’. (O custo da desigualdade: como a riqueza e os rendimentos extremos nos prejudicam todos). O relatório faz um apelo aos líderes mundiais para conter os rendimentos extremos e que se comprometam à redução da desigualdade, pelo menos até os níveis existentes em 1990. O 1% das pessoas mais ricas do planeta aumentaram os seus rendimentos em 60% nos últimos 20 anos e a crise financeira só tem acelerado esta tendência, em vez de a reduzir. Continue lendo