U.N. Biodiversity Convention Begins in India

Common Dreams, October 8, 2012

Representatives of 173 countries are meeting this week and next in Hyderabad, India, to consider how best to protect biodiversity around the world.

The United Nations’ Convention on Biologial Diversity (CBD) began Monday, more than 20 years after the 2991 Earth Summit in Rio de Janeiro. Experts have warned that in as little as a decade, the extinction of species that pose a threat to humanity could occur.

The two-week conference will discuss challenges and progress made toward implementing the Strategic Plan for Biodiversity 2011-2020 adopted at the 2010 Conference of Parties in Nagoya, Aichi Prefecture, Japan, The Times of India reported. Continue lendo

Anúncios

Balanço melancólico, que poderia ser outro

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 30 de dezembro de 2011

Chega-se ao fim do ano com uma sensação de desconforto, ansiedade, ante as incertezas do panorama econômico no plano mundial, que podem afetar as perspectivas de todos os países – inclusive do Brasil. Ao mesmo tempo, um olhar de relance sobre a evolução global nas duas últimas décadas leva a rever afirmação do mestre da economia polonesa Michal Kalecki, que seu discípulo, o professor Ignacy Sachs – a quem tanto deve o pensamento econômico/social/ambiental -, costuma citar: uma ideia nova leva o tempo de uma geração (20 anos) para chegar à prática. Porque a recapitulação das duas últimas décadas mostra um balanço melancólico. Continue lendo

Um ano de limitado otimismo

Julio Godoy, IPS, 3 de janeiro de 2010

Berlim, Alemanha – Há quase 12 meses, quando a Organização das Nações Unidas declarou 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, as ambiciosas metas traçadas pareciam prever um fracasso da iniciativa. Contudo, agora que o ano terminou, especialistas veem progressos e razões para otimismo. A abertura, em janeiro do ano passado, do Ano Internacional da Biodiversidade foi vista com ceticismo por grande parte da comunidade internacional, que considerava pouco realista a meta assumida pela União Europeia (UE) em 2003 de pôr fim ao aniquilamento regional de espécies até dezembro de 2010. Continue lendo

Mais déjà-vu ou novas estratégias?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 31 de dezembro de 2010

E se chega ao fim do ano com a incômoda sensação – relendo o que o autor destas linhas escreveu neste espaço no primeiro dia de 2010 – de que o tempo não passou ou não foi aproveitado para enfrentar as graves questões ali enumeradas. De novo, várias capitais e outras cidades às voltas com inundações, evidenciando seu despreparo para se adaptarem às mudanças climáticas com programas de readequação das áreas urbanas aos eventos extremos, cada vez mais frequentes. O último balanço do ano acusa 250 mil mortos no mundo em consequência de “desastres naturais” (incluindo enchentes, terremotos, etc.), mais que os 115 mil que perderam a vida em atos terroristas ao longo de 40 anos (The Washington Post, 20/12). E US$ 222 bilhões de prejuízo. Continue lendo

O problema de saber quantos já somos

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12 de novembro de 2010

Um dos temas mais discutidos na reunião da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) em Nagoya foi o do aumento da população mundial e consequente pressão por mais recursos e serviços naturais, quando vários relatórios já acusam a insustentabilidade do panorama – alguns chegam a situar em 50% o excesso de consumo, comparado com a capacidade de reposição do planeta, e em 30% a perda da biodiversidade global registrada em 40 anos. Soluções propostas não escaparam dos caminhos que até aqui têm ficado no terreno das boas intenções – reduzir o consumo global, baixar o consumo nos países industrializados (os maiores consumidores), baixar as taxas de crescimento da população. Continue lendo

As contas para mudar o mundo

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 05 de novembro de 2010

Que consequências práticas terão os acordos considerados “históricos” pelos 193 países que os firmaram na Convenção da Diversidade Biológica em Nagoya, no Japão, e relatados neste jornal (29 e 30/10) por Herton Escobar? O fato é que se conseguiu chegar a algumas regras consideradas fundamentais para a sobrevivência humana no planeta – ainda que para isso tenha sido preciso “colocar um valor monetário na vida” (31/10). Os acordos incluem: 1) Um plano estratégico com metas globais para a conservação no período 2011-2020; 2) um protocolo que define regras para o uso de recursos genéticos derivados de plantas, animais e microrganismos, bem como formatos que respeitem a soberania dos países detentores sobre esses recursos e levem à partilha de benefícios entre o detentor e outros países e suas empresas que venham a explorá-los; e 3) a intenção de firmar em 2011, em reunião na Índia, um acordo sobre mecanismos financeiros que tornem viável atingir as metas acordadas. Continue lendo

Despertar em Nagoya

Stephen Leahy, IPS / Envolverde, 3 de novembro de 2010

A comunidade internacional finalmente despertou para um dos grandes desafios contemporâneos e chegou a um novo acordo para deter o desaparecimento da natureza que sustenta a vida humana. O novo acordo, assinado pelos mais de 190 Estados-membros do Convênio sobre a Diversidade Biológica, inclui o compromisso de reduzir pela metade a proporção de perda de espécies até 2020, bem como o histórico Protocolo de Nagoya de Acesso e Participação nos Benefícios dos Recursos Genéticos.

No entanto, este despertar só se aplica aos primeiros madrugadores. A vasta maioria continua dormindo, sem consciência de que os seres humanos dependem da variedade de formas de vida que integram o ecossistema e que nos fornecem oxigênio, água, alimentos e combustível. E também sem consciência diante do fato de que a natureza é nossa realidade, enquanto a economia é simplesmente um jogo complicado criado por nós mesmos. Continue lendo

Convenção de Copenhague salvou Nagoya do fracasso

Depois de 18 anos de indigência, a Convenção da Biodiversidade das Nações Unidas enfim tem um protocolo para chamar de seu

Cláudio Angelo, Folha de S. Paulo, 30 de outubro de 2010

O acordo histórico sobre repartição de benefícios por uso da biodiversidade evitou que mais uma conferência ambiental da ONU naufragasse, menos de um ano após o fiasco das conversas sobre clima em Copenhague.

O chamado ABS vinha travado desde a gênese da convenção, na Eco-92, devido à recusa dos países ricos em cortar os benefícios de setores, como o farmacêutico, fazendo-os pagar pelo uso de espécies do Terceiro Mundo. O Brasil, país mais biodiverso do planeta – e, portanto, ator principal em Nagoya – partiu para o tudo ou nada: só toparia as metas de proteção da biodiversidade se elas viessem num “pacote completo”, que incluísse financiamento e ABS.

Dispostos a evitar o vexame de outra Copenhague, a União Europeia e os anfitriões japoneses cederam. Copenhague, por vias tortas, salvou Nagoya. Continue lendo

Acordo no Japão renova esperanças

A décima Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) terminou ontem (horário do Japão) da maneira mais inesperada. Com sucesso. E com um espírito renovado de esperança, não só sobre o futuro da biodiversidade do planeta, mas também sobre a capacidade do ser humano de tomar decisões coletivas para a sua própria sobrevivência. Ainda que a única saída para isso seja colocar um valor monetário na vida.

Herton Escobar, O Estado de S. Paulo, 31 de outubro de 2010.

Seja para jogar baralho ou discutir políticas, ao se colocar 193 países numa mesma mesa, as chances de um bom resultado são mínimas. Especialmente quando as decisões tem de ser tomadas por consenso, como é o caso da CDB e da sua irmã, a Convenção sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), ambas nascidas na icônica Rio 92, há 18 anos.

Após o fracasso da conferência do clima de Copenhague (a COP-15 da UNFCCC), no ano passado, a expectativa de que algo positivo poderia sair da conferência da biodiversidade em Nagoya, no Japão, parecia um tanto ingênua. Mas aconteceu. Foi por um triz. E nem todo mundo ficou feliz. Mas aconteceu. Continue lendo

O mundo se aflige, o Brasil esquece

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 29 de outubro de 2010

Não terá sido por falta de informações sobre a gravidade da situação dos recursos naturais no mundo que foram tão difíceis as negociações no Japão, desde a semana passada, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica. Enquanto ali se sucediam os impasses, na Assembleia-Geral da ONU era apresentado um relatório sobre o direito à alimentação em que se afirma que a cada ano são perdidos no mundo 30 milhões de hectares cultivados, ou 300 mil quilômetros quadrados, área equivalente à da Itália, mais que o Estado de São Paulo – por causa de degradação ambiental e urbanização. “500 milhões de pequenos agricultores sofrem de fome porque seu direito à terra é atacado”, diz o documento (France Presse, 22/10). Continue lendo

La biodiversidad es vida

Theo Oberhuber, Coordinador de Campañas de Ecologistas en Acción, 29 de octobre de 2010

La biodiversidad, abreviación de diversidad biológica, es el conjunto de todos los seres vivos del planeta, el ambiente en el que viven y la relación que guardan con otras especies. Está compuesta por los organismos vivos, así como todos los ecosistemas, y todas las relaciones que establecen entre sí, reflejando el número, la variedad y la variabilidad de los organismos vivos, y también cómo éstos cambian de un lugar a otro con el paso del tiempo.

En la actualidad tenemos un conocimiento muy pobre de la biodiversidad existente en el planeta Tierra. Se han descrito científicamente desde el siglo XVIII aproximadamente 1.700.000 especies de seres vivos, incluyendo microorganismos, hongos, vegetales y animales. De ellos, sólo conocemos bien a las plantas superiores (270.000 especies) y a los animales vertebrados, con aproximadamente 55.000 especies. Mientras que el resto de seres vivos se consideran mal o muy mal conocidos. Sin embargo, se calcula que la biodiversidad mundial podría estar compuesta desde 3 millones a 110 millones de especies, siendo los insectos, con más de un millón de especies descritas, el grupo más numerosos. Estimándose que se necesitarían al menos 200 años al ritmo de descripción anual de especies (varios miles) para llegar a conocer la biodiversidad real, con el agravante de que muchas especies se están extinguiendo antes de haber sido descritas. Continue lendo

O fim do otimismo verde

O Globo, 27 de outubro de 2010

Nagoia nunca foi tão parecida com Copenhague. A exemplo da Conferência sobre o Clima realizada na capital dinamarquesa em dezembro passado, a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica segue paralisada pelo impasse entre países ricos e em desenvolvimento. O segundo grupo, que reúne o Brasil e outros detentores dos ecossistemas de maior biodiversidade, quer auxílio financeiro para a preservação. Outra demanda é o repasse de verbas de empresas que exploram recursos genéticos tropicais, como os grandes laboratórios farmacêuticos. As nações ricas, no entanto, consideram o pedido o mesmo que assinar um cheque branco, e resistem a pagamentos. Continue lendo

Um olhar sobre a COP 10

Ricardo Young, Folha de S. Paulo, 25 de outubro de 2010

De 18 a 29 de outubro, líderes políticos, cientistas, ONGs e empresários de 193 países estarão reunidos em Nagoya, no Japão, para discutir os rumos da preservação da biodiversidade no planeta, na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10).

Temas complexos e alguns de difícil acordo entre as nações estão na pauta. Há dois grupos de trabalho discutindo estes temas.

Um deles aborda a questão das águas continentais e das montanhas; o outro revisa as metas estabelecidas para 2010 e debate o plano estratégico 2011-2020. A ideia é zerar a perda da biodiversidade até o ano de 2020. Continue lendo

Um rio sadio não tem preço

Stephen Leah, IPS, 25 de outubro de 2010

Nagoya, Japão (IPS) – As represas sobre os rios podem gerar eletricidade, mas para construí-las frequentemente são sacrificadas pescas da alta qualidade, afirmam especialistas.

“É muito difícil avaliar a pesca continental em dólares, porque representam muito mais do que o valor do pescado desembarcado no porto”, disse Yumiko Kura, do WorldFish Center (Centro Mundial de Pesca), em Phnom Penh. Yumiko é coautora do informe “Colheita Azul: Pesca Continental como Serviço Ambiental”, que destaca a importância destas existências nas dietas, especialmente infantil, não apenas quanto à proteína que fornecem, como também em matéria de micronutrientes, entre eles vitamina A, cálcio, ferro e zinco. Continue lendo

Mudar o clima ou mudar a Terra?

A mudança climática foi colocada na conferência sobre biodiversidade de Nagoya diante da urgência de se discutir os efeitos que a geoengenharia poderia causar nos ecossistemas.

Stephen Leahy, IPS / Envolverde, 25 de outubro de 2010

Nagoya, Japão, 25 de outubro (Terramérica).- Delegados presentes à cúpula mundial sobre biodiversidade, que acontece nesta cidade japonesa, reclamam uma moratória para as pesquisas de engenharia climática, como colocar espelhos no espaço para refletir a luz solar e refrescar a atmosfera. Por engenharia climática, ou geoengenharia, entende-se qualquer esforço humano em grande escala para adaptar intencionalmente os sistemas planetários à mudança climática. Continue lendo

Impasse na COP-10. Países ricos se recusam a pagar por uso da biodiversidade

Os países desenvolvidos e em desenvolvimento reunidos na cidade Nagoya, no Japão, para a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), têm até essa sexta-feira para fechar um acordo sobre repartição dos benefícios derivados do acesso a recursos genéticos. Os países ricos continuam se recusando a um acordo que impõe custos pelo uso da biodiversidade.

Sociedade Sustentável, 20 de outubro de 2010

Mais de 190 nações buscam estabelecer novas metas para frear a perda de biodiversidade, estabelecer mecanismos e fundos para financiar as ações. Os países em desenvolvimento querem garantias de que nações como o Brasil, detentor de grande parte da biodiversidade mundial, ganhem com o desenvolvimento de novos produtos – farmacêuticos, cosméticos, entre outros – a partir da sua variada flora e fauna. Os desenvolvidos não querem ter esse custo. Argumentam que a biodiversidade só se transforma em capital depois que suas empresas fazem forte investimento em pesquisas. Continue lendo

ONU calcula quanto homem lucra com plantas e animais. Só insetos rendem US$ 210 bi

O Globo, 21 de outubro de 2010

Criaturas, grandes e pequenas, nos prestam um enorme ser viço, ao fornecer água e alimento para os cerca de 7 bilhões de seres humanos do planeta. A ONU apresentou ontem na Cúpula da Biodiversidade, em Nagóia, no Japão, uma forma inédita — e, espera-se, mais convincente — de calcular o valor dos serviços prestados pela natureza. O estudo ainda é preliminar, mas informa que só os insetos que polinizam plantas comestíveis prestam serviço avaliado em US$ 210 bilhões por ano. Os corais — berçários de peixes e usados em turismo — proporcionam US$ 172 bilhões anuais. Cerca de 30 milhões de pessoas dependem diretamente de recursos vindos dos corais para viver.

Em sua versão mais avançada, o relatório “Economia de Ecossistemas e Biodiversidade” (Teeb, na sigla em inglês) trará o valor dos serviços prestados por sistemas mais complexos, como as florestas tropicais. Preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU (Pnuma), o relatório lembra que a perda de biodiversidade custa aos países cerca de US$ 5 trilhões anuais (número anunciado no início da semana) e que a destruição de ecossistemas causará crises sociais e econômicas. Continue lendo

Nações negociam metas para reverter crise global de biodiversidade até 2020

A mais importante reunião sobre o futuro das espécies e dos recursos naturais do planeta está em curso no Japão. A COP-10 da Convenção sobre Diversidade Biológica, que começou anteontem em Nagoya, representa para a conservação da biodiversidade o que a COP-15 da Convenção sobre Mudança do Clima significou para o combate ao aquecimento global no ano passado, em Copenhague. Com um destaque ainda maior para o Brasil.

Herton Escobar, O Estado de S. Paulo, 20 de outubro de 2010

Representantes de 193 nações signatárias da convenção (as chamadas “partes”) terão até a noite do dia 29 (ou madrugada do dia 30, dependendo do andamento das negociações) para superar suas diferenças e chegar ao fim do evento com uma lista de compromissos capazes de garantir a conservação e o uso sustentável da biodiversidade pelos próximos dez anos. Algo que a convenção não conseguiu fazer até agora, em seus 16 anos de operação. Continue lendo

UN Conference Confronts Dramatic Loss Of Biodiversity

Antoine Blua, Radio Free Europe, October 18, 2010 

Delegates from 193 nations have opened a UN meeting in Japan to discuss how to address Earth’s dramatic loss of animal and plant species. The two-week Nagoya conference brings together parties to the United Nations Convention on Biological Diversity. Continue lendo

Brasil só cumpre 2 das 51 metas sobre biodiversidade

Relatório entregue pelo governo às vésperas da COP-10 mostra que País teve resultado modesto em preservação

Circe Bonatelli,  O Estado de S.Paulo, 16 de outubro de 2010

O Brasil cumpriu 2 das 51 metas nacionais para preservação da biodiversidade, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente preparado para a décima edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), que começa na segunda-feira em Nagoya, Japão.

Representantes de 193 países vão discutir o cumprimento das metas ambientais para 2010 e discutir os próximos objetivos até 2020. No documento, disponível na página na internet da COP-10, o governo brasileiro informa que apenas duas metas nacionais foram atingidas. Uma delas foi a redução de 25% do número de focos de incêndio em cada bioma. Esse item, no entanto, considera os dados só até 2009, o que exclui o aumento dos casos de queimadas neste ano. Continue lendo