Grupo canadense quer extrair ouro no Xingu

O rio Xingu vai deixar de ser palco exclusivo de Belo Monte, a polêmica geradora de energia em construção no Pará. Em uma região conhecida como Volta Grande do Xingu, na mesma área onde está sendo erguida a maior hidrelétrica do país, avança discretamente um megaprojeto de exploração de ouro. O plano da mineradora já está em uma etapa adiantada de licenciamento ambiental e será executado pela empresa canadense Belo Sun Mining, companhia sediada em Toronto que pretende transformar o Xingu no “maior programa de exploração de ouro do Brasil”.

André Borges, Valor, 17 de setembro de 2012

O projeto é ambicioso. A Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan Inc., um banco de capital fechado que desenvolve projetos internacionais de mineração, pretende investir US$ 1,076 bilhão na extração e beneficiamento de ouro. O volume do metal já estimado explica o motivo do aporte bilionário e a disposição dos empresários em levar adiante um projeto que tem tudo para ampliar as polêmicas socioambientais na região. A produção média prevista para a planta de beneficiamento, segundo o relatório de impacto ambiental da Belo Sun, é de 4.684 quilos de ouro por ano. Isso significa um faturamento anual de R$ 538,6 milhões, conforme cotação atual do metal feita pela BM & FBovespa. Continue lendo

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Seguridad jurídica, ¿para quién?

Juan Hernández Zubizarreta y Pedro Ramiro, Revista Pueblos / Rebelion, 18 de septiembre de 2010

“Reglas de juego claras, con garantía jurídica, estabilidad reguladora y fortaleza institucional” [1]. Una y otra vez, los directivos de las grandes empresas españolas insisten en que los países en los que tienen sus negocios han de cumplir estas condiciones. Pero, en realidad, ¿a qué se refieren con todo esto de la “seguridad jurídica”? ¿Por qué este concepto se vuelve recurrente cuando las corporaciones transnacionales ven peligrar el crecimiento de sus beneficios en algún país? Así, según las multinacionales y los gobiernos que las apoyan en su expansión por todo el planeta, ¿qué derechos son los que deben protegerse de manera prioritaria?

“Nuevamente, un primero de mayo, como siempre, recuperando nuestras empresas privatizadas”. Hace unas semanas, el presidente Evo Morales anunciaba con estas palabras la nacionalización de cuatro empresas eléctricas en Bolivia, siguiendo la senda marcada por su Gobierno en los últimos años. Pero, en este caso, la noticia no ha generado en el Estado español el revuelo mediático y diplomático que sí se originó hace cuatro años con una medida similar que, en aquel momento, afectaba directamente a los intereses económicos de empresas españolas: “Evo Morales nacionaliza por decreto el petróleo y el gas de Bolivia” y “Repsol YPF dice que va a defender sus derechos”, titulaban los diarios españoles aquellos días de la primavera de 2006 [2]. Continue lendo

Danos ambientais das 3 mil maiores empresas do mundo custam US$ 2,2 trilhões anuais

Um estudo inédito da ONU, revelado pelo jornal britânico Guardian, revelou que a poluição e outros danos ambientais causados pelas 3 mil maiores empresas de capital aberto do mundo em 2008 custaram US$ 2,2 trilhões.

Se fossem financeiramente responsabilizadas por esse passivo ambiental essas companhias perderiam um terço de seus lucros, em média. O valor corresponde entre 6 a 7% do volume de negócios desses empreendimentos.

Mais da metade desse montante é referente à emissão de gases causadores do efeito estufa. Entre os demais passivos ambientais, os principais são a poluição do ar e o usoelevado de água nos processos produtivos.

O objetivo do relatório, que deve ser publicado em meados de 2010, é fomentar a redução do impacto ambiental dessas companhias entre empresas, lobby e investidores antes que os governos criem restrições fiscais ou legais as suas operações. Segundo o Guardian, ainda esse ano, outro estudo tentará estabelecer o preço desses danos ambietais e propor formas de evitá-los. (Envolverde/Rebia). A seguir a reportagem original. Continue lendo

Empresas aproveitam crise de alimentos para renovar promessas e publicidade

Reproduzido do site do MST

Originalmente publicado em La Biodiversidad. Traduzido por AS-PTA

A crise dos alimentos está tão presente no noticiário como nas estratégias das multinacionais de biotecnologia. Mesmo contra todas as evidências mostrando que os transgênicos não são necessários para garantir a alimentação humana, as empresas vêm usando a alta do preço dos alimentos para renovar suas promessas e campanhas de propaganda.

Recentemente o Dr. Doug Gurian-Sherman, pesquisador sênior da Union of Concerned Scientists, publicou artigo em um jornal americano criticando a “cultura dos exageros” ligada à promoção dos transgênicos. Para ele, após 20 anos de pesquisa e 13 de uso comercial da transgenia já é possível avaliar suas perspectivas futuras. Continue lendo