Após atos, governo não tem interlocutores

protesto-brasilia11A população que se identificou com os movimentos de rua de junho não atendeu à convocação das centrais sindicais para o Dia Nacional de Luta, quinta-feira. Para a socióloga Maria da Glória Gohn, professora da Unicamp e especialista em movimentos sociais, a nova geração de jovens não se identifica com as formas de organização existentes e reage ao modelo de sociedade em que vive, “de muito consumo, mas de qualidade de vida sofrível”.

Marcelo Beraba entrevista Maria da Glória Gohn, O Estado de S. Paulo, 14 de julho de 2013

Autora do recém-lançado “Sociologia dos movimentos sociais” (Cortez Editora), ela respondeu às questões do Estado por escrito logo que desembarcou, quarta-feira, de uma viagem de observação à Turquia, onde uma onda de protestos de rua contesta o governo do primeiro-ministro, Tayyip Erdogan.

Eis a entrevista.

Como define os movimentos de junho no Brasil?

Os movimentos ocorridos em Junho de 2013 em 12 capitais e cidades de médio porte brasileiras foram denominados pela mídia e outros como “manifestações”. De fato eles foram, na maioria das vezes, manifestações que expressam estados de indignação face à conjuntura política nacional. As mobilizações adquiriram, nestes eventos, caráter de movimento de massa, de protesto, revolta coletiva, aglutinando a indignação de diferentes classes e camadas sociais, predominando a classe média propriamente dita; e diferentes faixas etárias, destacando-se os jovens. Os movimentos de Junho de 2013, que provisoriamente chamarei de “Movimento dos Indignados das Praças, Ruas e Avenidas”, focalizam demandas locais, regionais ou nacionais. Atuam em coletivos não hierárquicos, com gestão descentralizada, produzem manifestações com outra estética – não dependem de um carro de som para mover a marcha, não usam bandeiras e grandes faixas de siglas ou palavras de ordem; os participantes tem mais autonomia, não atuam sob a coordenação de uma liderança central. São movimentos com valores, princípios e formas de organização distintas de outros movimentos sociais, a exemplo dos sindicais, populares (urbanos e rurais), assim como diferem dos movimentos identitários (mulheres, quilombolas, indígenas, etc.). Para compreender essa onda de mobilizações, além de identificar as especificidades e diferenças dos jovens em ação, uma questão significativa é: porque uma grande massa da população aderiu aos protestos. Que sentido e significado estes jovens atribuíram aos acontecimentos para transformá-los em movimento de massa com ampla legitimidade? Continue lendo

An Ascending Trajectory?: Ten of the Most Important Social Conflicts in the US in 2012

occupy togetherDan La Botz, Europe Solidaire Sans Frontiere / New Politics, January 3, 2012

The most important American social conflict of 2012—the Chicago Teachers Union strike—suggests that the rising trajectory of social struggle in the United States that began at the beginning of 2011 may be continuing to ascend. While the United States has a much lower level of class struggle and social struggle than virtually any other industrial nation—few American workers are unionized (only 11.8%) and unionized workers engage in few strikes and those involve a very small numbers of workers—still, the economic crisis and the demand for austerity by both major political parties, Republican and Democrat, has led to increased economic and political activity and resistance by labor unions, particularly in the public sector.[1] Continue lendo

Hemos perdido el miedo como ciudadanos, pero como trabajadores predomina la resignación

Entrevista a Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, autores del libro Planeta Indignado. Ocupando el futuro

Brais Benitez, MasPublico, 11 de noviembre de 2012

El 2011 quedará en la memoria como el año de las revueltas. Las protestas de la primavera árabe prendieron la chispa del 15-M. La ola de movilizaciones fue de Madrid a Barcelona, y de Atenas a Nueva York bajo un sentimiento común: la indignación. Pero, ¿en qué medida podemos relacionar las revueltas árabes con los movimientos indignados? ¿Responden a causas comunes? ¿Estas nuevas formas de movilización han sustituido ya a las protestas sindicales tradicionales? ¿Hasta dónde llega la crisis de la democracia?

Estas y otras cuestiones son las que han abordado Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, en su libro ‘Planeta Indignado. Ocupando el futuro’. Publicado a principios de este año, el ensayo va ya por la segunda edición. En un encuentro con MásPúblico, los autores repasan los temas más destacados del libro, y exponen sus razones por las cuales la sociedad debe avanzar hacia un cambio de sistema. Continue lendo

Hon Hai Riot Shows Squeeze on Chinese Manufacturers

Paul Mozur and Tom Orlik, The Wall Street Journal, September 25, 2012

A riot at an electronics factory left at least 40 people injured and sparked a response by thousands of police Monday, highlighting how Chinese manufacturers increasingly are caught between restive workers and a slowing economy. It also underscored the complex task ahead for Hon Hai Precision Industry Co. as it works to control costs at facilities that often are the size of small cities.

Hon Hai’s Foxconn Technology Group arm said a fight among several employees in a dormitory late Sunday in the northern province of Shanxi triggered unrest among roughly 2,000 workers that lasted into Monday morning. Taiwan-based Hon Hai, the world’s largest contract maker of electronics products for such clients as Apple Inc., said 40 people were hospitalized and an unspecified number were arrested. Continue lendo

The Significance of Occupy

Dan La Botz, Robert Brenner and Joel Jordan, Solidarity, August 9, 2012

The Occupy Movement, the first such broad, national, multi-issue, mass movement in forty years, represented a test for the revolutionary socialist left in several senses. First, would the left recognize its important and immediately move to become an active part of it and work within it to help provide leadership? Second, would the left during Occupy be able to both appreciate its strengths and develop a critique of its weaknesses and limitations? Would it as the same time be able to conduct socialist propaganda and recruit to the socialist movement? Third, would the left in retrospect be able to analyze and learn from the Occupy experience in order to prepare itself for future movements?

The following document is seen as part of the process of understanding and analyzing Occupy and what proved to be the most important development of the Occupy movement–its interaction with the labor unions. This interaction represented the greatest challenge to the movement and to those of us who seek to understand it and learn from it. Continue lendo

Veinte propuestas para desarrollar el activismo social europeo del siglo XXI

Bruselas, 5-6 de mayo: 300 activistas e investigadores forjan el germen de un movimiento social paneuropeo. Susan George, Esther Vivas, Miren Etxezarreta y más: las voces del congreso  de activistas

Santi Quiñones, Periodismo humano, 24 de mayo de 2012

◘Democratización financiera. Si el BCE interviene para salvar a los bancos en apuros, que tal intervención suponga un control democrático sobre su gestión posterior, y que tal intervención se extienda a los estados en apuros, actuando como prestamista de último recurso.

◘ Interrelación de los procesos. Si se mantiene el requisito de eliminación del déficit comercial a los estados bajo amenaza de sanción en caso contrario, que por la misma razón se prevea la exigencia de eliminación del superávit intracomunitario, que es la otra cara de la misma moneda. La evolución del superávit comercial de Alemania coincide de forma asombrosamente simétrica con la del déficit de España, Portugal y Grecia, lo que significa que el crecimiento económico alemán fue posible solo gracias al empobrecimiento del sur de la UE.

◘ Las madres de la crisis. El déficit de los estados no es la causa sino la consecuencia de la crisis actual, por lo que la política económica debería dejar de atender a él y desplazar su foco hacia sus causas conocidas: desregularización, financierización e insostenibilidad de nuestro modelo socioeconómico consumista y extractivista. Continue lendo

Se queremos mudar o mundo, vamos entendê-lo

Noam Chomsky – La Jornada

O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupa Wall Street é a construção de vínculos que estão se formando em toda parte. Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar.

Dar uma conferência Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho de sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte de seus ensinamentos nisso.

Se os laços e associações que se estão estabelecendo nesses acontecimentos notáveis puderem se sustentar durante o longo e difícil período que os espera – a vitória nunca chega logo -, os protestos do Ocupar Wall Street poderão representar um momento significativo na história estadunidense. Continue lendo

On the European Union crisis and the dynamics of resistances

ROUSSET Pierre, Europe Solidaire Sans Frontiere, 28 October 2011

This report was presented at an open session of the International Organising Committee (IOC) of the Asia-Europe People’s Forum (AEPF) meeting held in Paris October 28 before the alternative summit to the G20 in Nice (south of France). The notes distributed at the time of the meeting have been completed here with some elements raised during the exchanges. We post now online these notes as there have been written by a non-English speaker, but we hope to publish later a revised version in a more polished English.

The discussion was introduced by several reports either from Asia or from Europe. If we get their written version, we shall post them online as well.
There is a strong continuity between the first financial crisis opened by capitalist globalization (97-98) and the present one. But we have entered a new stage in the multifaceted and combined global crisis (climate and ecological crisis, food crisis, socio-economic crisis…). One can also underline a continuity from the « alter »/« anti » globalisation Global Justice Movement (GJM) initiated more than a decade ago, and the present « Indignants » wave. But here too, we have reached a significant turning point in the dynamics of mobilisations. Continue lendo

China: las contradicciones sociales más importantes en 30 años

Pablo Torres, CEPRID/Panorama Internacional, 13 de julio de 2011

La crisis mundial amenaza con una nueva recaída, esta vez más aguda. A la crisis política en Grecia y las masivas movilizaciones en rechazo a un plan de ajuste más agresivo, las divisiones en la eurozona por un nuevo rescate a Grecia y el peligro de un “contagio” que haga estallar la propia eurozona, se suman los datos de la desaceleración en EEUU, la caída de la economía japonesa y el intento de China de frenar el sobrecalentamiento de su economía.

China, en este contexto internacional, pese a la desaceleración de los últimos meses, sigue con una fuerte expansión (9,8% el primer trimestre) y es la locomotora de los índices de crecimiento de la economía mundial. Pese a ello, China se ve cruzada por diversas contradicciones, las más importantes en los últimos 30 años, que empiezan a cuestionar su frágil estructura social, el intento de “transición” gradual de su modelo y a llenar de preocupación a la burocracia restauracionista por las “tensiones sociales” que están empujando a nuevas luchas y disturbios sociales. Continue lendo

Egito: Brechas no edifício sindical da era Mubarak

A federação sindical estatal, que durante meio século foi usada pelos senhores do Egito para suprimir os protestos dos trabalhadores e mobilizar votantes para falsas eleições, parece em vias de ruir após queda do presidente Hosni Mubarak

Cam McGrath, IPS / Esquerda.net, 2 de maio de 2011

“Há um movimento contra o controlo dos sindicatos pelo Estado”, diz Mohamed Trabelsi, especialista de sindicalismo da região na OIT (Organização Internacional do Trabalho). “Agora temos muitas greves e protestos laborais no Egipto, e em muitos sectores os trabalhadores começaram a organizar-se e a formar sindicatos livres e independentes”. Continue lendo

Ecuador – El Estado fuerte y la criminalización a los movimientos

Raul Zibechi, Programa de las Américas 9 de marzo de 2011

La consulta popular del próximo 7 de mayo enfrenta al gobierno de Rafael Correa con la mayor parte de los movimientos sociales, con una nueva izquierda desgajada del gobierno y también con la derecha tradicional. No están en debate ni las explotaciones mineras y petroleras ni la defensa del medio ambiente, sino el deseo del gobierno de construir un Estado más centralizado y poderoso. Continue lendo

FSM: Brújula política de los movimientos sociales

Isabel Rauber, ALAI, 14 de febrero de 2011

Recientemente, entre el 6 y el 11 de febrero, se realizó Dakar, la décima edición del Foro Social Mundial. Con ella se cumplieron diez años de la primera reunión, en Porto Alegre, en enero de 2001. Su realización fue un éxito, tanto en la convocatoria como en las temáticas tratadas y, como era de prever, fue prácticamente silenciado por los medios.

Su realización en tierras africanas reunió varios factores cuyo simbolismo condensa y proyecta en cierta medida lo que los pueblos, con sus resistencias, sus luchas y sus propuestas han caminado de entonces a la actualidad, marcando el nuevo tiempo. Continue lendo

Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais no FSM

Nós, reunidos na Assembleia de Movimentos Sociais, realizada em Dacar durante o Fórum Social Mundial 2001, afirmamos o aporte fundamental da África e de seus povos na construção da civilização humana. Juntos, os povos de todos os continentes enfrentamos lutas onde nos opomos com grande energia à dominação do capital, que se oculta detrás da promessa de progresso econômico do capitalismo e da aparente estabilidade política. A descolonização dos povos oprimidos é um grande desafio para os movimentos sociais do mundo inteiro.

Afirmamos nosso apoio e solidariedade ativa aos povos da Tunísia, do Egito e do mundo árabe que se levantam hoje para reivindicar uma real democracia e construir poder popular. Com suas lutas, eles apontam o caminho a outro mundo, livre da opressão e da exploração. Continue lendo

Movimentos sociais definem datas de luta para 2011

Terezinha Vicente, Rede Ciranda, 12 de fevereiro de 2011

Inspirados pelas lutas no norte da África – mencionadas em quase todas as falas – centenas de ativistas lotaram completamente o anfiteatro, para a assembléia dos Movimentos Sociais. Organizada pela Marcha Mundial de Mulheres, Via Campesina, CADTM, CERPAC, UNSAS, COMPA, ASC, CUT, entre outras, a assembléia, bem como o documento final, convoca atores e forças populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas a nível mundial. Continue lendo

Declaración de la Asamblea de los Movimientos Sociales

Dakar, 10 de febrero de 2011, movimientos.org

Nosotras y nosotros, reunidos en la Asamblea de Movimientos Sociales, realizada en Dakar durante el Foro Social Mundial 2011, afirmamos el aporte fundamental de África y de sus pueblos en la construcción de la civilización humana. Juntos, los pueblos de todos los continentes, libramos luchas donde nos oponemos con gran energía a la dominación del capital, que se oculta detrás de la promesa de progreso económico del capitalismo y de la aparente estabilidad política. La descolonización de los pueblos oprimidos es un gran reto para los movimientos sociales del mundo entero. Continue lendo

‘Falar das favelas como outro mundo é não entender como funciona a cidade’

Nathalie Puex chegou à Argentina em 1997 para pesquisar a violência associada à exclusão social na Região Metropolitana de Buenos Aires. Em seguida viu que o problema não é a favela, mas a maneira como se organiza e estrutura a cidade politicamente. Nesta entrevista, Puex detalha as redes sociais que criam coesão em seus habitantes, fala dos mitos com os quais são estigmatizados e sobre a lógica do endividamento nos setores populares.

Natalia Aruguete e Bárbara Schijman, Página/12, 29 de novembro de 2010. A tradução é do Cepat. Reproduzido doIHU On-line.

Que características você encontrou na Região Metropolitana a partir de suas pesquisas?

Há um sistema político local bastante diferente do da cidade de Buenos Aires. Como trabalho muito nas favelas, sobretudo na zona de Quilmes, Florencio Varela, Lomas de Zamora, tenho muitíssimos informantes nesses lugares. Além disso, mesmo que os bairros populares e as favelas participem do mesmo fenômeno e, em geral, surgem pelas mesmas causas, a maneira de viver em uma favela na Capital e na Região Metropolitana não é a mesma. Em particular, porque os bairros populares e as favelas têm fortes vinculações com o sistema político institucional, que é importante. Há práticas diferentes, especialmente na relação com o Estado e nas estratégias de sobrevivência. Continue lendo

The state, social movements and revolution in Latin America

Federico Fuentes, Link, november 28, 2010

Green Left Weekly — It should come as no surprise that Latin America, a region converted into a laboratory for ongoing experiments in social change, has increasingly become the topic of discussion and debate among the broader left. Continue lendo

França: “Um novo Maio de 68 é possível”

No quarto dia consecutivo de protestos, o porta-voz do NPA, Olivier Besancenot, diz que as pessoas voltam a acreditar que é possível vencer. Todas as refinarias do país estão paradas e mais de 300 liceus mobilizados.

Esquerda.net, 15 de outubro de 2010

Todas as 12 refinarias de França estão paralisadas pela greve dos seus trabalhadores, o que fez crescer o temor de que comecem a faltar combustíveis. Além disso, desde a manhã desta sexta-feira, o oleoduto que abastece os aeroportos de Paris está bloqueado. Aos grevistas do sector de combustíveis juntam-se agora os camionistas, cujo sindicato apelou aos seus filiados a unirem-se aos protestos. Continue lendo

It Goes Against Our Nature, but the Left Has to Start Asserting Its Own Values

The progressive attempt to appeal to self-interest has been a catastrophe. Empathy, not expediency, must drive our campaigns

George Monbiot, The Guardian, October 12, 2010

So here we are, forming an orderly queue at the slaughterhouse gate. The punishment of the poor for the errors of the rich, the abandonment of universalism, the dismantling of the shelter the state provides: apart from a few small protests, none of this has yet brought us out fighting.

The acceptance of policies that counteract our interests is the pervasive mystery of the 21st century. In the US blue-collar workers angrily demand that they be left without healthcare, and insist that millionaires pay less tax. In the UK we appear ready to abandon the social progress for which our ancestors risked their lives with barely a mutter of protest. What has happened to us?

The answer, I think, is provided by the most interesting report I have read this year. Common Cause, written by Tom Crompton of the environment group WWF, examines a series of fascinating recent advances in the field of psychology. It offers, I believe, a remedy to the blight that now afflicts every good cause from welfare to climate change. Continue lendo

A Call to Social Movements and Organizations Around the World to Protest the G20 Summit in Seoul

A CALL TO SOCIAL MOVEMENTS AND ORGANIZATIONS AROUND THE WORLD TO PROTEST THE G20 SUMMIT IN SEOUL

20 COUNTRIES ALONE CANNOT DEFINE THE DESTINY OF THE ENTIRE WORLD

FOR SYSTEM CHANGE AND AN END TO BUSINESS AS USUAL, LET’S BUILD ANOTHER WORLD!

THE PEOPLE WILL NOT CONTINUE TO PAY FOR THE CRISIS.

Join the People’s Week of Collective Actions in Seoul, November 6 to 12, 2010 Continue lendo