The Great Impostors: In the Name of Saving Natural World, Governments Are Privatizing It

George Monbiot, The Guardian, August 7, 2012

‘The first man who, having enclosed a piece of ground, bethought himself of saying ‘This is mine’, and found people simple enough to believe him, was the real founder of civil society. From how many crimes, wars and murders, from how many horrors and misfortunes might not anyone have saved mankind, by pulling up the stakes, or filling up the ditch, and crying to his fellows, ‘Beware of listening to this impostor; you are undone if you once forget that the fruits of the earth belong to us all, and the earth itself to nobody’.” Continue lendo

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Quando a economia e o capitalismo se pintam de verde

Esther Vivas, 18 de junho de 2012

O verde vende. Desde a revolução verde, passando pela tecnologia verde, o crescimento verde até chegar aos “brotos verdes”, que teriam que nos tirar da crise. A última novidade: a economia verde. Uma economia que, contrariamente ao que seu nome indica, não tem nada de “verde”, além dos dólares que esperam ganhar com a mesma aqueles que a promovem.

É que a nova ofensiva do capitalismo global por privatizar e mercantilizar massivamente os bens comuns tem na economia verde o seu máximo expoente. Justamente em um contexto de crise econômica como a atual, uma das estratégias do capital para recuperar a taxa de lucro consiste em privatizar os ecosistemas e converter “o vivo” em mercadoria. Continue lendo

Vende-se a natureza

Frei Betto, ALAI, 27 de abril de 2012

Às vésperas da Rio+20 é imprescindível denunciar a nova ofensiva do capitalismo neoliberal: a mercantilização da natureza. Já existe o mercado de carbono, estabelecido pelo Protocolo de Kyoto (1997). Ele determina que países desenvolvidos, principais poluidores, reduzam as emissões de gases de efeito estufa em 5,2%. Continue lendo

‘Há um avanço enorme na mercantilização da natureza’

Vinicius Mansur e Viviane Rojas entrevistam Silvia Ribeiro, Brasil de Fato, 13 de dezembro de 2010

Para Silvia Ribeiro as conversações da COP 16 avançam no conceito de privatização dos recursos naturais como a principal forma de impedir o aquecimento climático.  É a ideia de que é preciso dar valor à “floresta em pé”, para que assim o mercado regule a preservação. Ribeiro acredita que tal modelo está orientado somente para o lucro e que as populações serão esquecidas.

Silvia Ribeiro é uruguaia radicada no México, trabalha para a organização internacional Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração (ETC), que pesquisa a concentração coorporativa, novas tecnologias e os impactos que estas provocam. Continue lendo