As más lembranças e as megaobras

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 17 de agosto de 2012

Há poucos dias, o 67.º aniversário da primeira bomba atômica, despejada sobre Hiroshima, provocou uma catadupa de artigos na comunicação mundial, já preocupada com as consequências que a guerra cibernética – aqui comentada na semana passada – possa a vir a ter nos destinos do planeta. Agora se começa a recordar que no final do mês será lembrado o 25.º aniversário do acidente com o césio 137 em Goiânia. Continue lendo

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Elementos para analisar os grandes projetos de infraestrutura na Amazônia

Guilherme Carvalho, ALAI, 4 de julho de 2011

Ultimamente tem sido comum ouvirmos mesmo de pessoas vinculadas a movimentos sociais e ONGs que acompanham os processos de negociação entre os países para incrementar o comércio multilateral ou a integração econômica sul-americana, a afirmação de que a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) já não interessa mais aos governos da América do Sul. Será mesmo verdade? O que temos visto nos últimos anos é a proliferação de grupos e de formas de resistência aos fundamentos da estratégia que sustenta a IIRSA, bem como à sua expressão material que são os grandes projetos de infraestrutura. Indígenas, ribeirinhos, extrativistas, jovens, grupos de mulheres, ONGs, camponeses, integrantes do Ministério Público Federal, pesquisadores(as) e muitos outros segmentos sociais têm oferecido renhida oposição a esses empreendimentos e a tudo o que é associado a eles – degradação ambiental, concentração fundiária e expansão dos bolsões de pobreza, entre outros problemas. É lógico que nesse cenário interessa aos governos da região diminuir a pressão que vem da sociedade. E uma das formas encontradas é justamente disseminar a ideia de que a IIRSA é passado, mesmo que a realidade negue completamente esse discurso.

Este texto em como principal objetivo apresentar alguns elementos que consideramos relevantes à reflexão crítica acerca da execução dos grandes projetos de infraestrutura na Amazônia, cujos principais expoentes são o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a IIRSA. Os itens apresentados não podem ser compreendidos isoladamente, mas como um todo articulado. Contudo, acreditamos que a forma com que o texto foi escrito é didaticamente mais adequada, pois ele poderá ser usado em leituras e reflexões em grupo.

Por fim, queremos ressaltar que alguns elementos não foram incorporados neste texto por conta das dificuldades enfrentadas durante a sua elaboração. Esperamos superar essa falta em outros materiais.

* Documento completo en PDF

– Guilherme Carvalho, Doutorando do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará – NAEA/UFPA.

A Pan-Amazônia debate os megaprojetos. Entrevista especial com Valéria Ferreira e Arno Longo

Levar para conhecimento internacional os problemas vividos pela população amazônica foi a grande intenção do V Fórum Pan-Amazônico, realizado no final de novembro deste ano em Santarém, no Pará. A IHU On-Line entrevistou por telefone dois coordenadores do fórum: Valéria Ferreira, do Grupo de Defesa da Amazônia; e Arno Longo, padre e líder do Fórum dos movimentos Sociais da BR163.

Segundo Valéria, a grande novidade desta edição do Fórum Pan-Amazônico foi interface da questão cultural em todos os temas debatidos. “Finalmente, conseguimos fazer com que todos os grupos de trabalho pudessem estar, de alguma forma, reforçando essa questão através das manifestações culturais ligando-a às questões sociais e econômicas”, apontou.

Já Pe. Arno contou que “durante o Fórum discutimos as hidrelétricas a começar pelo Complexo do Rio Madeira e como ela vai influenciar os países vizinhos. Também dialogamos sobre o Tapajós que vai sofrer com a construção de todo o complexo hidrelétrico e hidroviário que vai atingir do Mato Grosso até Santarém, no Pará. E, por fim, tratamos do rio Xingu, que terá as pequenas centrais hidrelétricas. A conclusão principal é que precisamos entender que a água é para nos dar vida e não morte. Por isso, precisamos colocar, em primeiro, lugar a vida nos rios ao invés da construção de barragens”. Continue lendo

Mitigando feridas abertas pelo progresso na Amazônia

Mario Osava, IPS, 1 de dezembro de 2010

Porto Velho, Rondônia, Brasil – “Queremos uma indenização verdadeira”, reclama Luis Nascimento de Freitas, um pescador de Vila Teotônio, o povoado localizado na margem do Rio Madeira que será inundado para formação da represa da Central Hidrelétrica Santo Antônio. Continue lendo

Brasil banca obras energéticas em países vizinhos

O Brasil vai bancar nos próximos anos projetos de segurança e integração energética de países vizinhos, seguindo a tônica do governo Lula de que não é bom se desenvolver estando rodeado de problemas estruturais.

Sofia Fernandes, Folha de S. Paulo, 10 de setembro de 2010

Alguns, como a Venezuela, Argentina e Paraguai enfrentam problemas sérios de geração de eletricidade. Continue lendo

Desperdício pode levar país a níveis críticos de escassez

Cláudia Trevisan, O Estado de S. Paulo, 5 de setembro de 2010

A China tem 20% da população mundial, mas apenas 7% da água do planeta, cuja oferta é reduzida ainda mais pelo desperdício e a poluição, que afeta cerca de 70% dos rios e lagos do país. Para o Banco Mundial, a China pode viver em breve uma severa crise de escassez de água. Com a redução da oferta na superfície, o norte da China começou a utilizar de maneira intensiva as fontes subterrâneas. Em 2005, elas respondiam por 36,3% do consumo da região e estavam se reduzindo rapidamente. No ritmo atual, esses reservatórios podem estar secos dentro de 30 anos, sustentam alguns cientistas. Continue lendo

Águas barrentas descem os Andes

Milagros Salazar, Terramerica, 26 de abril de 2010

As obras de um gigantesco plano de transposição e irrigação de uma vasta região do norte peruano ganham força em meio a temores ambientais e agrários.

Lima – O megaprojeto Olmos, que fará a transposição do Rio Huancabamba, que vem das alturas da região de Piura, por um túnel transandino para terras desérticas da costa norte do Peru, é apresentado como grande alavanca do desenvolvimento agrícola, mas há disputas por terra, água e plantações que podem se agravar. O objetivo de desviar águas da vertente do Oceano Atlântico para o Pacífico para desenvolver o plano hidroenergético e de irrigação Olmos, na região de Lambayeque, é um sonho desde a década de 80, com inúmeras marchas e contramarchas. Continue lendo

Projeto ganha ”finale” digno do regime militar

Há uma dissociação entre a imagem do presidente Lula nos jornais ontem, afagando uma criança indígena em Roraima, e a ação da Advocacia-Geral da União no mesmo dia para garantir justamente que os índios fossem atropelados e que a usina de Cararaô fosse construída. Aparentemente, o socioambientalismo do governo acaba onde começam o PAC e a eleição de Dilma Rousseff.

Cláudio Angelo, Folha de S. Paulo, 21 de abril de 2010 Continue lendo

El caso de la carretera Puerto Suárez- Santa Cruz

Transparencia, un desafío en la construcción de megaproyectos

Katu Arkonada y Henkjan Laats, Rebelión, 17 de março de 2010

El presente artículo toma como base una investigación sobre el proyecto IIRSA[1] Corredor Bioceanico Puerto Suárez – Santa Cruz realizada en Bolivia por el equipo del Centro de Estudios Aplicados a los Derechos Económicos, Sociales y Culturales (CEADESC). La investigación se centra en las políticas de transparencia aplicadas a la gestión y desarrollo de megaproyectos de infraestructura IIRSA para la integración de la región suramericana y pretende ser el inicio de un debate sobre el tema entre la sociedad civil y los diferentes actores internacionales que financian IIRSA.

El estudio de CEADESC muestra que este debate no puede abstraerse de una discusión más amplia sobre la interrelación entre las políticas de desarrollo, democracia y derechos humanos toda vez que cada una de estas dimensiones es condición para avanzar en las otras. Además los propios fundamentos de la transparencia necesariamente están relacionados con el cumplimiento de derechos. Continue lendo