Negociações entre os gigantes da web: “o nome do jogo é controle”

2wn9u05Internet é, ao mesmo tempo, um instrumento insuperável de liberdade e de controle

IHU On-line entrevista Pedro Rezende, IHU On-line, 27 de fevereiro de 2014

A compra do WhatsApp pelo Facebook na última semana, no valor de 16 bilhões de dólares, pode ser compreendida como uma “aposta da empresa Facebook numa próxima fase evolutiva da TI que asfixiaria o mercado de PCs programáveis em favor de tablets e smartphones, esses mais facilmente controláveis pelo fabricante. Tal aposta se alinharia com a estratégia dos globalistas infiltrados na TI determinados a acabar com a autonomia da computação pessoal programável”. A avaliação é de Pedro Rezende, professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília.

Autor de inúmeros artigos sobre criptografia, segurança na informática, software livre, revolução digital, epistemologia da ciência, Rezende esclarece, em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail, que “os computadores pessoais universalmente programáveis representam um risco para a agenda globalista muito maior do que para o usuário comum, pois iniciativas inovadoras desenvolvidas colaborativamente em regime de licenciamento permissivo, tais como o software livre e seus emblemáticos navegadores web, podem atrapalhar a implantação de um regime de vigilantismo e controle social máximos necessário ao ambicionado hegemon”.

Apesar de a rede ser composta por “vários monopólios”, há uma cartelização “fortuita ou ocasional”. Mas o “nome do jogo”, adverte, “é controle”. E explica: “O que as revelações de Snowden denunciam, no fundo, é uma parte essencial de um plano ofensivo de guerra cibernética posto em marcha para implantar um regime dominante de vigilantismo global, a pretexto do inevitável jogo de espionagem das nações, nele camuflado como combate ao terrorismo, cibercrime, etc.”. Continue lendo

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Bradley Manning: top US legal scholars voice outrage at ‘torture’

Obama professor among 250 experts who have signed letter condemning humiliation of alleged WikiLeaks source

Ed Pilkington, guardian.co.uk, April 10, 2011

More than 250 of America’s most eminent legal scholars have signed a letter protesting against the treatment in military prison of the alleged WikiLeaks source Bradley Manning, contesting that his “degrading and inhumane conditions” are illegal, unconstitutional and could even amount to torture.

The list of signatories includes Laurence Tribe, a Harvard professor who is considered to be America’s foremost liberal authority on constitutional law. He taught constitutional law to Barack Obama and was a key backer of his 2008 presidential campaign.

Tribe joined the Obama administration last year as a legal adviser in the justice department, a post he held until three months ago.

He told the Guardian he signed the letter because Manning appeared to have been treated in a way that “is not only shameful but unconstitutional” as he awaits court martial in Quantico marine base in Virginia. Continue lendo

Tribunal decide extradição de Assange para a Suécia

Defesa do fundador da WikiLeaks já anunciou que vai recorrer. Juiz não aceitou o argumento de que existe o perigo de Assange ser extraditado da Suécia para os EUA, onde poderia enfrentar a pena de morte.

Esquerda.net, 24 de fevereiro de 2011

Um tribunal britânico determinou que o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, seja extraditado para a Suécia para ser interrogado sobre a acusação de crimes de natureza sexual. A defesa do jornalista e editor australiano já disse que vai recorrer da decisão e tem sete dias para fazê-lo. Continue lendo

Assange Can Be Extradited; Could Face US Death Penalty

Agence France-Presse, February 24, 2011

LONDON — WikiLeaks founder Julian Assange can be extradited to Sweden to face rape charges, a British judge ruled on Thursday after throwing out defense arguments that he would face an unfair trial. Continue lendo

Bradley Manning lucha por su equilibrio mental

Coerción y humillación impregnan la cultura estadounidense

Alexander Cockburn, http://www.thefirstpost.co.uk / Rebelión, 8 de enero de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.

Durante los últimos siete meses, el soldado estadounidense de 22 años Bradley Manning, estuvo incomunicado bajo constante acoso en su celda 23 de 24 horas, primero en una prisión del ejército en Kuwait, ahora en el calabozo en Quantico, Virginia. Si sus ojos se cierran entre las 5 de la mañana y las 8 de la noche lo sacuden para despertarlo. Durante el día tiene que responder “sí” a los guardias cada cinco minutos. Una hora por día, lo llevan a otra celda en la que camina siguiendo la forma de un ocho. Si se detiene lo devuelven a su otra celda.

Manning es acusado de entregar documentos a Julian Assange de WikiLeaks. No ha sido juzgado ni condenado. Visitantes informan que Manning está en franca decadencia mental y física. Los esfuerzos de su abogado por mejorar su condición han sido rechazados por el ejército. Continue lendo

Acesso à informação pública é direito humano fundamental

Declaração conjunta sobre a Wikileaks do Relator Especial da ONU para a Promoção e Protecção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão e do Relator Especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Catalina Botero Marino e Frank LaRue, Esquerda.net, 23 de dezembro de 2010

Declaração conjunta sobre a Wikileaks

21 de dezembro de 2010 – À luz dos desenvolvimentos correntes relacionados à divulgação de telegramas diplomáticos pela organização Wikileaks, e a publicação de informação contida naqueles telegramas por organizações de imprensa, o RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO e a COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (IACHR) vêm a público para lembrar alguns princípios da lei internacional. Os relatores conclamam os Estados e demais actores relevantes a manter em mente esses princípios, ao responder aos desenvolvimentos acima referidos. Continue lendo

Piratas vingadores e espiões em diligência

Umberto Eco, Presseurop, 2 de dezembro de 2010

O caso Wikileaks tem uma dupla leitura. Por um lado, revela-se um escândalo aparente, um escândalo que só escandaliza por causa da hipocrisia que rege as relações entre os Estados, os cidadãos e a Comunicação Social. Por outro, anuncia profundas alterações a nível internacional e prefigura um futuro dominado pela recessão. Continue lendo

Em defesa de Julian Assange

Tomi Mori, Esquerda.net, 8 de dezembro de 2010

Nenhum homem neste planeta tem enfrentado uma luta tão desigual.

Nenhum homem tem sido mais perseguido neste planeta do que Julian Assange.

Nenhum homem neste planeta tem enfrentado uma luta tão desigual com adversário, ou inimigo, tão poderoso como o governo americano, liderado por Barack Obama. Continue lendo

WikiLeaks’ Economic Warfare

Laura Flanders, GRITtv, December 2, 2010

So far, WikiLeaks have concentrated their efforts on U.S. foreign policy, from wars to diplomacy. Though little concrete action appears to have been taken in response to the leaks, their next target may spark a different reaction.

Bank of America shares fell 3 percent on Tuesday after Julian Assange hinted that he had as much as 5 GB worth of their documents revealing some shady behavior. Continue lendo

Fundador de Wikileaks denuncia ‘perseguição’

Julian Assange, fundador do Wikileaks,é acusado de violar duas mulheres suecas. O seu representante aponta inúmeras irregularidades no processo e fala em “falsas acusações”, “perseguição” e “violação das convenções europeias”

Mark Stephens, Esquerda.net, 27 de novembro de 2010

Na manhã de 21 de Agosto de 2010, o meu cliente, Julian Assange, leu no tablóide sueco Expressen que havia um mandado de captura em seu nome, relativo a acusações de “violação” envolvendo duas mulheres suecas. Continue lendo

Governo dos EUA derruba WikiLeaks

Quatro dias após o início do vazamento de documentos sigilosos da diplomacia norte-americana pelo site WikiLeaks, o governo dos EUA reagiu de forma dura. Pressionou a Amazon Web Services a interromper o contrato pelo qual fornecia o servidor de acesso ao site.

Folha de S. Paulo, 2 de dezembro de 2010.

Em consequência, o WikiLeaks, que diz ter 250 mil documentos em seu poder, ficou fora do ar por pelo menos cinco horas. No final da tarde, voltou a funcionar, após transferir as operações ao servidor sueco Bahnhof. Continue lendo

A “Neutralidade da Internet” é vital para a liberdade de expressão

Há um perigo claro de que a Internet se encaminhe para a fragmentação, onde as empresas de telecomunicações determinam aquilo que as pessoas vêm na Web

Mark Weisbrot, Sacramento Bee / Esquerda.net, 2 de outubro de 2010

A comunicação social permanece, no século XXI, como uma das forças mais poderosas capazes de bloquear o progresso social e económico. É devido à comunicação social que dezenas de milhões de americanos estão convencidos que o défice orçamental é mais importante do que as vidas arruinadas pelo desemprego, ou que a Segurança Social não estará lá quando se reformarem. Ou ainda que a ocupação do Afeganistão pelo seu governo e as centenas de bases militares espalhadas pelo mundo servem para exercer a “defesa nacional” dos cidadãos dos Estados Unidos. Continue lendo

O libertário da nova informação

Rodrigo Uchoa, Valor, 28 de julho de 2010

Julian Assange tinha vinte e poucos anos e os cabelos castanhos escuros quando se envolveu numa dura batalha com a ex-mulher pela guarda do filho dos dois. Um problema pessoal que acabou sendo transformado na primeira grande experiência do então jovem programador australiano contra a burocracia e as grandes instituições pouco transparentes. E a primeira experiência também de um ativismo que iria desembocar anos depois no WikiLeaks, o site classificado de “criminoso” por uns e de “heroico” por outros. Continue lendo

Estados Unidos: el terreno en el que puede decidirse sobre la neutralidad de la Red a nivel planetario

http://www.imatica.org, Rebelión, 25 de junio de 2010

El principio de neutralidad en la Red es aquel por el cual el intermediario encargado de facilitar el transporte de la información en una red de banda ancha (por ejemplo, Internet) no prioriza el tráfico correspondiente a un servicio determinado por encima de otros, tampoco estableciendo ninguna restricción al respecto. Continue lendo

Debate sobre controle da internet no Brasil

O jornal Folha de S.Paulo de 2 de agosto de 2008 publicou duas matérias a partir dos problemas colocados pelo projeto Azeredo sobre controle da internet, já aprovado pelo Senado Federal. Uma é de autoria do próprio Azeredo e outra de figuras representativas do movimento pela liberdade na rede. A questão colocada é: O projeto sobre crimes na internet coloca em risco a liberdade na rede?

*SIM*

*Uma ameaça aos direitos civis*

*OONA CASTRO, PABLO ORTELLADO e SÉRGIO AMADEU DA SILVEIRA*

NA MADRUGADA de 9 de julho, o Senado aprovou o substitutivo do senador Eduardo Azeredo ao projeto de lei 89/03, que tipifica os crimes digitais. Preocupado em punir atividades ilegais na internet, o projeto possui artigos dúbios e se mostrou incapaz de dar soluções técnicas que impeçam o abuso na sua aplicação, a invasão de privacidade e a violação de direitos civis. Continue lendo