Climate Change Deniers Have Grasped That Markets Can’t Fix the Climate

The refusal to accept global warming is driven by corporate interests and the fear of what it will cost to try to stop it.

Seumas Milne, The Guardian, February 20, 2014

Planet Earth in Outer Space‘In the words of Nicholas Stern’s 2006 report, climate change is “the greatest market failure the world has ever seen”.’ (Photograph: Corbis)

It’s an unmistakable taste of things to come. The floods that have deluged Britain may be small beer on a global scale. Compared with the cyclone that killed thousands in the Philippines last autumn, the deadly inundations in Brazil or the destruction of agricultural land and hunger in Africa, the south of England has got off lightly.

But the message has started to get through. This is exactly the kind of disaster predicted to become ever more frequent and extreme as greenhouse gas-driven climate change heats up the planet at a potentially catastrophic rate. And it’s exposed the David Cameron who wanted to “get rid of all the green crap” and who slashed flood defence spending by £100m a year as weak and reckless to his own supporters. Continue lendo

50 años después: Prólogo de “La formación de la clase obrera en Inglaterra”, de E. P. Thompson

Prólogo a la nueva edición castellana de “La formación de la clase obrera en Inglaterra”

Antoni Domènech, Sin Permiso, 8 de octobre de 2012

[As discussões recentes no Brasil sobre o legado de Hobsbawn não devem ocultar a obra daquele que, na minha opinião, foi o mais importante historiador marxista do seculo XX, Edward Palmer Thompson. De sua obra emergiram conceitos novos, essenciais para pensar a ação politica nos dias de hoje, como o de que “a classe se forma na luta de classes” ou o da “economia moral das multidões”. Ele também foi uma das mais importantes lideranças politicas da esquerda inglesa como animador da Campanha pelo Desarmamento Nuclear (CND) – onde ajudou a forjar o conceito de exterminismo, perfeitamente aplicável para as catástrofes ambientais que se avizinham. Sua obra seminal, A formação da classe trabalhadora inglesa vai comemorar 50 anos. José Correa]

La editorial madrileña Capitán Swing acaba de reeditar la versión castellana de La formación de la clase obrera en Inglaterra [Madrid, 2012], el gran clásico del historiador británico Edward P. Thompson. Con permiso de la editorial reproducimos aquí el prólogo que para esa edición ha escrito Antoni Domènech.

Casi medio siglo después de la primera edición original, La formación de la clase obrera en Inglaterra es unánimemente considerada una obra maestra, y su autor, uno de los más grandes historiadores del siglo XX, acaso el más original, profundo e innovador de su segunda mitad. Pero en el momento de su aparición (1963) ni el libro ni el autor podían resultar más polémicos, ni concitar más hostilidades. Continue lendo

Nuclear power is the Betamax of the energy world

We need to stop being distracted by this techology and focus on promoting and investing in renewables

Natalie Bennett, guardian.co.uk, September 28, 2012

In my first month as the new Green party leader, I’ve spent lots of time talking about pressing economic and social issues – the need for the minimum wage to be a living wage, how benefits should be available to all who need them, and how costly and destructive the privatisation of the NHS will be. Continue lendo

“Por que defendemos o Wikileaks e Assange”

Michael Moore e Oliver Stone, Outra Palavras, 22 de agosto de 2012

Passamos as nossas carreiras de cineastas sustentando que os media norte-americana são frequentemente incapaz de informar os cidadãos sobre as piores ações do nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.cha

O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi a sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.

Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdade por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Iémen, para esconder a nossa responsabilidade sobre os bombardeamentos no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais. Continue lendo

Reino Unido como “estado canalla”

Atilio Borón, atilioboron.com.ar, 21 de agosto de 2012

Desde finales del siglo pasado la expresión “estado canalla” ganó creciente aceptación en la opinión pública internacional. Impulsado por la maquinaria propagandística estadounidense, el concepto tenía por objetivo satanizar a los países hostilizados por Washington con la evidente intención de justificar las agresiones del imperio. Se incluía en esa lista a Afganistán, Corea del Norte, Cuba, Irak, Irán, Libia, Serbia-Montenegro, Sudán y Siria. Continue lendo

Respect de George Galloway podría ayudar a Gran Bretaña a romper el punto muerto político

El Thatcherismo ha gobernado la política del Reino Unido durante décadas. El triunfo de Galloway debería estimular a la gente a repensar su pasividad.

Tariq Ali, The Guardian / Rebelión, 20 de abril de 2012. Traducido del inglés para Rebelión por Christine Lewis Carroll

El contundente triunfo electoral de George Galloway en la elección parcial de Bradford [ciudad del norte de Inglaterra] ha sacudido el mundo petrificado de la política inglesa. No se esperaba, y por esa razón gran parte de los medios de comunicación (con la excepción honorable de Helen Pidd de The Guardian) trató la campaña de Respect como un espectáculo disparatado marginal. Un adulador de la BBC y presentador de un programa televisivo electoral local que intentó insultar y burlarse de Galloway debería ahora comerse sus sucias palabras. El escaño de Bradford, feudo del laborismo desde 1973, se consideró seguro y el dirigente laborista Ed Miliband había planeado una visita para celebrar la victoria a la ciudad hasta que se filtró la noticia a las dos de la madrugada. Ahora Ed Miliband vuelve a concentrarse en su propio futuro. El laborismo ha pagado el precio de su fracaso como oposición; creyó que sólo tenía que esperar a que cayera el premio. La situación política en Escocia debía hacerles reflexionar. Quizá este último acontecimiento en la política inglesa lo haga, aunque lo dudo. Galloway se ha orinado sobre los tres partidos. Los liberal-demócratas y los conservadores explican su descenso alegando que votó demasiada gente. Continue lendo

No to a bosses’ Europe – the politics of the EU and the eurozone crisis

Alan Thornett, Socialist Resistance (Britain), March 24, 2012

The general line of this article was approved by the National Committee of Socialist Resistance (British section of the Fourth International) on the 24th of March 2012.

1) The origins of European integration

The origins of European integration, which started with the European Coal and Steel Community (EC&SC) in 1951 and exists today as the European Union (EU) with its Eurozone, can be located in the closing stages of World War II. The European bourgeoisies needed to consolidate their rule following the popular uprisings and radicalisations at the time of liberation from Nazism, particularly in France and Italy. The answer was Marshall Aid, which reflected the economic hegemony of the post-Yalta USA and the supremacy of the dollar as an international currency. Continue lendo

A crise do euro bate às portas da City londrina

Em julho, um relatório revelou que os bancos britânicos têm cerca de 300 mil milhões de dólares investidos em títulos dos chamados PIIGS. Um efeito dominó do euro produziria um buraco nas finanças dos bancos.

Marcelo Justo, Carta Maior, 29 de dezembro de 2011

O Reino Unido enfrenta a sua segunda recessão em três anos, tem o índice de desemprego mais alto desde 1994 e seu nível de vida caiu em 2011 pelo quinto ano consecutivo, mas na City a festa continua. É certo que os banqueiros não gozam do favor da opinião pública, é verdade que os indignados que acamparam há mais de dois meses nas fronteiras da City são uma pedra no sapato, e não resta dúvida que, como em “A Máscara da Morte Rubra”, de Edgar Allan Poe, a peste do euro é um fantasma que está a bater à porta, mas enquanto não há sinais de contágio, a City pode alardear uma saúde juvenil. Continue lendo

As the dust settles, a cold new Europe with Germany in charge will emerge

After the EU summit, the prospect is of a joyless union of penalties, punishments, disciplines and seething resentments

Ian Traynor, guardian.co.uk,  December 9, 2011

As a clear damp dawn rose over Brussels on Friday morning, the tired and tetchy leaders of Europe emerged, bleary-eyed from nine hours of night-time sparring over how to rescue the single currency and indeed the entire European project.

Brave faces were put on, bluffs called, counter-bluffs revealed, vetoes wielded. Histrionics from France’s Nicolas Sarkozy, poker-faced calm from Germany’s Angela Merkel, David Cameron gambling the UK’s place in Europe by opting to battle for Britain rather than helping to save the euro. When the dust settles, Friday 9 December may be seen as a watershed, the beginning of the end for Britain in Europe. But more than that – the emergence for the first time of a cold new Europe in which Germany is the undisputed, pre-eminent power imposing a decade of austerity on the eurozone as the price for its propping up the currency. Continue lendo

Private Spaces Are Stifling Protest

Occupy London’s struggle to find a public space for protest reflects the increasing private control of our towns and cities

Anna Minton, The Guardian, October 26, 2011

The right to peaceful public protest is an essential component of a healthy democratic society. Except, it seems, in the City of London.

The argument over whether the Occupy movement should camp outside St Paul’s and the subsequent closure of the cathedral has served to distract from the main issue facing the protesters, which is that political protest is banned in the vast majority of the City’s public places. The protesters did not intend to camp outside St Paul’s but they found they had nowhere else to go if they wished to remain in the City – which is the focus of the protest. Continue lendo

Cierren la manguera!

El Grupo ETC demanda al gobierno del Reino Unido detener experimento de geoingeniería

Grupo ETC, 14 de setembro de 2011

Según informes recientes, científicos británicos están a punto de hacer pruebas del equipo necesario para diseminar partículas de sulfato en la estratósfera, como preparación para realizar experimentos de geoingeniería. La geoingeniería es una propuesta de “remiendos” tecnológicos a mega escala que propone manipular deliberadamente el clima global, para contrarrestar los efectos del cambio climático.

Ante ello, el Grupo de Acción sobre Erosión, Tecnología y Concentración (Grupo ETC) hace un llamado al gobierno del Reino Unido para que detenga este controvertido experimento y respete los procesos de discusión del tema que se llevan a cabo en el marco del sistema de Naciones Unidas. Continue lendo

Inglaterra: la privatización de la mente, la pobreza de la imaginación y los disturbios

Paul Gilroy, The Dream of Safety / Rebelión, 4 de septiembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

[Winston Silcott en su introducción, señaló que si Londres tuviera un Estado de bienestar como Suecia, tal vez los disturbios no habrían tenido lugar]

Gilroy: No quiero que nos pongamos demasiado románticos sobre Escandinavia… [Aplausos]. La última vez que estuve en Malmö había un francotirador con laser que disparaba a gente de color en las calles.

Quiero decir algunas cosas en solidaridad con la gente que ha sufrido, las familias, incluida la familia de Mark Duggan, que han perdido tanto. Esta mañana estaba sentado en el tribunal del magistrado en Highbury, viendo como el magistrado condenaba a meses y meses a personas que no tenían antecedentes criminales incluso antes de escucharlas. Y esos jóvenes, algunos no estaban con sus familias sino solos, no podrían haber sido defendidos con éxito ni siquiera por alguien como Michael Mansfield. Es una vergüenza lo que está pasando allí. Para gente que ha sido acusada de desorden violento, 2 de cada 3 han sido condenados a prisión preventiva, y eso es un escándalo, no justicia. Continue lendo

Tela quente

A percepção de que os de cima saqueiam o Estado, fazendo minguar recursos para saúde e educação, chegou à periferia: a tela está ficando quente

Ricardo Antunes, Folha de S.Paulo, 29 de agosto de 2011

O ano de 2011 começou com a temperatura social alta: na Grécia, várias manifestações se sucederam, repudiando o receituário da constrição de tudo que é público em benefício das grandes corporações. E a pólis moderna presenciou uma nova rebelião do coro.

Depois, veio a revolta no mundo árabe: cansados do binômio ditadura e pauperismo, riqueza petrolífera e fruição diamantífera dos clãs dominantes, a Tunísia deu o pontapé inicial. A forte revolta popular, com boa organização sindical, derrubou a ditadura de Ben Ali.

Os ventos rapidamente sopraram para o Egito: manifestações plebiscitárias diuturnas na praça Tahrir, conectadas pelas redes sociais, exigiam dignidade, liberdade e o fim da ditadura de Mubarak. Continue lendo

Londres: Porquê aqui, porquê agora?

Porque são sempre as mesmas áreas que se insurgem primeiro, o que quer que seja a causa? Pura coincidência? Estará relacionado com a raça, a classe, a pobreza institucionalizada e a tristeza da vida difícil do dia-a-dia?
opiniao

Tariq Ali, Esquerda.net, 10 de agosto de 2011

Os políticos da coligação (incluindo o New Labour, que provavelmente se juntará a um “governo de salvação” se a recessão continuar) com as suas ideologias petrificadas não podem dizê-lo porque os três partidos continuam igualmente responsáveis pela crise. Eles criaram esta confusão. Continue lendo

Hay “indignados” en Londres?

Ludovic Lamant, Viento Sur, 4 de julio de 2011

Tras Islandia, Portugal, España y Grecia, ¿está Gran Bretaña descubriendo, a su vez, las virtudes de la “indignación”? ¿La manifestación monstruo del 30 de junio, contra la política de austeridad del gobierno, confirmaría la emergencia de un movimiento de contestación poderoso, a caballo de varios países europeos, siguiendo la estela de la primavera árabe? Lejos de los hábitos de la Unión Europea frente a la agonía griega, se estaría despertando otra Europa…

A primera vista, la hipótesis, ingenua, no se sostiene, cuando se la confronta con los desfiles británicos. Las centenas de miles de participantes, entre ellos muchos jóvenes enseñantes, se han desplazado en nombre de una reivindicación muy precisa: han respondido al llamamiento de cuatro sindicatos del servicio público, con la esperanza de forzar a la coalición del primer ministro David Cameron a retirar su proyecto de reforma de las jubilaciones. Continue lendo

O casamento do príncipe e a celebração da desigualdade

Duarte Pereira, Correio da Cidadania, 30 de abril de 2011

Nunca o casamento de um príncipe foi acompanhado por tantos plebeus embevecidos quanto o do príncipe inglês William na última sexta-feira. Arrebatados pela ostentação das cerimônias, a riqueza das roupas e a simpatia do jovem casal, muitos desses plebeus em Londres e pelo mundo afora não se deram conta de que a sobrevivência de monarquias e de seus rituais representa uma das limitações significativas das transformações democráticas na Europa. O aclamado casamento do príncipe William demonstra que, no Velho Continente orgulhoso de ter abolido os privilégios de nascimento e instituído a igualdade de todos perante a lei, ainda há famílias que são mais iguais do que as outras e ainda existem chefes de Estado que herdam tronos seculares pelo simples acaso de nascerem em berços privilegiados. Continue lendo

UK Is Urged to Build New Nuclear Plants

Kate Devlin, The Herald Scotland, March 29, 2011

THE Government’s former chief scientific adviser is expected to recommend today that the UK embraces a new generation of nuclear power stations despite the ongoing crisis at the Fukushima plant in Japan.

Sir David King’s intervention – in a flagship report – comes as the future of nuclear power emerges as a key battleground in the Holyrood election on May 5. He will argue its use as an energy source is vital to combat global warming. Continue lendo

Insensível

O nível de mortes devidas a invernos rigorosos no Reino Unido é maior do que na Sibéria. A razão é esta.

George Monbiot, Esquerda.net, 10 de janeiro de 2011

Ao enumerar os factores que distinguem a civilização da barbárie, há um que viria perto do topo: os idosos não são abandonados para morrer de frio. Por esta bitola, o Reino Unido é um país cruel. Apesar de normalmente termos uma das menores diferenças entre as temperaturas de Inverno e de Verão nestas latitudes, temos um dos maiores níveis de mortes devidas a invernos rigorosos. Morrem aqui quase o dobro das pessoas, per capita, do que na Escandinávia e noutros locais do Norte da Europa, embora os nossos invernos sejam tipicamente mais amenos(1). Mesmo a Sibéria tem níveis de mortalidade devida a invernos rigorosos inferiores aos nossos(2). Cá, entre 25 000 e 30 000 pessoas por ano são levadas à sepultura devido ao frio(3) – este Inverno pode ser muito pior. Continue lendo

As dívidas odiosas do Reino Unido

Muitos dos acordos PFI [as Parcerias Público-Privadas britânicas] foram anti-democráticos e contra o interesse nacional. É hora de pararmos de honrá-los.

George Monbiot, Esquerda.net, 8 de dezembro de 2010

Foi-vos dito que nada é sagrado; que nenhuma despesa do Estado está a salvo de ser cortada ou corroída pela inflação. Foram enganados. Como mostram os novos dados sobre os gastos públicos divulgados pelo governo, houve uma conta de 267 mil milhões de libras que foi separada e protegida1. Esta soma, espalhada por mais ou menos 50 anos, garante o bem estar não dos reformados e dos pensionistas, ou das crianças ou dos desempregados, mas de um tipo diferente de clientela. Para lhes abrir caminho, tudo o resto deve ser cortado, mais ampla e rapidamente do que teria sido. Continue lendo

130 mil estudantes britânicos nos protestos contra aumento das mensalidades

É já o terceiro dia de protestos contra o plano do Governo conservador que inclui o aumento das propinas e cortes no investimento público na Educação. Dezenas de estudantes continuam a ocupar salas de aulas nas universidades de Edimburgo, Cradiff e Londres.

Esquerda.net, 25 de novembro de 2010

Um dos cem alunos ainda sitiados esta manhã, quinta-feria, desde as 12h30 de quarta-feira na Universidade de Londres, Jonathan Moses, contou ao jornal britânico Guardian que estão preparados para “ficar ali indefinidamente”. “O nosso protesto tem dois níveis. Um é local, contra a cumplicidade da Universidade de Londres em prol das reformas do Governo de coligação, e o outro é nacional, instando a uma acção directa contra os cortes que estão a ser coordenados em todas as universidades”, afirmou. Continue lendo